31 de ago de 2011

CADINHO E PENEIRAS

A palavra de Deus e a do homem.

A palavra de Deus é um cadinho.


O que ela cria, derrete e funde em um todo, nada aceitando como valioso, nada rejeitando como
sem valor. Possuindo o Espírito de Compreensão, sabe muito bem que ela e a sua criação constituem um todo; que rejeitar uma é rejeitar tudo; que rejeitar o todo é rejeitar-se a si mesmo. Consequentemente, ela tem para sempre o mesmo objetivo e o mesmo sentido.

Entrementes, é como uma peneira a palavra do Homem. O que ela cria, prende e expulsa. Está
sempre tornando isto como amigo e expulsando aquilo como inimigo. Mas freqüentemente o amigo de
ontem torna-se o inimigo de hoje; o inimigo de hoje, o amigo de amanhã.

E assim se desencadeia a cruel e inútil guerra do Homem contra si mesmo. Tudo porque falta ao
Homem o Espírito Santo, o único que pode fazê-lo compreender que ele e a sua criatura são uma e
mesma coisa; que expulsar o adversário é expulsar o amigo, pois ambas as palavras - "adversário" e amigo" - são criações de sua palavra - de seu eu.

Aquilo de que não gostais e atirais fora como sendo mau, é certamente apanhado por alguém ou
algo como sendo bom. Pode acaso ser, ao mesmo tempo, duas coisas que se excluam? Ela não é nem
uma coisa nem outra, foi o vosso eu que a fez má; outro eu a fez boa.
Não vos disse que aquele que pode criar pode também destruir? Tal como criastes um inimigo,
podeis destruí-lo e tornar a criá-lo como amigo. Para isso o vosso eu precisa ser um cadinho. Para isso necessitais ter o Espírito de Compreensão.

Por isso vos digo que se orais por algo, orai em primeiro e último lugar pedindo Compreensão.
Nunca sejais peneiradores, meus companheiros, pois a Palavra de Deus é Vida e a Vida é uma cadinho no qual tudo se faz uno e indivisível; tudo fica em perfeito equilíbrio e tudo é digno de seu autor - A Triunidade Santa. Quanto mais digno deve ser de ti! Nunca sejais peneiradores, meus companheiros, e tereis uma tão imensa estatura, tão onipenetrante e tão oniabrangedora que não haverá peneiras que vos possam conter. Nunca sejais peneiradores, meus companheiros; procurai em primeiro lugar o conhecimento d'A Palavra para que possais conhecer a vossa própria palavra. E quando souberdes a vossa palavra lançareis ao fogo todas as vossas peneiras, pois a vossa palavra e a de Deus são a mesma, somente que a vossa ainda está sob os véus. Mirdad vos pede que jogueis fora os véus.

A Palavra de Deus é o Tempo e o Espaço não medidos. houve acaso algum tempo em que não estivésseis com Deus? E há algum lugar em que não estejais em Deus? Por que acorrentais, então, a eternidade com horas e com estações? E por que encerrais o Espaço em polegadas e milhas?
A Palavra de Deus é Vida não nascida e portanto imortal.

Porque é a vossa, então, obstruída com o nascimento e a morte? Não estais vós vivendo unicamente a vida de Deus? E pode o Imortal ser a causa da Morte?
A Palavra de Deus inclui o Todo. Nela não há cercas nem barreiras. Porque está a vossa obstruída
com cercas e barreiras?

Digo-vos que vossa própria carne e vossos próprios ossos não são somente vossos. Inumeráveis
são as mãos que com as vossas mergulham nos eternos depósitos da terra e do céu, de onde vêm a para onde voltam os vossos ossos e a vossa carne. Nem é a luz de vossos olhos somente vossa. Ela é bem a luz de todos os que convosco compartilham o sol. Que poderiam os vossos olhos contemplar nos meus se não fosse a luz dos meus? É a minha luz que me vê em nossos olhos. É a vossa luz que vos vê em meus olhos. Fosse eu uma perfeita treva e os vossos olhos, contemplando-me, só veriam uma perfeita treva. Nem é o vosso alento em vosso peito somente vosso. Todos aqueles que respiram ou já respiraram o ar estão respirando o vosso alento. Não é o alento de Adão que ainda pulsa em vossos corações? Nem são os vossos pensamentos somente vossos. O mar dos pensamentos os reclama como a ele pertencentes, e assim também o fazem os seres pensantes que compartilham convosco esse mar. Nem são os vossos sonhos somente vossos. Todo o universo está sonhando os vossos sonhos. Nem são as vossas casas somente vossas. Elas são também a habitação do vosso hóspede, da mosca, do rato, do gato, bem como de todas as criaturas que compartilham a casa convosco. Cuidado, pois com a cercas. Quando cercais, pondes a Decepção para dentro delas e a Verdade para fora. E quando vos voltais para vos verdes para dentro da cerca encontrais-vos face a face com a Morte, que é a Decepção com outro nome. Inseparável de Deus, ó monges, é o Homem. Inseparável, pois dos semelhantes e das criaturas provenientes da Palavra.

A Palavra é o oceano, vós sois as nuvens. E a nuvem não é nuvem pelo que do oceano contém? E
na verdade seria tola a nuvem que desperdiçasse a sua vida para se firmar no espaço tentando manter eternamente a sua forma e a sua identidade. Que resultado colheria dessa tolice senão esperanças desfeitas e uma vaidade amarga? A não ser que se perca, não se poderá achar. A não ser que morra e desapareça como nuvem, não poderá encontrar o oceano que tem em si e que é o seu único ser. O Homem é uma nuvem que contém Deus em si. A não ser que se esvazie a si mesmo, não
poderá encontrar-se. E que alegria a de esvaziar-se!

A não ser que vos percais para sempre na Palavra, não podereis compreender a palavra que está
em vós - o vosso eu. Ah! a alegria de perder-se!
Mais uma vez vos digo, orai pedindo Compreensão. Quando a Sagrada Compreensão penetrar em
vossos corações nada haverá na imensidade de Deus que não vibre para vós uma alegre resposta todas as vezes que pronunciardes EU.

E então a própria Morte porá em vossas mãos a arma com a qual vencereis a Morte. E então a Vida colocará nos vossos corações a chave do seu coração sem limites, a chave dourada do Amor.

Shamadam: Nunca sonhei que tanta sabedoria pudesse ser espremida de um pano de pratos e de uma vassoura (aludindo à posição de Mirdad como servo).

Mirdad: Tudo é fonte de sabedoria para o sábio. Para aquele que não é sábio a própria sabedoria é loucura.

Shamadam: Tens uma língua hábil, sem dúvida. É de se admirar que a tenhas freado por tanto tempo; se bem que as tuas palavras são muito duras de se ouvir.

Mirdad: Minhas palavras são macias, Shamadam. É o teu ouvido que é duro. Infelizes daqueles que, ouvindo, não ouvem e, vendo, não vêem. ida colocará nos vossos corações a chave do seu coração sem limites, a chave dourada do Amor.

Shamadam: Nunca sonhei que tanta sabedoria pudesse ser espremida de um pano de pratos e de uma vassoura (aludindo à posição de Mirdad como servo).

Mirdad: Tudo é fonte de sabedoria para o sábio. Para aquele que não é sábio a própria sabedoria é loucura.

Shamadam: Tens uma língua hábil, sem dúvida. É de se admirar que a tenhas freado por tanto tempo; se bem que as tuas palavras são muito duras de se ouvir.

Mirdad: Minhas palavras são macias, Shamadam. É o teu ouvido que é duro. Infelizes daqueles que, ouvindo, não ouvem e, vendo, não vêem.

Shamadam: Eu ouço e vejo muito bem. Não ouvirei, no entanto, essa loucura de que Shamadam é o mesmo que Mirdad; de que o mestre e o servo são iguais.


Fonte: Cap. 5 de "O Livro de Mirdad" de MIKHAIL NAIMY - Baixá-lo aqui


25 de ago de 2011

CONHECENDO O SINCRONÁRIO DA PAZ E ATIVANDO A FREQUÊNCIA NATURAL (13:20)


Rede de Arte Planetária/Movimento Mundial de Paz e de Mudança para o Sincronário de 13 Luas de 28 dias (PAN/RAP)



A Rede de Arte Planetária é uma aliança global de pessoas voluntárias, autônomas, que trabalham pela Paz, pela Cultura e pela Natureza (Biosfera), sem nenhuma filiação a uma determinada religião ou tendência política, mas apresentando como estrutura básica a "Lei do Tempo", já divulgada às estruturas de poder do planeta, especialmente a ONU e o Vaticano. 



A Rede de Arte Planetária está estruturada como Movimento Mundial pela Paz em uma rede mundial com grupos bioregionais que integram toda variedade de profissionais de artes, ciências (físicos, matemáticos, médicos, antropólogos...), espiritualistas, terapeutas e de muitas outras especialidades, unindo forças com o espírito do novo tempo, realizando encontros, conferências, experiências artísticas e projetos baseados na proteção do meio ambiente e na volta aos ciclos naturais.



A Rede de Arte Planetária está fundamentada em princípios naturais que orientam para uma cooperação maior com o objetivo comum dos participantes de fazer "Paz através da Cultura" e a "Paz da Cultura da Biosfera". 

Ativamos eventos que promovem a expansão da consciência humana e da conexão que todos temos com a biosfera. Ensinamos a Ciência do Tempo, através do Calendário de 13 Luas - o Calendário da Paz - como uma forma de entender a confusão e disparidades do nosso estilo de vida moderno. 




Nossos objetivos 


• Reeducar para uma conduta de paz entre as pessoas e para com o meio ambiente;

• Divulgar o Sincronário natural e ecológico de 13 Luas e o conhecimento da Lei do Tempo: T(E)= Arte;

• Promover o resgate da arte de viver no planeta Terra;
• Promover o dia Mundial da Cultura e da Paz (25 de julho de todos os anos); 

• Estabelecer e fortalecer grupos bioregionais de regeneração da Biosfera.




Sincronário de 13 Luas?

SIM! Uma verdadeira revolução do tempo!

Também conhecido como o Sincronário Natural ou o Sincronário da Paz, trata-se de uma ferramenta cuja freqüência em relação aos ciclos universais da natureza e cuja matemática são perfeitas! 


Após anos de investigação e trabalho de campo por todo o planeta, José Argüelles e sua mulher Lloydne, que decifraram os códigos maias e a "Lei do Tempo", descobriram que há um grave erro no calendário gregoriano usado em todo mundo.

Com a finalidade de corrigir este erro, os Argüelles desenvolveram o plano de paz que tem por finalidade substituir o calendário gregoriano pelo Sincronário de 13 Luas de 28 dias. Em tal calendário, cada lua corresponde ao que chamamos de mês... José Argüelles é Doutor em História da Arte pela Universidade de Chicago e além disso historiador e artista; é autor de vários livros , entre eles, O Fator Maia, "best seller"mundial, Os Surfistas do Zuvuya, o Encantamento do Sonho, A Terra em Ascensão, O Chamado de Pacal Votan - O Tempo é a Quarta Dimensão e muitos outros.



Descubra mais! Aventure-se!

Se você é um daqueles que estavam querendo fazer algo por você, por seu planeta, pelo mundo..., enfim, fazer parte de um movimento sério, e ainda há pouco não sabia como, chegou o momento e hoje é o melhor dia! As circunstâncias são e estão a seu favor. SEJA VOCÊ TAMBÉM UM KIN PLANETÁRIO! TORNE-SE UM MAGO AO RESGATAR A ARTE DE VIVER NO PLANETA TERRA!



A fim de que você possa conhecer melhor este assunto, caso deseje, estamos à sua disposição para fornecer-lhe toda a documentação de base, inclusive um exemplar do novo Sincronário , do ano em curso, denominado Lua Harmonica Vermelha, que se iniciou no dia 26/7/2010 e que vai até 25/7/2011. Esse material lhe dará uma idéia completa do "status" do Movimento Mundial de Paz e de Mudança para o Sincronario de Treze Luas. 



A participação de pessoas como você neste processo trará uma forte contribuição no que se refere à viabilidade deste trabalho e à garantia do seu sucesso, na tentativa de salvar a biosfera do planeta, seriamente ameaçada pelo crescente nível de diferentes tipos de poluição. A biosfera planetária necessita de nossa imediata atenção e de solução para o grave estado de contaminação em que se encontra. 



Pedimos a você que dê atenção especial a este assunto e desenvolva qualquer tipo de ação que possa servir de apoio e para ajudar-nos na efetivação deste importante objetivo. Caso deseje mais informações ou mesmo uma consulta pessoal, estaremos disponíveis para fazer qualquer apresentação ou palestra que você ou sua organização queiram receber.
http://sincronariodapaz.org/

Esclarecimento

O Movimento Mundial de Paz e de Mudança para o Calendário de 13 Luas de 28 Dias é um movimento que trabalha pela paz mundial e para isso tem uma estratégia clara, que não deve ser confundida. Essa estratégia consiste em substituir o calendário gregoriano, pelo calendário de 13 luas, porque este calendário, de 13 luas, é um instrumento de sincronização galáctica e oferece aos que o utilizam a possibilidade de saírem da freqüência artificial 12:60 e entrarem na freqüência natural 13:20, que é a freqüência correta do ser humano. Esta é a estratégia do movimento para a sincronização galáctica do Planeta Terra em 2012/2013.



O movimento alimenta profundo respeito pelo livre-arbítrio de cada ser humano, e por isto respeita a opinião, a crença e a estratégia de qualquer outro movimento ou de qualquer outro grupo de pessoas que atuem das mais variadas formas.



O Movimento não está envolvido, não participa, não apóia e não incentiva nenhuma atividade que objetive promover desordens ou desrespeitar as leis vigentes nos países em que atua como, por exemplo, incentivar o consumo de qualquer tipo de droga ou de atos deste gênero, uma vez que atua dentro da legalidade, de modo pacífico, sendo apartidário.



No entanto, tem sido comum que pessoas, sem nenhum comprometimento com nossa estratégia de ação e com o nosso verdadeiro trabalho, usem disfarçadamente o nome do movimento, ou parte dele, para ações que contrariam totalmente os nossos objetivos. 



Queremos, então, alertar a todos para que estejam atentos e tenham sabedoria para discernir as ações que verdadeiramente façam parte do nosso movimento daquelas ações meramente oportunistas, promovidas por pessoas inescrupulosas, que procuram confundir os menos avisados e que se valem, para tanto, da força do nome "Movimento Mundial de Paz e de Mudança para o Calendário de 13 Luas de 28 Dias" ou, disfarçadamente, de partes dele. 



Nossas informações oficiais estão neste site, nos sites www.lawoftime.org, www.tortuga.com e nos materiais editados pelo movimento, especialmente o Calendário de 13 Luas, o Manual dos Magos da Terra, o Encantamento do Sonho e outros.



A Profecia Telektonon, de Pacal Votan, adverte que "Já não é mais possível conter o fogo que consome toda falsidade..." e, portanto, não tenham dúvida de que toda falsidade será desmascarada no devido tempo. Portanto, não se deixem enganar pelos "falsos profetas" do final dos tempos.

SOBRE A FREQUÊNCIA 13:20
O Sincronário da Paz é uma ferramenta de contagem do tempo, e foi desenhada pelos sábios Maias com o objetivo de sincronizar o ser humano em sua verdadeira freqüência das 13 luas de 28 dias. Conhecida como freqüência 13:20 ( 13 tons galácticos e 20 tribos solares), esta vibração permite que o ser humano perceba a noosfera, a rede do pensamento que une todas as consciências em um nível planetário de manifestação.

  Os conhecimentos dos ciclos da criação permitem que analisemos as energias do dia de acordo com o movimento do Sol e da Lua, criando o Tzolkin, o tear sagrado dos maias, compostos de 260 unidades conhecidas como kins planetários. Cada kin é uma combinação da energia de uma das vinte tribos solares sincronizado com um dos treze tons galácticos da criação. Este tear 13:20 é a rede da vida, a conexão que existe entre todos os seres que habitam nosso amado planeta.



As ondas encantadas são unidades do tempo que permitem que possamos identificar e potencializar, nossos propósitos de vida, descobrir nossos desafios, ativar nosso serviço e definir a melhor forma de agirmos. Conhecer maneiras de utilizar este conhecimento é uma importante chave do autoconhecimento, com traços especiais que facilitam a rememoração da programação existencial.
Este calendário é uma ferramenta cósmica para que possamos transcender a matriz tridimensional do ego que nos aprisiona a este plano físico. Através da dissolução desta energia tridimensional, entramos no formato do cubo consciencial, que transcende a matriz quadridimensional do tempo, quebrando as limitações do universo físico. Esta vivência do cubo da vida faz com que experimentemos o passado, presente e futuro simultaneamente, uma forma não linear de tempo e espaço. Neste estágio de expansão, o não-tempo, nos tornamos totalmente despertos para a realidade da quinta dimensão.



Esta ferramenta evolutiva, engenhosamente desenhada pela Hierarquia da estação intermediária de Archturus, provê o conhecimento das modificações geofísicas, astrofísicas e espirituais que afetam o planeta durante as modificações evolutivas quânticas. Este ensinamento foi trazido diretamente aos seres humanos através das pirâmides das Américas e são formados de calendários cronológicos sincrônicos. Estes conhecimentos promovem uma expansão da consciência humana que pode interagir com inteligências desde a quinta até a nona dimensão consciencial, e posteriormente estendidas à outras dimensões conscienciais. É através deste calendário que surgiram diversas teorias sobre o dia 21 de dezembro de 2012, quando irá ocorrer um alinhamento cósmico entre nosso sistema solar e o centro da galáxia. Neste calendário de longa contagem, nos sincronizamos com a contagem do tempo das Plêiades, que funcionam como uma chave para acessarmos as dimensões mais expandidas da percepção consciencial.
Com muito amor, devemos aprender a utilizar estes conhecimentos ancestrais e assim estarmos sincronizados com a harmonia e plenitude da Mãe natureza, expressa nas criações e revoluções de nosso universo físico. Salve a harmonia da mente e da natureza. A cultura galáctica vem em paz.





Equivalências
Baktun, Katun, Tun e Kin.

Grande Ciclo: 1.872.000 dias; 13 Baktuns; 260 Katuns; 5200 Tuns, ou ainda 5125
anos solares.

Baktun: Ciclo de 144.000 dias ou 20 Katuns, ou ainda 394,5205 anos solares.
Katun: Ciclo de 7.200 dias ou 20 Tuns, ou ainda 19,7260 anos solares.
Tun: Ciclo de 360 dias ou 0,9863 do ano solar.
Kin: Um dia ou 24 horas do ano solar.

AH YUM HUNAB KU! EVAN MAYA E MA HO
Saudação ao grande sol central! Salve a harmonia da mente e da natureza!

Fonte:
Para Mais textos e Vídeos explicativos nos links:
http://www.sincronariodapaz.org/
Vídeos para Sincronizar!
Código 13:20 é o Código de Jesus e dos Avataras
Blog Aldea de Paz - Em espanhol.

Para tirar dúvidas, entrar em contato com o email do grupo:
sincronario@sincronariodapaz.org


Namaste!



12 de ago de 2011

CARNE: COMER OU NÃO COMER? O BOM SENSO DA DOUTRINA ESPÍRITA






                                                    Alexandre Fontes da Fonseca
                                   Centro Espírita Irmão Agostinho – Brotas – SP

A questão sobre a alimentação tem sido bastante discutida no movimento espírita. Mensagens como a de Emmanuel (questão 129 da Ref. (1)) e de André Luiz (Cap. 4 da Ref. (2)) desaconselham o uso da alimentação carnívora. Entretanto, isso parece se contrapor com a orientação básica dos Espíritos superiores presentes nas questões 722, 723, 724 e 734 do Livro dos Espíritos (3). Reproduziremos aqui a questão 723:


723. A alimentação animal é, com relação ao homem, contrária à lei da Natureza?

“Dada a vossa constituição física, a carne alimenta a carne, do contrário o homem perece. A lei de conservação lhe prescreve, como um dever, que mantenha suas forças e sua saúde, para cumprir a lei do trabalho. Ele, pois, tem que se alimentar conforme o reclame a sua organização”.

Pretendemos demonstrar aqui que a recomendação de Emmanuel e André Luiz de se evitar a alimentação carnívora possui bases doutrinárias não estando, portanto, em desacordo com o Espiritismo. Para isso, recorremos à Revista Espírita de dezembro de 1863 onde Kardec reproduziu uma mensagem do Espírito Lamennais (4) que esclarece de modo claro todos os ângulos dessa questão:

"Sobre a alimentação do Homem

(Sociedade de Paris, 4 de Julho de 1863. Médium: Sr. A. Didier)

O sacrifício da carne foi severamente condenado pelos grandes filósofos da antiguidade. O Espírito elevado revolta-se à idéia de sangue e, sobretudo, à idéia de que o sangue é agradável à Divindade. E notai bem, que aqui não se trata de sacrifícios humanos, mas unicamente de animais oferecidos em holocausto. Quando o Cristo veio anunciar a Boa-Nova, não ordenou sacrifícios de sangue: ocupou-se unicamente do Espírito. Os grandes sábios da antiguidade igualmente tinham horror a estas espécies de sacrifícios e eles próprios só se alimentavam de frutos e raízes. Na terra os incarnados têm uma missão a cumprir: têm o Espírito que deve ser nutrido pelo Espírito, o corpo com a matéria; mas a natureza da matéria influi - compreende-se facilmente - sobre a espessura do corpo e, em consequência, sobre as manifestações do Espírito. Os temperamentos naturalmente muito fortes para viver como os anacoretas (5) fazem bem, porque o esquecimento da carne leva mais facilmente à meditação e à prece. Mas para viver assim, geralmente seria necessária de uma natureza mais espiritualizada que a vossa, o que é impossível com as condições terrestres. E como, antes de tudo, a natureza jamais age contra o bom senso, é impossível ao homem submeter-se impunemente a essas privações. Pode ser-se bom cristão e bom espírita e comer a seu gosto, desde que seja razoável. É uma questão algo leviana para os nossos estudos, mas não menos útil e proveitosa". (os grifos são nossos).

Essa mensagem explica que a dieta sem o uso da carne é melhor, pois isso “leva mais facilmente à meditação e à prece”.Isso aconteceria, pois, segundo Lamennais, a natureza da matéria influi nas manifestações do Espírito. Podemos comparar a situação com os vícios. Aquele faz uso de uma droga, por exemplo, impregna seu perispírito de vibrações que limitarão suas manifestações no mundo espiritual. Da mesma forma, o uso de uma dieta menos carnívora torna o perispírito menos “espesso” (usando aqui uma palavra que Lamennais usou no texto) o que permite que ele tenha mais facilidade em elevar seu pensamento em prece.

Porém, Lamennais, de modo responsável, deixou claro que a dieta vegetariana dependeria do aprimoramento espiritual da nossa Humanidade terrestre, o que ainda não ocorre. Daí adverte que “a natureza jamais age contra o bom senso, é impossível ao homem submeter-se impunemente a essas privações”. Por isso a questão 723 acima não condena o uso da carne. Sobre privações, a questão 724 do Livro dos Espíritos (3) recomenda:

724. Será meritório abster-se o homem da alimentação animal, ou de outra qualquer, por expiação?
“Sim, se praticar essa privação em benefício dos outros. Aos olhos de Deus, porém, só há mortificação, havendo privação séria e útil. Por isso é que qualificamos de hipócritas os que apenas aparentemente se privam de alguma coisa”.

Dessa forma, a privação da carne só teria mérito se ocorrer em benefício do próximo. As atividades espíritas de passes e as reuniões mediúnicas constituem exemplos em que a abstenção do uso da carne, pelo menos no dia dessas atividades, pode levar a benefícios aos assistidos encarnados ou desencarnados. Mas se o tarefeiro tiver dificuldade com isso, Raul Teixeira (6) assevera que, “É mais compreensível, e me parece mais lógico, que a pessoa coma no almoço o seu bife, se for o caso, ou tome seu cafezinho pela manhã, do que passar todo o dia atormentada pela vontade desses alimentos, sem conseguir retirar da cabeça o seu uso, deixando-se de concentrar-se na tarefa, em razão da ansiedade para chegar em casa, após a reunião, e comer ou beber aquilo de que tem vontade”.

Lamennais ainda disse que "Pode ser-se bom cristão e bom espírita e comer a seu gosto" sem esquecer que isso deve ser feito “desde que seja razoável”, isto é, sem exageros.

Portanto, a recomendação de Emmanuel e André Luiz é válida e está de acordo com o Espiritismo, mas não deve ser considerada uma exigência para a realização de um bom trabalho espírita ou uma boa reunião mediúnica. Lembremos, afinal, que Jesus em Mateus, Cap. 15 e vers. 11 disse que: "Não é o que entra pela boca que contamina o homem; mas o que sai da boca, isso é o que o contamina”. E, para aprimorar o que sai de “nossa boca” e de nossos atos, devemos nos esforçar pela reforma íntima e no estudo doutrinário.

Referências

[1] Emmanuel, psicografia de F. C. Xavier, O Consolador, FEB, 20ª Edição (1999).

[2] André Luiz, psicografia de F. C Xavier, Missionários da Luz, FEB, 26ª Edição (1995).

[3] A. Kardec, O Livro dos Espíritos, Editora FEB, 76a Edição, (1995).

[4] Lamennais, Revista Espírita, Dezembro, pp. 387—388 (1863).

[5] Anacoreta é uma pessoa que se retira a um local isolado para dedicar-se a meditação e oração.

[6] D. P. Franco e J. R. Teixeira, Diretrizes de Segurança, Editora FRATER, 8ª Edição (2000).

Artigo publicado no jornal O Idealista, da USE – Regional Jaú, Setembro p.9 (2006).

Fonte: http://www.grupos.com.br/blog/grupodeestudosak/permalink/24576.html

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