5 de jul. de 2013
27 de mai. de 2012
JUDAÍSMO E BUDISMO DIALOGANDO EM PAZ
9 de fev. de 2012
REV. KAZUYA NAGASHIMA E O BUDISMO RISHO KOSSEI KAI
18 de jan. de 2012
SABEDORIA BUDISTA
Quantas religiões são suficientes para a humanidade?
É possível ter espiritualidade sem ter religião?
Qual é o caminho da felicidade?
16 de dez. de 2011
NÓS NÃO TEMOS RELIGIÃO

Este é um pequeno conto sobre minha conversa com um espírito “caboclo” [1] incorporado na médium que ministra o curso de correntes magnéticas [2] do qual eu participei, e estava então na sua penúltima aula, quando temos a oportunidade de fazer perguntas diretamente a um espírito de luz [3], ou pelo menos ao mentor de uma médium já experiente.
Não sei bem porque, mas mesmo entre os estudantes mais experientes, quase ninguém pergunta sobre questões mais abrangentes, a grande maioria aproveita para perguntar sobre questões pessoais, sobre o futuro, sobre os “mortos”, sobre pedidos de ajuda a Deus, etc., ou seja – exatamente o tipo de pergunta que um espírito de luz não irá responder, pois sabe que cabe somente ao ser em si julgar o que deve fazer de sua existência, assim como cabe aos “mortos” se dirigirem aos “vivos”, e não o contrário. Mas isso não é uma crítica, apenas uma constatação.
Sem grandes expectativas acerca da resposta, que imaginei ser mesmo breve, quando me aproximei da médium incorporada e ela me dirigiu a atenção, perguntei:
“Olá minha irmã. Gostaria de fazer uma pergunta sobre vocês, e não sobre mim. Gostaria de saber qual a religião de vocês. E gostaria de saber se vocês têm uma resposta para o motivo de tantos de nós guerrearem e se matarem por causa de religião. Você teria um conselho sobre como eu poderia, através do que escrevo, ajudar a aproximar as pessoas de religiões contrárias?”
O espírito, do qual sequer sei o nome, e que até então falava com um sotaque quase incompreensível, me respondeu com um longo e inesquecível ensinamento, do qual entendi cada palavra de forma cristalina:
“Meu filho, nós não temos religião. Nós seguimos a Deus. Quem segue a Deus não se preocupa em ter religião, apenas realiza a Deus dentro de si [4].
Quando Siddharta Gautama [5] viu as pessoas sofrendo fora de seu palácio, ele não se tornou um peregrino para fundar o Budismo. Ele tão somente seguiu a Deus. O Deus que via refletido nos outros, e que acabou por realizar dentro de si.
Todo o sábio, todo o ascencionado, apenas realizou a Deus dentro de si mesmo, para então realizá-lo também no mundo, através de suas ações de amor.
Quando os hindus investigaram seus deuses, acabaram por encontrar a Brahma, o criador do universo, e alguns também conseguiram realizar a Brahma dentro de si. Outros criaram as castas, e dividiram os irmãos segundo a lei do homem, mas contra a lei de Deus. Para Deus não existem castas, meu filho.
Esses que brigam uns com os outros por causa de religião, brigam em nome de Deus, mas não brigam com Deus. Deus não está presente em brigas, Deus não poderá nunca se realizar em quem maltrata um irmão.
Mas, para chegar à realização de Deus dentro de si, é preciso do outro. É preciso essa troca (nesse momento ela colocou a mão um pouco acima de meu coração, e trouxe minha mão para a mesma região do corpo da médium – nesse momento a sensação peculiar de “fluxo de energia” se intensificou bastante).
Por isso, meu filho, somos todos irmãos, estamos todos ligados. O Deus de um só pode ser o Deus de todos, e a realização de um é também a realização de todos, é uma festa no céu.
Para acabar com essas brigas de religião, basta ensinar aos seres sobre Deus. Não o “deus” que eles pensam ter encontrado, mas esse Deus cósmico que preenche a cada um de nós. Quando todos realizarem a Deus dentro de si, não será mais preciso ter religião.
Vai em paz meu filho. (nesse momento, ao me despedir, eu beijei as mãos da médium, e o espírito, comandando seu corpo, retribuiu – beijando também as minhas mãos)”
Sim, foi inesquecível...
Eu bem sei que cada espírito, assim como cada ser encarnado, fala apenas do que sabe, e nada mais. Exatamente por isso, analiso a comunicação com os espíritos não pelos nomes que evocam (Deus, Jesus, Ave Maria, etc.) ou pelas “frases prontas” que repetem (na maioria, repetições dos evangelhos), mas pela real profundidade espiritual do que dizem.
Apesar de um espírito classificado como “caboclo” ter demonstrado conhecimento de budismo e hinduísmo, e ter falado de forma tão bela sobre Deus, ele não disse exatamente nada de novo. O que me importou, entretanto, foi à forma como ele disse o que disse. Infelizmente não sou hábil o bastante com as palavras, essas cascas de sentimento, para lhes passar exatamente a forma com que isso foi dito... Por isso também se diz que o caminho espiritual deve ser trilhado por cada um, individualmente, pois é impossível transmitir aos outros experiências deste tipo.
No entanto, este conto é tão somente minha tentativa de transmitir a você uma parte do que senti [6] naquele momento.
***
[1] Diz-se que um espírito é “caboclo” quando em suas últimas encarnações pertenceu a tribos indígenas. Eles se distinguem, independente da evolução espiritual, pela alta familiaridade com a natureza, e a dificuldade de compreender e se comunicar sobre assuntos modernos, urbanos.
Também vale lembrar que a prática de incorporação vem da Umbanda Sagrada, e não do Espiritismo. Ou seja, o centro espírita onde isso ocorreu é um centro ecumênico, e não ortodoxo.
[2] Eurípedes Barsanufo foi um grande educador, jornalista e espírita da virada do século 19 para o 20. O curso de Correntes Magnéticas é publicado pela editora Auta de Souza, e segue as técnicas iniciadas por Eurípedes décadas atrás.
[3] Essa classificação da literatura espírita é na maior parte das vezes julgada erroneamente por não-espíritas. Quando se diz que um espírito “é de luz”, se quer dizer que ele demonstra ter grande sabedoria e espiritualidade, e não que ele é alguma espécie de arcanjo, ou alguém em posição superior aos demais espíritos. E muito menos que a “luz” tem qualquer referência a sua cor de pele, até mesmo porque espíritos não têm pele.
[4] A palavra religião vem do latim re-ligare e significa “religação a Deus ou ao Cosmos”. Já a palavra igreja vem do grego ekklesia (ou do latim ecclesia) e significa “comunidade dos escolhidos por Deus”. Acredito que, no contexto do que o espírito disse, o significado ficaria melhor traduzido como “nós não temos igreja” – entretanto, achei melhor manter a resposta conforme foi ditada originalmente, inclusive para o título deste conto, até mesmo porque eu mesmo esqueci de usar “igreja” (ao invés de “religião”) em minha pergunta. Em todo caso, mais importante do que se ater as palavras, é se ater aos significados.
[5] Trata-se do Buda. Devo confessar que originalmente pensei em perguntar sobre o conhecimento dos espíritos das religiões orientais, como o Budismo e o Hinduísmo. Não sei se o espírito “leu minha mente”, mas terminou por incluir esse conhecimento em sua resposta, tornando-a ainda mais inesquecível para mim.
[6] A compreensão espiritual não se dá apenas pelo que vemos e ouvimos, mas pelo que realmente sentimos através de nosso espírito, de forma abrangente. Entenda quem tiver ouvidos para entender.
***
Crédito da foto: Laura Monteiro
Fonte: O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Autoria do escritor Rafael Arrais (raph.com.br)
***
» Veja mais posts do Textos para Reflexão no Universalistas
» Veja também nossa página no Facebook
7 de jan. de 2011
HIERARQUIA ESPIRITUAL DA TERRA
Vamos, agora, abordar a manifestação divina em nosso planeta.Todas as tradições religiosas fazem menção, em suas sagradas escrituras, referências sobre este misterioso Ser, que não possui genealogia, nem história, em razão de nunca ter tido nascimento físico, mas é reconhecido como o protetor do Dharma ( Lei ), o Supremo Regente da Hierarquia Divina, o Qual promove a descida dos Grandes Sacerdotes (Salvadores ou Avataras) da Humanidade. Vide, por exemplo:na Bíblia, o nome atribuído a este Espírito é Melquisidec (velho e novo testamento); Logos, nas tradições gregas; Naráyana, na epopéia do Mahabhárata; Alah, no Islamismo; Amithaba, no Budismo; Jeovah, em algumas correntes hebraicas e cristãs e etc.
Na realidade, são nomes diferentes dados ao MESMO ESPÍRITO. O segundo Ser na Hierarquia é SRI YOGA DEVI, detentora das energias criadoras, que atua nos planos materiais e espirituais. Também aqui, inúmeros nomes possui esta Divindade, tais como: Rainha dos Anjos, Maha Devi, Durga,Ísis, Mãe Divina ou Espírito Santo, dependendo, sempre, das tradições místicas ou religiosas. Essa Divindade é a executora da Vontade do Supremo Regente, da qual é inseparável, em toda sua atuação, cuja natureza é criar, gerar, nutrir, dar vida e bênçãos. O terceiro grau da Hierarquia é constituído de Excelsos Seres, os quais cuidam da evolução moral e espiritual da Humanidade e é formado pelos AVATARAS, também conhecidos como Encarnações Divinas. São Missionários que descem ao plano terrestre, muito inferior ao grau em que se encontram, para ensinar, guiar e purificar os seres que aqui vivem, tornando possível a evolução, preservação e reintegração da Humanidade no Plano Divino.
As mais conhecidas Encarnações Divinas, no grau de Avataras são: KRISHNA, RAMA, GINA, LAO TSE, MOISÉS, HERMES, BUDA, JESUS CRISTO e MAOMÉ; e, vivendo já entre nós (de forma oculta), encontra se BHAGAVAN MITRA DEVA (o amigo divino), cuja missão é unificar todo o planeta, eliminando as barreiras do fanatismo, preconceitos religiosos, raciais, de sexo e de toda classe de separatividade entre os seres humanos. É um Avatara oculto, que atua na mente e no coração da Humanidade, em todos aqueles que possuem boa vontade, amor ao próximo e sentimentos de fraternidade, valores espirituais que devem prevalecer sobre os aspectos extremistas religiosos e sociais que, infelizmente, ainda infestam nossa humanidade. Ele é "Aquele" esperado de todas as nações e de todas as religiões, o "Consolador" das escrituras cristãs, o "Messias", do Judaísmo, o "Mahdi" da religião muçulmana, ou o "retorno ou vinda do Cristo" , nas citações evangélicas.
Nascido em 16 de Janeiro de 1919, na região de Maharastra, na Índia, sua sagrada Missão começou com apenas quatro anos de idade, de forma transcendental; não veio em nome de nenhum Avatara do passado, mas prega a essência pura das doutrinas de todos Eles. Vive na região de Badari, na parte setentrional dos Himalaias, em uma comunidade de Sábios e Grandes Mestres, localidade inacessível ao homem comum. O seu Advento, previsto em todas as escrituras religiosas dos povos, também foi profetizado pelos Maiores da Fraternidade desde l450 dC e que Sua manifestação ocorreria nos primórdios do século XX. Sua Missão, diferente dos Avataras públicos (Krishna, Buda, Jesus e outros) que mantiveram contato direto com os homens, para exporem suas doutrinas redentoras, Mitra Deva tem uma função universal junto à Humanidade, como Unificador da Lei Eterna.
Embora desconhecido pela imensa maioria dos homens (com exceção dos Iniciados de algumas religiões), Sua atuação em nosso mundo, todavia, é incontestável, senão vejamos: nos últimos oitenta anos, a humanidade atingiu níveis elevadíssimos de progresso, nas áreas sociais, nas Ciências, Artes, Filosofia de vida, Educação, Religião etc, que não havia atingido nem na soma dos últimos vinte séculos.
Proporcionou a descida de grandes almas (Mestres de áreas espirituais e materiais) em quase todos os países para servirem de canal de Seu trabalho no mundo; após a Segunda Guerra Mundial, propiciou a constituição da ONU e assim tivemos o primeiro mecanismo de direitos e deveres das nações, possibilitou os passos iniciais no intercâmbio entre as religiões (Ecumenismo); a eliminação das barreiras e preconceitos contra as mulheres; ativou o progresso na tecnologia das comunicações e dos transportes, o estudo para a formação de núcleos continentais na política; a necessidade de se facilitar o acesso das pessoas entre localidades diferentes e está criando condições para estabelecer moeda única entre os países do mesmo bloco continental. O trabalho de Mitra Deva, o Anjo Encarnado, prosseguirá ainda por muito tempo, até a completa consumação de Seus propósitos divinos: a fraternidade universal e a formação da Nova Humanidade, neste novo milênio. Para melhor compreensão das mensagens dos Grandes Missionários, dentro do nosso esquema evolutivo, damos abaixo um quadro dos principais Avataras da Suddha Dharma Mandalam (Grande Fraternidade Branca) neste ciclo do Kali Yuga (Idade do Ferro):
KRISHNA - Avatara da Síntese
RAMA - Avatara da Síntese
MOISÉS - Avatara do Dever
BUDA - Avatara da Sabedoria
LAO TSE - Avatara da Sabedoria
JESUS - Avatara do Amor
MAOMÉ - Avatara do Dever
MITRA DEVA - Avatara da Síntese
Fonte: Site Raja Yoga
15 de dez. de 2010
PRINCÍPIO DO SER
Uma das maneiras de alcançar o mundo do não-nascimento e da não-morte é alcançar o mundo do nascimento e da morte. Seus próprios corpos contém nirvana. Seus olhos, nariz, língua, corpo e espírito contém nirvana. Se se aprofundarem bastante nele, alcançarão o princípio dos seus seres.
Se pensam que só conseguirão alcançar Deus abandonando tudo no mundo, duvido que conseguirão alcançá-lo. Se estiverem buscando o nirvana rejeitando tudo que existe em vocês e à sua volta, ou seja, forma, sentimentos, percepção, concepções mentais e consciência, não conseguirão atingir o nirvana de maneira alguma. Se eliminarem todas as ondas, não haverá água para tocar.
Thich Nhat Hanh (Vietnã, 1926 ~)
“Jesus e Buda, irmãos”, cap. 1
Fonte: Blog Samsara
26 de nov. de 2010
8 de jun. de 2010
CONHECENDO O BUDISMO RISHO KOSSEI-KAI
Aproveitamos a oportunidade de enviar um abraço fraterno ao nosso amigo do UNILUZ o Rev. Kazuya Nagashima.
A Risho Kossei-kai é uma organização de budistas leigos, fundada no dia 5 de março de 1938 pelo Fundador Nikkyo Niwano e pela Co-Fundadora Myoko Naganuma. Esta organização se baseia nos ensinamentos do Buda Shakyamuni e tem o Tríplice Sutra de Lótus (“Sutra dos Inumeráveis Significados”, “Sutra de Lótus da Lei Maravilhosa” e o “Sutra da Meditação sobre o Bodhisattva Virtude Universal”) como base dos ensinamentos. Atualmente tem como Presidente Nichiko Niwano, e conta com 1.760.000 adeptos (atualizado em 31 de Dezembro de 2006) espalhados em 239 igrejas pelo Japão, 7 igrejas, 7 sedes e 1 associação-irmã fora do Japão, recebendo com alegria o ensinamento.
O Mestre Fundador Nikkyo Niwano nos revelou com palavras do cotidiano o ensinamento do Budismo e o verdadeiro sentimento de Shakyamuni Buda. O Fundador Nikkyo Niwano não só fez a revelação como também viveu ele próprio conforme o ensinamento, nos dando o exemplo de “como podemos viver uma vida maravilhosa, praticando o ensinamento de Buda”. Assim, vivemos uma vida comum, ao mesmo tempo que podemos conhecer e aprender o verdadeiro sentimento de Buda. Muitas e muitas pessoas foram iluminadas pela orientação do Mestre Fundador Niwano e do atual Mestre Presidente Niwano.
O Brasil e o Japão apresentam diferenças diversas nos aspectos político, econômico, social e cultural. Portanto, algumas pessoas podem pensar que no Japão o ensinamento é bem compreendido e no Brasil não há a mesma compreensã. Mas a “Verdade é única”. No mundo, aliás no planeta, onde quer que seja, o que não é compreensível não podemos dizer ser a “Verdade”. O ensinamento de Shakyamuni Buda é o ensinamento da “Verdade”. As “Palavras” do Mestre Fundador Niwano também são “Verdades”. Portanto, mesmo no Brasil, o “Ensinamento de Shakyamuni Buda” está vivo, e as palavras do Mestre Fundador Niwano, que nos revelou o significado verdadeiro desse ensinamento, também estão vivas.
Somos amigos que aprendemos, praticamos e sentimos o ensinamento de Buda dentro do nosso cotidiano. Na Igreja Risho Kossei-kai existem o “Budismo Vivo” e o “Budismo Novo”. A Igreja Risho Kossei-kai é uma associação religiosa aberta. Se você está pensando: “Quero sentir de perto a Verdade e a Lei”, por favor, venha nos fazer uma visita. Vamos estudar juntos o ensinamento de Buda e vamos ser felizes!
Reverência
Igreja Risho Kossei-kai do Brasil
Reverendo Takayuki Nagashima
Fonte: http://www.rkk.org.br/
25 de mai. de 2010
PRATICAR MISTICAMENTE E SEM SE APEGAR
Fonte: Livro O Sutra do Diamante - Com explicação
Fiquem na luz!
7 de abr. de 2010
VOLTE-SE PARA A PAZ DO NIRVANA
Não há fim para as atividades mundanas.
Mas se você praticar o Dharma
Vai rapidamente concluir tudo.
Não importa quão legais eles pareçam,
Os assuntos samsáricos sempre terminam em desastre.
Mas os frutos de praticar o Dharma
Nunca vão deteriorar.
Desde um tempo sem princípio você tem reunido e reforçado o
Carma, emoções negativas e tendências habituais,
Que forçam você a vagar pelo samsara.
Se continuar assim, quando chegará a liberação?
Se você perceber tudo isso só na hora da morte,
Será tarde demais.
Quando a cabeça já foi cortada,
De que adianta o remédio?
Reconhecendo o sofrimento do samsara,
Volte-se para a paz do nirvana.
Guru Rinpoche (Índia/Tibete, séc. VIII)
citado por Dilgo Khyentse Rinpoche (Tibete, 1910 - Butão, 1991)
Fonte: Blog Samsara
1 de fev. de 2010
DEUS NO BUDISMO
Gostei também da explicação sobre o assunto contida na introdução do livro "The Life of Milarepa", de Lobzang Jivaka. Segue o trecho em questão:
O Buda, muito longe de negar que havia um Absoluto, garantiu que aqueles que alcançassem a iluminação deveriam se fundir com Isso e assim perceber a Realidade em oposição ao mundo das ilusões e dos fenômenos. O que ele realmente disse, contudo, que tem levado pessoas a acusarem-no de ateísmo, é que não temos nenhum meio de expressar qualquer coisa sobre Isso. Palavras pertencem ao universo dos fenômenos e são aplicáveis apenas à ele. Quando alguém vai além dos fenômenos, em direção à Realidade, palavras precisam obrigatoriamente ser deixadas para trás. Nenhum ensinamento, nenhuma descrição, nenhum pensamento podem expressar o Absoluto -- mas podemos experimentá-lo, se suficientemente evoluídos.
O que Buda combateu foram as numerosas tentativas que foram feitas, estão sendo feitas e continuarão a ser feitas, de dizer que o Absoluto é isso ou aquilo, um Deus pessoal, um Criador, um Deus-Pai. Ele insistentemente recusou responder qualquer pergunta sobre o assunto porque isso era inexprimível em palavras. Ele não iria permitir a seus discípulos imaginar um Absoluto a semelhança deles, como é a tendência do homem em todo lugar. Ele assinalou sutilmente que é melhor se ajustar para tentar alcançar a iluminação e, assim, experimentar o Absoluto por si próprio, em vez de perder tempo tentando ineficazmente falar sobre isso, já que nada que possa ser dito sobre Isso pode ser verdade em absoluto. Palavras iriam inevitavelmente modificá-Lo e moldá-Lo, resultando no máximo em uma aproximação grosseira. Palavras podem ser verdadeiras apenas em certo nível, mas apenas nesse nível, portanto serão apenas verdades relativas. Assim, como um entendimento que só funciona por meio de palavras pode conter o que não pode ser colocado em palavras? Apenas pela experiência direta.
Se esse fato tivesse sido assimilado, às custas do orgulho humano, teria havido muito menos intolerância, violência e sofrimento cometidos em nome da religião, entre os vários adeptos de seus seus próprios credos; todos afirmando de maneira confiante e dogmática que somente eles receberam a Verdade e que todos os outros estão errados e devem ser salvos de sua ignorância voluntária.
...
Então, se não há nenhum Deus no sentido de um Deus pessoal -- ou se for compreendido que conceitos de um Deus pessoal, um Criador ou um Deus-Pai, são apenas relativamente verdadeiros e adequados apenas a alguns estágios do desenvolvimento humano -- porque há tantas referências aos "deuses" [no budismo tibetano], sugerindo toda uma hierarquia?
A palavra páli "deva" é traduzida como "deus", mas na verdade significa "espírito", um ser de um reino superior que, no budismo, pode influenciar seres humanos, ajudar e protegê-los. A Terra não é o único mundo de seres da cosmologia budista. Há incontáveis universos em diferentes planos de existência, isto é, em diferentes estágios de desenvolvimento (espiritual). Alguns são mais elevados que nós (que somos a maioria). Alguns são inferiores. Há muitas referências a seres humanos renascendo em reinos superiores ou inferiores.
Mas, no budismo, não há lugar para a hierarquia massiva da religião Hindu, que acrescentou o próprio Buda a essa hierarquia (até os cristãos fizeram Dele um dos seus santos), nem para a Trindade de Criador, Preservador e Destruidor, nada exceto um Absoluto inexprimível. Em Sua direção as pessoas estão evoluindo ou involuindo, alguns se tornando espíritos de planos superiores, outros afundando em mundos inferiores. E todos pertencem ao mundo dos fenômenos, não à Realidade. Apenas o Absoluto é Real. E nem podemos realmente dizer isso sem declarar algo menor que a Verdade. Mas Ela está lá para ser realizada por alguém com o desejo e determinação como os de Milarepa.
...
Todo ser humano, todo ser, é um Buda em potencial. Depende de cada um realizar sua própria Natureza Búdica.
Lobzang Jivaka
"The Life of Milarepa"
Fonte: Blog Samsara
13 de dez. de 2009
EVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCIA
Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=04461
8 de dez. de 2009
NÓS NÃO TEMOS RELIGIÃO
Fonte: Blog Textos para reflexão, do nosso amigo Raph Arrais.
Agradecemos a indicação amigo! Deus te abençoe!
13 de set. de 2009
CASAMENTO EM CADA RELIGIÃO
Na doutrina espírita não há cerimônia oficial, portanto, não depende da autorização de um presidente do centro, ou mesmo de um palestrante ilustre, mas de um consentimento que vem de Deus, de um pedido sincero feito por dois corações que resolveram se unir. Isto não quer dizer que o espírita não possa realizar uma cerimônia espírita, que em lugar do padre, terá um amigo que possa realizar uma prece, em lugar da Igreja, não o centro espírita, mas o lar, ou um local adequados para reunir os amigos e familiares. Saiba mais, acesse www.febnet.org.br (Federação Espírita Brasileira)
CATÓLICOS
"O sacramento do Matrimônio confere aos esposos a graça de se amarem com o amor com que Cristo amou a sua Igreja. A graça do sacramento aperfeiçoa assim o amor humano dos esposos, dá firmeza à sua unidade indissolúvel e santifica-os no caminho da vida eterna."Se a opção for casar pela Igreja Católica, um dos passos iniciais é marcar um encontro com o padre da igreja mais próxima pelo menos 4 meses antes. A igreja católica considera o casamento um verdadeiro sacramento, reconhecido como uma graça de Deus. A cerimônia católica começa com um cortejo dirigindo-se lentamente para o altar, onde os participantes dividem-se em dois grupos: o da família da noiva e o do noivo. Saiba mais, acesse www.ceris.org.br.
JUDAÍCA
O casamento judeu tem três etapas. Ketubah: o contrato de casamento descrito em hebraico e português; Deve ser assinado pelo noivo e mais duas testemunhas antes da chegada da noiva; Huppah: representa a casa dos noivos. Na cerimônia, ganha a forma de uma tenda, sob a qual acontece o ritual. O rabino dá as boas-vindas aos convidados e inicia a cerimônia. O documento do casamento, designado por ketuba, é lido em voz alta e os noivos bebem do mesmo copo, gesto que simboliza a partilha de tudo nas suas vidas. Em seguida, o copo é esmagado pelo noivo. O ketuba é assinado e o rabino abençoa o casal. Munidos da certidão de nascimento e uma cópia do " Ketubah " ( certidão de casamento judeu ), dos pais, os noivos se dirigem à Sinagoga para marcar a data da cerimônia e preencher um formulário especial. Ambos devem professar a religião judaica e, caso um dos noivos seja de outra religião, é necessário que se converta e receba os ensinamentos básicos, antes do casamento. A cerimônia de casamento judaica oferece um bonito ritual. Saiba Mais, acesse www.cjb.org.br (Congregação Judaica do Brasil).
ISLÂMICA/MUÇULMANO
A cerimônia é realizada numa Mesquita e é presidida por um imame (sacerdote). A cerimônia começa com a leitura de um trecho do Alcorão. O imame profere um sermão. Seguem-se as orações e uma distribuição de frutos secos, que simboliza prosperidade e fertilidade. As mulheres ficam num dos lados da mesquita e os homens no outro durante a cerimônia.Saiba mais, acesse www.wamy.org.br
UMBANDA
O dirigente entrega a aliança da noiva ao noivo para que este a coloque no dedo anular da mão esquerda da noiva, repetindo com o celebrante: Com este anel, em nome de Zambi, Oxalá e de Ifá, selo minha união contigo, enquanto vida tiver.
Repete-se o procedimento com a noiva entregando a aliança ao noivo e com a mesma frase. Saiba mais, acesse: http://povodearuanda.wordpress.com/2006/12/06/casamento-na-umbanda/
BUDISMO
As cerimônias budistas costumam ser belíssimas e geralmente são realizadas em templos. Os convidados são recebidos e saudados com vários cânticos, tal como o noivo enquanto espera pela noiva. A noiva é recebida por um leitor que a leva até ao noivo. Os noivos ajoelham-se diante de um móvel que contém o pergaminho sagrado. O casal bebe de três taças com tamanhos diferentes (simboliza a forma como as suas vidas crescerão dentro do casamento). Poderá haver uma troca de alianças. Saiba mais, acesse www.terrapura.org.br
CRISTÃ ORTODOXA
Um dos rituais de casamento mais bonitos que existem, embora sejam poucos no Brasil. Dependendo de quem celebrar, a cerimônia pode ser em português ou na língua da descendência dos cônjuges. O termo ortodoxo significa "conforme a doutrina definida". A cerimônia é dividida em duas partes: a união do casal e a coroação. A disposição no altar é a mesma da igreja Católica. O matrimônio é um sacramento, assim como na igreja católica. A simples presença dos noivos dispensa o sim no altar. A cerimônia é realizada de acordo com o antigo rito bizantino, e é cantada em grande parte do tempo. Os noivos são coroados como reis em seu próprio reino (lar). Depois vem a leitura da epístola, a leitura do evangelho e a oração do pai nosso. No final da cerimônia os noivos recebem a bênção final, beijando o evangelho. Saiba mais, acesse www.igrejaortodoxa.com.br.
PROTESTANTES/PENTECOSTAIS
Nas cerimônias protestantes têm muita música, preces de oferenda e leituras de versículos biblicos, muito parecido com os casamentos católicos. O sacramento do Matrimônio confere aos esposos a graça de se amarem com o amor com que Cristo amou a sua Igreja. Os noivos precisam pedir a benção ao pastor, geralmente 20 dias antes da data do casamento. Na religião protestante, ao final de uma cerimônia de casamento, geralmente os noivos recebem uma Bíblia, como presente. Muitas cerimônias são realizadas em salões ou buffet, e quem dirige a cerimônia é o pastor. Na cerimônia presbiteriana, os noivos podem optar em fazer o casamento civil e religioso na mesma ocasião.
XINTOÍSMO (RELIGIÃO DO JAPÃO)
Cerimônias xintoístas são verdadeiros espetáculos, mais comuns no Japão, correspondem a 63% dos enlaces, segundo uma pesquisa feita pelo governo. Religião mais antiga existente no Japão. Originalmente, o xintoísmo não tinha nome, doutrinas ou dogmas. Era um conjunto de ritos e mitos que explicavam a origem do mundo, do Japão e da família imperial. Os protagonistas desses mitos eram os Kamis, segundo ensinam, eram deuses ou energias divinas que habitam todas as coisas e sucedem-se por gerações, desde a criação do mundo. Recebeu o nome de Xintoísmo (caminho dos deuses) para distinguir-se do Budismo e do Confucionismo, religiões originárias da China.
HINDUISMO
No Hinduísmo a cerimônia de casamento pode durar muitos dias, onde acontecem festas, danças e rituais. A cerimônia geralmente ocorre à noite, como de costume: o casal anda em volta de um fogo sagrado e dá 7 passos, cada passo tem uma simbologia e refere-se a uma área da vida conjugal. O noivo chega com sua família e amigos em procissão e são recebidos pelos parentes da noiva - é o Baarat. Depois um sacerdote invoca a memória dos antepassados (aprovação da união) e a benção de Deus para o casal. A noiva oferece iogurte e mel ao futuro marido, em sinal de pureza e doçura, e os dois se presenteiam com um colar colocado durante a cerimônia no pescoço um do outro e, depois de o pai ter entregado a noiva oficialmente ao noivo - o Kanya Danam, eles trocam seus anéis. Depois a cerimônia segue com a purificação do ambiente com óleos e essências. De mãos dadas, os noivos trocam juras de amor. No final da cerimônia, eles oferecem uma prece para que seu amor seja firme, pisando em uma pedra - símbolo de estabilidade e força. O "casamento hindu" somente poderá ser feito por Hindus (pessoas que seguem a religião Hindu), semelhante como é feito nas outras religiões. Caso os noivos não sejam Hindus, a cerimônia não pode ser realizada. O que pode ocorrer, fora esta exigência, é que pessoas façam alguma festa com estilo indiano, tendo uma decoração que se inspire na Índia e na sua cultura. Mas neste caso não haverá a presença de um Brahmana - sacerdote - nem os ritos de oferendas serão feitos; senão, será ofensivo ao cânome, de modo semelhante que um leigo não poderá realizar um casamento católico sem a presença de um padre. Saiba mais, acesse www.sivananda.org.br






