Qual o anglicano que já não cansou de ouvir a “história” de que o rei inglês Henrique VIII é o fundador da Igreja da Inglaterra? É isso que se ensina nas nossas escolas, e a coisa passa como conhecimento comum. No entanto, isso é inteiramente falso.
Daí, em conseqüência dessa “história”, muitos membros da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil pensam seja a sua Igreja um produto da Reforma, diferindo apenas em coisas de somenos importância das denominações que se originaram nesse movimento do século XVI. Dele surgiram denominações Luteranas (derivadas dos seguidores de Martinho Lutero), Presbiterianas e Congregacionalistas (derivadas dos seguidores de João Calvino, por isso chamadas “Calvinistas”), e Metodistas, cujo aparecimento se deu por volta de 1800.
Todas essas denominações estabeleceram por si mesmas os seus ministérios. Até a Reforma havia tão somente um ministério cristão. E este ministério era e ainda é algo contínuo desde o inicio do Cristianismo, pela não rompida sucessão de ordenações de Bispos. É o ministério católico de Bispos, Presbíteros e Diáconos. A corrente de sucessivas delegações de autoridade ministerial derivou dos Apóstolos, sem nunca haver sido rompida. É o ministério com o qual nós, os anglicanos, estamos familiarizados.