Mostrando postagens com marcador Hinduísmo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hinduísmo. Mostrar todas as postagens

18 de nov. de 2012

7 CHAKRAS POR WAGNER BORGES


Excelente explicação dos CHAKRAS através do Professor Wagner Borges do IPPB. É um estudioso das religiões orientais (Hinduismo, Budismo e outras) e espiritualistas. O termo chakra vem do Sanscrito e significa "roda de luz". Em algumas doutrinas (como o Espiritismo por exemplo) é conhecida como: Campos de Força. Segundo o professor cada chakra é ligado a uma Glândula do organismo. Exemplo: Glandula Pineal ligado ao Chakra (ou Campo de Força) Coronário.

Vale a pena assistirem ao vídeo!


16 de dez. de 2011

NÓS NÃO TEMOS RELIGIÃO





Este é um pequeno conto sobre minha conversa com um espírito “caboclo” [1] incorporado na médium que ministra o curso de correntes magnéticas [2] do qual eu participei, e estava então na sua penúltima aula, quando temos a oportunidade de fazer perguntas diretamente a um espírito de luz [3], ou pelo menos ao mentor de uma médium já experiente.


Não sei bem porque, mas mesmo entre os estudantes mais experientes, quase ninguém pergunta sobre questões mais abrangentes, a grande maioria aproveita para perguntar sobre questões pessoais, sobre o futuro, sobre os “mortos”, sobre pedidos de ajuda a Deus, etc., ou seja – exatamente o tipo de pergunta que um espírito de luz não irá responder, pois sabe que cabe somente ao ser em si julgar o que deve fazer de sua existência, assim como cabe aos “mortos” se dirigirem aos “vivos”, e não o contrário. Mas isso não é uma crítica, apenas uma constatação.


Sem grandes expectativas acerca da resposta, que imaginei ser mesmo breve, quando me aproximei da médium incorporada e ela me dirigiu a atenção, perguntei:


“Olá minha irmã. Gostaria de fazer uma pergunta sobre vocês, e não sobre mim. Gostaria de saber qual a religião de vocês. E gostaria de saber se vocês têm uma resposta para o motivo de tantos de nós guerrearem e se matarem por causa de religião. Você teria um conselho sobre como eu poderia, através do que escrevo, ajudar a aproximar as pessoas de religiões contrárias?”


O espírito, do qual sequer sei o nome, e que até então falava com um sotaque quase incompreensível, me respondeu com um longo e inesquecível ensinamento, do qual entendi cada palavra de forma cristalina:


“Meu filho, nós não temos religião. Nós seguimos a Deus. Quem segue a Deus não se preocupa em ter religião, apenas realiza a Deus dentro de si [4].


Quando Siddharta Gautama [5] viu as pessoas sofrendo fora de seu palácio, ele não se tornou um peregrino para fundar o Budismo. Ele tão somente seguiu a Deus. O Deus que via refletido nos outros, e que acabou por realizar dentro de si.


Todo o sábio, todo o ascencionado, apenas realizou a Deus dentro de si mesmo, para então realizá-lo também no mundo, através de suas ações de amor.


Quando os hindus investigaram seus deuses, acabaram por encontrar a Brahma, o criador do universo, e alguns também conseguiram realizar a Brahma dentro de si. Outros criaram as castas, e dividiram os irmãos segundo a lei do homem, mas contra a lei de Deus. Para Deus não existem castas, meu filho.


Esses que brigam uns com os outros por causa de religião, brigam em nome de Deus, mas não brigam com Deus. Deus não está presente em brigas, Deus não poderá nunca se realizar em quem maltrata um irmão.


Mas, para chegar à realização de Deus dentro de si, é preciso do outro. É preciso essa troca (nesse momento ela colocou a mão um pouco acima de meu coração, e trouxe minha mão para a mesma região do corpo da médium – nesse momento a sensação peculiar de “fluxo de energia” se intensificou bastante).


Por isso, meu filho, somos todos irmãos, estamos todos ligados. O Deus de um só pode ser o Deus de todos, e a realização de um é também a realização de todos, é uma festa no céu.


Para acabar com essas brigas de religião, basta ensinar aos seres sobre Deus. Não o “deus” que eles pensam ter encontrado, mas esse Deus cósmico que preenche a cada um de nós. Quando todos realizarem a Deus dentro de si, não será mais preciso ter religião.


Vai em paz meu filho. (nesse momento, ao me despedir, eu beijei as mãos da médium, e o espírito, comandando seu corpo, retribuiu – beijando também as minhas mãos)”



Sim, foi inesquecível...


Eu bem sei que cada espírito, assim como cada ser encarnado, fala apenas do que sabe, e nada mais. Exatamente por isso, analiso a comunicação com os espíritos não pelos nomes que evocam (Deus, Jesus, Ave Maria, etc.) ou pelas “frases prontas” que repetem (na maioria, repetições dos evangelhos), mas pela real profundidade espiritual do que dizem.


Apesar de um espírito classificado como “caboclo” ter demonstrado conhecimento de budismo e hinduísmo, e ter falado de forma tão bela sobre Deus, ele não disse exatamente nada de novo. O que me importou, entretanto, foi à forma como ele disse o que disse. Infelizmente não sou hábil o bastante com as palavras, essas cascas de sentimento, para lhes passar exatamente a forma com que isso foi dito... Por isso também se diz que o caminho espiritual deve ser trilhado por cada um, individualmente, pois é impossível transmitir aos outros experiências deste tipo.


No entanto, este conto é tão somente minha tentativa de transmitir a você uma parte do que senti [6] naquele momento.


***


[1] Diz-se que um espírito é “caboclo” quando em suas últimas encarnações pertenceu a tribos indígenas. Eles se distinguem, independente da evolução espiritual, pela alta familiaridade com a natureza, e a dificuldade de compreender e se comunicar sobre assuntos modernos, urbanos.

Também vale lembrar que a prática de incorporação vem da Umbanda Sagrada, e não do Espiritismo. Ou seja, o centro espírita onde isso ocorreu é um centro ecumênico, e não ortodoxo.


[2] Eurípedes Barsanufo foi um grande educador, jornalista e espírita da virada do século 19 para o 20. O curso de Correntes Magnéticas é publicado pela editora Auta de Souza, e segue as técnicas iniciadas por Eurípedes décadas atrás.


[3] Essa classificação da literatura espírita é na maior parte das vezes julgada erroneamente por não-espíritas. Quando se diz que um espírito “é de luz”, se quer dizer que ele demonstra ter grande sabedoria e espiritualidade, e não que ele é alguma espécie de arcanjo, ou alguém em posição superior aos demais espíritos. E muito menos que a “luz” tem qualquer referência a sua cor de pele, até mesmo porque espíritos não têm pele.


[4] A palavra religião vem do latim re-ligare e significa “religação a Deus ou ao Cosmos”. Já a palavra igreja vem do grego ekklesia (ou do latim ecclesia) e significa “comunidade dos escolhidos por Deus”. Acredito que, no contexto do que o espírito disse, o significado ficaria melhor traduzido como “nós não temos igreja” – entretanto, achei melhor manter a resposta conforme foi ditada originalmente, inclusive para o título deste conto, até mesmo porque eu mesmo esqueci de usar “igreja” (ao invés de “religião”) em minha pergunta. Em todo caso, mais importante do que se ater as palavras, é se ater aos significados.


[5] Trata-se do Buda. Devo confessar que originalmente pensei em perguntar sobre o conhecimento dos espíritos das religiões orientais, como o Budismo e o Hinduísmo. Não sei se o espírito “leu minha mente”, mas terminou por incluir esse conhecimento em sua resposta, tornando-a ainda mais inesquecível para mim.


[6] A compreensão espiritual não se dá apenas pelo que vemos e ouvimos, mas pelo que realmente sentimos através de nosso espírito, de forma abrangente. Entenda quem tiver ouvidos para entender.


***


Crédito da foto: Laura Monteiro



 


Fonte: O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Autoria do escritor Rafael Arrais (raph.com.br)


***


» Veja mais posts do Textos para Reflexão no Universalistas


» Veja também nossa página no Facebook


27 de set. de 2011

DHYANA YOGA

(Bhagavad Gita - Cap VI - versos 1 a 9)

1. A Suprema Personalidade de Deus disse: Aquele que não está apegado aos frutos de seu trabalho e que trabalha conforme sua obrigação está na ordem de vida renunciada e é um místico de verdade, e não aquele que não acende nenhum fogo nem cumpre dever algum.

2. Fica sabendo que aquilo que se chama renúncia é o mesmo que yoga, ou união com o Supremo, ó filho de Pandu, pois só pode tornar-se um yogi quem renuncia ao desejo de gozo dos sentidos.

3. Afirma-se que quem é neófito no sistema ióguico óctuplo recorre ao trabalho; mas quem já está elevado em yoga atua através da cessação de todas as atividades materiais.

4. Diz-se que alguém está elevado em yoga quando, tendo renunciado a todos os desejos materiais, não age em troca de gozo dos sentidos nem se ocupa em atividades fruitivas.

5. Com a ajuda de sua mente, a pessoa deve libertar-se, e não degradar-se. A mente é amiga da alma condicionada, e sua inimiga também.

6. Para aquele que conquistou a mente, a mente é o melhor dos amigos; mas para quem fracassou nesse empreendimento, sua mente continuará sendo seu maior inimigo.

7. Quem conquistou a mente já alcançou a Superalma, pois vive com tranquilidade. Para ele, felicidade e tristeza, calor e frio, honra e desonra é tudo o mesmo.

8. Diz-se que alguém está estabelecido em auto-realização e se chama um yogi (ou místico) quando está plenamente satisfeito em virtude do conhecimento e percepção adquiridos. Ele está situado em transcendência e é autocontrolado. Ele vê tudo – seixos, pedras ou ouro – como a mesma coisa.

9. Considera-se que tem maior avanço quem vê benquerentes honestos, benfeitores afetuosos, os neutros, os mediadores, os invejosos, amigos e inimigos, os piedosos e os pecadores – todos com mente igual.


O Capítulo 6 ensina que a meditação é o meio para buscar a consciência de Deus, o propósito de todos os Yogas. Quando a mente é direcionada a Deus, com um entendimento compreensivo, nossa percepção, atitude e desejos pelo mundo mudam automaticamente. “Os objetos dos sentidos afastam-se dele que está sóbrio, mas o gosto dos objetos persiste. Mantendo-se no Supremo, mesmo esse gosto cessa”. Assim, pela experiência da consciência de Deus através da meditação contínua, percebe-se a unidade na diversidade e todos os desejos se findam.

Yoga da meditação

O Bhagavad-gita enfatiza com frequência que a melhor maneira de livrar uma pessoa dos seus desejos mundanos é ocupar sua mente em consciência de Deus. 

Uma pessoa completamente consciente de Deus mantém sua mente em pensamentos relacionados com o Senhor e alcança Sua graça divina, tornando-se plenamente satisfeita e autocontrolada. Mas quem não é autocontrolado e não tem a mente tranquila não encontra condições favoráveis para praticar meditação. 

A menos que a mente esteja sob controle, a prática da yoga não passa de uma mera exibição, pois a pessoa continuará vivendo com sua pior inimiga dentro de si e, enquanto isto, terá de continuar a servir os ditames da luxúria, cobiça e ira. 

Praticar a renúncia do gozo pessoal dos sentidos com o propósito de se ocupar no serviço devocional para o prazer do Senhor é a perfeição da renúncia. Um yogi perfeito age sempre baseado na sua relação amorosa com o Senhor e, por isso, está sempre preocupado em dar prazer ao Senhor. Pela negação de todos os pensamentos mundanos, pela constante lembrança de Deus, através do estudo das escrituras, japa, kirtan e meditação, torna-se um sannyasi (renunciado). 

Quando alguém controla o mais baixo eu pelo mais alto Eu, a mente, os sentidos e o corpo são controlados. 

O Eu torna-se um amigo; de outra maneira, esse mesmo Eu se tornará seu inimigo. Ele, que controla seu corpo, mente e sentidos,  pode permanecer calmo no prazer e na dor, no quente e no frio, na honra e na desonra. O perfeiro yogi ou santo vê Deus em tudo.

Controlando os pensamentos e sentidos, ele precisa praticar a meditação para a purificação da alma. Assim ele alcança a paz suprema ou libertação. A mente precisa descansar em Deus, como uma lamparina que se encontra em um lugar sem vento. Quando a mente está controlada pela prática da meditação, realiza o Eu interior. Quando a mente experimenta tal bem-aventurança (ananda), o yogi sentirá que não há nada a mais nesses três mundos que valha possuir e não será perturbado, por mais amargo que seja o pesar do mundo.

Sadhana é um processo que dura uma vida. A todo momento, deve-se pensar em Deus. Sempre que a mente, devido ao seu hábito, desgarra-se do objeto da meditação, deve se esforçar e fixar-se de novo naquele objeto. Pela prática constante, o mediador e o objeto da meditação tornam-se Um, e, então, o praticante desfrutará da bem-aventurança suprema. O yogi com a mente harmonizada verá o Eu em todos os seres e todos os seres no Eu. O yogi ou o santo perfeito agirá como um instrumento nas mãos de Deus.


Fonte: Bhagavad Gita Online e Blog Yoga Hanuman.

10 de set. de 2011

DICA MUSICAL UNIVERSALISTA | OM NAMO BHAGAVATE (DEVA PREMAL)

Um pouco de louvor! Excelente final de semana, vivendo o Amor, a todos!

29 de abr. de 2011

DICA MUSICAL UNIVERSALISTA | OM NAMO NARAYANAYA (VIKRAM)



Ouça e sinta a presença do bem fluir!

Namaskar!

Paz e luz!

7 de jan. de 2011

HIERARQUIA ESPIRITUAL DA TERRA

O Supremo Regente planetário é um Espírito, conhecido através das várias religiões, com nomes diferentes. Na cultura Védica, por exemplo, (e mais antiga), como SRI BHAGAVAN NARÁYANA, Governador da Terra, possuidor de todos os Poderes Materiais e Espirituais. Esse Excelso Ser é a Entidade maior de Deus em nosso mundo (planeta Terra). JESUS, o Cristo, referia se a esta Divindade como "o Pai". Naráyana, dentro do sistema cósmico, juntamente com todos os outros Naráyanas, (um para cada planeta, mesmo naqueles em que não existe vida tal como a concebemos), estão submetidos à regência de BRAHMAN (o Criador), que é o Supremo Regente deste Universo, O qual, por sua vez, juntamente com outros Brahmans (um para cada Universo), estão vinculados ao Poder Supremo do Para-brahman, o Absoluto, o DEUS ÚNICO, raiz de tudo o que existe, material e espiritual, Fonte de Vida de todos os seres e todas coisas, sem estar limitado nem mesmo pela totalidade de Suas criações.

Vamos, agora, abordar a manifestação divina em nosso planeta.Todas as tradições religiosas fazem menção, em suas sagradas escrituras, referências sobre este misterioso Ser, que não possui genealogia, nem história, em razão de nunca ter tido nascimento físico, mas é reconhecido como o protetor do Dharma ( Lei ), o Supremo Regente da Hierarquia Divina, o Qual promove a descida dos Grandes Sacerdotes (Salvadores ou Avataras) da Humanidade. Vide, por exemplo:na Bíblia, o nome atribuído a este Espírito é Melquisidec (velho e novo testamento); Logos, nas tradições gregas; Naráyana, na epopéia do Mahabhárata; Alah, no Islamismo; Amithaba, no Budismo; Jeovah, em algumas correntes hebraicas e cristãs e etc.

Na realidade, são nomes diferentes dados ao MESMO ESPÍRITO. O segundo Ser na Hierarquia é SRI YOGA DEVI, detentora das energias criadoras, que atua nos planos materiais e espirituais. Também aqui, inúmeros nomes possui esta Divindade, tais como: Rainha dos Anjos, Maha Devi, Durga,Ísis, Mãe Divina ou Espírito Santo, dependendo, sempre, das tradições místicas ou religiosas. Essa Divindade é a executora da Vontade do Supremo Regente, da qual é inseparável, em toda sua atuação, cuja natureza é criar, gerar, nutrir, dar vida e bênçãos. O terceiro grau da Hierarquia é constituído de Excelsos Seres, os quais cuidam da evolução moral e espiritual da Humanidade e é formado pelos AVATARAS, também conhecidos como Encarnações Divinas. São Missionários que descem ao plano terrestre, muito inferior ao grau em que se encontram, para ensinar, guiar e purificar os seres que aqui vivem, tornando possível a evolução, preservação e reintegração da Humanidade no Plano Divino.

As mais conhecidas Encarnações Divinas, no grau de Avataras são: KRISHNA, RAMA, GINA, LAO TSE, MOISÉS, HERMES, BUDA, JESUS CRISTO e MAOMÉ; e, vivendo já entre nós (de forma oculta), encontra se BHAGAVAN MITRA DEVA (o amigo divino), cuja missão é unificar todo o planeta, eliminando as barreiras do fanatismo, preconceitos religiosos, raciais, de sexo e de toda classe de separatividade entre os seres humanos. É um Avatara oculto, que atua na mente e no coração da Humanidade, em todos aqueles que possuem boa vontade, amor ao próximo e sentimentos de fraternidade, valores espirituais que devem prevalecer sobre os aspectos extremistas religiosos e sociais que, infelizmente, ainda infestam nossa humanidade. Ele é "Aquele" esperado de todas as nações e de todas as religiões, o "Consolador" das escrituras cristãs, o "Messias", do Judaísmo, o "Mahdi" da religião muçulmana, ou o "retorno ou vinda do Cristo" , nas citações evangélicas.

Nascido em 16 de Janeiro de 1919, na região de Maharastra, na Índia, sua sagrada Missão começou com apenas quatro anos de idade, de forma transcendental; não veio em nome de nenhum Avatara do passado, mas prega a essência pura das doutrinas de todos Eles. Vive na região de Badari, na parte setentrional dos Himalaias, em uma comunidade de Sábios e Grandes Mestres, localidade inacessível ao homem comum. O seu Advento, previsto em todas as escrituras religiosas dos povos, também foi profetizado pelos Maiores da Fraternidade desde l450 dC e que Sua manifestação ocorreria nos primórdios do século XX. Sua Missão, diferente dos Avataras públicos (Krishna, Buda, Jesus e outros) que mantiveram contato direto com os homens, para exporem suas doutrinas redentoras, Mitra Deva tem uma função universal junto à Humanidade, como Unificador da Lei Eterna.

Embora desconhecido pela imensa maioria dos homens (com exceção dos Iniciados de algumas religiões), Sua atuação em nosso mundo, todavia, é incontestável, senão vejamos: nos últimos oitenta anos, a humanidade atingiu níveis elevadíssimos de progresso, nas áreas sociais, nas Ciências, Artes, Filosofia de vida, Educação, Religião etc, que não havia atingido nem na soma dos últimos vinte séculos.

Proporcionou a descida de grandes almas (Mestres de áreas espirituais e materiais) em quase todos os países para servirem de canal de Seu trabalho no mundo; após a Segunda Guerra Mundial, propiciou a constituição da ONU e assim tivemos o primeiro mecanismo de direitos e deveres das nações, possibilitou os passos iniciais no intercâmbio entre as religiões (Ecumenismo); a eliminação das barreiras e preconceitos contra as mulheres; ativou o progresso na tecnologia das comunicações e dos transportes, o estudo para a formação de núcleos continentais na política; a necessidade de se facilitar o acesso das pessoas entre localidades diferentes e está criando condições para estabelecer moeda única entre os países do mesmo bloco continental. O trabalho de Mitra Deva, o Anjo Encarnado, prosseguirá ainda por muito tempo, até a completa consumação de Seus propósitos divinos: a fraternidade universal e a formação da Nova Humanidade, neste novo milênio. Para melhor compreensão das mensagens dos Grandes Missionários, dentro do nosso esquema evolutivo, damos abaixo um quadro dos principais Avataras da Suddha Dharma Mandalam (Grande Fraternidade Branca) neste ciclo do Kali Yuga (Idade do Ferro):

KRISHNA - Avatara da Síntese
RAMA - Avatara da Síntese
MOISÉS - Avatara do Dever
BUDA - Avatara da Sabedoria
LAO TSE - Avatara da Sabedoria
JESUS - Avatara do Amor
MAOMÉ - Avatara do Dever
MITRA DEVA - Avatara da Síntese

Fonte: Site Raja Yoga

5 de jan. de 2011

O QUE SÃO YAMAS E NIYAMAS

Por: Henrique Saad

É comum lutarmos contra o “mundo”, ir contra a maré, nos irritarmos com aquilo que não está conforme nossas vontades e expectativas, pois frequentemente carregamos uma boa porção de ego em nossas atividades, um ego que nos traz uma falsa sensação de individualidade e desconexão com o restante do mundo. Esse sentimento de desconexão, que muitas vezes nem percebemos, é uma das causas primordiais do sofrimento humano (kleshas).

Milhares de anos atrás, na Índia, buscadores espirituais buscaram meios para eliminar as causas primordiais de sofrimento e, culminaram num método integral para harmonizar o corpo, mente e espírito. Esse método ficou conhecido como Yoga e, esses milenares buscadores espirituais conhecidos como Yogis, verdadeiros cientistas da época que, através da observação direta e reflexão, sistematizaram um caminho para viver em paz e plenitude.

Nos dias atuais, no Ocidente, esse método foi restringido muitas vezes à prática de posturas físicas (asanas), esquecendo-se de todo o resto do caminho, que é tão importante no processo de integração do indivíduo com o Universo em que ele está inserido.

Yamas e Niyamas fazem parte desse método e são poderosas ferramentas que, se aplicadas sinceramente na vida prática, nos guiam no sentido da ação correta, da ação virtuosa, que nos faz percorrer a jornada da vida com paz e sabedoria.

Patanjali, um sábio indiano, compilou as principais técnicas de yoga praticadas em sua época (provavelmente 150 d.C.) no texto Yoga Sutras, aonde sistematizou oito passos essenciais neste caminho para o estado de equilíbrio:

1 – Yamas (restrições externas)
2 – Niyamas (observâncias internas)
3 – Asana (posturas físicas)
4 – Pranayama (controle da energia vital por meio da respiração)
5 – Pratyahara (introversão dos sentidos)
6 – Dharana (concentração)
7 – Dhyana (meditação)
8 – Samadhi (estado de superconsciência)

Então, vemos que os Yamas e Niyamas são os primeiros passos mencionados por Patanjali na busca deste estado de equilíbrio interior. Constituem a verdadeira base para trilhar com harmonia esta jornada de autoconhecimento, que permitirá ao Yogi gradualmente se reconectar com a essência que está dentro de si e dentro de todas as coisas.

Yamas e Niyamas são condutas éticas que, se colocadas na vida prática, nos permite superar os obstáculos criados pelo ego, livrando-nos de pesos desnecessários criados pela mente e assim finalmente viver em paz.

Yamas são comumente traduzidos como "restrições externas". São ideais que orientam as nossas relações com o mundo externo, almejando um estado de paz e equilíbrio. Os Yamas mais conhecidos são:

Ahimsa: não violência em pensamento, palavras e atos. Fumar, por exemplo, pode ser visto como um ato de agressão contra si mesmo e aos demais que estão ao redor. Respeitar os seus limites durante a prática de Yoga também é visto como um ato de ahimsa.

Satya: verdade em pensamento, palavras e atos. O seu eu exterior e seu eu interior passam a agir em harmonia, em vez de idéias contraditórias. Por exemplo, quando sabe que errou em alguma situação, seja sincero com todos e peça desculpas. Manter uma aparência externa que não condiz com a sua consciência interna só lhe trará conflitos psicológicos desnecessários.

Asteya: não roubar em pensamento, palavras e atos. Por exemplo, um professor que chega constantemente atrasado para dar aula está roubando o precioso tempo de seus alunos, que tiveram consideração de chegar com antecedência. E vice-versa.

Aparigraha: ausência de ganância em pensamento, palavras e atos. Significa não possuir coisas desnecessariamente. Será que o seu último tapetinho decorado de yoga é tão necessário assim? Ou é apenas para fazer um estilo que lhe traz um peso desnecessário?

Brahmacharya: a conduta que leva a Brahman, a essência que permeia tudo e de todos. Significa não desperdiçar o uso de nossos sentidos excessivamente em atividades mundanas, mas sim utilizá-los para perceber a própria essência que as constitui. Fechar os olhos e manter uma atenção serena sobre o exato momento talvez torne mais fácil a compreensão da essência das coisas. Olhar-se no espelho e comparar sua asana com a de seu colega parece não ser tão importante assim, entende?

Niyamas são comumente traduzidos como "observâncias internas". São ideais que orientam as nossas relações com o mundo interno, almejando um estado de paz e equilíbrio.Os Niyamas mais conhecidos são:

Saucha: pureza do corpo e mente. Por exemplo, não basta apenas um banho para remover nossas impurezas físicas. Ainda mais importante é o banho mental para remover as impurezas e sentimentos negativos acumulados. Limpar o externo sem limpar o interno de nada vale para uma vida em paz. A prática integral de yoga pode ser vista como um excelente exemplo de purificação do corpo e mente.

Santosha: contentamento. Apreciamos o presente do jeito que ele é e não como “deveria ser”. Apreciamos cada momento que nos é dado nessa vida independente das circunstâncias, sejam elas aparentemente positivas ou negativas. Praticando Yoga, por exemplo, podemos nos contentar com o grau de flexibilidade de que temos hoje em vez de ultrapassar nossos limites a ponto de se machucar. O contentamento lhe permite finalmente relaxar e apreciar o presente da forma que ele é, aproximando-o cada vez mais de sua essência.

Tapas: austeridade. Esforço pelo qual criamos um fogo purificador que aumenta nossa confiança e força de vontade. Por exemplo, acordar diariamente antes de o sol nascer para meditar pode ser considerado uma forma de tapas.

Svadhyaya: estudo dos textos espirituais e de si mesmo. Todo conhecimento envolve reflexão que influencia nossos próprios comportamentos e maneira de pensar. Estudo sem reflexão é apenas uma coleta desnecessária de informações mal-digeridas.

Ishvara pranidhana: devoção, ou constante atenção sobre a presença Divina. É reconhecer que toda a criação é uma manifestação da consciência Divina. Ao comermos, ao escutar uma música, ao respirar, ao meditar podemos nos lembrar da existência dessa energia suprema que sustenta tudo e todos.

Enfim, yamas e niyamas constituem a verdadeira base para trilhar a vida em harmonia, com os outros e consigo mesmo. Eles não são mandamentos cuja quebra seria considerada um “pecado”. São apenas meios para percebermos que toda ação tem sua conseqüência e que podemos naturalmente aprender com essas conseqüências se levarmos a vida com sabedoria e simplicidade.

Que tal refletirmos sobre como vivenciá-los em sua plenitude? A chegada do novo ano é um momento propício para refletirmos e, com o coração aberto, tentarmos nos tornar, apenas, pessoas simples e de bem com a vida.

Feliz 2011!

Hari Om


Fonte: Portal Yoga Brasil

2 de dez. de 2010

VIDA APÓS A VIDA

Excelente entrevista com Wagner Borges.

Perfeita a colocação do Wagner Borges quando diz "...o amor deve ser voltado para a Consciência que partiu e não para os despojos físicos..."



Viva Judith Barbosa de Carvalho, ETERNA, VIVA, TRABALHADORA DO CRISTO!!!

18 de nov. de 2010

GAYATRI MANTRA EXPLICADO

O Gayatri mantra é, junto com o OM, o mantra mais conhecido e cantado na Índia.
Ele representa a essência do conhecimento védico e foi percebido e depois ensinado pelo sábio Vishwamitra.

HISTÓRIA
Certo dia, o rei Viswamitra estava caçando nas florestas do Himalaia e chegou nas proximidades do eremitério do sábio Vasishtha. As tropas do rei estavam cansadas e famintas.
Vasishtha saldou o rei e pediu a Kamadhenu, sua vaca que podia conceder todos os desejos, que provesse alimento para o rei e suas tropas.
Vishwamitra ficou impressionado com a vaca mágica e pensou que essa vaca poderia das conta de todas as necessidades dele, de suas tropas e de seu reino.
Se aproximando de Vasishtha ele pediu a vaca como presente mas o sábio respondeu negativamente, dizendo que somente aqueles que eram realizados na verdade de Brahman poderiam ter a vaca.

Vishwamitra ficou muito ofendido e se enfureceu, ordenando que suas tropas tomassem a vaca a força. Vasishtha então ordenou à vaca que produzisse milhares de guerreiros celestiais, que deram uma lição nas tropas de Vishwamitra, as espantando do eremitério.
Percebendo o que ocorreu, Vishwamitra realizou que toda a sua opulência, armas e exércitos não valia de nada perto da realização yogue de um Brahmarishi (título concedido aos mais altos sábios realizados em Brahman, como Vasishtha). Vishwamitra resolveu ele próprio se tornar um Brahmarishi, abandonando seu reino e adentrando as florestas do Himalaia para praticar meditação profunda em Brahman.

Por muitos anos ele praticou exercícios espirituais e meditação, conseguindo grande poderes yogues. Vendo o avanço de Vishwamitra, Indra, o deus celestial, se assustou etemeu que Vishwamitra pudesse o suceder no comando dos céus. Assim, enviou uma bela ninfa para distrair a meditação de Vishwamitra.

O rei se viu vítima da paixão e se enamorou da ninfa, que engravidou e deu a luz a uma linda menina. Quando se deu conta de que a luxúria havia consumido todos os anos de esforço e meditação, Vishwamitra renunciou sua esposa e filha e mais uma vez entrou em meditação profunda.

Desta feita, Vishwamitra conseguiu poderes ainda maiores e Indra, mais uma vez mandou uma ninfa, que tentou atrapalhar a meditação de Vishwamitra. Tendo sucesso em sua empreitada a ninfa se aproximou do rei, que por sua vez se lembrou da experiência passada e ficou cheio de raiva contra a ninfa por ela ter quebrado sua meditação profunda.Vishwamitra, então, transformou a ninfa numa pedra.

Foi só então que Vishwamitra percebeu que a raiva e ira haviam consumido todos os anos de sua intensa prática espiritual.Mas com perseverança inquebrantável, Vishwamitra subiu mais alto no Himalaia e entrou mais uma vez em meditação profunda.

Durante esse período, um outro rei se aproximou do sábio Vasishtha e pediu a ele para realizar um grande sacrifício do fogo para que o ajudasse a atingir o paraíso com seu corpo carnal e com sua consciência atual, o que Vasishtha recusou prontamente.
Ofendido e revoltado o rei, chamado Trishunku, se aproximou de Vishwamitra.

Vishwamitra viu nesse encontro uma oportunidade de ser vingar de Vasishtha, mostrando seus poderes yogues. Feito o sacrifício do fogo, Vishwamitra mandou o rei ao plano de Indra, com corpo e consciência terrena. Sabendo ser impossível manter o rei no plano de Indra com o corpo e consciência terrena, Vishwamitra o trouxe de volta, mas enquanto descia das alturas celestiais o rei Trishnku chorou e orou para que Vishwamitra o salvasse. Vishwamitra concedeu a salvação ao rei, criando um sistema estelar apenas para o rei. Ou seja, o seu poder era tão grande que ele criou umcéu/paraíso apenas para o rei.Mas ao fazer isso, Vishwamitra percebeu que todo o esforço de sua meditação e exercícios espirituais intensos foram em vão.

Mais uma vez ele se viu decepcionado e vez o voto de não sair mais de sua meditação profunda. Quando Vishwamitra se deu por satisfeito com sua prática, Brahma em pessoa apareceu ante ele e disse que estava muito satisfeito com a intensidade da prática de Vishwamitra, concedendo-lhe o título de Maharishi (Grande Sábio). Entretanto, Brahma lhe avisou que para se tornar um Brahmarishi ele deveria ser abençoado pelo Sábio Vasishtha. Ao dizer isso, Brahma desapareceu.Mesmo atingido o estado de Maharishi, Vishwamitra se frustrou ao pensar que depois de tudo ainda teria que recorrer ao sábio Vasishtha para ser abençoado.

Com ciúme da posição de Vasishtha ele pensou que se o matasse ele não precisaria das bênçãos para se tornar um brahmarishi.Espreitando a casa de Vasishtha ele pegou uma grande pedra para atirar na cabeça de Vasishtha. Mas quando estava próximo ele escutou a esposa de Vasishtha, Arundhati, dizendo que já que Vishwamitra havia se tornado um grande homem, ele deveria abençoá-lo e assim elevá-lo ao estado de Brahmarishi. Vasishtha concordou e disse que assim que Vishwamitra o procurasse ele concederia sua benção.

Ao ouvir isso, Vishwamitra se sentiu profundamente envergonhado, lançou a pedra longe e correu para se curvar diante do grande sábio. Assim, Vasishtha disse a Vishwamitra: "Você mostrou ao mundo que o espírito humano é invencível e não aceita derrota. Você conquistou a luxúria, os desejos, o apego e arrogância, um por um, através de suas intensas práticas espirituais e meditação. A última barreira era o ciúme. Agora você o conquistou também. Salve Brahmarishi Vishwamitra! "

Assim que Vasishtha tocou o ponto entre as sobrancelhas de Vishwamitra, seu chakra frontal se expandiu e ele viu os sete ritmos pelos quais o Cosmo foi criado.

Nesse exato momento, o Gayatri Mantra junto com os sete Vyahritis (lit. ritmos, mas são os sete planos de manifestação consciencial) foi revelado a ele. Vishwamitra tem como tradução possível "amigo (mitra) do Universo
(vishwa)".

O MANTRA
Gayatri é um dos aspectos da deusa Saraswati, esposa de Brahma e que representa o seu poder criativo ou shakti. Saraswati é mitologicamente representada como a protetora e inspiradora das artes, música, literatura e ciência. No entanto, esotericamente ela representa o potencial de expressão da mente humana.

A palavra Gayatri é composta de duas palavras:
Gaya= Florescer, abundar, energizar (vitalizar), energia vital.
Trâyate =o que protege; o que concede a liberação.

Vamos estudar esse mantra, que junto com o OM é o mais importante das tradições hinduístas.

A estrutura do mantra é de 3 linhas com 8 sílabas em cada uma, fazendo um total de 24 sílabas.Cada sílaba estimula os impulsos de criação dentro do Ser.
Assim, por mais que numa análise superficial o entendimento do mantra fique de certa forma bem claro, é importante dizer que a tradução pura e simples do mantra abrange apenas a superfície de sua real significância.

Que fique bem claro que o mantra não se trata apenas de uma oração ou um pedido solene.

Essa métrica de 3 linhas com 8 sílabas em cada uma, fazendo um total de 24 sílabas, é específica do Gayatri e por isso outros mantras que contém essa estrutura são chamados de gayatri também. Temos o gayatri do Ganesha, ou da Lakshmi, por exemplo.

O mantra aparece no Rig Veda da seguinte maneira:

TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHEEMAH
DHIYO YO NAHA PRACHODAYAT

Notem que não há a adição dos Vyahritis (Bhuh, Bhuvah, Swaha[svah]),  pois a métrica do Gayatri deve respeitar as 24 sílabas no total. Mais adiante falaremos sobre os Vyahritis.

Voltemos à métrica do Gayatri:
Como já foi dito, cada sílaba gera impulsos de criação em todo o Ser.
Vamos as 24 sílabas e seu significado esotérico:

1)Tat: Sabedoria Profunda (Brahma Jñana)
2)Sa: Bom uso da energia
3)Vi: Bom uso da riqueza
4)Tu: Coragem durante períodos ruins / acidentes
5)Va:A grandiosidade do convívio amigável com as mulheres
6)Re:A grandiosidade da esposa, que concede toda a fortuna à família
7)Nyam: Adoração e respeito à Natureza
8)Bhar: Controle Mental constante e firme
9)Go: Cooperação e Paciência
10)De: Todos os sentidos sob controle
11)Va: Vida Pura
12)Sya: Unidade do homem com Deus
13)Dhee: Sucesso em todas as esferas
14)Ma: Justiça Divina e Disciplina
15)Hi: Conhecimento
16)Dhi: Vida e morte
17)Yo: Seguir o caminho da retidão
18)Yo: Manutenção da Vida
19)Nah: Cautela e Segurança
20)Pra: Conhecimento das coisas que estão por vir e Doação para o bem
21)Cho: Leitura das escrituras sagradas e Associação com os sábios
22)Da: Auto Realização e Bem Aventurança
23)Ya: Boa Progênie
24)At: Disciplinas da vida e cooperação

Assim, volto a afirmar que o mantra não é uma simples oração ou ode a uma deidade específica, mas sim todo um conjunto de conhecimentos profundos e sutis. Não é a toa que o gayatri mantra é considerado a essência dos vedas. Mas para não ser muito analítico e para dar uma utilidade mais
prática ao mantra, vou me ater a explicar o mantra em suas três linhas com oito sílabas cada. Mas nem por isso o estudo será superficial, como poderão comprovar.

De maneira geral, o Gayatri Mantra é cantado ou pensado da seguinte
maneira:

OM
BHUR BHUVAH SVAH
TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHEEMAH
DHIYO YO NAHA PRACHODAYAT



Vamos a uma tradução aproximada:

OM: de forma simplista podemos dizer que ele é o som primordial, a fonte de toda a criação. Um dos outros nomes pelo qual é conhecido é PRANAVA ou "substrato da vida, princípio vital".
O OM é a base de onde toda a criação tem existência. Ele é o substrato de todo o Conhecimento, é o "pano de fundo" onde o potencial criativo se manifesta.
Não podemos aprofundar o assunto aqui, mas o OM é produto da Shakti, ou Poder Criativo da Consciência [Brahman].
Somente a explicação desse mantra daria um livro, mas para o nosso estudo a definição acima basta.

BHUR BHUVAH SVAH: são 3 das 7 Vyahritis (lit. "palavras, dizeres") percebidas pelo sábio Vishwamitra. Representam 3 dos 7 planos de manifestação da Consciência.

As vyahritis mais o OM são usadas como uma introdução ao mantra.

BHUR é tradicionalmente associada ao plano físico. Esotericamente é a "espiritosfera" (neologia usada para descrever a amplitude da "atmosfera espiritual" pertinente ao planeta, corpo celeste ou parte/ambiente sideral) do planeta Terra.

BHUVAH é lit. "atmosfera". Esotericamente é a espiritosfera imediatamente superior à nossa. Segundo a tradição seria o espaço entre o Sol e a Terra e entre a Terra e os outros planetas. Para o pensamento hindu, todos os planetas são habitados e ao mesmo tempo são consciências distintas, sendo Júpiter o mais avançado (espiritualmente) de todos (em nosso sistema solar).
Lê-se "buvarrá". Em alguns casos, onde o `h' final não é pronunciado, é "buvá".

SVAH: é o Paraíso, o plano mais alto em nosso sistema. Esotericamente é associado ao Sol, que segundo os sábios é o "limite da onisciência" (Ishwara) de nosso sistema. É ele o portador de todos os referenciais de conhecimento que possuímos. Para um aprofundamento recomendo ler com atenção o Yoga Sutras de Patanjali. Infelizmente não poderemos aprofundar esse tema aqui, pois ele é extenso e tem correlação com a manifestação consciencial desde Brahman até o mundo físico. Lê-se "suvarrá". Em alguns casos pode ser lido como "isvárra".

As vyahrits são interpretadas de várias maneiras, dependendo do ponto de vista filosófico.

Elas também podem ser interpretadas da seguinte maneira:
Bhur: Rig Veda
Bhuva: Sama Veda
Svah: Yajur Veda

Ou ainda como sendo relacionados aos cinco pranas que fluem no corpo humano:
Bhur: Prana (região peitoral)
Bhuva: Apana (região sacra)
Svah: Vyana (permeando o corpo todo)

Essa abordagem é bem fundamentada nas disciplinas Tântricas do Hatha-Yoga e do Kriya Yoga. É outra abordagem que requer uma explicação mais detalhada, mas infelizmente não é possível nesse momento, visto que todo o conhecimento de bioenergia fundamentada no Kundalini Yoga, Laya Yoga, enfim, no Tantra teria que ser explicado.

As outras 4 Vyahrits são: Mahaha, Janah, Tapah, Satyam.

TAT: Lit. Aquele, aquela (aqui refere-se à Savitri). Lê-se "Tat" (com t mudo).

SAVITUR: De Savitri, o esplendor do Sol, o brilho solar, os raios solares, a força solar. Em muitos casos Savitri é associado ao deus do Sol (Surya). Ela seria a shakti (poder) de Surya. De forma esotérica representa o Criador, Sustentador, o todo penetrante.

VARENYAM: Desejável, excelente, o melhor entre

BHARGO: efulgência, esplendor, luminosidade (que destrói os pecados), brilho, glória.

DEVASYA: Divino, relativo à divindade. Lê-se "devássia".

DHEEMAH: Meditar sobre; relativo à meditação. Lê-se "dimarri".

DHIYO: pensamentos elevados ou nobres, intuição profunda, iluminar (revelar a Realidade Última). Lê-se com o i duplo, "diio".

YO: o que, o qual.

NAH: nosso, de nós, unir, junto, nó. Lê-se "narrá", com o "á" curto, como em água.

PRACHODAYAT: de prach (pedir, demandar) + codate[chodayate] (animar, inspirar, colocar em movimento), portanto a tradução seria algo como possa inspirar, possa animar. Lê-se "prachodaiáte" .

Uma tradução aproximada do mantra seria "Eu Saúdo aquele Ser, possuidor da efulgência divina e que é a causa e sustentação de todos os planos da existência.Que minha mente esteja sempre fixa e absorvida Nele e que Ele possa iluminar, purificar e inspirar meu intelecto."

O Mantra está todo relacionado ao aspecto iluminador e todo abrangente de Brahman. Em verdade, o mantra nos mostra a natureza essencial de toda a existência.

Gayatri é uma das formas da Shakti de Brahma, de Vishnu e Shiva.Ela representa a base, o substrato de toda a existência. Ela é a "expansão" do OM ou a energia que o movimenta.

Num estudo mais aprofundado o mantra se revela como sendo a representação do Sol Espiritual ou a Luz da Consciência.Sem essa Luz, o próprio Brahma (criador na trindade hindu) perderia seu sentido de ser. Sem essa Luz não haveria o que ser sustentado ou preservado.
Ela seria a ponte ou a ligação inquebrantável de Brahman com tudo. Seria a Presença invisível e subjacente a tudo.

O Mantra foi ensinado ao avatar Rama por Vishwamitra durante a batalha contra o demônio Ravana, onde todas as possibilidades de vitória de Rama diminuíram consideravelmente. Com o uso do mantra Rama teve o controle de todas as armas divinas e assim conseguiu derrotar o demônio.

Assim, o mantra tem sua aplicação no sentido de manifestação, de realizar o potencial de "vir a ser".É energia pura.

Segundo os Vedas, "O Gayatri protege quem o recita". Ele deve ser cantado todos os dias, de preferência de Manhã, de Tarde e de Noite.

Ele pode ser dividido em três partes para maior entendimento.
A primeira parte é de louvor, a segunda de meditação e a terceira de prece.Primeiro saudamos a Realidade Suprema, depois fixamos a mente e coração Nela e por último apelamos para a purificação e iluminação.

O mantra é também atribuído às deusas Gayatri, Savitri e Saraswati, onde Saraswati representa a perfeita expressão, a harmonia e unidade;
Gayatri governa os sentidos e Savitri governa as energias vitais.

Há muito mais para se falar sobre esse mantra. Daria um livro se
fossemos comentar todos os ensinamentos contidos nele. Afinal, ele é
a essência dos Vedas.

Muita Paz e Muita Luz a todos,
Enki.(Luiz Fernando Mingrone)

Fonte:
http://www.yogashala.org.br

8 de out. de 2010

NAVARATRI PUJA - 8 a 17 DE OUTUBRO

Navaratri ou Dasara - Homenagem ao Aspecto Feminino da Divindade

Três primeiros dias - Devi Durga


Maha Durga (a grande Durga) é a Shakti (energia feminina ou consorte) do Senhor Shiva, aquele que corresponde ao segundo aspecto da Trimurti (Trindade Hindu) e representa os aspectos de Destruição e Transformação de D’eus.

Sendo assim, Ela manifesta o Poder Transformador de Shiva, que é a característica da Guna chamada Tamas (que é uma das qualidades da matéria que trabalha especificamente com a nossa inércia), representada pela cor preta.

Durga vence a escuridão, destruindo a ignorância para que a transformação possa ocorrer.

Ela é Aquela que remove os obstáculos !

Repetir a cada dia 108x este Mantra: " Om Dum Dhurge Namaha"


Quarto, Quinto e Sexto dias - Devi Lakshimi

Maha Lakshmi (a grande Lakshmi) é a Shakti (energia feminina ou consorte) do Senhor Vishnu, aquele que corresponde ao primeiro aspecto da Trimurti (Trindade Hindu) e representa os aspectos de Preservação e Conservação de D’eus.

Sendo assim, Ela manifesta o Poder Mantenedor de Vishnu, que é a característica da Guna chamada Rajas (que é uma das qualidades da matéria que trabalha especificamente com o movimento ), necessária para garantir a preservação da Criação.

Lakshmi simboliza o poder do puro pensamento, a encarnação do amor e a misericórdia.

Ela é Aquela que promove prosperidade.


Repetir a cada dia 108x este Mantra: "Om Srim Maha Lakshimyei Namaha"


Últimos três dias - Devi Sarasvati

Maha Sarasvati (a grande Sarasvati) literalmente, "aquela que flui", é a Shakti (energia feminina ou consorte) do Senhor Brahma, aquele que corresponde ao terceiro aspecto da Trimurti (Trindade Hindu) e representa o aspecto de Criação de D’eus.

Sendo assim, Ela manifesta o Poder Criador de Brahma, que é a característica da Guna chamada Satvica (que é uma das qualidades da matéria que trabalha especificamente com o equilíbrio e pureza), qualidades estas necessárias a manifestação de Sabedoria em cada um de nós.

Representada pela cor branca, Sarasvati também simboliza a boca e a pureza da fala (que confere poder à palavra proferida).

Sarasvati é considerada a Deusa das Ciências, das Artes e da Sabedoria.

Repetir a cada dia 108x este Mantra: "Om Aim Namaha Sarasvatyai"


Décimo Dia - Vijaya Dasami ou Dia da Glória – Sri Yoga Devi

O aspecto Supremo deste Festival acontece no décimo dia, conhecido como “Vijaya Dasami “ou “Dia da Glória”.

Maha Shakti Devi (a grande Deusa ou Supremo Poder), como Fonte de Toda Manifestação Feminina no Universo, conserva em Si mesma as qualidades de todas Elas !!!!!

Como Atma Shakti, a mais elevada forma de Shakti (energia) Ela se apresenta com o poder do conhecimento, da vontade e da ação, vivenciados na síntese.

No aspecto “Maha Devi”, está contida Nela, a manifestação de todas as “Devis”, como Durga, Lakshmi, Sarasvati, Kali, Ísis, Mãe Maria, Iemanjá, Oxum, Freya e etc.

Como Sri Yoga Devi, Ela é Maheswari, a Grande Energia Cósmica, representando o Sutratma ou Alma-Fio, que representa a união de todos os Seres e todas as coisas no Universo!!!!!

“Sua graça é ilimitada;
Sua misericórdia é ilimitada;
Seu conhecimento é infinito;
Seu poder é incomensurável;
Sua glória e inefável;
Seu esplendor é indescritível”.

Repetir neste dia 108x este Mantra: "Om Hrim Srim Klim Aim Sauh Yoga Deviay Namaha"


O Ashram "Sarva Mangalam" do Suddha Dharma Mandalam de São Paulo, fica situado na rua Coriolano 169, Pompéia, tel: 3862 7321

Horários deste Festival: dias de semana, as 20hs
Finais de semana e feriados, as 18hs
Entrada Franca! Participação livre!

Colaboração opcional de flores, doces, cânfora, incensos, comida Satwica (prasadas) e etc....

Postado por Margareth Gonçalves - Devi Dasika 

Fonte: Blog Toda Forma de Ser

30 de set. de 2010

CORRETA DEVOÇÃO

Bhagavad Gita C.10 V.5



Fonte: Canal PrabhupadaVani do Youtube

14 de set. de 2010

JALA NETI | LIMPEZA DAS VIAS RESPIRATÓRIAS

Jala neti é uma técnica de purificação das vias respiratórias superiores, que consiste em lavar as narinas com água morna e sal. Além de propiciar uma respiração melhor, é eficaz no tratamento de sinusites, alergias, dores de cabeça e até prevenção de resfriados comuns.

Hoje, milhões de pessoas sofrem de infecções respiratórias de algum tipo, que podem ser gentilmente tratadas com água morna e sal, em vez de pesados antibióticos. Jala neti é ideal para pessoas que moram em lugares com alto índice de poluição e pode ser realizado diariamente.

Equipamento:
A utilização de um pote (lota) para jala neti torna a prática muito mais fácil e confortável, pois permite que a água flua suavemente pelas narinas com a força da gravidade. Veja os disponíveis na Loja Yoga Brasil.

Água salinizada:
Encha o pote com água pura e morna (semelhante à temperatura corporal). A água deve ser misturada com sal puro na proporção de uma colher de chá rasa para meio litro de água. A razão para isso é muito simples: a água dessa maneira é uma solução isotônica e que não causará desconforto ao passar pelas narinas. Misture o sal e tenha certeza que ele foi completamente diluído na água. Sinta o gosto da água e ajuste se sentir que não está correto. A água deve ter sal similar ao de uma lágrima sua. Depois de algumas tentativas, é muito fácil reconhecer a mistura por seu próprio gosto.

Aonde fazer:
A purificação nasal pode ser realizada na pia, numa bacia, no chuveiro ou ao ar-livre. Basta ser um lugar propício para que se escorra água pelas narinas.

Técnica:
1. Encha o pote com a água preparada.
2. Gentilmente introduza a ponte do pote na narina em que estiver respirando melhor. Não deve haver força, mas a ponta do pote deve suavemente pressionar o canto interno da narina para não escorrer água.
3. Incline lateralmente a cabeça em direção ao ombro, enquanto simultaneamente levanta o pote, de forma que a água passe a fluir naturalmente de uma narina e sair pela outra.
4. Durante a passagem da água, respire suavemente pela boca. Deixe que a água passe por cada uma das narinas entre 10 a 20 segundos.
5. Após a passagem da água por uma das narinas, expire pelo nariz várias vezes com suavidade para retirar a água carregada de muco. Não expire com força, pois pequenas dores poderão surgir. Expire várias vezes e suavemente, até que o nariz esteja seco.
6. Repita o procedimento com a narina inversa.

Duração e quando fazer:
Jala neti é prático e pode ser feito em menos do que 5 minutos.
Pode ser realizada diariamente e o ideal é que seja feita de manhã em jejum. Se necessário, pode ser realizada em outros períodos do dia, evitando-se os períodos logo após as refeições. Uma vez ao dia é suficiente, mas pode ser de praticada mais vezes para aliviar resfriados e excesso de muco.

Dicas:
1. A prática é suave e não deve haver dor. Se há algum ardor na passagem da água, isso significa que ou colocou sal a mais ou a menos. Acerte a dosagem de sal com sua prática, seguindo a orientação acima.
2. Ao expirar a água pelo nariz, faça suavemente. Se sentir dor, a expiração ocorreu com muita força.
3. Secar bem as narinas é um estágio importante do jala neti. Expire suavemente repetidas vezes para deixá-las completamente secas.
4. Após secar as narinas, podem ser aplicadas nelas óleo de amêndoas, de gergelim ou ghee (manteiga clarificada) para auxiliar na lubrificação.

Precauções:
Pessoas com sangramento crônico do nariz devem procurar um professor experiente antes de praticar.

Benefícios:
1. Excelente para o tratamento de sinusites, alergias, dores de cabeça e prevenção de resfriados comuns.
2. Maximiza a capacidade respiratória, com um maior fluxo de ar nas narinas desobstruídas. Por conseqüência, melhora a saúde como um todo.
3. Auxilia em casos de doenças pulmonares, como asma, pneumonia, bronquite, tuberculose etc.
4. Tem efeito sutil nos nervos localizados no término das fossas nasais, aliviando sintomas de tensão e depressão.
5. Auxilia no equilíbrio do sistema nervoso e induz estados meditativos, ao balancear ida e pingala.

Assista vídeo:



Henrique Saad é professor de Yoga certificado por Anand Prakash Ashram, Rishikesh –Índia, em programa reconhecido pela Yoga Alliance. E-mail: henriqueyoga@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Advertência:
Este conteúdo é de uso estritamente informativo e não substitui a consulta ou qualquer tratamento médico. Se tiver dúvida sobre a sua saúde, procure um profissional da área médica. Antes de começar a praticar Yoga ou qualquer programa de exercicío fisíco, consulte seu médico e busque instruções pessoais de um professor qualificado.


Fonte: Yoga Brasil


19 de ago. de 2010

TRABALHOS ESPIRITUAIS DE RAMAKRISHNA

O abraço espiritual do Vento da Esperança
Por Wagner Borges

(Um Encontro com Paramahamsa Ramakrishna)

De tanto ouvir falar do mestre Ramakrishna, resolvi procurá-lo.

Primeiro, disseram-me que ele estava em um determinado templo, fazendo oblações. No entanto, não o encontrei por lá.
Na soleira do templo, um deva (anjo) me disse: ‘Ele está no Astral da África, ajudando invisivelmente as crianças daquele continente tão sofrido’.

Em outro momento, fui informado de que ele estava participando de uma assembléia com um grupo de rishis, no Astral da Índia. Fui até lá, mas ele já havia ido embora.
Um dos sábios me disse: ‘Ele foi ajudar um espírito a se desprender da matéria e a realizar sua passagem final, rumo aos sítios espirituais do Eterno’.

Posteriormente, alguém me disse que ele estava no Astral do Brasil, visitando um discípulo. Rapidamente, desloquei-me para o grande país ensolarado e cheio de esperança; contudo, só encontrei o seu discípulo, que, aproveitando-se dos momentos de descanso físico, projetara-se para fora de seu corpo e flutuava nas correntes energéticas extrafísicas.

Sorridente, ele me cumprimentou e disse: ‘Olha, ele esteve aqui rapidamente, abraçou-me e passou aquela energia maravilhosa, enchendo-me de contentamento e apaziguando minha saudade. Mas teve que ir logo. É que houve uma chacina num bairro aqui da cidade, por motivo de tráfico de drogas, e ele foi até o local para ajudar espiritualmente o pessoal em momento tão difícil.
‘Eu também quis ir, porém, ele não permitiu e me sugeriu ficar por aqui, meditando na sabedoria de Ganesha* e irradiando luz silenciosa a favor do bem de todos os homens. Sabe, muitos o imaginam vivendo nos altos planos espirituais, mas a verdade é que ele trabalha muito nos níveis extrafísicos densos, sempre passando energias suaves e secretas e ajudando a todos.
‘Ele é muito simples e alegre e o seu toque espiritual passa leveza, cura e serenidade. Ele não julga ninguém e abraça de coração aberto, seja quem for.
‘Ah, ele ri igual criança arteira...
‘Se você quiser encontrá-lo, procure-o nas ondas da assistência espiritual’.
Então, segui o conselho do rapaz e deslizei nas ondas do amor até ele.
Na verdade, foi até fácil. Foi só seguir sua trilha de luz por entre os planos...
Finalmente, encontrei-o por cima de um lugar escuro e sujo, onde aplicava passes energéticos num espírito atormentado. E ali vi como um mestre trabalha nos bastidores espirituais do mundo.
Vi quando ele abraçou o espírito e envolveu-o em luz suave, apaziguando-o. Depois, ele abriu um portal luminoso e enviou aquela entidade sofredora através dele, para outros planos, para a devida assistência nos centros de cura do Astral.
Admirado com sua simplicidade, fiquei sem saber o que dizer e o que fazer diante dele. E aí, ele riu, abraçou-me e encheu-me de contentamento, e disse: ‘Eu soube que você estava me procurando. Aqui estou. Quer me acompanhar? Então, abra seu coração e encha suas mãos de luz, em nome do Amor Divino.

‘Venha comigo, meu filho. Vamos juntos abençoar a alma do mundo. A luz da Mãe Divina e de Ganesha guiará nossa jornada. ’
E eu fui com ele, nas ondas da assistência espiritual...
Foi assim que me tornei um trabalhador das hostes espirituais de Ramakrishna.
Mais do que um mestre, uma presença generosa e simples, que abraça a todos, sem julgar ninguém. Ele não está em algum paraíso ocioso criado pela fantasia dos devotos, não!
Ele voa no Astral da Terra, ajudando os homens e os espíritos, rindo e abraçando, e agradecendo ao Supremo Amor, que é sua inspiração constante.
Ele é o vento da esperança varrendo secretamente as dores do mundo.

P.S.: Foi assim que um dos amparadores do grupo extrafísico Os amigos de Ramakrishna me contou sobre o seu primeiro encontro com Paramahamsa Ramakrishna.
E agora, eu conto para os leitores, enquanto me lembro das risadas e do abraço dele, a quem devo tanto. Oxalá, o vento da esperança dele possa arejar outros corações por esse mundão de Deus.

Om Ramakrishna!

Paz e Luz.

* Ganesha do sânscrito – dentro da cosmologia hinduísta é a divindade com cabeça de elefante, filho do Deus Shiva e da deusa Parvati. É considerado o removedor dos obstáculos e patrocinador dos escritores. Sua atmosfera de proteção espiritual é muito poderosa. Por isso, os seus mantras são muito apreciados.






Fonte: Somos Todos Um

Wagner Borges é pesquisador,
conferencista e instrutor de cursos de Projeciologia
e autor dos livros Viagem Espiritual 1, 2 e 3 entre outros.
Visite seu Site e conheça a área de áudio e vídeo.

29 de jul. de 2010

JESUS E KRISHNA: SEMELHANÇAS ENTRE SUAS VIDAS E OBRAS

Algumas pessoas sugerem que Yeshua de Nazaré (mais conhecido como Jesus Cristo pela maioria dos Cristãos) e Krishna, a segunda pessoa da trindade Hindu, seriam a mesma pessoa. Mas é evidente que não são. Há muitos indícios de que Jesus nasceu na Palestina durante a última década aC, enquanto Krishna nasceu milênios antes, na Índia.
Outros levantaram a possibilidade de que as histórias do nascimento, ministério, execução e morte de Jesus terem sido copiados ainda que parcialmente da vida de Krishna. Se alguém apagasse dos Evangelhos os eventos da vida de Jesus que parecem ter se originado da história de Krishna, ficaria com uma história de:
- Um rabino-curador muito humano, itinerante, Judeu.
- Um mestre que seguiu grandemente os ensinos de Hillel, um rabino Judeu liberal do século I aC.
- Um Judeu que tinha um relacionamento especial com Deus - um parentesco tão próximo que Jesus se referia a Deus pelo termo familiar "Abba".
Isso se aproxima muito da imagem de Jesus descoberta por vários teólogos liberais, em sua busca do Jesus histórico. No entanto, se os eventos na vida de Yeshua que parecem ter vindo de Krishna fossem eliminados como inválidos, então a maioria das crenças-chave do Cristianismo teria que ser abandonada: seu nascimento de uma virgem, a encarnação, a vida sem pecados, crucificação, descida ao Inferno, ressurreição, ascensão ao paraíso. Os critérios para a salvação, a crença na Trindade e a exatidão da Bíblia, etc. também teriam que ser abandonados.

Sobre Jesus:
Alguns dizem que Yeshua de Nazaré foi uma figura puramente mitológica. Outros acreditam que ele foi uma pessoa real que viveu talvez entre os séculos 2 e 3 aC. Mas existe um consenso quase completo de que Yeshua de Nazaré nasceu na Palestina entre 4 e 7 aC. As crenças sobre sua natureza e papel diferem:
- A maioria dos cristãos acredita que ele é o Filho de Deus, a segunda pessoa na Trindade. Ele gastou um tempo relativamente curto pregando e curando (um ano principalmente na Galiléia, de acordo com os evangelhos sinóticos; três anos principalmente em Judá de acordo com o Evangelho de João). Ele foi executado, ressuscitou e ascendeu ao paraíso. Os Cristãos conservadores acreditam que o destino normal para os seres humanos é a punição eterna no Inferno; apenas uma porcentagem relativamente pequena das pessoas, os que confiam em Jesus como Senhor e Salvador escapará deste destino.
- Os Muçulmanos acreditam que Jesus foi um dos maiores profetas. Ele não foi nem crucificado nem ressuscitou; ele morreu com uma idade avançada. Eles consideram Deus como sendo único e indivisível, e não uma Trindade de personalidades.
- Os Cristãos Judeus (aproximadamente em 30 dC) parecem ter acreditado que Jesus era um reformador Judeu, profeta, e curandeiro nativo.
- No antigo movimento Cristão, os Gnósticos Cristãos acreditavam que Jesus era um ser espiritual, que apenas aparentava ser uma pessoa encarnada.

Sobre Krishna (também chamado de Crishna):
Krishna nasceu, viveu e morreu pelo menos 14 séculos antes de Yeshua. As estimativas da data de seu nascimento variam. Algumas são 1477, 3112, 3600, 5150, e 5771 aC.
Os Hindus acreditam que quando o mal se espalha profundamente sobre a terra, o Ser Supremo vem à terra na forma de um ser humano "para extirpar a imoralidade e estabelecer a virtude, para que a terra fique livre dos pecadores". O Senhor Krishna foi uma de tais encarnações.
"Krishna é a nona(*) e completa encarnação de Vishnu, a Divindade da Trindade Hindu. De todos os avatares de Vishnu ele é o mais popular, e talvez entre todos os deuses Hindus seja o que mais esteja próximo do coração das massas... Krishna era negro e extremamente formoso. A palavra Krishna significa literalmente "negro", e o negro também tem conotação de mistério... Quer ele tenha sido um ser humano ou um Deus encarnado, não há dúvida no fato de que ele tem ocupado o coração de milhões por mais de três milênios. Nas palavras de Swami Harshananda, "Se uma pessoa pode ter um impacto tão profundo na raça Hindu afetando sua psique e ética em todos os aspectos de sua vida por séculos, ele não é menos que Deus"
Acredita-se que ele tenha morrido aos 125 anos de idade. "Em seus dias finais na terra, ele ensinou sabedoria espiritual a Uddhava, seu amigo e discípulo, e ascendeu à seu lar depois de se liberar de seu corpo, que foi atingido por um caçador chamado Jara."

(*) Parece que o autor errou. A maioria das fontes Hindus lista Krishna como a oitava encarnação de Vishnu; a nona foi Buda.

Jesus e Krishna são a mesma pessoa?
Pelas razões vistas acima, isso é impossível. Mas muitos levantam a possibilidade que que a descrição da vida de Jesus nos Evangelhos foi copiada, ao menos parcialmente, da história da vida de Krishna, e dos mitos de outros homens-deuses. Stephen Van Eck escreveu: "Então temos o épico Hindu, o Bhagavad-Gita, uma história da segunda pessoa da Trindade Hindu, que tomou forma humana como Krishna. Alguns o tem considerado com um modelo para o Cristo, e é difícil argumentar contra isso quando ele diz coisas como:

'Eu sou o início, o meio, e o fim' (BG 10:20 x Apocalipe 1:8)

Seu advento foi proclamado por um homem pio chamado Asita, que poderia morrer feliz sabendo de sua chegada, uma história com paralelo na de Simeão em Lucas 2:25

A missão de Krishna era trazer o caminho para o "reino de Deus" (BG 2:72), e ele avisou dos 'obstáculos em que se tropeça' durante o caminho (BG 3:34, 1 Cor. 1:23, Rev. 2:14).

A motivação principal dos ensinos de Krishna, revelados a um discípulo favorito, às vezes parecem coincidir com Jesus ou a Bíblia. Compare: 'os sábios não se lamentam nem pelos vivos nem pelos mortos' (BG 2:11) com o sentido do conselho de Jesus para 'deixar que os mortos enterrem seus próprios mortos' (Mateus 8:22).

Quando Krishna diz, 'Eu não invejo nenhum homem, nem sou parcial com ninguém; Eu sou igual para com todos' (BG 9:29) assemelha-se muito à idéia de que Deus não tem preferencias individuais (Romanos 2:11, veja também Mateus 5:45) E aquele que considera igualmente seus amigos e inimigos... me é muito querido' (BG 12:18) é remanescente de 'amar seus inimigos' (Mateus 5:44)

Krishna também disse que 'pelos cálculos humanos, mil anos juntos tem a duração de um dia de Brahma' (BG 8:17), o que é muito semelhane a 2 Pedro 3:8.

O autor Kersey Graves escreveu um livro em 1875 no qual ele lista 346 "analogias notáveis entre Cristo e Chrishna." Abaixo temos uma lista das coincidencias exatas entre as vidas de Yeshua e Krishna

Correspondencias entre os eventos das vidas de Jesus e Krishna:
Seu autor, Kersey Graves (1813-1833), um Quaker de Indiana, comparou as vidas de Yeshua e Krishna. ele encontrou 346 elementos comuns entres os escritos Cristãos e Hindus. Alguns dos eventos selecionados sâo:
- 6 & 45: Tanto Yeshua quando Krishna foram chamados de Deus e de Filho de Deus.
- 7: Ambos foram mandados do céu à terra na forma de um homem
- 8 & 46: Ambos foram chamados de Salvador, e a segunda pessoa da trindade.
- 13, 15, 16 & 23: Suas mães forma virgens santas, e tinham nomes parecidos: Miriam (Maria) e Maia. Seu pai humano adotivo era um carpinteiro.
- 18: Um espírito era seu pai verdadeiro.
- 21: Krishna e Jesus tinham ascendencia real.
- 27 & 28: Ambos foram visitados ao nascer por homens sábios e pastores, guiados por uma estrela
- 30 a 34: Um anjo avisou que o ditador local planejava matar o bebe e assinou um decreto para seu assassínio. Os pais fugiram. Maria e José ficaram em Muturea; os pais de Krishna ficaram em Madura.
- 41 & 42: Yeshua e Krishna se retiraram ao deserto quando adultos, e jejuaram.
- 56: Ambos foram identificados como "a semente da mulher esmagando a cabeça da serpente."
- 58: Jesus foi chamado de "o leão da tribo de Judá." Kishna foi chamado de "o leão da tribo de Saki."
- 60: Ambos declararam: "Eu sou a Ressureição."
- 64: Ambos diziam sobre si mesmos, que tinham existindo antes de seu nascimento na Terra.
- 66: Ambos eram "sem pecado".
- 72: Ambos eram deus-homem: considerados tanto como homens, como divinos.
- 76, 77 & 78: Ambos foram considerados oniscientes, onipotentes, e onipresentes.
- 83, 84 & 85: Ambo fizeram vários milagres, incluindo a cura de doentes. Um dos primeiros milagres executados por ambos foi a cura de um leproso. Cada um curou "todos os tipos de doenças."
- 86 & 87: Ambos expulsaram demonios de possessos, e levantaram mortos.
- 101: Ambos escolherarm discípulos para divulgar seus ensinamentos.
- 109 a 112: Ambos eram humildes, e misericordiosos. Ambos foram criticados por se associarem a pecadores.
- 115: Ambos encontraram uma mulher pagã num poço.
- 121 a 127: Ambos celebraram uma última ceita. Ambos perdoaram seus inimigos.
- 128 a 131: Ambos desceram ao Inferno, e depois ressuscitaram. Muitas pessoa testemunharam suas ascenções ao céu.
Graves declara que tanto Krishna quanto Yeshua nasceram em 25 de Dezembro. Aqui ele se engana: a tradição atribui o nascimento de Krishna em Agosto. O festival Janmashtami é celebrado em honra de seu nascimento. O dia do nascimento de Jesus é desconhecido, embora muitos acreditem que ele também tenha nascido em Agosto. O 25 de Dezembro foi escolhido para o Natal por causa de uma festa Pagã Romana antiga, a Saturnália. O 25 de Dezembro também era conhecido em tempos antigos como o dia de nascimento de vários homens divinos como Attis e Mithra.
Além destes, há outros pontos de semelhança entre Krishna e Yeshua:

- "O objetivo do nascimento de Krishna foi trazer a vitória do bem sobre o mal."
- Krishna "veio à terra para limpar os pecados dos seres humanos."
- "Krishna nasceu quando seu pai Nanda estava na cidade para pagar os impostos para o rei."
- Yeshua nasceu enquanto seu pai, José, estava na cidade para o censo que houve para "que todo mundo pudesse pagar impostos."
- Jesus é lembrado por ter dito: "seu voce tiver a fé do tamanho de uma semente de mostarda você dirá para a montanha se eleva e lançar-se ao oceano". Krishna é lembrado por ter erguido uma pequena montanha.

Krishna e Yeshua foram crucificados e posteriormente subiram ao paraíso?
Além dos pontos de semelhança acima entre Yeshua e Krishna, pode ter existido mais uma similaridade: ambos podem ter sido crucificados.
Em seu livro, Graves declara que tanto Yeshua quanto Krishna foram crucificandos entre dois ladrões, com a idade aproximada de 30 a 36 anos por "mãos perversas." Contudo, isso pode ter sido apenas um desejo do autor. A "descrição ortodoxa comum da morte de Krishna relata que ele foi atingido no pé por uma flecha, debaixo de uma árvore." Mas o autor Jacolliot, referindo-se ao "Bhagavad-Gita e as tradições Brahmanes", diz que o corpo de Krishna "foi suspenso nos galhos de uma árvore por seu assassino, para que ele se tornasse presa dos abutres... (Posteriormente) a forma mortal do Redentor desapareceu - sem dúvida ele retornou às moradias celestiais..."
A Religion de l'Antiquité de M. Guigniaut relata: "A morte de Crishna é contada de modo muito diferente. Uma tradição notável e convincente diz que ele faleceu numa árvore, na qual ele tinha sido fixado ao ser atingido por uma flecha."
Há outras referencias à Krishna sendo crucificado, e sendo exibido com furos em suas mãos, pés e partes laterais do corpo.
Nas Escrituras Cristãs (Novo Testamento) a crucifixação de Yeshua numa cruz ou estaca é frequentemente mencionada como tendo sido "pendurado numa árvore:"
Atos 5:30: "O Deus de nossos pais elevou Jesus... pendurando-o numa árvore."
Atos 10:39: "... suspendendo-o numa árvore."
Atos 13:29: "... eles o desceram da árvore..."
Gálatas 3:13: "Cristo nos redimiu da maldição da lei, tendo se tornado uma maldição por nós; pois está escrito, maldito é qualquer um suspenso numa árvore."
1 Pedro 2:24: "...levando ele mesmo os nossos pecados em seu corpo sobre á árvore ... "
 
Correspondencias entre as crenças do Hinduísmo e do Cristianismo:
- Uma recompensa futura no paraíso ou punição no inferno.
- O Hinduísmo e o Catolicismo compartilham o conceito do Purgatório.
- Um dia de julgamento.
- Uma ressurreição geral.
- A necessidade do arrependimento pelos pecados.
- A salvação requer a fé no Salvador.
- Uma crença em anjos e espíritos maus.
- Uma crença que doenças e enfermidades são causadas por maus espíritos.
- Uma guerra no passado entre maus e bons anjos no paraíso.
- Livre-arbítrio.
- Deus é considerado como a "Palavra de Logos."
- Seus textos religiosos falam de "cegos guiando cegos", "um novo céu e uma nova terra", "água viva", "todas as escrituras são dadas por inspiração de Deus", "todas escrituras servem para a doutrina", "morrer é o maior ganho", etc.
- As duas religiões discutem o jejum, e o renascimento.

Pontos de semelhança entre o Hinduísmo e o Cristianismo:
Símbolos: O tridente - tradicionalmente empunhado pela Divindade Hindu Shiva, assemelha-se muito à cruz Cristã. Acrescentando um chifre em ambas extremidades da barra horizontal de uma cruz, ela se transforma num tridente com três pontas. Isso foi realmente feito numa cruz Cristã erguida numa comunidade Batista de 1200 pessoas em Ranalia, na Índia. Por décadas, os Batistas lavaram o símbolo de uma cruz numa grande pedra numa colina da cidade. Em 1999, alguém acrescentou dois chifres, transformado a cruz num tridente. Quando a fumaça abaixou (literalmente) mais de 150 cabanas de taipa dos Cristãos tinham sido destruídas. Alguns culparam o Partido nacionalista Hindu Bharatiya Janata. Contudo, isso foi negado pelo chefe local do partido. Este foi um evento muito incomum, pois os Hindus da Índia são conhecidos pelo seu nível incomumente alto de tolerancia religiosa. Muitos Hindus acreditam que todas as religiões podem levar seus seguidores a Deus. 15

O papel da água: A maioria dos Cristãos batisa os membros de sua congregação, crianças ou adultos. Às vezes isso se faz pela imersão total em água; outras vezes pela aspersão de água sobre a cabeça da pessoa. Na Igreja Católica Romano, o batismo é o sacramento que limpa as pessoas do pecado original. A imersão na água pelos Hindus também é um ritual importante. "No Hinduísmo a água tem um lugar especial pois acredita-se que ela tem poderes espiritualmente purificadores... Supõe-se que nas águas sagradas as distinções de casta não contam em nada, e todos os pecados se vão... Todo templo tem um reservatório próximo para que os devotos banhem-se antes de entrarem no templo." 16

A reação Cristã à semelhança das vidas de Jesus e Krishna:

Muitos teólogos Cristãos primitivos observaram a extrema semelhança entre o Cristianismo e as religiões Pagãs como o Hinduísmo, Mithraísmo, etc. Eusébio de Cesária (aprox. 283-371) escreveu: "A religião de Jesus Cristo não é nova nem estranha."

S. Agostinho de Hipólito (354-430) escreveu: "Esta, nos dias atuais, é a religião Cristã, que não era desconhecida em tempos anteriores, mas apenas recentemente recebeu este nome."

Alguns líderes Cristãos primitivos atribuiam as semelhanças a um truque de Satã. Eles sentiam que Satã tinha criado diversos salvadores crucificados, nascidos de virgens, antes de Jesus para desacreditar a singularodade do Cristianismo. Outros atribuem as semelhanças a meras coincidencias.

Para muitos Cristãos conservadores, o título deste estudo está na beira de uma blasfemia. Os evangelhos, e o restante da Bíblia, não são livros comuns. Eles são a palavra infalível e inspirada de Deus. Os evangelhos descrevem a vida de Jesus, de sua concepção à ascenção, precisamente como ocorreu por volta de 5 a.C. até aproximadamente 30 d.C. Certamente existiam crenças Hindus circulando na Palestina do primeiro século. Contudo, o material dos evangelhos não poderia ter vindo destas fontes. Deus evitaria que Mateus, Marcos, Lucas e João cometessem erros em seus escritos. Não existiria a incorporação de lendas Pagãs da vida de Krishna. Os pontos de semelhança devem ter sido o resultado de outras influencias. Nada nos evangelhos teria vindo dos Hindus nem de outras fontes Pagãs. A questão é ridícula, e nem mesmo merece ser investigada.

Muitos Cristãos liberais sentem que vale a pena estudar o tópico de uma fonte Hindu para os eventos na vida de Jesus. Vários sistemas de crença pagãos, inclusive o Hinduísmo, permearam a região do Mediterraneo no século 1. Existiam vários heróis homens nos panteões de Deuses pagãos dos Egípcios, Gregos, Indianos, Romanos e de outros povos, cujo papel era o de ser salvadores da humanidade - de modo muito semelhante ao de Jesus. Para poder competir com essas religiões, o Cristianismo teve que descrever Jesus em termos que igualassem ou superassem as lendas pagãs. Os autores dos evangelhos podem muito bem ter escolhido temas de outras fontes e acrescentado-os à seus escritos para tornar o Cristianismo mais digno de crédito para um mundo Pagão. Ao isolarmos e removermos este material, podemos ser capazes deter uma visão mais clara do que Jesus ensinou e de como ele viveu.

Fonte: http://members.fortunecity.com/conselheiro/0613.htm

20 de jul. de 2010

AYURVEDA, A CIÊNCIA DA VIDA

por Camila Reitz

Shakti Yantra
“Não há fim no aprendizado do Ayurveda.
Você deve dedicar-se cuidadosa e constantemente a ele.
Você deve aumentar a sua sabedoria aprendendo de outrem sem ciúmes.
O sábio olha todo mundo como seu mestre.
O ignorante considera todo mundo como seu inimigo.”
Charaka Samhita

Observando o Universo, podemos dizer que tudo o que existe é único, não existindo nada igual a nada. Mesmo que duas estrelas pareçam iguais, elas não são, pois uma é uma e outra é outra. Essa é a grande diferença de visão entre a medicina “tradicional” e o Ayurveda, a ciência da vida. O Ayurveda trata cada indivíduo como um ser único.

A palavra Ayurveda vem de duas outras em sânscrito: ayus significa vida e veda, sabedoria ou ciência. Essa é uma ciência baseada na observação dos seres humanos e suas atuais relações com o meio ambiente. É denominada mãe de todas as medicinas, pois influenciou a medicina chinesa, a tibetana, a grega e também a da cultura árabe. A partir daí influenciou o mundo todo de diferentes formas. É uma filosofia não ortodoxa, contendo elementos ateístas, e suas raízes são os ensinamentos do Tantra.

O Ayurveda trabalha com seres humanos que aspiram a ter longevidade, abundância e felicidade. Sendo assim, os que desejam isso devem seguir os seus ensinamentos.

Os objetivos dessa ciência são:

• conquistar saúde e longevidade para o indivíduo
• prevenir estados de desequilíbrio mental e físico
• equilibrar o corpo e a mente
• atingir a libertação


Todos os aspectos estão relacionados. Para se conseguir a liberação, é necessário equilibrar o corpo e a mente, e por consequência manter a saúde perfeita. Esta pode se adquirir através de condutas diárias regulares, de dietas relacionadas às estações do ano, de purificaçõs do corpo e das emoções (bhuta shuddhi), além de sintonizar-se com a sua própria natureza. Estar constantamente saudável é comparável com estar em liberação, pois assim você deixa de sofrer.

O Ayurveda não é somente um sistema de medicina, mas uma ciência que promove saúde, aumentando o bem estar e a felicidade em todos os aspectos. Nos mostra não somente como tratar as doenças, mas como viver de uma maneira que nos proporcione uma ótima saúde e um maior aproveitamento das faculdades mentais, que, de acordo com o Yoga e o Ayurveda, são ilimitadas.

Sendo assim, trata não somente de fatores físicos, mas também de fatores psicológicos, que é o fator mais importante para se manter o equilíbrio e, por consequência, a saúde. Pode-se dizer que as doenças são apenas uma descoordenação entre o corpo e a mente.

Um passo importante para a felicidade e uma boa saúde é a liberação da mente, quando todos os nossos desejos se acabam. Estes nos distanciam de uma vida equilibrada, pois fazem com que percamos os limites de medida, causando desequilíbrio da mente. E infelizmente deixamos com que a mente e nossos desejos controlem as nossas ações, colocando regras em nossas vidas e causando desequilíbrio em nossa natureza.

Essa ciência está muito ligada ao Yoga, pois aqueles que querem atingir estados de consciência mais elevados necessitam primeiramente ter um corpo saudável, fora do alcance de doenças, que causam desconforto e nos distanciam cada vez mais do objetivo final.

Esse objetivo às vezes toma muito tempo de nossas vidas para que aconteça, e por isso o Ayurveda trata da saúde para aumentar a longevidade e a qualidade de vida do yogi. Através da combinação de técnicas de Yoga e a utilização de ervas, massagens, dietas e técnicas de purificação, os antigos sábios indianos arrumaram uma maneira de prolongar o tempo de vida.

O Yoga como terapia é tradicionalmente uma parte do Ayurveda, que trata com doenças tanto físicas quanto mentais. Utiliza asanas e pranayamas para a cura de doenças físicas e técnicas de meditação, pratyahara e prática de mantras para curar a mente. Porém, a alimentação correta é um dos fatores mais importantes para se manter a saúde. Nas medicinas orientais, quando uma pessoa fica doente, a primeira técnica de cura é através da alimentação, e ela é realmente muito importante para a medicina ayurvédica, pois é principalmente através dela que absorvemos os elementos da natureza.

O Ayurveda trata cada indivíduo como sendo único, pois cada um tem o seu biotipo, o qual é determinado de acordo com a predominância dos elementos da natureza na sua constituição, bem como através das características físicas e psicológicas da pessoa.

Mas como sabemos quais são os elementos que predominam no nosso próprio corpo, e como isso funciona? Vamos dar alguns exemplos: sabe aquele tipo de pessoa que está sempre com calor, e mesmo no inverno deixa as janelas de casa abertas, que está sempre com fome e pode comer de tudo, pois sempre tem uma ótima digestão e não engorda com facilidade? Esse tem como elemento predominante o fogo. Seu dosha, ou sua natureza, é pitta, que tem como característica ser quente, transformar, e está ligado ao metabolismo do corpo.

Aquela pessoa magra, que não para por um segundo e está sempre inventando algo novo, que tem o apetite e a digestão variados, sofre de insônia, está sempre indecisa sobre o que fazer e dá um pulo de susto se uma porta bater com força, tem como elementos predominantes o espaço e o ar. Seu dosha é vata, que tem como característica ser frio, seco e estar sempre em movimento, e está ligado a todos os movimentos do corpo, principalmente aos impulsos nervosos.

Existe outro tipo de pessoa, que se move devagar e com graça, gosta de rotina, tende a engordar só de olhar pra comida, tem a digestão lenta e pesada, tende a ser alegre e apegado à família e tem os pés e as mãos frias. Essa pessoa tem os elementos água e terra predominantes no corpo. Seu dosha é kapha, que tem como característica ser frio e molhado, estável e sólido, e é responsável pela formação dos tecidos do corpo, assim como pela lubrificação dele.

No entanto, na maioria dos casos, as pessoas tem dois doshas, e existem pessoas que são tridoshicas. Em todos os casos, o que o Ayurveda quer é manter o equilíbrio de todos os elementos da natureza no corpo.

A medicina “tradicional” começa onde a medicina ayurvédica termina: no tratamento da doença. O primeiro estágio do Ayurveda é o desenvolvimento da consciência e, através deste, um maior envolvimento com a natureza, entrando em sintonia com ela. Enquanto a medicina “tradicional” trata de curar a doença, ou seja, matar um microorganismo ou retirar estranhos tumores que aparecem “não sei da onde”, a ciência da vida trata de manter o equilíbrio dos elementos que constituem o Universo e o indivíduo, para que não haja doença.

Fonte: Site Ekadanta Yoga

6 de jul. de 2010

O MANTRA OM (AUM)


O AUM ( ૐ ) é uma sílaba constituída por três letras: A, U e M, e pronuncia-se OM.
AUM é o símbolo universal do Yoga e do Hinduísmo.
Traçado, é um Yantra (símbolo) Pronunciado é um Mantra.
Representa o verbo divino em forma audível.
Representa o Fogo solar, a Unidade, a Imensidão, o Cosmos, pois contem a essência de todos os sons que podem ser pronunciados, assim como o Passado, o Presente e o Futuro.
É a semente de todos os Mantras e de toda a Consciência.
Nesta sílaba, 'A' representa o Criador, a Criação, o Fogo, a Ação, Brahma; 'U' representa o Conservador, o Sol, a Consciência, Vishnu; 'M' representa o Destruidor, o Vento, a Vontade, Shiva.
Ela reúne os três grandes poderes-divindade do panteão bramânico.

10 de jun. de 2010

DUAS PASSAGENS DO BHAGAVAD GITA

Comentários do Cap. 4 Verso 14 do Bhagavad Gita.

"Não há trabalho que Me afete; tampouco Eu aspiro aos frutos da ação. Aquele que entende esta verdade sobre Mim também não se enreda nas reações do trabalho fruitivo."



Cap. 2 Verso 63
"Da ira, surge completa ilusão, e da ilusão, a confusão da memória. Quando a memória está confusa, perde-se a inteligência, e ao perder a inteligência, cai-se de novo no poço material."



Related Posts with Thumbnails