31 de mai de 2009

EVANGELHO DA SEMANA | CORINTIOS 6:16

"Pois nós somos um santuário do Deus vivo." - Paulo De Tarso.

O esforço individual estabelece a necessária diferenciação entre as criaturas, mas a distribuição das oportunidades divinas é sempre a mesma para todos.

Indiscriminadamente, todas as pessoas recebem possibilidades idênticas de crescimento mental e elevação ao campo superior da vida.

Todos somos, pois, consoante a sentença de Paulo, santuários do Deus vivo.

Apesar disso, inúmeras pessoas se declaram afastadas da luz eterna, deserdadas da fé.

Enquanto dispõem da saúde e do tesouro das possibilidades humanas, fazem anedotário leve e irônico.

Ao apagar das luzes terrestres, porém, inabilitados à movimentação no campo da fantasia, revoltam-se contra a Divindade e precipitam-se em abismo de desespero.

São companheiros invigilantes que ocuparam o santuário do espírito com material inadequado.

Absorvidos pelas preocupações imediatistas da esfera inferior, transformaram esperanças em ambições criminosas, expressões de confiança em fanatismo cego, aspirações do Alto em interesses da zona mais baixa.

Debalde se faz ouvir a palavra delicada e pura do Senhor, no santuário interno, quando a criatura, obcecada pelas ilusões do plano físico, perde a faculdade de escutar.

Entre os seus ouvidos e a sublime advertência, erguem-se fronteiras espessas de egoísmo cristalizado e de viciosa aflição.

E, pouco a pouco, o filho de Deus encarnado na Terra, de rico de ideais humanos e realizações transitórias, passa à condição de mendigo de luz e paz, na velhice e na morte...

O Senhor continua ensinando e amando, orientando e dirigindo, mas, porque a surdez prossegue sempre, chegam a seu tempo as bombas renovadoras do sofrimento, convidando a mente desviada e obscura à descoberta dos valores que lhe são próprios, reintegrando-a no santuário de si mesma para o reencontro sublime com a Divindade.

Fonte: Livro Vinha de Luz, de Emmanuel por Chico Xavier

29 de mai de 2009

OS CABOCLOS NA LIÇÃO DE PAI JOÃO

PAI JOÃO: -Pois é, meu filho, mas como você veio em busca de conhecimento, Pai João gosta muito disso e aproveita para falar a respeito dessas e de outras coisas importantes. É preciso formar uma idéia mais ampla sobre a diversidade de espíritos que trabalham em nosso planeta.

Examine, por exemplo, o caso dos caboclos. As entidades espirituais que se manifestam tanto em seus médiuns quanto no plano astral com a vestimenta de caboclo não foram obrigatoriamente índios ou selvagens em sua última encarnação. Muito pelo contrário.

Grande número dos espíritos que adotam a característica de caboclo tiveram seu caráter firme forjado em templos do passado, principalmente entre as civilizações incas e astecas, entre outras. Tal como ocorre com os pais-velhos, possuem íntima ligação com certas energias da natureza, tanto quanto com a cultura da qual procedem. Em virtude desse fato, preferem estampar a imagem de um índio, de um sertanejo ou de um bandeirante em sua vestimenta espiritual, em sua aparência. Daí se pode entender porque alguns caboclos são recrutados para trabalhar ao lado de grandes luminares da espiritualidade, que foram sábios em sua última existência. Além de tudo isso, a forma astral do caboclo também traz um simbolismo. Representa a jovialidade, energia, destemor e valentia, bem como capacidade de transformação e progresso. É a representação do jovem guerreiro, daquele que tem a característica de mudar o panorama, de enfrentar os desafios da existência e modificar as situações menos favoráveis em outras mais nobres.

-Então os caboclos também foram iniciados em outras civilizações, como os pais-velhos?

PAI JOÃO: -Não se pode generalizar, meu filho. Especialmente se considerarmos que, na umbanda e em certos cultos de transição, observa-se uma variedade de seres Espirituais a que muitos dão o nome de caboclos.
Antes de continuar com as explicações, é preciso dizer que este pai-velho está lhe dando apenas um ponto de vista a respeito da variedade de manifestações. O que estou lhe falando não é consenso nem mesmo entre os representantes da umbanda. No entanto, é sob esse ponto de vista que nego-velho quer conduzir seu olhar.
Assim sendo, dentro da variedade a que me referi, temos os chamados caboclos índios. Eles integram imensa legião de trabalhadores, guardiões, baluartes da lei e da ordem, combatentes que são das falanges do mal. Como verdadeiros caças, saem pelo umbral afora em tarefas de defesa e disciplina, temidos que são por muitos espíritos das trevas.

Na umbanda e em outras expressões de espiritualidade, são comuns outros tipos, tais como os boiadeiros. Especialistas em desobsessões, coletivas e individuais, investem contra as bases das sombras e destroem as fortalezas do astral inferior. Dotados de grande magnetismo, são respeitados e temidos pelas entidades do mal, sobretudo pelos marginais ou quiumbas, tão comuns em ambientes que oferecem grande perigo aos encarnados.

Após breve intervalo, para que o interlocutor pudesse assimilar o que dizia, Pai João prosseguiu:

-Como já lhe disse, nego-velho está dando uma explicação baseada não na teologia umbandista, mas na realidade cultural mais próxima da que você está habituado, meu filho. Certamente encontrará outros pontos de vista sobre esse assunto entre os representantes da umbanda e do candomblé. Porém nego-velho, neste momento, não tem por objetivo religião e doutrina, mas a descrição da realidade espiritual que transcende as interpretações religiosas.

-Entendo, meu pai. Se julgar apropriado conceder mais informações, estou aberto a ouvir e estudar.

-Pois bem, meu filho, - retomou Pai João calmamente. – Ainda sobre a forma espiritual adotada por alguns espíritos, alguns caboclos adotam não a forma de índios, mas do marinheiro. De alguém que viveu junto às águas, ao mar, portanto trabalhando com emoções, inclusive por ter vivenciado os tremendos desafios que envolvem a navegação: desde tormentas e fenômenos climáticos até a solidão dos meses e anos singrando pelos mares, longe da família e dos seus. Na umbanda, bem como em alguns candomblés que recebem sua influência, chama-se freqüentemente de marinheiro aquele espírito que lidera falanges acostumadas a lidar com o sentimento e as emoções e que atuam no contato com o elemento água – que remete à suavidade e ao amor e auxilia na libertação de vinculações magnéticas. Quando se pretende fazer uma limpeza energética com suavidade, o elemento água é o mais indicado, liberando fortes emoções que anuviam a visão espiritual dos filhos. É lógico concluir que quem teve experiência reencarnatórias junto ao elemento água pode ser bastante eficaz nessa tarefa.

Era muita informação para aquele homem reservado, que não queria se expor perante os presentes. Era ele um representante do espiritismo e, por essa razão, não desejava, ao menos até aquele momento, ser identificado numa tenda onde a manifestação mediúnica ocorria segundo parâmetros diferentes daqueles com os quais se familiarizava.

Entendo isso o preto-velho vez ou outra dava um tempo para ele refletir e depois de um suspiro, uma pausa, continuava.

- Os chamados quimbandeiros constituem outra espécie de caboclo. Sua especialidade é enfrentar os magos negros e seus dirigidos nos campos de batalha do umbral e da subcrosta. Gostam de estar à frente das demandas que ocorrem na esfera astral, muitas vezes nem sequer percebidas pelos médiuns. Como se fossem generais guerreiros, trabalham para a defesa, porém com ênfase em limitar e cercear a ação das trevas, o que muitas vezes, os leva a afirmar que transitam entre o bem e o mal. Além, é claro, do fato de que conhecem em profundidade as artimanhas dos seres da escuridão.

Não há dúvida, meu filho, de que nego-velho está procurando usar a linguagem mais espírita possível para que possa entender os diversos perfis e especialidades daqueles seres que trabalham na vibração da umbanda, em suas variadas manifestações e interpretações. Por estarem ligadas à vibração e à atmosfera cultural – e não a rótulos religiosos -, essas mesmas entidades também militam nos centros espíritas, caso encontrem abertura dos médiuns e dirigentes. Ainda que, em certas ocasiões, optemos por nos apresentar em outra roupagem fluídica, conforme seja conveniente ao trabalho e tenhamos condições para tal.

Fonte: Contribuição do irmão Géro Maita, dirigente do C.E.U. Esperança. Texto extraído do livro “Corpo Fechado”, Robson Pinheiro, espírito W. Voltz



26 de mai de 2009

21 DE JANEIRO - DIA NACIONAL AO COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

BASTA DE PERSEGUIÇÕES!
SIM, AO RESPEITO E COMPREENSÃO!
BASTA DE FANATISMOS!
SIM AO ENTENDIMENTO, DIFERENÇAS SIM, DIVISÕES NÃO!!!
BASTA DE ÓDIOS!
SIM AO AMOR QUE JESUS ENSINOU, NÃO NA TEORIA, MAS NA PRATICA!
BASTA DE FICAR FALANDO MAL DA RELIGIÃO DO OUTRO!
SIM, A FALAR O BEM QUE HÁ NA SUA RELIGIÃO!
BASTA DE ACHAR QUE SÓ VOCÊ SERÁ SALVO E SEU IRMÃO VAI PARA O INFERNO!
SIM, A CADA UM SEGUNDO SUAS OBRAS, COMO DISSE JESUS!

Na 2ª feira, 21 de janeiro de 2008, pela primeira vez, o povo brasileiro vive o "Dia nacional de combate à intolerância religiosa", decretado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente da República no dia 27 de dezembro de 2007, através da lei n. 11.635.
O decreto é muito conciso: "Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o – Fica instituído o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, a ser comemorado anualmente em todo o território nacional no dia 21 de janeiro.
Art. 2o - A data fica incluída no Calendário Cívico da União para efeitos de comemoração oficial. Art. 3o - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação". Traz as assinaturas do presidente da República e do ministro da Cultura.

HOMENAGEM MUSICAL A UMBANDA E CANDOMBLÉ

O blog dos universalistas, dedica está canção "MEU PAI OXALÁ" aos nossos irmãos da Umbanda e do Candomblé.
Quem canta, nada mais, nada menos do que o nosso querido TOQUINHO!

Abraços fraternos, que Pai Oxalá abençoe a todos!





23 de mai de 2009

DICA MUSICAL UNIVERSALISTA | UM MILHÃO DE AMIGOS (ROBERTO CARLOS)

Dedicamos está linda música do Roberto Carlos sobre a amizade!
Eu quero também ter um milhão de amigos universalistas!!!

Muita alegria a todos!!!
Veja ao seu lado quantos amigos você tem, agradeça a Deus por isso e cante bem alto!!!







EVANGELHO DA SEMANA | MATEUS 8:22

"Segue-me e deixa aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos." - Jesus

Jesus não recomendou ao aprendiz deixasse “aos cadáveres o cuidado de enterrar os cadáveres”, e sim conferisse “aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos”.
Há, em verdade, grande diferença.
O cadáver é carne sem vida, enquanto que um morto é alguém que se ausenta da vida.
Há muita gente que perambula nas sombras da morte sem morrer.
Trânsfugas da evolução, cerram-se entre as paredes da própria mente, cristalizados no egoísmo ou na vaidade, negando-se a partilhar a experiência comum.
Mergulham-se em sepulcros de ouro, de vício, de amargura e ilusão. Se vitimados pela tentação da riqueza, moram em túmulos de cifrões; se derrotados pelos hábitos perniciosos, encarceram-se em grades de sombra; se prostrados pelo desalento, dormem no pranto da bancarrota moral, e, se atormentados pelas mentiras com que envolvem a si mesmos, residem sob as lápides, dificilmente permeáveis, dos enganos fatais.
Aprende a participar da luta coletiva.
Sai, cada dia, de ti mesmo, e busca sentir a dor do vizinho, a necessidade do próximo, as angústias de teu irmão e ajuda quanto possas.
Não te galvanizes na esfera do próprio “eu”.
Desperta e vive com todos, por todos e para todos, porque ninguém respira tão-somente para si.
Em qualquer parte do Universo, somos usufrutuários do esforço e do sacrifício de milhões de existências.
Cedamos algo de nós mesmos, em favor dos outros, pelo muito que os outros fazem por nós.
Recordemos, desse modo, o ensinamento do Cristo.
Se encontrares algum cadáver, dá-lhe a bênção da sepultura, na relação das tuas obras de caridade, mas, em se tratando da jornada espiritual, deixa sempre “aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos”.

Fonte: Livro Fonte Viva

21 de mai de 2009

21 MOTIVOS PARA VIRAR VEGETARIANO

O vegetarianismo é a tendência que mais cresce no mundo desenvolvido. Eis 21 motivos porque vc deve pensar em virar vegetariano também:

1- Evitar carne é um dos melhores e mais simples caminhos para cortar a ingestão de gorduras. A criação moderna de animais provoca artificialmente a engorda para obter mais lucros. Ingerir gordura animal aumenta suas chances de ter um ataque cardíaco ou desenvolver câncer.

2- A cada minuto todos os dias da semana, milhares de animais são assassinados em abatedouros. Muitos sangram vivos até morrer. Dor e sofrimento são comuns. Só nos EUA, 500.000 (meio milhão) de animais são mortos a cada hora!

3- Há milhões de casos de envenenamento por comida relatados a cada ano. A vasta maioria é causada pela ingestão de carne.

4- A carne não contém absolutamente nada de proteínas, vitaminas ou minerais que o corpo humano não possa obter perfeitamente de uma dieta vegetariana.

5- Os países africanos - onde milhões morrem de fome - exportam grãos para o primeiro mundo para engordar animais que vão parar na mesa de jantar das nações ricas.

6- "Carne" pode incluir rabo, cabeça, pés, reto e a coluna vertebral de um animal.

7- Uma salsicha pode conter pedaços de intestino. Como alguém pode estar certo que os intestinos estavam vazios quando utilizados? Você realmente quer comer o conteúdo do intestino de um porco?

8- Se comêssemos as plantas que cultivamos ao invés de alimentar animais para corte, o déficit mundial de alimentos desapareceria da noite para o dia. Lembre-se que 100 acres de terra produz carne suficiente para 20 pessoas, e grãos suficientes para alimentar 240 pessoas!

9- Todos os dias dezenas de milhões de pintinhos de apenas 1 dia de vida são mortos apenas por que não podem botar ovos. Não há regras para determinar como ocorre a matança. Alguns são moídos vivos ou sufocados até a morte. Muitos são utilizados como fertilizantes ou como ração para alimentar outros animais.

10- Os animais que morrem para a sua mesa de jantar morrem sozinhos, em pânico e terror, em profunda depressão e em meio a grande dor. A matança é impiedosa e desumana.

11- É muito mais fácil ser e manter-se elegante quando se é vegetariano.

12- Metade das florestas tropicais do mundo foram destruídas para fazer pasto para criar gado para fazer hambúrguer. Cerca de 1000 espécies são extintas por ano devido à destruição das florestas tropicais.

13- Todos os anos 400 toneladas de grãos alimentam animais de corte - assim os ricos do mundo podem comer carne. Ao mesmo tempo, 500 milhões de pessoas nos países pobres morrem de fome. A cada 6 segundos alguém morre de fome por que pessoas no Ocidente estão comendo carne. Cerca de 60 milhões de pessoas morrem de fome por ano. Todas essas vidas poderiam ser salvas, porque estas pessoas poderiam estar comendo os grãos usados para alimentar animais de corte se os norte-americanos comessem 10% a menos de carne.

14- As reservas de água fresca do mundo estão sendo contaminadas pela criação de gado de corte. E os produtores de carne são os maiores poluidores das águas. Se a indústria de carne no EUA não fosse subsidiada em seu enorme consumo de água pelo governo, algumas gramas de hambúrguer custariam US$ 35.

15- Se você come carne, está consumindo hormônios que foram administrados aos animais. Ninguém sabe os efeitos que estes hormônios causam à saúde. Em alguns testes, um em cada 4 hambúrgueres contém hormônios de crescimento originalmente administrados ao gado.

16- As seguintes doenças são comuns em comedores de carne: anemias, apendicite, artrite, câncer de mama, câncer de cólon, câncer de próstata, prisão de ventre, diabetes, pedras na vesícula, gota, pressão alta, indigestão, obesidade, varizes. Vegetarianos há longo tempo visitam hospitais 22% menos que carnívoros e por pouco tempo. Vegetarianos têm 20% menos colesterol que carnívoros e isso reduz consideravelmente ataques cardíacos e câncer .

17- Alguns produtores usam calmantes para manter os animais calmos. Usam antibióticos para evitar ou combater infecções. Quando você come carne, está ingerindo estas drogas. Na América do Norte 55% de todos os antibióticos são dados a animais de corte, e a porcentagem de infecções por bactérias resistentes a penicilina avançou de 13% em 1960 para 91% em 1998.

18- Num período de vida um comedor de carne médio terá consumido 36 porcos, 36 ovelhas e 750 galinhas e perus. Você deseja tanta carnificina em sua consciência!?

19- Os animais sofrem dor e medo como nós. Passam as últimas horas de sua vida trancados em um caminhão, encerrados com centenas de outros animais, igualmente apavorados, e depois são empurrados para um corredor da morte ensopado de sangue. Quem come carne sustenta o modo como os animais são tratados.

20- Animais com um ano de vida são freqüentemente muito mais racionais - e capazes de pensamento lógico do que bebês humanos de 6 semanas. Porcos e ovelhas são muito mais inteligentes do que criancinhas. Comer esses animais é um ato bárbaro.

21- Vegetarianos são mais aptos fisicamente do que comedores de carne. Muitos dos mais bem-sucedidos atletas do mundo são vegetarianos.

O QUE POSSO COMER!?
Você está deixando de ser vegetariano porque não sabe o que comeria se não comesse carne? Um pequeno passeio pelo mercado de seu bairro lhe mostrará não somente que há muitas frutas e vegetais diferentes, mas também porque o vegetarianismo está crescendo tão rapidamente. Há muitas refeições vegetarianas prontas à venda.

COMO TER CERTEZA QUE SEU CORPO ESTÁ RECEBENDO AS VITAMINAS E MINERAIS QUE NECESSITA?

1- Tenha uma dieta variada e tente incluir frutas frescas, vegetais verdes, ervilhas e produtos integrais - todos excelentes fontes de vitaminas, minerais e fibras.

2- Vitaminas são facilmente destruídas pelo cozimento, logo você deverá comer alimentos crus. Use o mínimo possível de água quando cozer vegetais, prefira o processo a vapor (para evitar perda de vitaminas solúveis em água). Cozinhe o vegetal pelo menor tempo possível.


3- Vitaminas são freqüentemente armazenadas na casca de frutas e vegetais, logo procure comer a casca.

4- Coma nozes e sementes - elas contêm uma grande variedade de vitaminas e minerais.

5- Livre-se das panelas de alumínio, que é um potente veneno que pode causar danos ao cérebro.

6- Vitamina B12 é encontrada em leite e cereais.

7- Zinco é encontrado em sementes, amêndoas e vegetais verdes escuros.

LEMBRE-SE: Se você suspeita estar com deficiência nutricional em vitaminas e minerais, consulte seu médico. Nunca tome vitaminas ou suplementos minerais sem indicação profissional

Fonte: Site http://www.goavegetariano.com.br/

OBJETIVOS ZEITGEIST MOVEMENT

os Meios são o Fim:
Pretendemos restaurar as necessidades fundamentais e a consciência ambiental da espécie revogando a maioria das idéias que temos de quem e o que realmente somos, juntamente com como a ciência, a natureza e a tecnologia (em vez de religião, política e dinheiro) são a chave para nosso crescimento pessoal, não só como seres humanos individuais, mas como civilização, estrutural e espiritualmente. As percepções centrais dessa consciência são o reconhecimento dos elementos Emergentes e Simbióticos das leis naturais e de como o alinhamento dessa compreensão como base para nossas instituições pessoais e sociais, a vida na Terra transformar-se-á em um sistema que crescerá continuamente, onde consequências negativas sociais como camadas sociais, guerras, preconceitos, elitismo e atividades criminosas serão constantemente reduzidos e, esperamos, venham a deixar de existir no comportamento humano.

Claro que, para muitos humanos, é uma possibilidade muito difícil de se considerar, uma vez que fomos condicionados pela sociedade a pensar que crime, corrupção e desonestidade são “como as coisas são”, que sempre haverá pessoas que querem abusar, ferir e tirar vantagem dos outros. A religião reforça fortemente essa propaganda, já que a mentalidade “nós e eles”, “bem e mal” promove essa falsa suposição.

A verdade é que vivemos numa sociedade que produz escassez. A consequência dessa escassez é que os humanos devem se comportar de modo a se preservar, mesmo que isso signifique enganar e roubar para conseguirem o que querem. Nossa pesquisa concluiu que a escassez é uma das causas mais fundamentais de desvios de comportamento humano, além de levar a formas complexas de neurose. Uma análise estatística do vício em drogas, da criminalidade e da população carcerária demonstra que a pobreza e condições sociais não saudáveis são parte da experiência de vida das pessoas que adotam tais comportamentos.

Seres humanos não são bons ou ruins... Eles são o resultado da experiência de vida que os influenciam, e estão sempre mudando, sempre em movimento. A “qualidade” de um ser humano (se existisse algo assim) está diretamente relacionada a como foi criado e aos sistemas de crença aos quais ele foi condicionado.

Esse simples fato vem sendo gravemente ignorado, e hoje em dia as pessoas pensam primitivamente que competição, ganância e corrupção são elementos “embutidos” no comportamento humano, e portanto, precisamos ter prisões, polícia e consequentemente uma hierarquia de controle diferenciado para que a sociedade possa lidar com essas “tendências”. Isso é totalmente ilógico e falso.

O xis da questão é que para melhorar as coisas, você fundamentalmente precisa trabalhar nas raízes do problema. O atual sistema de “punição” usado pelas sociedades é ultrapassado, desumano e improdutivo. Quando um assassino em série é preso, a maioria das pessoas faz manifestações exigindo a morte dessa pessoa. Isso está errado. Uma sociedade realmente sã, que entende o que somos e como sistemas de valores são criados, pegaria esse indivíduo e aprenderia sobre os motivos por trás de seu comportamento violento. Essas informações passariam então por um departamento de pesquisa, que consideraria modos de evitar que fatos como esse ocorressem através da educação.

É hora de pararmos de remediar. É hora de começarmos uma nova abordagem social, atualizada com os conhecimento atuais. Tristemente, nossa sociedade é amplamente baseada em determinações e resoluções ultrapassadas e supersticiosas. É importante ressaltar que não há utopias ou conclusões. Todas as evidências indicam infinitas atualizações em todos os níveis. Por sua vez, são nossas ações pessoais de todo dia que moldam e perpetuam os sistemas sociais que adotamos. No entanto, paradoxalmente, são as influências do ambiente que criam nossas perspectivas e, portanto, nossas visões de mundo. Logo, a verdadeira mudança nascerá não só do ajuste de nossas decisões e compreensões pessoais, mas também da mudança das estruturas sociais que influenciam essas decisões e compreensões.

Os sistemas elitistas de poder são pouco afetados por protestos tradicionais e movimentos políticos. Devemos dar um passo além dessas “rebeliões do sistema” e trabalhar com uma ferramenta muito mais poderosa: parar de apoiar o sistema, ao mesmo tempo em que propagamos o conhecimento, a paz, a união e a compaixão. Não podemos “lutar contra o sistema”. Ódio, ira e a mentalidade de “guerra” são um modo ineficaz de obter mudança, pois eles perpetuam a mesma ferramenta que os sistemas de poder corruptos estabelecidos utilizam para manter o controle.

Distorção e Paralisia:
Precisamos entender que todos os sistemas são Emergentes e estão constantemente em evolução, juntamente com a realidade de que todos nós estamos Simbioticamente conectados à natureza e uns aos outros de modo simples, porém muito profundo, levando à percepção de que nossa integridade pessoal é equivalente à do resto da sociedade. Então, perceberemos o quão distorcido e invertido é a nossa sociedade atual e como sua perpetuação é a causa maior de sua instabilidade. Por exemplo, o Sistema Monetário é há muito tempo considerado uma força positiva na nossa sociedade graças à sua alegação de que produz incentivos e progresso. Na verdade, o sistema monetário tornou-se um veículo para a divisão e o controle totalitário.

Ele é a expressão máxima do lema “Dividir e conquistar”, pois em seu núcleo estão as suposições de que (1) Devemos lutar uns com os outros para sobreviver (2) Seres humanos precisam de um “estímulo” recompensador para fazer coisas significativas.

Quanto ao Número 1 (Devemos lutar uns com os outros para sobreviver), essa característica da competição no sistema é o que produz corrupção em todos os níveis da sociedade, pois parte do “nós contra eles”. Muitos argumentam que o sistema de “livre comércio” é bom... Mas ele é corrupto nos dias de hoje, graças a políticas ruins, favorecimento, auxílios financeiros, etc. Eles supõem que se um mercado livre “puro” fosse instituído, as coisas seriam melhores. Isso é falso, pois o que você está vendo hoje é o livre mercado em funcionamento, com todas as suas desigualdades e corrupção. Não há lei que vá impedir vendas privilegiadas, conspirações, monopólios, abuso de mão-de-obra, poluição, obsolescência calculada e coisas do tipo... Isso é o que o sistema baseado em competição cria com eficiência, pois é baseado na premissa de tirar vantagem dos outros para obter lucro. Ponto final.

Precisamos começar a abandonar esses ideais opressivos e caminhar em direção de um sistema projetado para cuidar das pessoas... Não para forçá-las a lutar por sua sobrevivência. Quanto ao Número 2 (“Seres humanos precisam de um ‘estímulo’ recompensador para fazer coisas significativas), essa é uma perspectiva triste e incrivelmente negativa do ser humano. Supor que uma pessoa precise ser “motivada estruturalmente” ou “forçada” a fazer algo é simplesmente absurdo. Lembre-se de quando você era criança e não tinha a menor idéia do que fosse dinheiro. Você brincava, era curioso e fazia muitas coisas... Por quê? Porque você queria. No entanto, conforme o tempo passa em nosso sistema, a curiosidade e auto-motivação naturais são extirpadas das pessoas, pois elas são forçadas a se ajustar a um sistema de trabalho especializado, fragmentado, quase predefinido para poderem sobreviver. Por sua vez, isso costuma criar uma revolta interior natural nas pessoas devido à obrigação, e foi assim que separamos os momentos de “lazer” e de “trabalho”. A preguiça que aqueles que defendem o sistema monetário (por alegar que ele cria estímulo) não reconhecem. Numa sociedade verdadeira, as pessoas seguem suas inclinações naturais e trabalham para contribuir para a sociedade – não porque são “pagas” para isso, mas porque têm uma consciência maior de que colaborar com a sociedade ajuda tanto a si próprias quanto a todas as outras pessoas. Esse é o estado elevado de consciência que esperamos transmitir. A recompensa por sua contribuição para a sociedade e o bem-estar daquela sociedade... o que, por consequência, é também o seu bem-estar.

Agora, colocando as coisas em perspectiva, é importante entendermos que nosso mundo é atual e inegavelmente conduzido por um pequeno grupo de homens dominadores em altos cargos nas instituições dominantes em nossa sociedade – Negócios e Finanças. O funcionamento do governo é regido pela influência e poder das corporações e dos bancos. O elemento vital é o dinheiro, que na verdade é uma ilusão e hoje tem pouca relevância para a sociedade, servindo como meio de manipulação e desunião num tipo de organização social que gera elitismo, crime, guerras e camadas sociais.

Ao mesmo tempo, as pessoas aprendem que ser “correto” é o que lhes atribui valor como seres humanos. Este conceito de “correto” está diretamente ligado aos valores vigentes na sociedade. Logo, aqueles que aceitam o apóiam as visões do sistema social são considerados “normais”, enquanto aqueles que discordam são “anormais” ou “subversivos”. Seja isso o dogma de uma tradição social ou o alinhamento com uma religião mundialmente estabelecida, a base é a mesma: o Materialismo Intelectual. Quando percebemos que o conhecimento e, consequentemente, as instituições estão em constante evolução, vemos que qualquer sistema de crença que declare “saber” tudo, sem espaço para o debate, é uma perspectiva errônea. A religião, baseada na fé, é a grande agente de distorção, já que alega ter respostas definitivas sobre as origens mais complexas da humanidade, e isso simplesmente não é possível num universo emergente.

Compreendendo isso, percebemos então que as pessoas que foram condicionadas a aceitar completamente esses ensinamentos estáticos são tão perigosas quanto as Estruturas de Poder Estabelecidas, pois se tornam “guardiãs voluntárias do status quo”. Isso se aplica a todos os sistemas, principalmente ao político, ao financeiro e ao religioso. Uma vez que a identidade das pessoas se associa às doutrinas da ética de um País, Religião ou Empresa, torna-se muito difícil mudá-la, já que sua identidade está misturada às das ideologias que lhe foram impostas. Assim, eles seguem perpetuando a doutrina da instituição, simplesmente para manter sua integridade pessoal como eles a percebem. Precisamos quebrar esse ciclo, pois ele paralisa nosso crescimento não só como indivíduos, mas como sociedade.

Verdade e Transição
Uma vez que nós compreendamos que a integridade de nossa existência como pessoa está diretamente relacionada à integridade da Terra, da vida e de todos os outros seres humanos, teremos então um caminho predefinido para nós. Além disso, quando percebermos que são a ciência, a tecnologia e, portanto, a criatividade humana que trazem progresso para nossas vidas, seremos capazes de reconhecer nossas verdadeiras prioridades para crescimento pessoal e social e para o progresso. Posto isso, podemos ver que a Religião, a Política e o sistema de Trabalho baseado em Dinheiro/Competição são modos desatualizados de operação social, e que agora precisam ser abordados e transcendidos. Nossa meta é um sistema social que funciona sem dinheiro ou política, ao mesmo tempo em que permite que as superstições percam terreno à medida que a educação avança. Ninguém tem o direito de dizer ao outro em que acreditar, pois nenhum ser humano tem a compreensão completa de nenhum assunto. Entretanto, se prestarmos atenção aos processos naturais da vida, podemos ver como eles se alinham à natureza e assim nosso caminho fica mais claro. Por exemplo, muitas pessoas estão preocupadas com o crescimento populacional, enquanto comentários assustadores de gente como Henry Kissinger sugerem que seja necessário algum tipo de “redução”. Porém, a pergunta principal continua sendo: o crescimento populacional é tão ruim assim? A resposta é: em uma perspectiva científica, o planeta pode aguentar muito mais pessoas se necessário, desde que haja investimentos em alta tecnologia. 70% do nosso planeta é coberto de água e cidades sobre o mar (um dos muitos projetos de Jacque Fresco) são o próximo passo. Por sua vez, a educação sobre o funcionamento da vida informará às pessoas sobre as consequências de seus interesses reprodutivos, e o crescimento populacional será reduzido naturalmente à medida que as pessoas percebam como elas estão ligadas com o planeta e com sua capacidade de sustentação.

Na verdade, o único verdadeiro “governo” que pode haver é o gerenciamento da Terra e de seus recursos. A partir daí, todas as possibilidades podem ser consideradas. Por isso, é necessária uma unificação intelectual entre os países, pois as informações mais valiosas que podemos ter como espécie são uma avaliação detalhada e completa do que temos nesse planeta. Assim como você avalia o solo e os recursos antes de plantar algo, precisamos fazer o mesmo com o planeta para otimizar aquilo que podemos fazer enquanto espécie, em termos de recursos.

Naturalmente, muitos que analisarem as idéias apresentadas acima vão perguntar: “Como podemos fazer isso, considerando o sistema de valores distorcidos em vigência? Como fazemos essa transição? Essa é a pergunta mais difícil. A resposta: temos que começar de algum lugar. Há muitas coisas que podem ser feitas por uma única pessoa ou comunidade que podem começar a moldar essa visão. O passo mais importante é a educação.

Em 15 de março de 2009 (o Dia Z, como foi chamado em 2008) haverá uma série de ações mundiais para aumentar a consciência sobre esse caminho sociológico. Nossa esperança é termos encontros regionais em tantas cidades, estados e países quanto for possível. Nós aqui do zeitgeistmovement.com vamos trabalhar para oferecer material em todas as línguas que pudermos, e faremos o possível para ajudar cada subgrupo. Nós nunca pediremos dinheiro. Estamos aqui para ajudar, pois entendemos uma verdade central que está esquecida há muito tempo: quanto mais você dá, mais você recebe.

Fonte: Site Zeigeist Movement

13 de mai de 2009

O QUE É ETIQUETA VAISHNAVA

Etiqueta Vaishnava é um conjunto de comportamentos que facilita a consciência de Krishna, atrai as bençãos dos devotos e torna sublime a associação com devotos. O Senhor Chaitanya Mahaprabhu, ao instruir Sanatana Goswami, disse que "...caracteristicamente um devoto observa e protege a etiqueta Vaishnava. Manter a etiqueta Vaishnava é o ornamento do devoto". (CC Antya 4.129-30) Quando perguntado como se identificava um Vaishnava, Srila Prabhupada, o fundador- acharya da ISKCON, respondeu: “Ele é um cavalheiro perfeito”.

Etiqueta com Pessoas

1. Lidando com pessoas em geral
Não há sentido em se proclamar devoto amoroso de Deus e tratar mal desnecessariamente qualquer ser vivo. É prática intrínseca de bhakti-yoga ser gentil e bondoso com todos os que são inocentes e não-violentos.

"Toda pessoa deve agir assim: ao encontrar uma pessoa mais qualificada do que ele, deve ficar muito satisfeito; ao encontrar uma pessoa menos qualificada, deve ter compaixão; e ao encontrar alguém igualmente qualificado, deve estabelecer um vínculo amistoso. Dessa maneira, a pessoa nunca é afetada pelas três misérias do mundo material." (SB 4.8.34 – Narada Muni instrui Dhruva Maharaja)

"Um devoto intermediário ou de segunda classe, chamado de madyama-adhikari, oferece seu amor a Suprema Personalidade de Deus, é um amigo sincero a todos os devotos do Senhor, mostra misericórdia às pessoas ignorantes que são inocentes e ignora aqueles que são invejosos da Suprema Personalidade de Deus." (SB 11.2.46) É também um princípio básico de toda boa civilização demonstrar muito respeito para com nossos pais, tios e qualquer pessoa idosa.

2. Lidando com devotos
"Devotos" são aqui definidos como todos aqueles que desejam sinceramente avançar em consciência de Deus, seja dentro do Movimento Hare Krishna (ISKCON), seja em outras religiões. Nesse sentido, é importante lembrar a afirmação de Prabhupada:

"Querer ser consciente de Krishna é tão bom quanto estar num estado de consciência de
Krishna. Não há verdadeira diferença; é como a diferença entre mangas verdes e mangas maduras. A manga madura não é uma manga diferente, mas é somente uma condição da manga verde" (Carta a Robert Hendry -- Los Angeles 3 de agosto, 1969) Existe uma hierarquia natural na consciência de Krishna, onde devemos ter um cuidado especial ao lidar com devotos mais avançados:

"Deve-se honrar mentalmente o devoto que canta o santo nome do Senhor Krishna, deve-se oferecer humildes reverências ao devoto que já foi iniciado e está ocupado em adorar a Deidade e deve-se buscar a associação e fielmente servir o devoto puro que está avançado em puro serviço devocional, e cujo coração está livre da propensão a criticar outros". (Néctar da Instrução, verso 5)

Alguns parâmetros básicos para reconhecer um devoto mais avançado são:
1) Aquele que é um devoto há mais tempo que nós;
2) Aquele mais engajado em serviço devocional que nós;
3) Aquele que está ocupado em trabalhos missionários;
4) Aquele que é o líder ou está numa posição administrativa em um templo ou projeto missionário;

Devemos respeitar os devotos mais avançados e servi-los sempre que possível. Algumas
instruções práticas incluem:
1) não tente ocupá-los em algum serviço, a não ser que você esteja numa posição administrativa e eles tenham se oferecido para seguir suas ordens ou lhe solicitado algum serviço;
2) não os instrua, a não ser que tenham solicitado sua instrução ou estejam sentados para ouvir sua aula;
3) não os corrija ou fale de forma desagradável com eles;
4) não os ofereça prasadam de seu prato;
5) não os interrompa quando estão falando;
6) sirva prasadam a eles primeiro;
7) quando chegam num programa (aula, festival, etc.) ofereça um assento ou almofada;
8) peça a instrução deles;
Esse comportamento torna o ambiente doce e favorece o avanço espiritual, invocando a tão importante benção e ajuda dos devotos mais experientes.

Mais avançado ou não, devemos sempre ter um cuidado especial com os devotos:
“Na verdade, é dever do devoto fazer que todos apreciem o valor dos devotos. Ninguém deve criticar ninguém.” (Carta de Srila Prabhupada a Tamal Krishna, 19 de agosto de 1968)“ Devoto significa [ser] muito generoso e gentil com todos, sempre um cavalheiro sob todas as condições da vida.” (Carta de Srila Prabhupada a Hamsaduta, 10 de dezembro de 1972)
Com o objetivo de que desenvolvêssemos uma atitude de respeito e nos enquadrássemos na mentalidade correta, Srila Prabhupada pediu-nos para utilizar títulos respeitosos ao nos dirigir a outros devotos.

“Eu pedi a todos vocês que se dirijam aos seus irmãos espirituais como prabhu. Esse termo, prabhu, significa chefe. Se todos acharmos que nossos colegas de trabalho [missionário] são chefes, não haverá possibilidade de desentendimentos. O erro está em ser chamado de chefe ou prabhu e se achar exatamente um prabhu ou chefe. A pessoa não deve esquecer que é um servo humilde, mesmo sendo chamado de prabhu.” (Carta de Srila Prabhupada a Nandarani, 28 de novembro de 1967)

Assim, os devotos se dirigem aos outros com o termo “prabhu”, que era usado por Prabhupada tanto para homens como mulheres. Em países latino-americanos pouco se usa o “prabhu” para mulheres, mas nos EUA e Europa as devotas costumam não gostar de serem chamadas de “mataji”, o que significa “mãezinha” em bengali.

Em todo o caso, o devoto sempre sabe que a posição que ele almeja é de ser servo do servo do servo de Krishna... mil vezes distante! Nunca o mestre ou prabhu. “Um Vaishnava é sempre humilde e meigo, e nunca cheio de si mesmo, mesmo que ele tenha as mais elevadas qualidades dos semideuses.” (Carta de Srila Prabhupada a Upendra, 18 de agosto de 1970) Em nossa sociedade de devotos, há uma categoria que merece cuidado especial, que são os sannyasis. Os sannyasis são aqueles que receberam a 3ª iniciação, fazendo votos de renúncia e celibato vitalícios, tendo em seus nomes o título “Swami” ou “Goswami”. É dito que se deve prestar reverências tocando a cabeça ao chão, sempre que se vê um sannyasi. A nos referirmos a eles para terceiros, devemos usar o título “Sua Santidade” ou “Srila” e quando nos dirigirmos a eles diretamente, “Maharaja”. Não se usa o termo “prabhu” ao se dirigir a um sannyasi.
O mestre espiritual merece um cuidado ainda maior, pois o mestre espiritual é o representante de Deus. Existe o mestre espiritual que nos dá iniciação (diksa-guru) e o mestre espiritual que nos ensina ou que nos guia na vida espiritual (siksha-guru). Às vezes é a mesma pessoa, mas, na ISKCON, quase sempre não é. Muitas vezes temos em nossa vida um devoto que aceitamos como sendo sério e avançado, que nos guia e nutre nossa consciência de Krishna, mas que não é a mesma pessoa que nos deu ou dará iniciação formal. A regra de etiqueta Vaishnava é que não devemos dar um tratamento diferenciado entre os dois.

Os dois merecem o mesmo grau de respeito e serviço. Algumas instruções básicas em lidar com o guru são:
1) Deve-se sempre oferecer reverências tocando a cabeça ao chão ao vê-lo e ao pedir licença para se retirar;
2) Não se deve sentar no mesmo nível ou mais alto que o guru;
3) Deve-se prestar todo tipo de serviço possível ao guru;
4) Deve-se compreender que a ordem do guru é meta suprema na vida;
5) Deve-se anualmente presentear o guru, em seu dia de aparecimento, com palavras de respeito e uma doação (dakshin).

3. Ao ouvir uma palestra
Algumas regras básicas ao comparecer a uma palestra ou aula dos devotos são:
1) certifique-se que o palestrante está com um copo dágua cheio;
2) mantenha-se em total silêncio, exceto para fazer uma pergunta ao palestrante;
3) desligue o celular;
4) evite retirar-se antes do final da aula, mas se tiver que fazê-lo, preste primeiro reverências ao palestrante, tocando a cabeça ao chão;
5) não deixe sua criança correr pela sala ou fazer barulho – leve-a para fora. É uma tortura para uma criança comum ter que ficar sentada quieta durante uma aula e é um incômodo para os demais ter uma criança fazendo barulho durante a aula;
6) não aponte seus pés para palestrante;
7) não se deite.

4. Evitando ofensas
De acordo com as escrituras, cometer uma ofensa a um servo de Deus (Vaishnava aparadha) acarreta grande dificuldade em nossa vida espiritual. Seguindo as recomendações acima descritas, evitamos cometer uma ofensa a um devoto. Porém, se porventura cometermos uma ofensa, a única maneira de retratar o erro é pedir humildemente desculpas ao devoto em questão.

5. Corrigindo devotos
Deve-se ter muito cuidado ao corrigir um devoto. A pessoa que corrige deve ter as seguintes qualificações:
1) ser livre de inveja;
2) ser sinceramente desejosa de ajudar o outro devoto a avançar em consciência de Krishna;
3) estar em uma posição espiritual ou administrativa que justifica e/ou necessita que faça tal correção;
4) ou estar respondendo a um pedido pessoal do devoto em questão para ser corrigido. O devoto deve ainda estar praticando o que ensina ao devoto que está corrigindo. Um devoto nunca deve corrigir alguém mais experiente ou avançado que ele. Se ele achar que um devoto numa posição mais avançada que ele está cometendo um erro, ele deve se aproximar de outro devoto igualmente mais avançado com quem tem mais intimidade e pedir sua ajuda ou conselhos sobre como ajustar a situação.

6. Considerações gerais
1) Não aponte seus pés a qualquer devoto;
2) Não toque qualquer devoto com seu pé;
3) Não caminhe por cima de qualquer devoto;
4) O corpo do devoto é considerado sagrado;
5) Comporte-se gentilmente, vendo todos os devotos no Movimento como representantes de Srila Prabhupada;
6) Tenha muito cuidado para não ofender um devoto.

Etiqueta com Deidades e Objetos Sagrados
1. Deidades
A Deidade é Deus aparecendo em objetos aparentemente materiais. Portanto, todo cuidado e respeito é pouco quando diante da Deidade, de Deus. Algumas instruções básicas:
1) ofereça sempre suas reverências ao ver a Deidade;
2) não toque a Deidade a não ser que seja a serviço;
3) não fale de assuntos mundanos diante da Deidade;
4) não se deite diante da Deidade;
5) não aponte seus pés para a Deidade;
6) sempre que possível, não sente de costas para a Deidade;
7) não corrija ninguém em frente a Deidade.

2. Quadros, livros, japa-mala e outros objetos
Quadros de imagens espirituais, formas de Deus ou fotos do mestre espiritual são sagrados. Os livros sagrados são as instruções de Deus, portanto não diferentes dEle. Japa-mala, parafernália do altar, tulasi, tilak, etc. são também todos itens sagrados. Tais itens devem ser tocados apenas com as mãos limpas, devem mantidos limpos e nunca colocados no chão, cama e outros lugares não limpos. Nunca devem ser levados para dentro de um banheiro (com exceção da tilak que alguns devotos aplicam no banheiro). Nunca devem ser arremessados, senão que sempre transportados com reverência e atenção.

Considera-se que as mãos não estão limpas (e portanto não devem tocar em nada limpo antes de serem lavadas, especialmente os devotos e objetos sagrados) nas seguintes situações:
1) depois de comer;
2) depois de ir ao banheiro;
3) depois de tocar a boca, olhos, ouvido, interior do nariz ou outras partes não limpas do corpo;
4) depois de tocar um animal;
5) depois de beber qualquer líquido;
6) depois de tocar qualquer coisa suja.

Na cultura védica (e em muitas outras culturas asiáticas), a mão direita é reservada para
coisas limpas, como comer, e a esquerda para as sujas, como o ato de se limpar no banheiro.

Como se comportar no Templo
O templo é a casa de Deus. Algumas regras básicas devem ser seguidas ao visitar um templo:
1) sempre que possível, visite o templo de banho tomado;
2) use roupas apropriadas para um local sagrado: roupas que são castas, limpas e dignas ou, em outras palavras, roupas que não trazem atenção ao seu corpo ou são demasiadamente opulentas;
3) retire seus sapatos e deixe-os no local indicado, deixando sempre a passagem livre;
4) se houver um sino na porta, soe-o levemente ou bata na porta três vezes antes de entrar, se possível saudando suavemente o nome das Deidades, como “Jaya Goura-Nitai! Jaya Jagannatha, Balarama, Subhadra!” – isso é como tocar a campainha ou bater palmas e chamar o nome do proprietário antes de entrar na casa de alguém;
5) ao entrar, preste reverências a Srila Prabhupada e as Deidades, pronunciando o guru pranam;
a. O guru pranam é o mantra em reverência ao guru. Quem não for iniciado canta apenas as duas linhas do mantra de Srila Prabhupada nama om visnu-padaya krsna-presthaya bhu-tale
srimate bhaktivedanta-svamin iti namine namas te sarasvate deve gaura-vani-pracarine
nirvisesa-sunyavadi-pascatya-desa-tarine
b. Quem for iniciado, deve entoar o mantra de seu guru e depois o de Srila Prabhupada.
c. Mulheres prestam reverências tocando os pés, mãos e cabeça ao chão, mas homens devem prestar dandavats, que significa “como uma vara”, estendendo-se por completo no chão. Mulheres não prestam dandavats, porque seus seios e ventre são considerados sagrados e não devem tocar no chão.
6) nos templos é costume homens e mulheres ficarem em lados separados, para facilitar maior concentração na aula ou na Deidade - observe em que lado estão os homens e mulheres e dirija-se ao lado correto;
7) ao receber ou compartilhar artigos que foram oferecidos para a Deidade, como flores, água e a lamparina, use sempre a mão direita;
8) durante os kirtans e bhajans, esforce-se para acompanhar as letras e mantras - todas as canções podem ser aprendidas adquirindo-se livros como “Manual Vaishnava” ou “Canções Vaisanavas”;
9) ao final do kirtan, um líder do grupo vai entoar as orações “prema dhvani” (aquelas que terminam com “ki jay”); ao final delas, cada um entoa as orações ao guru como acima descrito;
10) ao receber prasadam, honre-a com uma atitude devocional e coma com sua mão direita, nunca a esquerda, tentando não deixar restos no prato;
a. após comer, suas mãos estarão sujas, portanto não se sirva mais, nem sirva aos outros antes de lavar as mãos;
b. ao servir prasadam, não deixe a colher de servir tocar no prato, especialmente um já utilizado.
11) não se aproxime de pessoas do sexo oposto sem uma boa razão devocional;
12) evite toda discussão mundana dentro do templo, entoe apenas vibrações transcendentais dos ensinamentos e mantras.

Conclusão
Foram apresentadas acima algumas regras básicas da etiqueta Vaishnava. Não se intimide, caso no início possa parecer complicado. Ninguém espera que um novato saiba de tudo isso imediatamente. Observe os devotos maduros, releia estas instruções e assim poderá aperfeiçoar sua prática de etiqueta Vaishnava aos poucos. Na dúvida, consulte um devoto mais experiente com quem tenha afinidade.

Sri Chaitanya Mahaprabhu enfatiza:
“Deve-se cantar o santo nome do Senhor em um estado de espírito humilde, considerando-se inferior à palha na rua; deve-se ser mais tolerante que uma árvore, destituído de todo o sentido de falso prestígio, e deve-se estar pronto para oferecer todo o respeito aos outros. Em tal estado de espírito, pode-se cantar o santo nome do Senhor constantemente.” – Sri Siksastaka 3

Acima de tudo devemos entender que a cultura Vaishnava é uma cultura de tolerância, respeito e humildade.

Para finalizar, é sempre bom lembrar a instrução várias vezes citada por Srila Prabhupada, tirada do Padma Purana, que a principal ordem é “sempre se lembrar de Krishna” e a principal proibição é “nunca se esquecer de Krishna”.

por Giridhari Das

Fonte: http://www.pandavas.org.br/pdf/Etiqueta_Vaishnava.pdf

12 de mai de 2009

FALANDO DE UMBANDA | COMO SURGIU A UMBANDA?

...Dedicar integralmente o tempo das sessões ao atendimento aos necessitados, Zélio Fernandino de Morais, médium que recebeu o caboclo das sete encruzilhadas, o Fundador da umbanda no Brasil, desencarnou em outubro de 1975, aos 84 anos de idade. De seu trabalho incansável resultou a umbanda de hoje, que é sem dúvida, a religião que mais cresce no Brasil.
Da atitude de Zélio de Moraes que, incorporado, declarou estar “faltando uma flor” , na mesa da Federação Espírita de Niterói, surgiu uma das curimbas (pontos cantados) mais belas da umbanda, que diz:

“Surgiu no jardim mais uma flor,
Mamãe Oxum trazendo paz e amor.
Que vai crescendo, pôr este imenso Brasil.
Bandeira branca de Oxalá, força do além,
Mãe caridosa que ao mundo deseja o bem...
vai sempre em frente em frente ,
ó minha umbanda querida,
leva a doçura da vida para aqueles que não têm !”

... Em fins de 1908, uma família tradicional de Neves, Estado do Rio de Janeiro, foi surpreendida pôr uma ocorrência que tomou aspecto sobrenatural: o jovem Zélio Fernandino de Moraes, que fora acometido de estranha paralisia, que os médicos não conseguiam debelar, certo dia ergueu-se do leito e disse “Amanhã estarei curado”.
... No dia seguinte, levantou-se normalmente e começou a andar, como se nada, antes, lhe houvesse tolhido os movimentos. Contava apenas dezessete anos e destinava-se a carreira militar na marinha.
... A medicina não soube explicar o que tinha ocorrido. Os tios, que eram padres católicos, foram colhidos de surpresa e nada disseram sobre a misteriosa ocorrência.
... Um amigo da família sugeriu, então, uma visita à Federação Espírita de Niterói, presidida por José de Souza, na época. No dia 15 de novembro de 1908, o jovem Zélio foi convidado a participar de uma sessão e o dirigente dos trabalhos determinou que ele ocupasse um lugar à mesa.
... Tomado por uma força estranha e superior a sua vontade, contrariando as normas que impediam o afastamento de qualquer dos componentes da mesa, o jovem Zélio levantou-se e disse:
... - Aqui está faltando uma flor!, e retirou-se da sala. Pouco depois, voltou trazendo uma rosa, que depositou no centro da mesa.
Essa atitude insólita causou quase um tumulto. Restabelecida a “corrente”, manifestaram-se espíritos, que se diziam de pretos escravos e de índios ou caboclos, em diversos, médiuns. Esses espíritos foram convidados a se retirar pelo presidente dos trabalhos, advertidos do seu atraso espiritual.
... Foi então que o jovem Zélio foi novamente dominado por uma força estranha, que fez com que ele falasse sem saber o que dizia (De acordo com depoimento do próprio à revista Seleções de Umbanda, em 1975.).
Zélio ouvia apenas a sua própria voz perguntar o motivo que levava os dirigentes dos trabalhos a não aceitarem a comunicação desses espíritos e pôr que eram considerados atrasados, se apenas pela diferença de cor ou de classe social que revelaram ter tido na sua ultima encarnação. Seguiu-se um diálogo acalorado, e os responsáveis pela mesa procuraram doutrinar e afastar o espírito desconhecido, que estaria incorporado em Zélio e desenvolvia um argumentação segura.
Um dos médiuns videntes perguntou , afinal:
- Porque o irmão fala nesses termos, pretendendo que esta mesa aceite a manifestação de espíritos que pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados são claramente atrasados? E qual é o seu nome irmão?
Respondeu Zélio , ainda tomado pela força misteriosa:
- Se julgam atrasados esses espíritos dos pretos e dos índios, devo dizer que amanhã estarei em casa deste aparelho ( o médium Zélio) para dar início a um culto em que esses pretos e esses índios poderão dar a sua mensagem e, assim , cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes , simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E , se querem saber o meu nome , que seja este : “Caboclo das Sete Encruzilhadas”, porque não haverá caminhos fechados para mim.
O vidente interpelou a Entidade dizendo que ele se identificava como um caboclo mas que via nele restos de trajes sacerdotais.
O espírito respondeu então:
- O que você vê em mim são restos de uma existência anterior. Fui padre e meu nome era Gabriel Malagrida. Acusado de bruxaria fui sacrificado na fogueira da Inquisição em Lisboa, no ano de 1761. Mas em minha última existência física, Deus concedeu-me o privilégio de nascer como caboclo brasileiro.
- Julga o irmão que alguém irá assistir ao seu culto?, perguntou, com ironia, o médium vidente; ao que o caboclo das sete encruzilhadas respondeu:
- Cada colina de Niterói atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei!
Zélio de Morais contou que no dia seguinte , 16 de novembro , ocorreu o seguinte:
- Minha família estava apavorada. Eu mesmo não sabia explicar o que se passava comigo. Surpreendia-me haver dialogado com aqueles austeros senhores de cabeça branca, em volta de uma mesa onde se praticava para mim um trabalho desconhecido.
Como poderia, aos dezessete anos, organizar um culto? No entanto eu mesmo falara, sem saber o que dizia e por que dizia. Era uma sensação estranha: uma força superior que me impelia a fazer e a dizer o que nem sequer passava pelo meu pensamento.
- E, no dia seguinte em casa de minha família, na Rua Floriano Peixoto, 30, em Neves, ao se aproximar a hora marcada , 20 horas , já se reuniam os membros da Federação Espírita , seguramente para comprovar a veracidade dos fatos que foram declarados na véspera, os parentes mais chegados, amigos, vizinhos e , do lado de fora, grande número de desconhecidos.
Às 20 horas , manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Declarou que se iniciava naquele momento, um novo culto em que os espíritos de velhos africanos, que haviam servido como escravos e que, desencarnados, não encontravam campo de ação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas quase exclusivamente para trabalhos de feitiçaria , e os índios nativos de nossa terra poderiam trabalhar em benefício dos seus irmãos encarnados, qualquer que fosse o credo e a condição social. A prática da caridade , no sentido do amor fraterno, seria a característica principal desse culto, que teria pôr base o Evangelho de Cristo e, como mestre supremo Jesus.
O Caboclo estabeleceu as normas em que se processaria o culto: sessões , assim se chamariam os períodos de trabalho espiritual, diárias das 20 ás 22 horas, os participantes estariam uniformizados de branco e o atendimento seria gratuito.
Deu, também, o nome desse movimento religioso que se iniciava; disse primeiro allabanda (ou um dos presentes assim anotou) mas considerando que não soava bem a sua vibratória, substituiu-o por Aumbanda, ou seja Umbanda , palavra de origem sânscrita que se pode traduzir por “Deus ao nosso lado”, ou “o lado de Deus”.
Muito provavelmente, ficou o nome umbanda , e não Aumbanda, porque alguém anotou a palavra separadamente (a umbanda).
A casa de trabalhos espirituais, que no momento se fundava, recebeu o nome de Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Maria acolhe o Filho nos braços, também seriam acolhidos, como filhos, todos os que necessitassem de ajuda ou de conforto.
Ditadas as bases do culto , após responder, em latim e em alemão às perguntas dos sacerdotes ali presentes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas passou á parte pratica dos trabalhos, curando enfermos, fazendo andar aleijados. Antes do término da sessão, manifestou-se um preto velho. Pai Antônio, que vinha completar as curas.
Segundo o jornal Gira de Umbanda (n.º 19 “As Verdadeiras origens da Umbanda do Brasil”), foi esse guia quem ditou o ponto hoje cantado no Brasil inteiro

“Chegou, chegou, chegou, com Deus ,
chegou, chegou
o Caboclo das Sete Encruzilhadas”.

Nos dias seguintes, verdadeira romaria se formou na Rua Floriano Peixoto, n.º 30, em Neves. Enfermos , cegos, paralíticos, vinham em busca de cura e ali encontravam , em nome de Jesus. Médiuns (cuja manifestações haviam sido consideradas loucuras) deixaram os sanatórios e deram provas de suas qualidades excepcionais. Estava fundada a umbanda no Brasil. 15 de novembro de serie posteriormente, dia nacional da umbanda .
Cinco anos mais tarde, manifesta-se o orixá Malé exclusivamente para a cura de obsedados e o combate aos trabalhos de magia negra (obs. Orixá, na realidade não incorpora, apenas manda sua vibração à terra, é comum no estado do Rio, trata-se de um guia espiritual pela denominação do orixá segundo Ivone Mangie Alves Velho, em seu livro Guerra de Orixá).
Dez anos após a fundação da Tenda Nossa Senhora da Piedade (registrada como tenda Espírita , porque não era aceito na época, o registro de uma entidade com especificação de umbanda), o Caboclo das Sete Encruzilhadas declarou que iniciava a segunda parte de sua missão: a criação de sete templos , que seriam o núcleo do qual se propagaria a religião da umbanda.
Em 1935, estavam fundados os sete templos idealizados pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas , sendo curiosa a fundação do sétimo , que receberia o nome de Tenda São Gerônimo (a casa de Xangô). Faltava um dirigente adequado ao mesmo, quando numa noite de quinta feira, José Alvares Pessoa, espírita e estudioso de todos os ramos do espiritualismo, não dando muito crédito ao que lhe relatavam sobre as maravilhas ocorridas em Neves , resolveu verificar pessoalmente o que se passava.
Logo que assomou à porta da sala em que se reuniam os discípulos do Caboclo das Sete Encruzilhadas, este interrompeu a palestra e disse :
- Já podemos fundar a Tenda São Jerônimo. O seu dirigente acaba de chegar.
O Sr. Pessoa ficou muito surpreso, pois era desconhecido no ambiente. Não anunciara a sua visita e viera apenas verificar a veracidade do que lhe narravam . Após breve diálogo em que o Caboclo das Sete Encruzilhadas demonstrou conhecer a fundo o visitante, José Alvares Pessoa assumiu a responsabilidade de dirigir o último dos sete templos que a entidade criava.
Dezenas de templos e tendas porém , seriam criados posteriormente, sob a orientação direta ou indireta do Caboclo das Sete Encruzilhadas. Em 1939, o Caboclo das Sete Encruzilhadas determinou que se fundasse uma federação (que posteriormente passou a à denominação de União Espírita de Umbanda do Brasil, segundo relata Seleções de Umbanda n.º 7 1975) , para congregar templos Umbandistas e que deveria seu o núcleo central desse culto , em que o simples uniforme branco de algodão, dos médiuns estabelecia a igualdade de classes e a simplicidade do ritual permitia.

Contribuição do nosso amigão e irmão, Pai Géro, do Centro Espiritualista de Umbanda - Esperança.

10 de mai de 2009

EVANGELHO DA SEMANA | HEBREUS 7:7

"... O menor é abençoado pelo maior", - Paulo.
Em todas as atividades da vida, há quem alcance a maioridade natural entre os seus parentes, companheiros ou contemporâneos.
Há quem se faz maior na experiência física, no conhecimento, na virtude ou na competência.
De modo geral, contudo, aquele que se vê guindado a qualquer nível de superioridade costuma valer-se da situação para esquecer seu débito para com o espírito comum.
Muitas vezes quem atinge a maioridade financeira torna-se avarento, quem encontra o destaque científico faz-se vaidoso e quem se vê na galeria do poder abraça o orgulho vão.
A Lei da Vida, porém, não recomenda o exclusivismo e a separatividade.
Segundo os princípios divinos, todo progresso legítimo se converter em bênçãos para a coletividade inteira.
A própria Natureza oferece lições sublimes nesse sentido.
Cresce a árvore para a frutificação.
Cresce a fonte para benefício do solo.
Se cresceste em experiência ou em elevação de qualquer espécie, lembra-te da comunhão fraternal com todos.
O Sol, com seus raios de luz, não desampara a furna barrenta e não desdenha o verme.
Desenvolvimento é poder.
Repara como empregas as vantagens de que a tua existência foi acrescentada. O Espírito Mais Alto de quantos já se manifestaram na Terra aceitou o sacrifício supremo, a fim de auxiliar a todos, sem condições.
Não te esqueças de que, segundo o Estatuto Divino, o "menor é abençoado pelo maior".

Fonte: Livro Fonte Viva


8 de mai de 2009

MÃE QUERIDA

Torno a ver, nos meus dias de criança,
O teu regaço, a lamparina acesa,
O pequeno lençol que trago na lembrança,
A oração da manhã e o pão à mesa...

Varro o chão, a fitar-te as mãos escravas,
Afagando o fogão, de momento a momento...
A roupa e o batedouro em que cantavas
Para esquecer o próprio sofrimento...

Depois, era o tinir da caçarola,
Aumentando a despesa no armazém...
Vestias-me de renda para a escola
E nunca me lembrei de ofertar-te um vintém.

Cresci... A mocidade me requesta,
Ante a cidade de qualquer maneira...
Parti... – eu era a rosa para a festa,
Ficaste... – eras a rústica roseira.

De tudo vi na estrada grande e nova,
As flores do prazer, o brilho, a fama,
A malícia dourada e os suplícios da prova
Marcando a pranto e fel os passos de quem ama...

Hoje, volta a buscar-te, mãe querida,
Dá-me de tua paz sem ilusão,
Guarda-me em ti, amor de minha vida,
Alma querida de meu coração.

Psicografia de Chico Xavier pelo Espírito Maria Dolores



7 de mai de 2009

VIDEO SOBRE A IGREJA LUTERANA

Amigos, assistam este belo vídeo de nossos irmãos Protestantes Luteranos.

Músicas, descontração, fé, batismo de um recém nascido e confraternização, em pleno centro de São Paulo!
Paz e Luz em Cristo!







OS "MILAGRES" DE JESUS

Quando Jesus curava alguém, dizia: “tua fé te salvou”, do que se deduz que existiram pessoas que não foram curadas, porque não tinham fé suficiente...

Na história, é bastante comum a crença na existência de milagres devido a acontecimentos inexplicáveis. Muitas pessoas descobriram ou recuperaram a fé após a realização do que parecia impossível aos recursos materiais. Os denominados milagres de Jesus desafiam até hoje as explicações científicas e fascinam a todos devido à grandeza de seus atos em benefício do planeta.

Para a doutrina espírita, milagres não existem, pois nada foge as leis naturais.

O livro da codificação espírita, A Gênese, ressalta que os fenômenos nos quais o elemento espiritual tem parte preponderante não podem ser explicados apenas pelas leis da matéria. Talvez, o grande desafio ainda seja desvendar o que os “milagres” significam e o que podem ensinar sobre a vida e a perfeição Divina, que não privilegia nenhum de seus filhos. Quanto aos milagres relatados nos Evangelhos, o livro O Sublime Peregrino, ditado pelo espírito Ramatís, faz comentários importantes a respeito: “O Mestre realizou inúmeras curas e renovações espirituais, que não devem ser consideradas milagres, mas resultantes de suas faculdades mediúnicas. Em virtude de sua elevada hierarquia espiritual e da incessante cooperação das entidades angélicas que o assistiam, tudo o que ele realizava nesse sentido, embora tido por miraculoso, era apenas conseqüência da aplicação inteligente das leis transcendentais”.

Com o objetivo de compreendermos melhor o significado dos milagres e suas interpretações, entrevistamos o palestrante e escritor José Reis Chaves, que tem diversos livros publicados sobre a Bíblia e a história do cristianismo, tais como: A Reencarnação Segundo a Bíblia e a Ciência; A Face Oculta das Religiões; Quando Chega a Verdade e em fase de preparação, Teologias em Conflito e A Bíblia e as Teologias.

Comente sobre as passagens bíblicas que falam a respeito dos milagres de Jesus e suas interpretações.
Foi a Universidade de Paris, administrada pela Igreja (com um domínio total dos padres no século XIX), que definiu que o milagre é uma transgressão da lei da natureza, e que, por isso, é um fenômeno sobrenatural. Todas as curas feitas por Jesus e definidas como sendo milagres, são fenômenos naturais e explicados pela ciência, exceto os narrados com exageros, mas que por isso mesmo não têm crédito entre os exegetas espíritas, católicos e uma parte das igrejas protestantes. Aliás, é sabido que um dos maiores erros das religiões sempre foi o exagero.
Quando Jesus curava alguém, dizia: “tua fé te salvou”, do que se deduz que existiram pessoas que não foram curadas, porque não tinham fé suficiente. Mas isso não é narrado pelos evangelistas, pois eles só tinham interesse em narrar fatos que exaltassem Jesus.

Por que no passado, principalmente nos primórdios do cristianismo, as curas de Jesus eram consideradas milagrosas ou sobrenaturais?
Por superstição ou ignorância das pessoas da época, quando na verdade, se tratavam de fenômenos naturais. Para o apóstolo Paulo, eram dons espirituais do indivíduo e não do Espírito Santo da Trindade, que era totalmente desconhecido por ele. Somente Deus é sobrenatural, mas tudo que Ele próprio criou é natural. Para São Tomás de Aquino, considerado o “doutor angélico” da igreja, Deus é o único ser incontingente, isto é, incriado, que não é causado por outro ser, e que não se origina de outro, sendo todos os outros seres existentes, inclusive os fenômenos, seriam contingentes. Portanto, o milagre, na definição que lhe deram os teólogos da Universidade de Paris, não existe, pois as leis de Deus são imutáveis. Jesus também nos ensinou que tudo que o ele fez nós poderíamos fazer também, isso fica bastante claro.

De acordo com seus estudos bíblicos, os relatos relacionados com os milagres de Jesus estão exatos ou foram alterados?
Segundo os estudiosos da Bíblia e exegetas católicos mais avançados, somente 18% das coisas atribuídas a Jesus nos Evangelhos são autênticas. Isso porque a Bíblia é provavelmente o livro mais alterado que existe. É que os estudiosos da Bíblia do passado desconheciam a advertência do evangelista João, em sua primeira Carta(4:1), que nos manda examinarmos os espíritos, para sabermos se são de Deus ou do “mal”. É o mesmo erro que cometem os carismáticos católicos e os evangélicos, para os quais, os espíritos que se lhes manifestam é Deus, que eles chamam de Espírito Santo.

Hoje com o conhecimento sobre a mediunidade, ectoplasmia e outros fenômenos, é possível compreender melhor as curas de Jesus?
Sem dúvida, o estudo dos fenômenos mediúnicos, entre eles, o de ectoplasmia, têm trazido muitos esclarecimentos para desvendar os acontecimentos considerados sobrenaturais na Bíblia, quando não passam de fenômenos naturais mediúnicos. A transfiguração é um exemplo disso, quando no Monte Tabor, materializaram-se os espíritos Moisés e Elias, fato presenciado também pelos apóstolos e médiuns especiais João, Pedro e Tiago. Até mesmo os comentários de padres e pastores sobre esse episódio bíblico são escandalosos, pois acentuam até a exaustão que a roupa de Jesus era branca como a neve e que brilhava como o sol, mas fazem silêncio sobre o principal, ou seja, sobre a verdadeira sessão espírita que ocorreu. Lembremo-nos de que, sabendo Jesus que a Lei de Moisés (não a de Deus) proibia a comunicação com os espíritos, pediu aos três apóstolos que guardassem segredo sobre o que haviam presenciado. Recordemos também de que a própria proibição de Moisés da comunicação com os espíritos (Deuteronômio, capítulo 18) prova que essa comunicação existe de fato. Ademais, Moisés a aceita no Livro de números (11,26 a 29), nos episódios envolvendo os médiuns Heldade e Medade.

O fato de Jesus não ter curado todos os enfermos, pode ser o ponto chave para a compreensão de que milagres não existem e sim o poder da fé?
Existe um poder de cura, sim. É o caso de médiuns de cura e do próprio Jesus, que era um médium especial de cura, pois estava sempre curando as pessoas (Lucas 13:32). Paulo falou também nesses fenômenos de curas, que ele denominou “operações de milagres” (I Coríntios 12:10), mas milagre para ele não tinha o sentido que tem hoje, ou seja, aquele de que é a transgressão da lei da natureza, dado pela Universidade de Paris, como já dissemos, no século XIX. Porém, como já foi dito também, a fé ajuda e muito na cura. A fé atua abrindo as portas para a entrada das energias benfazejas. Ela ajuda a criar entre o curador e o curado uma sintonia, como se fosse entre um transmissor e um receptor, fazendo surgir entre os dois uma empatia.

Ilustração de Fabio Uru

Leia o artigo, na íntegra na Revista Cristã de Espiritismo, edição 38.

Fonte: Revista Cristã de Espiritismo, matéria Os milagres de Jesus


5 de mai de 2009

DICA MUSICAL UNIVERSALISTA | OFFER (ALANIS MORISSETTE)

Música com legendas em português e imagens para reflexionarmos um pouco sobre nossa vida.
Contribuição do irmão em Cristo, Pastor Leandro de Carvalho Lisboa. Muito obrigado primão!


Paz e luz no coração de todos! Que Deus nos abençoe!



4 de mai de 2009

ROBERTO LETIERI: DOS CAMPOS DE FUTEBOL PARA A RELIGIÃO

A história da Toca de Assis começou em 1994 quando, com 31 anos, o então seminarista Roberto José Letieri começou a cuidar dos mendigos que moravam na Praça do Carmo (defronte à Basílica de Nossa Senhora do Carmo). Dava-lhes comida, trazia-lhes roupa, encaminhava os doentes para hospitais, entre outras providências. Foi uma ação deliberada para chamar a atenção das outras pessoas de que era preciso ajudar aqueles irmãos. Depois foram vindo outros irmãos com desejo de ajudar e aos poucos formamos nossa "fraternidade", conta o ex-seminarista que, antes de ver despertada a vocação religiosa, foi aspirante do Corinthians e depois dirigente da Gaviões da Fiel, a mais forte torcida organizada do time do Parque São Jorge, do qual segue torcedor.

"Antes eu espremia, agora só torço", brinca Padre Letieri

O paulistano da Mooca, filho de classe média, desenhista mecânico por profissão e aspirante a jogador de futebol profissional descobriu sua vocação para a vida religiosa aos 21 anos, em um encontro de jovens, o Treinamento de Liderança Cristã (TLC), quando, conta, teve "um encontro pessoal com o Nosso Senhor Jesus Cristo"

Seis meses depois, Letieri ingressou em um seminário católico, em Ribeirão Preto (SP). Depois, transferiu-se para o Seminário de Campinas, fez Filosofia e Teologia na PUC-Campinas. Dois anos antes de formar-se padre da Arquidiocese de Campinas, Letieri fundava a Toca de Assis. "No começo foi difícil, mas tive muita ajuda, entre elas a do reitor de Teologia, padre José Odail Pertile, que compreendeu minha vocação", lembra.

"Outra grande força que tive foi da Arquidiocese, que me liberou para exercer um ministério específico, que é cuidar só da Toca. Na fraternidade, todos vivem da "providência divina", na certeza de que o Espírito Santo estará suprindo todas as necessidades e providenciando tudo o que for necessário à realização do trabalho, por meio da ação e das boas obras das pessoas. Ou seja, doações externas mantêm o trabalho dos "tocanos"

Padre atribui procura a surto de vocação "A Toca de Assis ou é muito amada ou não é compreendida", diz o padre Roberto José Letieri, 40 anos, fundador da instituição.
O "muito amada" é desnecessário explicar, mas por que "não compreendida"? O fundador da Toca explica: "Estamos vivendo um surto de vocação, mas muitas famílias parecem não gostar disso, de que seus filhos vivam para servir a Deus e ao próximo".
Padre Letieri conta que, só do encontro vocacional acon-tecido em Limeira no domingo passado, participaram 380 meninas, das quais 116 foram selecionadas para apresentarem-se à Toca de Assis.
Se lembrarmos que outros mais ou menos 700 jovens, entre moços e moças, estão se preparando para fazer os votos na irmandade, os números de Letieri representam, de fato, um verdadeiro "surto vocacional"

O padre explica que o que atrai o jovem é que ele "gosta da radicalidade" e, na Toca, ou é ou não é. "Nossa missão, repito, não é de assistência, de filantropia, mas de denúncia de um sistema de exclusão, de injustiça, de uma globalização que expulsa o pequeno de sua própria vida" Além das famílias de muitos jovens que descobriram na Toca de Assis "um instrumento" não só da "paz" do Senhor, mas também da justiça, da solidariedade, a irmandade tem encontrado incompreensão em outros setores da sociedade.

"Muitos vizinhos não nos queriam por aqui. Não queriam ver por perto as pessoas que atendemos. Mas graças a Deus conseguimos comprar esta casa", diz padre Letieri.

Problemas à parte, o fundador da Toca de Assis comemora, com humildade, os muitos excluídos que conseguiram se recuperar do álcool, das drogas, se reintegrar às suas famílias e à vida. Entre os muitos que conseguiram se recuperar não estão somente os moradores de rua que a Toca amparou, cuidou, fez com que recuperassem documentos e dignidade: também entre os jovens religiosos ou aspirantes, muitos encontraram na Toca uma tábua de salvação
Entre eles, o jovem Thiago Estevão Ramos, 19 anos, cujos pais evangélicos apóiam sua decisão de tornar-se aspirante de uma irmandade católica: "Eu vivia perdido, usava drogas. Minha conversão aconteceu fora daqui, mas na Toca encontrei uma forma de expressar o meu amor ao próximo", diz o jovem.


3 de mai de 2009

EVANGELHO DA SEMANA | MATEUS 4:4

"Nem só de pão vive o homem".- Jesus.
Não somente agasalho que proteja o corpo, mas também o refúgio de conhecimentos superiores que fortaleçam a alma.
Não só a beleza da máscara fisionômica, mas igualmente a formosura e nobreza dos sentimentos.
Não apenas a eugenia que aprimora os músculos, mas também a educação que aperfeiçoa as maneiras.
Não somente a cirurgia que extirpa o defeito orgânico, mas igualmente o esforço próprio que anula o defeito íntimo.
Não só o domicílio confortável para a vida física, mas também a casa invisível dos princípios edificantes em que o espírito se faça útil, estimado e respeitável.
Não apenas os títulos honrosos que ilustram a personalidade transitória, mas igualmente as virtudes comprovadas, na luta objetiva, que enriqueçam a consciência eterna.
Não somente claridade para os olhos mortais, mas também luz divina para o entendimento imperecível.
Não só aspecto agradável, mas igualmente utilidade viva.
Não apenas flores, mas também frutos.
Não somente ensino continuado, mas igualmente demonstração ativa.
Não só teoria excelente, mas também prática santificante.
Não apenas nós, mas igualmente os outros.
Disse o Mestre: - "Nem só de pão vive o homem".
Apliquemos o sublime conceito ao imenso campo do mundo.
Bom gosto, harmonia e dignidade na vida exterior constituem dever, mas não nos esqueçamos da pureza, da elevação e dos recursos sublimes da vida interior, com que nos dirigimos para a Eternidade.

Fonte: Livro Fonte Viva - Emmanuel por Chico Xavier.

1 de mai de 2009

QUEM É RAMATÍS ?




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