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2 de jun. de 2013

MECANISMOS DE CURA DOS BENZIMENTOS NA UMBANDA


Palestra do Dirigente Umbandista Géro Maita do CEU Esperança sob título: Mecanismos de Cura dos Benzimentos na Umbanda.
Realizado em Porto Alegre-RS no Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade dirigido pelo Médium de Ramatís Norberto Peixoto.



18 de mai. de 2013

PROF. WAGNER BORGES - UNIVERSALISTA - ENTREVISTA AO JÔ SOARES



Entrevista do Prof. Wagner Borges do IPPB (Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas) no Programa do Jô Soares.

Acessem o site do IPPB para mais informações:
www.ippb.com.br

PARTE 1


PARTE 2

21 de nov. de 2012

CARTA A UM EVANGÉLICO

Olá Sr. Evangélico, aqui quem fala sou eu, o Sr. Espiritualista.

Antes de mais nada, preciso lembrar-lhe de que somos irmãos, ou pelo menos não há nada explícito em nossas doutrinas que afirme o contrário...

Vejamos, então, a questão da espiritualidade africana. Tenho visto o senhor dizer que os orixás são demônios e que toda macumba é necessariamente coisa do Capeta... No entanto, é preciso que saiba: para o pessoal lá dos terreiros, macumba é só um instrumento musical, tipo reco-reco, sabe como é? Nem tem tanta importância assim, o som dos tambores é bem mais importante no ritual deles; E, já que falamos nos rituais, são coisas bem antigas, bem antigas mesmo! Muito antes dos termos “demônio” e “Capeta” terem sido inventados, já se faziam rituais para os orixás na África. Se ler um pouco de ciência e antropologia, saberá o que os cientistas já dão por quase certo: que viemos todos da África, o homo sapiens surgiu em algum ponto entre a parte sul e central do continente mãe.

O próprio deus bíblico deve muito ao deus que era cultuado na Mesopotâmia por povos que já eram bisnetos milenares dos primeiros africanos que batiam tambores em homenagem a Natureza. Sem El, Javé não seria muito mais do que o espírito ancestral de alguma tribo de hebreus perambulando por Canaã. Javé foi cultuado como um patriarca de homens, El foi compreendido como um deus cósmico, criador de tudo o que há [1]... Mais ou menos como Olorun, que criou o mundo, mas está tão acima de nosso plano de existência que não há nenhum xamã africano que tenha tido coragem de tratar diretamente com ele [2].

Foi muita engenhosidade dos hebreus esta que associou Javé a El, e com isso criou a ideia de um deus cósmico que, não obstante, poderia ser contatado como qualquer outro grande patriarca. O problema é supor que somente os rabinos podiam contatá-lo... Não foi exatamente por isto que Lutero lutou toda sua vida? Para que as pessoas comuns pudessem ler os textos sagrados e conhecer a Deus por si mesmas, sem a intermediação de Roma? Pois bem, pois os nossos irmãos africanos já falavam com Deus há muito mais tempo que a gente, e nem precisavam de livros para isso.

Quer dizer que todo o ritual que evoca orixás é coisa do bem? Claro que não, mas a maioria é. Maças podres, temos em qualquer pomar, e tenho certeza de que mesmo o neopentecostalismo tem as suas... Ou o senhor acha que abençoar talismãs com óleo ungido, ou derrubar fileiras inteiras de pessoas ao chão, é algo perfeitamente baseado nas Escrituras?

Tudo bem, vamos ser honestos: o que achamos um barato é essa tal experiência religiosa. Decerto Pentecostes foi uma loucura do Espírito Santo, mas quem garante que foi a primeira? Se até hoje os senhores procuram falar a língua dos anjos, porque encrencar com o caboclo que fala a língua dos espíritos da Natureza? Por mim, anjos e rios, cachoeiras e carruagens de fogo, florestas e sarças ardentes, se foram vistas pelas mentes que creem, se fizeram o bem para elas, que mal há? Onde o senhor vê o Capeta nessa história toda?

Por mim, se existe um ser assim, condenado a ser mal por toda a eternidade, ele não iria atuar sobre os verdadeiramente religiosos, mas antes optar pela via mais simples: tentar aqueles que já não creem, que não se dedicam, que nunca se arriscaram realmente a mergulhar neste Oceano de Amor que permeia todo o espaço e todos os tempos...

Me perdoe, eu tenho certeza que não é o seu caso, mas acaso nunca viu um cristaozão desses que bate no peito dentro da Igreja e diz: “Sou de Cristo!”, mas que começa a falar mal da sogra 5 minutos depois de terminar a oratória do pastor? De que adianta se achar um grande cristão ao chutar imagens de santos e orixás por aí, se ao chegar em casa chuta o seu cachorro e esbofeteia sua esposa? Será que Cristo falou numa espada para matar os infiéis, ou em oferecer a outra face para o agressor?

Os índios das Américas, coitados, também nunca tinham ouvido falar em Cristo. Os colonizadores europeus não deram muitas escolhas para eles: ou se convertiam, ou eram exterminados [3]. Até mesmo muitos que disseram ter se convertido foram exterminados do mesmo jeito, pois não serviam para o trabalho escravo... E o que há de cristão nisso tudo? Nas Cruzadas, o general francês perguntou ao representante do Papa como iriam identificar os cristãos dos não cristãos, na invasão de uma cidade onde cristãos, judeus e cátaros viviam em harmonia; Ele apenas disse isto: “Matem todos, que Deus escolherá os seus”... Ao que lhe pergunto: e quais deles não eram “de Deus”?

Ainda hoje, no Centro-Oeste do Brasil, há tribos indígenas sendo evangelizadas. Evangelizar não é o problema, pois ao menos estão dando a oportunidade para que esses indígenas se tornem parte de alguma outra comunidade que não a sua, e não vivam isolados, como párias, em um país construído sobre a invasão e o extermínio de suas terras ancestrais... O problema, este sim, é proibi-los de pintar o corpo de vermelho. “Vermelho é a cor do Capeta!”, seus colegas dizem... Mas, e o que diabos os índios tem a ver com o Capeta? Na maioria das mitologias indígenas, sequer existe um ser representante do mal, quanto mais um anjo caído... Eles nem sabem o que é um anjo! Se não podem se pintar de vermelho, vão se pintar de branco? Ou de verde? Ou lilás? Convenhamos, isso não faz o menor sentido.

Vamos tentar ser mais seguidores de El, e menos seguidores de Javé. Javé era um espírito ancestral, e precisava de barganhas e favores, e tinha ciúmes dos cultos de espíritos e deuses alheios, como foi o caso com Baal. Mas El não, El não tinha um oposto, pois o Tudo não tem oposto – o Nada não existe.

Dessa forma, se existe um Capeta, seria injustiça da parte de Deus que ele pudesse controlar a mente dos seres puros, corrompendo-os... Acho que faz mais lógica, além de estar mais de acordo com o que vemos na Natureza e na psicologia humana, considerarmos que o mal existe na alma de cada um de nós, e que é somente lá, precisamente lá, que precisamos fazer uso desta espada de que Cristo falou...

Para cortar a trave que obstruí nosso próprio coração. Para que nossa luz de amor transborde, e englobe os irmãos a nossa volta. Para que evangelizemos realmente uma boa nova, uma notícia de uma nova era, de uma nova sociedade, uma nova espiritualidade, uma nova religião... Assim, quem sabe, também poderemos ler, dentro de nossa alma, conectada a Alma do Mundo: “também eu sou da raça dos deuses, também eu trago o Pai dentro de mim, também eu farei tudo aquilo que o Cristo realizou, e talvez até mais”. E nem sequer precisaremos de um livro para guardar tal Verdade.

Cristo salva, afinal, todos aqueles que o encontram dentro de si mesmos... Mas Cristo é apenas uma palavra. O que salva é a fé, e não há fé mais profunda do que a fé no Amor. Pense nisso meu amigo, meu irmão. Pense, e reflita esta boa nova adiante!

***

[1] Maiores detalhes na série A roda dos deuses (esta teoria não é minha, mas de Mircea Eliade, um dos maiores especialistas em mitologia do séc. XX).

[2] Na mitologia Iorubá, talvez a de maior influência no Brasil, Olorun ou Olodumare é o criador do universo e mora no Orun (Céu). Embora reconhecido como Ser Supremo, não existe um culto ou templo que lhe é dedicado exclusivamente. Os orixás são os seus representantes em Aiye (Terra).

[3] Michel de Montaigne dá sua opinião, bem mais embasada do que a minha, nesta série de Reflexões sobre o sexo.

***

Crédito das imagens: [topo] Mark Keathley (Dance of Grace); [ao longo] Stephen Frink/Science Faction/Corbis

 

Fonte: O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Autoria do escritor Rafael Arrais (raph.com.br)

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18 de nov. de 2012

7 CHAKRAS POR WAGNER BORGES


Excelente explicação dos CHAKRAS através do Professor Wagner Borges do IPPB. É um estudioso das religiões orientais (Hinduismo, Budismo e outras) e espiritualistas. O termo chakra vem do Sanscrito e significa "roda de luz". Em algumas doutrinas (como o Espiritismo por exemplo) é conhecida como: Campos de Força. Segundo o professor cada chakra é ligado a uma Glândula do organismo. Exemplo: Glandula Pineal ligado ao Chakra (ou Campo de Força) Coronário.

Vale a pena assistirem ao vídeo!


7 de set. de 2012

TRAILER DO FILME: E A VIDA CONTINUA...


Amigos,

Dia 14 de Setembro de 2012 (Sexta-Feira) estréia nacional do Filme: E A VIDA CONTINUA...baseado na obra de Chico Xavier pelo Espírito André Luiz.

Assista ao trailer abaixo, e agradeceríamos se pudessem divulgar este grande filme; que trata de Família, Espiritualidade, reflexão, sofrimentos passageiros e alegrias eternas através da Caridade e Amor ao Próximo apregoado por JESUS.





7 de jul. de 2012

MÉDIUM DE RAMATÍS FALA SOBRE A UMBANDA

Primeira parte da entrevista de Norberto Peixoto no programa "Ramatís - Uma Proposta de Luz", concedida aos irmãos Sidnei Carvalho e Zanarotti.
Programa exibido em 05/05/2012.






13 de mai. de 2012

ORAÇÃO DOS PRETOS VELHOS


13 de maio comemora-se o Dia dos Pretos Velhos.


Vídeo extraído do CEU ESPERANÇA, link: http://ceuesperanca.blogspot.com.br/





4 de nov. de 2011

TRIGUEIRINHO FALA SOBRE A VIDA ESPIRITUAL, TRANSIÇÃO E MUITO MAIS







2 de nov. de 2011

A MORTE NÃO EXISTE - E A VIDA CONTINUA...


A MORTE NÃO EXISTE. E A VIDA CONTINUA...(CHICO XAVIER)

“Ante os que partiram, precedendo-te na Grande Mudança ,não permitas que o desespero te ensombre o coração.
Eles não morreram. Estão vivos.
Compartilham-te as aflições, quando te lastimas sem consolo.
Inquietam-se com a tua rendição aos desafios da angústia quando te afastas da confiança em Deus.
Eles sabem igualmente quanto dói a separação. Conhecem o pranto da despedida e te recordam as mãos trementes do adeus, conservando na acústica do espírito as palavras que pronunciaste, quando não mais conseguiram responder as interpelações que articulaste no auge da amargura.
Não admitas estejam eles indiferentes ao teu caminho ou à tua dor.
Eles percebem o quanto te custa a readaptação ao mundo e à existência terrestre sem eles e quase sempre se transformam em cireneus de ternura incessante, amparando-te o trabalho de renovação ou enxugando-te as lágrimas quando tateias a lousa ou lhes enfeitas a memória perguntando porque ...
Pensa neles com a saudade convertida em oração.
As tuas preces de amor representam acordes de esperança e devotamento, despertando-os para visões mais altas na vida.
Quando puderes, realiza por eles as tarefas em que estimariam prosseguir e tê-lo-ás contigo por infatigáveis zeladores de teus dias.
Se muito deles são teu refúgio e inspiração nas atividades a que te prendes no mundo, para muitos outros deles és o apoio e o incentivo para a elevação que se lhes faz necessária.
Quando te disponhas a buscar os entes queridos domiciliados no Mais Além, não te detenhas na terra que lhes resguarda as últimas relíquias da experiência no plano material ...
Contempla os céus em que mundos inumeráveis nos falam da união sem adeus e ouvirás a voz deles no próprio coração, a dizer-te que não caminharam na direção da noite, mas sim ao encontro de Novo despertar."

{Emmanuel}
Psicografia de {Francisco Cândido Xavier

27 de set. de 2011

AS COMPARAÇÕES E AS COBRANÇAS QUE DESTROEM OS RELACIONAMENTOS

Um dos maiores desafios da vida é aprendermos a nos relacionar de forma equilibrada, resgatando nossos carmas do passado com as almas que estão conosco na vida presente.
As relações familiares, amorosas, profissionais, de amizade, da escola, do esporte, do clube e até do salão de beleza que frequentamos, enfim, todos os contatos que estabelecemos com quem permeia nossa vida são extremamente importantes em nosso contexto evolucionário.
É por meio das relações que começamos a despertar os sentimentos mais lindos e também os mais destrutivos. É nos relacionamentos que aprendemos o amor, o respeito, a admiração, o cuidado, o carinho, a alegria, a felicidade. Infelizmente, é nos relacionando que também aprendemos a lidar com a dor de uma perda quando alguém morre, com a dor da traição e da mágoa. Muitas vezes, nos relacionamentos, sentimos raiva, competimos, experimentamos a inveja, a discórdia, os diferentes pontos de vista e as convicções que causam o afastamento temporário. Temporário porque duas pessoas podem ser dar as costas nesta vida, mas no futuro, em algum lugar, elas voltam a se encontrar para resolver o que ficou para trás. Por isso, quem compreende o contexto de eternidade gosta de resolver tudo da melhor forma possível no momento presente, conversando, dialogando e chegando a um consenso bom para todas as partes envolvidas, pois deixar para resolver problemas de relacionamentos em uma próxima vida é ter a certeza de pagar uma conta mais cara, com “juros” e “correção monetária”.
Nas experiências terapêuticas, percebendo que um dos maiores problemas do ser humano eram “os outros” e nunca ele mesmo, que a culpa era sempre de alguém, identifiquei dois sentimentos densos que, na minha opinião, acabam com qualquer relação: as comparações e as cobranças. E não percebi isso somente no consultório, mas dentro da minha própria família.
O ser humano, com seu mar de carências existenciais, em vez de mirar em si mesmo, de projetar o seu futuro, de criar algo novo, tem o vício de se comparar aos demais. Muitas vezes, alguém que poderia ser brilhante e realizado fica somente se comparando com os outros, gerando um desgaste em sua vida e na vida de outras pessoas, tentando imitar, fazer igual e copiar um padrão, ao passo que, se houvesse um esforço da sua parte para ser mais criativo, poderia encontrar soluções autênticas, originais.
A genialidade de um ser reside em sua capacidade de criar coisas novas, de mover o mundo por meio de novas propostas de crescimento, o que se torna a mola propulsora dos tempos atuais. Portanto, comparar-se com os outros não é saudável. Cada um de nós foi “projetado” sob medida para o cumprimento de nossa missão, de nossa evolução, por isso seria muita pretensão de nossa parte pensar que somos o outro. Essas comparações afetam os relacionamentos porque, principalmente em nossa família, nos sentimos no direito de dar palpites na vida de nossos familiares. Obviamente, se vemos um irmão ou nossos pais sofrendo, é nosso dever alertar, mas viver a vida do outro causa um grande sofrimento, em primeiro lugar porque nos desvia de nossa missão e em segundo lugar porque sufoca a outra pessoa sem que ela consiga decidir por si mesma, fazendo com que fique dependente dos demais. Em muitos casos, só se aprende errando e precisamos permitir que o outro erre para que ele perceba os aprendizados de forma experimental. Muitas vezes só sentindo a dor na pele para termos o julgo de certo e errado. E quem somos nós para interferirmos nos aprendizados alheios? Mesmo que seja um filho pequeno, muitas vezes só quando ele se queima entende o que é o fogo, só quando cai compreende a dor que a lei da gravidade pode causar, só quando toma um banho de chuva compreende a gripe que a água pode trazer e a vida é assim... Eu fui entender o sentido dos avisos de minha mãe como “pegue um guarda-chuva”, “coloque um casaco” quando eu já era adulta e ela não estava por perto para me alertar. Depois de algumas gripes feias e tremendos banhos em uma fria chuva, hoje já não esqueço o agasalho e o guarda-chuva. Esse é um exemplo bem simples, mas, se ela tivesse permitido que isso acontecesse lá na minha infância, eu não levaria tanto tempo para aprender. Certamente, uma mãe ou um pai que possuem amor pelo seu filho vão protegê-lo dos “males” do mundo, vão tentar evitar um machucado ou um mal maior. Entretanto, muitas vezes, se possuíssemos um toque da firmeza oriental em nossa educação, poderíamos nos tornar adultos menos infantis.
Algo muito comum atualmente é o prolongamento da adolescência no caso de filhos que moram com os pais até os quarenta anos ou mais. Será que esse fato proporciona mais ou menos evolução? Esse questionamento é intencional de minha parte, para produzir reflexão. Será que uma pessoa que já está há quatro décadas morando com os pais consegue abandonar o ninho, evoluir, superar desafios? Será? Pense nisso!
Muitas pessoas reclamam de não terem criatividade, mas em compensação não fazem nada para desenvolvê-la e colocam a culpa em seus pais, que deveriam ter-lhes estimulado mais quando pequenas. E aí começam as cobranças, que vêm das comparações. Ouvem-se muitas frases como:
– Veja seu irmão: é um excelente atleta; e você aí, sedentário!
– Olha só! Sua irmã com outro dez em matemática e você...
Muitas vezes o pai e a mãe, quando já não sabem mais o que fazer para um filho se comportar do jeito que eles acham correto, estimulam a competição dentro da própria casa, comparando-o com os irmãos e, no caso de filho único, com primos e colegas.
Isso gera uma competição desenfreada ou um estado de baixa autoestima naquele ser que não deseja ser um esportista. E, muitas vezes, ele nem sabe ainda o que quer. Muitas vezes, o que ele quer é não querer nada, até que um dia se conheça o suficiente para saber o que deseja fazer.
Por isso, nascemos todos diferentes, para evoluirmos na diversidade, e não para sermos comparados a produtos em uma linha de produção. Muitos pais ainda hoje possuem a ilusão de que, se resolverem ter cinco filhos, eles serão todos iguais. Ledo engano! Nossa consciência é eterna e caminha conosco há muito tempo, já habitou muitos corpos e hoje é o resultado de todas as nossas experiências. É isso que nos traz a dádiva de sermos únicos e somente nós mesmos. Com toda a experiência que possuímos, podemos tomar as nossas próprias decisões. Nesse contexto, comparar-se aos outros é negar toda a inteligência universal, pois como nos podemos comparar a alguém? Se não conhecemos nem a nossa história completa desde as primeiras encarnações, como poderemos conhecer a história do outro e ficar nos comparando? Parece incoerente, não é mesmo?
Gosto muito de uma frase do mestre Confúcio, que diz o seguinte: “Cobra mais de ti e espera menos dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos.” Nesta frase, o sábio da antiguidade mostra que, quando colocamos muitas expectativas nas ações de outras pessoas e elas não conseguem supri-las, nos aborrecemos. Entretanto, quem esperava do outro, quem colocou as expectativas fomos nós mesmos, portanto deveríamos nos aborrecer conosco, e não com o outro. Muitas vezes o outro não nos prometeu nada, nós é que esperávamos... Então vem a decepção... Decepção com quem? Com o outro, pois projetamos tudo de ruim nas outras pessoas. Sempre foi alguém e nunca nós mesmos... Quando vamos aprender a assumir as nossas responsabilidades?
Na grande maioria das vezes, as prioridades das outras pessoas não são as nossas, e por isso nos decepcionamos, porque não conseguimos comunicar aquilo que queremos nem conseguimos estabelecer os devidos limites. Essa falta de equilíbrio em expressar as nossas questões com muita clareza, combinando e acertando todos os detalhes, pode ser a nossa ruína. Se não formos firmes acerca de nossos propósitos, nunca alguém vai dar prioridade para as nossas questões, porque nem nós mesmos priorizamos! Atualmente, é assim que as coisas funcionam, com cobrança e sob pressão, e eu desejo profundamente que um dia o mundo mude, que cada um saiba das suas responsabilidades e cumpra seus prazos e tarefas sem que se necessite de tantas cobranças. No entanto, o que ocorre é que muitas vezes pegamos toda a pressão que sofremos principalmente no trabalho e a levamos para dentro de nossas casas, exigindo dos membros de nossa família, de forma dura, o comportamento que achamos adequado. Como somos muito diferentes e nos comportamos de maneiras diversas, surgem as brigas, as discussões, a famosa expressão “não dá mais”, a intolerância e muitas vezes as doenças que geram o desequilíbrio, o fim de uma família e o início de um carma muito maior. Reflita sobre isso. Como está a harmonia familiar e nos demais relacionamentos em sua vida?
Você cobra demais das pessoas? É exigente, autoritário? Ou é daquelas pessoas que “não têm boca para nada”, que não conseguem reagir diante de uma adversidade?
Lembre-se sempre de que a primeira relação que precisa ser equilibrada é a sua relação consigo mesmo, construída sobre as bases sólidas do amor, da admiração, de gostar-se e poder contar consigo nas horas difíceis. Uma das melhores coisas que existem é saber que, em um momento crucial, você estará ali para dar apoio a si mesmo de forma integral. É muito bom poder contar consigo mesmo, com o Eu Superior ou com os Corpos Superiores, pois nos sentimos fortes, brilhantes, poderosos. A autoestima não se baseia em beleza física, mas em prestarmos um “autossocorro” quando necessitamos de nós mesmos.
E, somente depois de estabelecermos uma relação equilibrada conosco, poderemos estabelecer bons relacionamentos com tudo aquilo que nos rodeia.
Lembre-se de que obedecemos às mesmas leis que criaram o universo. Uma pequena partícula inicial gerou galáxias, planetas e tudo o que existe, portanto a cura começa sempre dentro, na parte mais íntima do nosso ser, e vai atravessando camada por camada até que envolva tudo e todos os que estão à nossa volta.

Encontre esse e outros temas relacionados no novo Livro de Patrícia Cândido - Ecologia da Alma
- A jornada do Espírito e Experiência Humana - Conheça o livro


Fonte: Blog Luz da Serra


15 de set. de 2011

CIÊNCIA E ESPIRITUALIDADE




No programa espírita Transição, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira (psiquiatra com mestrado na USP) fala novamente sobre suas pesquisas da glândula pineal (ele associa os cristais de apatita a receptores de ondas eletromagnéticas, que "recebem" as informações através da mediunidade) e outros assuntos referentes a junção da ciência com a espiritualidade.


É sempre um alento, para espíritas e espiritualistas, perceber que ainda existem cientistas que levam a sério suas pesquisas nessa área - sem apelar para explicações pseudo-científicas nem para uma mistura exagerada entre ciência e religião. Creiam no que ele estuda ou não, ninguém pode dizer que o Dr. Sérgio não está utilizando uma abordagem puramente científica:





(Caso não consiga visualizar o vídeo acima, acesse-o no YouTube)



Lá por 17:40 ele cita sua participação no programa "Comando da Madrugada" do apresentador Goulart de Andrade. Ele cita o caso de um médium que é examinado enquanto incorporado, e os aparelhos medem seus padrões cerebrais (eletroencefalograma). Então o apresentador pede para que o suposto espírito incorporado cause uma reação não-natural nos padrões cerebrais do médium - algo que não pode ser feito nem de forma conciente nem inconsciente, segundo os neurologistas -, e para a surpresa dele na análise dos padrões cerebrais realmente se nota essa reação, atualmente algo absolutamente inexplicável pela ciência. Apesar da péssima qualidade do vídeo (céticos dirão que é proposital, mas quando passou na TV certamente a qualidade era melhor), encontrei o trecho exato deste programa no YouTube:



Entretanto isso ainda não é uma prova da existência dos espíritos. Porque? Simplesmente porque não é replicável, ou seja, não é possível que algum outro médium noutro laboratório de pesquisa possa garantir que algum espírito virá, e que tal espírito poderá causar também esse tipo de reação. Poranto, não é prova, mas é algo muito estranho mesmo assim... Algo que a ciência "oficial" não explica.


Ver também:


» Uniespírito (projeto idealizado pelo Dr. Sérgio)


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Fonte: O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Autoria do escritor Rafael Arrais (raph.com.br)


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31 de ago. de 2011

CADINHO E PENEIRAS

A palavra de Deus e a do homem.

A palavra de Deus é um cadinho.


O que ela cria, derrete e funde em um todo, nada aceitando como valioso, nada rejeitando como
sem valor. Possuindo o Espírito de Compreensão, sabe muito bem que ela e a sua criação constituem um todo; que rejeitar uma é rejeitar tudo; que rejeitar o todo é rejeitar-se a si mesmo. Consequentemente, ela tem para sempre o mesmo objetivo e o mesmo sentido.

Entrementes, é como uma peneira a palavra do Homem. O que ela cria, prende e expulsa. Está
sempre tornando isto como amigo e expulsando aquilo como inimigo. Mas freqüentemente o amigo de
ontem torna-se o inimigo de hoje; o inimigo de hoje, o amigo de amanhã.

E assim se desencadeia a cruel e inútil guerra do Homem contra si mesmo. Tudo porque falta ao
Homem o Espírito Santo, o único que pode fazê-lo compreender que ele e a sua criatura são uma e
mesma coisa; que expulsar o adversário é expulsar o amigo, pois ambas as palavras - "adversário" e amigo" - são criações de sua palavra - de seu eu.

Aquilo de que não gostais e atirais fora como sendo mau, é certamente apanhado por alguém ou
algo como sendo bom. Pode acaso ser, ao mesmo tempo, duas coisas que se excluam? Ela não é nem
uma coisa nem outra, foi o vosso eu que a fez má; outro eu a fez boa.
Não vos disse que aquele que pode criar pode também destruir? Tal como criastes um inimigo,
podeis destruí-lo e tornar a criá-lo como amigo. Para isso o vosso eu precisa ser um cadinho. Para isso necessitais ter o Espírito de Compreensão.

Por isso vos digo que se orais por algo, orai em primeiro e último lugar pedindo Compreensão.
Nunca sejais peneiradores, meus companheiros, pois a Palavra de Deus é Vida e a Vida é uma cadinho no qual tudo se faz uno e indivisível; tudo fica em perfeito equilíbrio e tudo é digno de seu autor - A Triunidade Santa. Quanto mais digno deve ser de ti! Nunca sejais peneiradores, meus companheiros, e tereis uma tão imensa estatura, tão onipenetrante e tão oniabrangedora que não haverá peneiras que vos possam conter. Nunca sejais peneiradores, meus companheiros; procurai em primeiro lugar o conhecimento d'A Palavra para que possais conhecer a vossa própria palavra. E quando souberdes a vossa palavra lançareis ao fogo todas as vossas peneiras, pois a vossa palavra e a de Deus são a mesma, somente que a vossa ainda está sob os véus. Mirdad vos pede que jogueis fora os véus.

A Palavra de Deus é o Tempo e o Espaço não medidos. houve acaso algum tempo em que não estivésseis com Deus? E há algum lugar em que não estejais em Deus? Por que acorrentais, então, a eternidade com horas e com estações? E por que encerrais o Espaço em polegadas e milhas?
A Palavra de Deus é Vida não nascida e portanto imortal.

Porque é a vossa, então, obstruída com o nascimento e a morte? Não estais vós vivendo unicamente a vida de Deus? E pode o Imortal ser a causa da Morte?
A Palavra de Deus inclui o Todo. Nela não há cercas nem barreiras. Porque está a vossa obstruída
com cercas e barreiras?

Digo-vos que vossa própria carne e vossos próprios ossos não são somente vossos. Inumeráveis
são as mãos que com as vossas mergulham nos eternos depósitos da terra e do céu, de onde vêm a para onde voltam os vossos ossos e a vossa carne. Nem é a luz de vossos olhos somente vossa. Ela é bem a luz de todos os que convosco compartilham o sol. Que poderiam os vossos olhos contemplar nos meus se não fosse a luz dos meus? É a minha luz que me vê em nossos olhos. É a vossa luz que vos vê em meus olhos. Fosse eu uma perfeita treva e os vossos olhos, contemplando-me, só veriam uma perfeita treva. Nem é o vosso alento em vosso peito somente vosso. Todos aqueles que respiram ou já respiraram o ar estão respirando o vosso alento. Não é o alento de Adão que ainda pulsa em vossos corações? Nem são os vossos pensamentos somente vossos. O mar dos pensamentos os reclama como a ele pertencentes, e assim também o fazem os seres pensantes que compartilham convosco esse mar. Nem são os vossos sonhos somente vossos. Todo o universo está sonhando os vossos sonhos. Nem são as vossas casas somente vossas. Elas são também a habitação do vosso hóspede, da mosca, do rato, do gato, bem como de todas as criaturas que compartilham a casa convosco. Cuidado, pois com a cercas. Quando cercais, pondes a Decepção para dentro delas e a Verdade para fora. E quando vos voltais para vos verdes para dentro da cerca encontrais-vos face a face com a Morte, que é a Decepção com outro nome. Inseparável de Deus, ó monges, é o Homem. Inseparável, pois dos semelhantes e das criaturas provenientes da Palavra.

A Palavra é o oceano, vós sois as nuvens. E a nuvem não é nuvem pelo que do oceano contém? E
na verdade seria tola a nuvem que desperdiçasse a sua vida para se firmar no espaço tentando manter eternamente a sua forma e a sua identidade. Que resultado colheria dessa tolice senão esperanças desfeitas e uma vaidade amarga? A não ser que se perca, não se poderá achar. A não ser que morra e desapareça como nuvem, não poderá encontrar o oceano que tem em si e que é o seu único ser. O Homem é uma nuvem que contém Deus em si. A não ser que se esvazie a si mesmo, não
poderá encontrar-se. E que alegria a de esvaziar-se!

A não ser que vos percais para sempre na Palavra, não podereis compreender a palavra que está
em vós - o vosso eu. Ah! a alegria de perder-se!
Mais uma vez vos digo, orai pedindo Compreensão. Quando a Sagrada Compreensão penetrar em
vossos corações nada haverá na imensidade de Deus que não vibre para vós uma alegre resposta todas as vezes que pronunciardes EU.

E então a própria Morte porá em vossas mãos a arma com a qual vencereis a Morte. E então a Vida colocará nos vossos corações a chave do seu coração sem limites, a chave dourada do Amor.

Shamadam: Nunca sonhei que tanta sabedoria pudesse ser espremida de um pano de pratos e de uma vassoura (aludindo à posição de Mirdad como servo).

Mirdad: Tudo é fonte de sabedoria para o sábio. Para aquele que não é sábio a própria sabedoria é loucura.

Shamadam: Tens uma língua hábil, sem dúvida. É de se admirar que a tenhas freado por tanto tempo; se bem que as tuas palavras são muito duras de se ouvir.

Mirdad: Minhas palavras são macias, Shamadam. É o teu ouvido que é duro. Infelizes daqueles que, ouvindo, não ouvem e, vendo, não vêem. ida colocará nos vossos corações a chave do seu coração sem limites, a chave dourada do Amor.

Shamadam: Nunca sonhei que tanta sabedoria pudesse ser espremida de um pano de pratos e de uma vassoura (aludindo à posição de Mirdad como servo).

Mirdad: Tudo é fonte de sabedoria para o sábio. Para aquele que não é sábio a própria sabedoria é loucura.

Shamadam: Tens uma língua hábil, sem dúvida. É de se admirar que a tenhas freado por tanto tempo; se bem que as tuas palavras são muito duras de se ouvir.

Mirdad: Minhas palavras são macias, Shamadam. É o teu ouvido que é duro. Infelizes daqueles que, ouvindo, não ouvem e, vendo, não vêem.

Shamadam: Eu ouço e vejo muito bem. Não ouvirei, no entanto, essa loucura de que Shamadam é o mesmo que Mirdad; de que o mestre e o servo são iguais.


Fonte: Cap. 5 de "O Livro de Mirdad" de MIKHAIL NAIMY - Baixá-lo aqui


12 de ago. de 2011

CARNE: COMER OU NÃO COMER? O BOM SENSO DA DOUTRINA ESPÍRITA






                                                    Alexandre Fontes da Fonseca
                                   Centro Espírita Irmão Agostinho – Brotas – SP

A questão sobre a alimentação tem sido bastante discutida no movimento espírita. Mensagens como a de Emmanuel (questão 129 da Ref. (1)) e de André Luiz (Cap. 4 da Ref. (2)) desaconselham o uso da alimentação carnívora. Entretanto, isso parece se contrapor com a orientação básica dos Espíritos superiores presentes nas questões 722, 723, 724 e 734 do Livro dos Espíritos (3). Reproduziremos aqui a questão 723:


723. A alimentação animal é, com relação ao homem, contrária à lei da Natureza?

“Dada a vossa constituição física, a carne alimenta a carne, do contrário o homem perece. A lei de conservação lhe prescreve, como um dever, que mantenha suas forças e sua saúde, para cumprir a lei do trabalho. Ele, pois, tem que se alimentar conforme o reclame a sua organização”.

Pretendemos demonstrar aqui que a recomendação de Emmanuel e André Luiz de se evitar a alimentação carnívora possui bases doutrinárias não estando, portanto, em desacordo com o Espiritismo. Para isso, recorremos à Revista Espírita de dezembro de 1863 onde Kardec reproduziu uma mensagem do Espírito Lamennais (4) que esclarece de modo claro todos os ângulos dessa questão:

"Sobre a alimentação do Homem

(Sociedade de Paris, 4 de Julho de 1863. Médium: Sr. A. Didier)

O sacrifício da carne foi severamente condenado pelos grandes filósofos da antiguidade. O Espírito elevado revolta-se à idéia de sangue e, sobretudo, à idéia de que o sangue é agradável à Divindade. E notai bem, que aqui não se trata de sacrifícios humanos, mas unicamente de animais oferecidos em holocausto. Quando o Cristo veio anunciar a Boa-Nova, não ordenou sacrifícios de sangue: ocupou-se unicamente do Espírito. Os grandes sábios da antiguidade igualmente tinham horror a estas espécies de sacrifícios e eles próprios só se alimentavam de frutos e raízes. Na terra os incarnados têm uma missão a cumprir: têm o Espírito que deve ser nutrido pelo Espírito, o corpo com a matéria; mas a natureza da matéria influi - compreende-se facilmente - sobre a espessura do corpo e, em consequência, sobre as manifestações do Espírito. Os temperamentos naturalmente muito fortes para viver como os anacoretas (5) fazem bem, porque o esquecimento da carne leva mais facilmente à meditação e à prece. Mas para viver assim, geralmente seria necessária de uma natureza mais espiritualizada que a vossa, o que é impossível com as condições terrestres. E como, antes de tudo, a natureza jamais age contra o bom senso, é impossível ao homem submeter-se impunemente a essas privações. Pode ser-se bom cristão e bom espírita e comer a seu gosto, desde que seja razoável. É uma questão algo leviana para os nossos estudos, mas não menos útil e proveitosa". (os grifos são nossos).

Essa mensagem explica que a dieta sem o uso da carne é melhor, pois isso “leva mais facilmente à meditação e à prece”.Isso aconteceria, pois, segundo Lamennais, a natureza da matéria influi nas manifestações do Espírito. Podemos comparar a situação com os vícios. Aquele faz uso de uma droga, por exemplo, impregna seu perispírito de vibrações que limitarão suas manifestações no mundo espiritual. Da mesma forma, o uso de uma dieta menos carnívora torna o perispírito menos “espesso” (usando aqui uma palavra que Lamennais usou no texto) o que permite que ele tenha mais facilidade em elevar seu pensamento em prece.

Porém, Lamennais, de modo responsável, deixou claro que a dieta vegetariana dependeria do aprimoramento espiritual da nossa Humanidade terrestre, o que ainda não ocorre. Daí adverte que “a natureza jamais age contra o bom senso, é impossível ao homem submeter-se impunemente a essas privações”. Por isso a questão 723 acima não condena o uso da carne. Sobre privações, a questão 724 do Livro dos Espíritos (3) recomenda:

724. Será meritório abster-se o homem da alimentação animal, ou de outra qualquer, por expiação?
“Sim, se praticar essa privação em benefício dos outros. Aos olhos de Deus, porém, só há mortificação, havendo privação séria e útil. Por isso é que qualificamos de hipócritas os que apenas aparentemente se privam de alguma coisa”.

Dessa forma, a privação da carne só teria mérito se ocorrer em benefício do próximo. As atividades espíritas de passes e as reuniões mediúnicas constituem exemplos em que a abstenção do uso da carne, pelo menos no dia dessas atividades, pode levar a benefícios aos assistidos encarnados ou desencarnados. Mas se o tarefeiro tiver dificuldade com isso, Raul Teixeira (6) assevera que, “É mais compreensível, e me parece mais lógico, que a pessoa coma no almoço o seu bife, se for o caso, ou tome seu cafezinho pela manhã, do que passar todo o dia atormentada pela vontade desses alimentos, sem conseguir retirar da cabeça o seu uso, deixando-se de concentrar-se na tarefa, em razão da ansiedade para chegar em casa, após a reunião, e comer ou beber aquilo de que tem vontade”.

Lamennais ainda disse que "Pode ser-se bom cristão e bom espírita e comer a seu gosto" sem esquecer que isso deve ser feito “desde que seja razoável”, isto é, sem exageros.

Portanto, a recomendação de Emmanuel e André Luiz é válida e está de acordo com o Espiritismo, mas não deve ser considerada uma exigência para a realização de um bom trabalho espírita ou uma boa reunião mediúnica. Lembremos, afinal, que Jesus em Mateus, Cap. 15 e vers. 11 disse que: "Não é o que entra pela boca que contamina o homem; mas o que sai da boca, isso é o que o contamina”. E, para aprimorar o que sai de “nossa boca” e de nossos atos, devemos nos esforçar pela reforma íntima e no estudo doutrinário.

Referências

[1] Emmanuel, psicografia de F. C. Xavier, O Consolador, FEB, 20ª Edição (1999).

[2] André Luiz, psicografia de F. C Xavier, Missionários da Luz, FEB, 26ª Edição (1995).

[3] A. Kardec, O Livro dos Espíritos, Editora FEB, 76a Edição, (1995).

[4] Lamennais, Revista Espírita, Dezembro, pp. 387—388 (1863).

[5] Anacoreta é uma pessoa que se retira a um local isolado para dedicar-se a meditação e oração.

[6] D. P. Franco e J. R. Teixeira, Diretrizes de Segurança, Editora FRATER, 8ª Edição (2000).

Artigo publicado no jornal O Idealista, da USE – Regional Jaú, Setembro p.9 (2006).

Fonte: http://www.grupos.com.br/blog/grupodeestudosak/permalink/24576.html

8 de jul. de 2011

ACERCA DO SILÊNCIO CRIADOR

O falar é, na melhor das hipóteses, uma mentira honesta.

Naronda: Passados os três dias, nós Sete, como que impelidos por uma força irresistível, tornamos a reunir-nos e encaminhamo-nos ao Ninho da Águia. O Mestre nos saudou como quem estava certo de que viríamos.

Mirdad: Mais uma vez vos dou as boas vindas, filhotes implumes de volta ao ninho. Dizei a Mirdad os vossos pensamentos e vossos desejos.

Micayon: Nosso único pensamento e desejo é estar perto de vós Mirdad, a fim de que possamos sentir e ouvir a verdade - para que, talvez, possamos tornar-nos sem sombra, tal como vós o sois. O vosso silêncio, no entanto, nos constrange a todos nós. Por acaso vos ofendemos de algum modo?

Mirdad: Não foi para vos afastar de mim que me conservei em silêncio durante três dias, mas para vos trazer para mais perto de mim. Quanto a me haverdes ofendido, aquele que conhece a paz invencível do Silêncio, jamais pode ser ofendido ou ofender.

Micayon: É melhor calar do que falar?

Mirdad: O falar é, na melhor das hipóteses, uma mentira honesta. Ao passo que o silêncio é, no pior dos casos, uma verdade nua.

Abimar: Devemos disto concluir que até mesmo as vossas palavras, Mirdad, conquanto honestas, são simplesmente mentiras?

Mirdad: Infelizmente nada mais são do que mentiras para aqueles cujo eu não é o mesmo que o EU de Mirdad. Enquanto todos os vossos pensamentos não forem como pedras extraídas da mesma pedreira e todos os vossos desejos como água extraída do mesmo poço, vossas palavras serão, conquanto honestas, simplesmente mentiras.
Quando o vosso eu, o meu eu e o de Deus forem um só, dispensaremos as palavras e
comungaremos perfeitamente no Silêncio da verdade.
Como, porém, o vosso eu e o meu não são o mesmo, sou constrangido a desferir contra vós uma guerra de palavras, para que vos possa vencer com vossas próprias armas e vos levar à minha pedreira e ao meu poço.

E somente assim podereis ir para o mundo, vencê-lo e subjugá-lo como eu vos haja vencido e subjugado. E somente assim sereis preparados para guiar o mundo ao silêncio da Consciência Suprema, para a pedreira da Palavra, para o poço da Sagrada Compreensão.

Enquanto não fordes assim vencidos por Mirdad não vos tornareis inexpugnáveis na verdade e poderosos conquistadores. Nem a palavra poderá lavar-vos da ignomínia de sua contínua derrota, a não ser quando houver sido derrotada por vós.
Cingi-vos, pois, para a batalha. Bruni vossos escudos e vossas armaduras e afiai vossas espadas e vossas lanças. Deixai, também, que o Silêncio bata o bombo e carregue o estandarte.

Bennoon: Que espécie de Silêncio é este que irá bater o bombo e a carregar o estandarte?

Mirdad: O silêncio no qual eu vos farei entrar é aquela expansão infinita na qual o não-ser passa a Ser e o Ser passa a não-ser. É aquele vácuo pavoroso onde todo o som nasce e é abafado; onde toda forma é moldada e esmagada; onde toda personalidade é criada e esmagada; onde todo Ser é elevado e abatido;
em que nada é mais do que ISTO. A não ser que atravesseis esse vácuo e essa expansão em contemplação silenciosa, não sabereis quão real é o vosso Ser, nem quão irreal o não-ser. Nem sabereis quão ligada está a vossa realidade com toda a Realidade.
É nesse Silêncio que espero que vagueis, para que possais abandonar a vossa pele velha e apertada e possais a andar sem grilhões, irrestritos.
Para ele almejo que leveis os vossos cuidados, receios, paixões e desejos, vossas invejas e vossas luxurias, para que as possais ver desaparecer uma a uma, libertando, assim, os vossos ouvidos dos seus gritos incessantes e livrando os vossos flancos da dor de suas afiadas esporas.
É ali que desejo jogueis os vossos arcos e flechas deste mundo, com os quais esperais caçar alegria e satisfação e na realidade só caçais o desassossego e a tristeza.
É ali que espero vós rastejeis para fora da tenebrosa e sufocante concha do eu, para a luz e o ar livre do EU.
É esse Silêncio que vos recomendo, e não um mero descanso de vossas línguas cansadas de tagarelar.
É o silêncio fecundo da Terra que vos recomendo, e não o apavorante silêncio do criminoso e do velhaco.
O Silêncio paciente da galinha que choca é que vos recomendo, é não o impaciente cacarejar de sua irmã que bota. Aquela se mantém quieta durante vinte e um dias e espera numa silenciosa confiança que a Mão Mística realize o milagre debaixo de seu fofo peito e de suas macias asas. A outra salta do ninho e cacareja loucamente, anunciando que pôs um ovo.

Cuidado com a glória cacarejante, companheiros. Assim como silenciais as vossas vergonhas, silenciai também as vossas glórias, pois a glória cacarejante é pior que a vergonha em silêncio e a virtude apregoada é pior do que a iniqüidade muda.

Evitai o demasiado falar. Em cada mil palavras pronunciadas, às vezes só há uma única que verdadeiramente é necessário pronunciar. As restantes só servem para nublar a mente, entupir o ouvido, cansar a língua e cegar o coração.
Como é difícil dizer a palavra que realmente deve ser dita! Em cada mil palavras que se escrevem, às vezes só há uma, que verdadeiramente é necessário escrever! As restantes são somente tinta e papel desperdiçados e minutos aos quais se deu pés de
chumbo em vez de asas de luz.

Como é difícil, oh! como é difícil escrever a palavra que realmente deve ser escrita!

Fonte: O livro de Mirdad, Cap.12.

16 de jun. de 2011

CRIANDO O PRÓPRIO CAMINHO

Uma das piores coisas que pode acontecer a um ser humano é não acreditar em seu poder de discernimento. É natural que na infância não tenhamos condições de agir por conta própria, por não termos ainda a maturidade necessária para tomar decisões.

Entretanto, uma educação adequada, deveria nos direcionar para, aos poucos, sermos capazes de encontrar as soluções para cada situação da vida, por nossa conta e risco. E isto dificilmente acontece. Por querer evitar que os filhos sofram, ou motivados pelo apego, muitos pais evitam estimular a sua independência.

Assim, geram seres inseguros que sempre buscarão soluções prontas para seus conflitos, seguindo as crenças ditadas pelo mundo exterior. Ocorre que cada ser humano é uma individualidade, um universo em si mesmo, e, portanto, deveria procurar soluções únicas e pessoais para seus questionamentos.

Quanto mais dependentes nos tornarmos dos valores e crenças impostas pela sociedade e as religiões já estabelecidas, maiores serão as chances de que cultivemos culpas e, consequentemente, angústia e infelicidade.

Confiar em nossa sabedoria interior, e escolher a cada situação, a resposta mais adequada para aquele momento, não nos livrará de cometer enganos. Mas certamente vai nos permitir aprender com nossos erros.

E este aprendizado nos concederá uma nova qualidade de ser, aquela em que a segurança vem de nossa própria vivência e torna-se, portanto, um saber definitivo, que nenhuma outra fonte poderá nos proporcionar.

“Minha visão sobre o homem é que ele não precisa de organização. Ele precisa de liberdade de todas as organizações. Todas as organizações irão aleijá-lo, cegá-lo, destruí-lo. A vida da organização é a morte do indivíduo.
A organização demanda obediência. Não é uma questão de certo e errado. A questão é que deve obedecer ao que está escrito nas escrituras, o que é antigo, o que tem sido sempre seguido. Você não deve questionar.

Minha proposta é justamente o oposto: você deve questionar tudo. É a sua vida.... Eu sou pelo saber, e eu sou absolutamente contrário à crença. Porque a crença impede as pessoas de saber. Quando você já acredita, sua instrução para, ela não é necessária. Gautama Buda conheceu... isso é o suficiente. O que mais você pode fazer? Basta acreditar nele, adorá-lo.
Mas lembre-se de uma coisa: quando você está com sede, então, você nunca pensa que Gautama Buda bebeu água o suficiente – que não há nenhuma necessidade de você beber.

... Quando você estiver com fome, você está com fome e você precisa de alimento. Gautama Buda pode ter comido - oitenta anos que viveu - que não faz qualquer diferença para a sua fome. Se a nível físico, não é possível, como é possível no nível espiritual? Buda pode ter conhecido. Isso não pode tornar você iluminado. Você tem que conhecer por si mesmo.

Cada indivíduo tem de percorrer o caminho. Ninguém mais pode percorrer o caminho em seu nome....O que é bom hoje, pode não ser bom amanhã. O que é bom para mim, pode não ser bom para você.

Cada indivíduo tem de estar consciente, alerta, atento, experimentar com a vida. E descobrir o que é bom para ele. O que lhe dá paz, o que o faz feliz, o que lhe dá serenidade, o que lhe traz mais perto da existência e sua harmonia imensa, é bom.
...E o que quer que crie conflito em você, miséria em você, dor em você, está errado.
Ninguém mais pode decidir isso por você - pois cada indivíduo tem seu próprio mundo, sua própria sensibilidade. Ele é único. Então, fórmulas mortas não vão funcionar. Elas não funcionaram. O mundo inteiro é uma prova disso.

Nunca pergunte a ninguém o que é certo e o que é errado. A vida é um experimento para descobrir o que é certo e o que é errado. Às vezes você pode cometer o que está errado, mas aquilo lhe dará a experiência que irá torná-lo consciente a respeito, ou seja, que tem de ser evitado. Às vezes você pode fazer algo bom e você será imensamente beneficiado. As recompensas não são além da vida, no céu e inferno. Eles estão aqui e agora.

Cada ação traz os seus resultados imediatamente. Basta estar atento e observar. Eu chamo o homem maduro aquele que observou por si mesmo e encontrou o que é certo e o que é errado, o que é bom e o que é mau.
E por encontrá-lo por si mesmo, ele tem uma tremenda autoridade. Ele conhece absolutamente. O mundo inteiro pode dizer outra coisa, não faz diferença para ele. O mundo inteiro pode estar contra ele - não é uma questão de voto. Ele tem a sua experiência e é decisiva.

...O homem encontra a maturidade através de suas próprias experiências – e a vida dá tantas oportunidades, a cada momento elas estão disponíveis. Não perca nenhuma oportunidade. Bom ou mau, não decida de antemão. Siga através da experiência e deixe a decisão vir depois.
Deixe a experiência ser a sua conclusão... E cada caminho individual será diferente. Nunca siga ninguém. Essa é a maior calamidade que pode acontecer a um homem. Uma vez que você comece a seguir outra pessoa, você se torna uma cópia, você se torna uma imitação, você perde a originalidade”.

OSHO - O último testamento
Fonte: http://www.stum.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=10689

29 de abr. de 2011

APOSTILA AUTODEFESA ENERGÉTICA

Há cerca de dois anos estive na Fraternidade Espírita Ramatís, que na verdade é muito mais que um centro espírita porquê inclui em suas atividades mais que os assuntos e estudos já tradicionalmente conhecidos nas casas espíritas. Durante as palestras, passes ou mesmo no atendimento, J.C. Zanarotti e seus irmãos trazem a tona a importância do vegetarianismo, a cura pela alimentação, a cromoterapia, a radiestesia, lições de autores orientais esotéricos, palestras com representantes de várias instituições religiosas e principalmente as lições evangélicas de Ramatís, que tanto auxiliam na caminhada evolutiva.

Vasculhando a sessão de livros encontrei essa excelente apostila de autodefesa e equilíbrio energético. Apenas uma folheada na primeira página foi o suficiente para querer tê-la em mãos.

Abaixo, coloquei página após página a sequência da autodefesa, que pode ser feita a qualquer hora, sobretudo se você se sente cabisbaixo ou com alguma fraqueza.

Espero que gostem e compartilhem!


O Cristo em mim saúda o Cristo em você, Namastê!

Por: Eduardo Levi

11 de abr. de 2011

A CRENÇA DO ESPIRITUALISTA




Através de diálogos pela internet uma vez fiquei sabendo de uma história, conforme contada por um amigo cético. Ele dizia que um amigo a quem admirava a inteligência sofreu um acidente de carro e ficou alguns dias desacordado. Ao recobrar a consciência, consta que ele perguntou “se ainda estava vivo, ou se já estava do outro lado”. Seu amigo era espírita e acreditava em vida após a morte (na realidade, em vida após a vida), e ele se perguntou: “mas como uma pessoa tão inteligente pode crer numa coisa dessas?” – Esta é uma excelente pergunta...


Muitos céticos e aqueles classificados como “eruditos ou intelectuais” parecem não conseguir resolver tal enigma. É que eles esbarram em duas interpretações algo preconceituosas: a primeira é a de que a fé não pode ser racional, e a segunda é a de que a grande maioria dos espiritualistas e religiosos é alienada da realidade. Este artigo tentará abrir os olhos dessas pessoas, para que possam analisar aos espiritualistas pelo que eles realmente são: pessoas como qualquer outra, mas que consideram a possibilidade da existência do espírito.


Fé e Razão

A etimologia da palavra “fé” nos traz duas origens não necessariamente complementares. A primeira deriva do grego pistia e quer dizer “acreditar”. Este é o significado mais usual, entretanto ainda incompleto, pois não basta crer, é necessário também compreender a razão pela qual se crê. Esta é a chamada fé raciocinada. Antes de ser uma contradição, como podem pensar alguns, o uso da razão solidifica a fé, pois ao analisarmos o objeto de nossa fé, compreendo-o e aceitando-o, estamos criando alicerces que tornarão nossa fé inquebrantável, fortalecendo-nos frente aos desafios mais árduos. Por outro lado, a fé sem a razão é frágil, está sujeita a ser desfeita e pode, frente ao menor abalo, desmoronar. Ou ainda pior, esta fé irracional pode nos conduzir ao fanatismo, a negação de tudo que seja contra o nosso ponto de vista. Por não ser oposta a razão, a pistia é por si mesma não dogmática e, portanto, perfeitamente compatível com o ceticismo.


Mas temos uma outra origem da palavra “fé”, derivada do latim fides, que também possui o sentido de acreditar, mas agrega a este o conceito de fidelidade, ou seja, é necessário que sejamos fieis ao objeto de nossa fé. Falando em fé religiosa, estamos falando em Deus, portanto é preciso que sejamos fieis a Deus e isto só é possível seguindo os seus preceitos: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos”.


No entanto, é preciso tomar muito cuidado na definição deste Deus, pois muitas vezes as pessoas de fé seguem o deus definido pelo discurso eclesiástico, quando o caminho da espiritualidade nos leva a busca de nossa própria definição de Deus. E isso nos leva ao contraponto do segundo tipo de interpretação preconceituosa...


O Deus de cada um

Cada doutrina religiosa traz sua própria concepção de Deus, e na maioria das vezes elas são conflitantes. Isto, por si só (e não sem razão), já soa absurdo para aqueles que cultivam um pensamento mais cético e racional. Não é a toa que muitos acabam taxando a maioria dos teístas de alienados: se não chegam a um acordo sequer sobre a natureza de Deus, como podem querer ditar regras de conduta a serem seguidas?


Essa pergunta é pertinente porque toca no cerne da religiosidade. O verdadeiro religioso não é aquele que se inscreveu em uma comunidade dos escolhidos de Deus (a origem de “igreja”, do grego ekklesia), mas aquele que pratica uma comunhão com Deus ou com o Cosmos, um caminho de retorno a compreensão de sua própria origem (do latim re-ligare, origem de “religião”). Desnecessário seria dizer que são definições bastante distintas, e que embora todo seguidor de igrejas possa ser religioso, nem todo religioso é seguidor de igrejas. Mas, ainda mais profundo do que isso: a todo verdadeiro espiritualista parece mesmo óbvio que a forma de comunhão com Deus (ou o Cosmos) é própria de cada um, pessoal e intransferível. Não serão livros nem padres nem gurus espirituais quem poderão lhe ensinar – todos esses ajudam, mas cada um aprende por si próprio, e na prática.


Uma comparação pertinente pode ser feita entre aprender espiritualidade e aprender a nadar: de nada adianta ler extensos manuais sobre natação, ou infindáveis palestras de grandes nadadores – você só irá se tornar um grande nadador se tomar coragem de mergulhar e enfrentar as ondas por si próprio.


O verdadeiro espiritualista não é, portanto, um alienado da realidade. Ele apenas mergulhou na própria consciência, enquanto outros (não sem razão) preferiram abster-se da aventura.


Navegar é preciso

Para o espiritualista em constante estudo e deslumbramento perante o infinito do Cosmos, a razão e a fé andam lado a lado com a moral e o amor, e ele encontra na religião, assim como na filosofia e na ciência, preciosos instrumentos para sua longa caminhada...


Nada pode ter contra o cético. Se este ainda não acredita, é por dois motivos: ou porque ainda não passou pela mesma experiência religiosa – e, portanto, subjetiva – que o espiritualista; ou porque simplesmente o espírito realmente não existe, e todas as questões espirituais se resumem a questões psicológicas, a serem analisadas conforme o avanço da ciência. Em ambos os casos, não há razão para nenhuma inimizade entre o espiritualista e aquele que não crê.


Na verdade, se alguém tem o dever moral de evitar brigas e permanecer em postura apaziguadora e amorosa, este é o espiritualista – que bem ou mal, assumiu a responsabilidade de assim o ser, um ente amoroso e equilibrado. Os outros não têm responsabilidade alguma, tampouco Deus algum para lhes inspirar temor, e não há nenhum problema nisso.


Pois que se o caminho espiritual foi trilhado apenas por medo de punições divinas, por barganhas ridículas em troca de um céu para poucos, então ele já se iniciou na direção errada. Que aquele que ainda não compreendeu que todos os seres do infinito são filhos da mesma substância, e que entrarão todos no céu de mãos dadas, é porque ainda está no início da trilha.


Então, perdoai-vos, pois eles não sabem o que fazem. E perdoai-nos, pois nós também não. Mas dos confins do Cosmos uma ponta da longa teia é puxada, e todos somos impelidos em sua direção... quer compreendamos, quer não.


***


Crédito da foto: 21guilherme


 


Fonte: O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Autoria do escritor Rafael Arrais


18 de mar. de 2011

PRECE DE CÁRITAS

Que esta linda e completa Prece de Cáritas adentre os vossos corações, limpando todas tristezas e trazendo paz espiritual e alegria!

Muita paz de espírito a todos!

Deus os abençoem!


QUE AMBIENTE VOCÊ VIVE?


de Brigas, aprenderá a ser Intolerante!


de Calúnias, aprenderá a ser Mentiroso!


de Preguiça, aprenderá a ser Invejoso!


de Ciúme, aprenderá a ser Possessivo!


de Ironia, aprenderá a ser Medroso!


de Agressões, aprenderá a ser Dependente!


de Cólera, aprenderá a ser Raivoso!


de Bagunça, aprenderá a ser Indisciplinado!


de Silêncio e Calma, aprenderá a ser Pacífico!


de Sinceridade, aprenderá a ser Verdadeiro!


de Trabalho, aprenderá a ser Criativo!


de Compreensão, aprenderá a ser Ponderado!


de Bom Humor, aprenderá a ser Alegre!


de Carinho, aprenderá a ser Cortês!


de Estudo, aprenderá a ser Aculturado!


de Bons Hábitos, aprenderá a ser Coerente!


de Amor, aprenderá a ser Feliz!




Texto copiado do mural de uma Escola. Que ambiente você está vivenciando com sua Família?
Extraído do site da Fraternidade Ramatís

Extraído do site do C.E.U. Esperança.
ceuesperanca.blogspot.com


12 de mar. de 2011

DEZ DOENÇAS ESPIRITUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

Por Mariana Caplan, Ph.D.
Autora de “Eyes Wide Open” (Olhos Bem Abertos):

Cultivando o Discernimento no Caminho Espiritual

É uma selva lá fora, e não deixa de ser uma verdade a respeito da vida espiritual como qualquer outro aspecto da vida. Será que realmente pensamos que só porque alguém tem meditado por cinco anos, ou feito 10 anos de prática de ioga, que será menos neurótico que outra pessoa? Na melhor das hipóteses, talvez eles serão um pouco mais conscientes disso. Um pouco.

É por esta razão que eu passei os últimos 15 anos de minha vida pesquisando e escrevendo livros sobre cultivo de discernimento sobre o caminho espiritual em todas as áreas pedregosas – poder, sexo, iluminação, gurus, os escândalos, a psicologia, a neurose - mesmo que a sério, mas simplesmente confusas e inconscientes, as motivações no caminho. Meu sócio (autor e professor Marc Gafni) e eu estamos desenvolvendo uma nova série de livros, cursos e práticas para trazer mais esclarecimentos para essas questões.

Vários anos atrás eu passei um verão vivendo e trabalhando na África do Sul. Após a minha chegada, fui imediatamente confrontada com a realidade visceral que eu estava no país com a maior taxa de homicídios do mundo, onde o estupro é comum e mais de metade da população era HIV-positivo – homens e mulheres, gays e heteros iguais .

Como eu vim a conhecer centenas de mestres espirituais e milhares de praticantes espirituais através do meu trabalho e viagens, fiquei impressionada pela maneira em que as visões espirituais, perspectivas e experiências tornam-se da mesma forma “infectadas” por “conceitos contaminantes” – compondo um relacionamento confuso e imaturo para princípios espirituais complexos que podem parecer bem invisíveis e insidiosos como uma doença sexualmente transmissível.

As seguintes 10 categorizações não se destinam a ser definitivas, mas são oferecidos como uma ferramenta para se tornar consciente de algumas das doenças mais comuns transmitidas espiritualmente.

1. A Espiritualidade Fast-Food: Misture a espiritualidade com uma cultura que celebra a velocidade, a multitarefa e gratificação instantânea e o resultado é provável que seja a espiritualidade fast-food. A espiritualidade fast-food é um produto da fantasia comum e compreensível que o alívio do sofrimento da nossa condição humana pode ser rápida e fácil. Uma coisa é certa, porém: a transformação espiritual não pode ser obtida em uma solução rápida.

2. Falsa Espiritualidade: a espiritualidade do falso é a tendência de falar, vestir e agir como se imagina que uma pessoa espiritual seja. É uma espécie de imitação da espiritualidade que imita a realização espiritual da maneira que o tecido estampado de pele de onça imita a pele genuína de uma onça.

3. Motivações Confusas: Embora o nosso desejo de crescer seja genuíno e puro, muitas vezes ele se confunde com motivações menores, incluindo o desejo de ser amado, o desejo de pertencer, a necessidade de preencher nosso vazio interno, a crença de que o caminho espiritual removerá o nosso sofrimento e ambição espiritual, o desejo de ser especial, de ser melhor do que, para ser “o único”.

4. Identificando-se com Experiências Espirituais: Nesta doença, o ego se identifica com a nossa experiência espiritual e a toma como sua própria, e nós começamos a acreditar que estamos incorporando insights e idéias que surgiram dentro de nós em determinados momentos. Na maioria dos casos,isso não dura indefinidamente, embora tenda a perdurar por longos períodos de tempo para aqueles que se julgam iluminados e / ou que trabalham como professores espirituais.

5. O Ego Espiritualizado: Essa doença ocorre quando a própria estrutura da personalidade egóica se torna profundamente integrada com conceitos espirituais e idéias. O resultado é uma estrutura egóica, que é “à prova de bala.” Quando o ego se torna espiritualizado, somos invulneráveis a ajudar, uma nova entrada, ou comentários construtivos. Nos tornamos seres humanos e impenetráveis e estamos tolhidos em nosso crescimento espiritual, tudo em nome da espiritualidade.

6. Produção em Massa de Professores Espirituais: Há uma série de atuais tradições espirituais da moda , que produzem pessoas que acreditam estar em um nível de iluminação espiritual, ou mestria, que está muito além de seu nível real. Esta doença funciona como uma correia transportadora espiritual: coloca este brilho, leva àquele insight, e – bam! – Você está iluminado e pronto para iluminar os outros de maneira similar. O problema não é aquilo que tais professores ensinam, mas que representam a si próprios como tendo realizado a mestria espiritual .

7. Orgulho Espiritual: O orgulho espiritual surge quando o profissional, através de anos de esforço trabalhado efetivamente alcançou um certo nível de sabedoria e que usa esse conhecimento para se desligar a novas experiências. Um sentimento de “superioridade espiritual” é outro sintoma desta doença transmitida espiritualmente. Ela se manifesta como uma sensação sutil de que “Eu sou melhor, mais sábio e acima dos outros porque sou espiritual”.

8. Mente de Grupo: Também conhecido como o pensamento grupal, mentalidade de culto ou doença ashram. A mente de grupo é um vírus insidioso que contém muitos elementos tradicionais da co-dependência. Um grupo espiritual faz acordos sutis e inconscientes sobre as formas corretas de pensar, falar, vestir e agir. Indivíduos e grupos infectados com o “espírito de grupo” rejeitam indivíduos, atitudes e circunstâncias que não estão em conformidade com as regras, muitas vezes não escritas do grupo.

9. O Complexo de Povo Escolhido: O complexo de pessoas escolhidas não se limita aos judeus. É a crença de que “O nosso grupo é mais poderoso, iluminado e evoluído espiritualmente, e simplesmente colocado, melhor do que qualquer outro grupo.” Há uma distinção importante entre o reconhecimento de que alguém encontrou o caminho certo, p professor, ou comunidade para si, e tendo encontrado aquele, O Único.

10. O Vírus Mortal: “Eu Cheguei”: Esta doença é tão potente que tem a capacidade de ser terminal e mortal para a nossa evolução espiritual. Esta é a crença de que “Eu cheguei” na meta final do caminho espiritual. Nosso progresso espiritual termina no ponto em que essa crença se cristalizou em nossa psique, no momento em que começamos a acreditar que chegamos ao fim do caminho, um maior crescimento cessa.

“A essência do amor é a percepção”, de acordo com os ensinamentos de Marc Gafni, “Portanto, a essência do amor próprio é a auto percepção Você só pode se apaixonar por alguém que você pode ver claramente – incluindo a si mesmo. Amar é ter olhos para ver. É só quando você se vê claramente que você pode começar a se amar “.

É no espírito dos ensinamentos de Marc que eu acredito que uma parte crítica do discernimento da aprendizagem no caminho espiritual é a descoberta da doença generalizada do ego e auto-engano que está em todos nós. Ou seja, é quando precisamos de um senso de humor e do apoio de amigos espirituais reais. À medida que enfrentamos nossos obstáculos para o crescimento espiritual, há momentos em que é fácil cair em um sentimento de desespero e auto diminuição e perder nossa confiança no caminho. Precisamos manter a fé em nós mesmos e nos outros, a fim de realmente fazer a diferença neste mundo.

Por Mariana Caplan


Fonte: Blog CEU Esperança
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