2 de out de 2009

HIJAB, O VESTUÁRIO DA MULHER MUÇULMANA

No presente, o grande mal do mundo é o nudismo, que tem influenciado bastante as já confusas mentes humanas, subministrando os ilimitados meios da sensualidade. A mulher já é, na aparência, suficientemente atraente e charmosa; se a isso acrescentarmos a nudez, então a confusão será enorme, tornando ao homem muito difícil controlar as suas paixões.

Muitas sociedades, particularmente no Ocidente, a mulher pode andar semi-nua em público, nadar só com o biquíni, servir em bares e clubes, fumar, beber, dançar em discotecas e ter relações sexuais com qualquer um que lhe apeteça. Pode ainda competir no mundo dos negócios, usando o seu corpo para promover produtos comerciais. E no final de tudo isso, ela será tida e vista como uma mulher verdadeiramente "livre".

Repare que a capa de qualquer revista ou anúncio publicitário, descobre-se que a maioria deles apresenta mulheres pouco vestidas e em poses provocantes, a fim de atrair a atenção dos homens. Isso prova que a sociedade Ocidental considera a mulher somente como um símbolo sexual.

A mulher verdadeiramente livre sempre se veste com decência e modéstia. Uma verdadeira mulher nunca degrada o seu corpo nem vende a sua dignidade pela maior oferta que seja. Nenhuma mulher é verdadeiramente livre, se ainda for escrava de sua consciência caprichosa, luxo corporal ou infidelidade.

No Islam, se a mulher é mãe, esposa, irmã ou filha, comanda respeito e tem um papel construtivo na sociedade.

O próprio hijab, vestuário Islâmico, confere uma aura de liberdade feminina, facilitando a movimentação dela e protegendo-a da provocação e ganância indesejável dos lobos humanos. Remover o hijab torna a mulher vulnerável à luxúria dos homens. Ao remover o hijab, a mulher está a destruir a sua fé.

Assim sendo, o Islam condena todos os tipos e fontes do mal que levem à imoralidade e destruam a sociedade humana. O propósito de usar o vestuário é o de se precaver das conseqüências demoníacas da nudez, bem como o de manter a decência na sociedade.

É sinal de profunda ignorância o pensar-se que a nudez é o chamamento da modernização, com efeito, o nudismo é, o convite da cultura Ocidental sem Deus. Nada tem a ver com o termo "Moderno", o Islam é o modo de vida mais moderno. Ele permite, não somente o avanço nas ciências e tecnologias modernas, como encoraja todos os esforços canalizando-os para a obtenção de conhecimento em qualquer parte do mundo.

Uma vez que o Islam se dedicou a elevar a posição da mulher na sociedade, assim como a sua honra e a sua dignidade, no mesmo sentido ele recomenda à mulher que se vista decentemente; o que é recomendado no próprio interesse dela.

Se ela é a senhora de um marido, em particular, será realmente descabido, da sua parte mostrar o seu corpo, beleza, ou encanto, a outro homem. Se ela não se veste decentemente, e caminha seminua em público, qualquer homem perverso a seguirá com más intenções, mas, quando ela coloca o vestuário Islâmico, um "hijab" próprio, qualquer pessoa, que se encontre sob a influência do demônio, terá de pensar duas vezes antes de se aproximar dela. E isto é o que diz o Sagrado Alcorão:

"Ó Profeta, dize a tuas esposas, tuas filhas e às mulheres dos fiéis que (quando saírem) se cubram com as suas mantas; isso é mais conveniente, para que distingam das demais e não sejam molestadas; sabei que Deus é Indulgente, Misericordiosíssimo." ( Alcorão Sagrado 33:59)

"Dize às fiéis que recatem os seus olhares, conservem os seus pudores e não mostrem os seus atrativos, além dos que (normalmente) aparecem; que cubram o colo com seus véus e não mostrem os seus atrativos." (Alcorão Sagrado 24:31)

É claro, também, que a intenção do vestuário é o de conceder beleza e graça, assim como a de servir de proteção contra os efeitos climáticos. Mas o intuito principal do vestuário é o de cobrir aquelas partes do corpo que devem estar resguardadas. Deus colocou a modéstia e a timidez na natureza humana, assim, a tendência para se ser modesto, e não exibir as suas próprias partes privadas, é inerente à natureza humana. É por isso que, quando Adão e Eva foram despidos do seu vestuário divino, eles cobriram de imediato os seus corpos com as folhas das árvores do Paraíso:

"Ó filhos de Adão, enviamos-vos vestimentas, tanto para dissimulardes vossas vergonhas, como para o vosso aparato; porém, o pudor é preferível! Isso é um dos sinais de Deus, para que meditem." (Alcorão Sagrado 7:26).

Ao nos vestirmos, devemos nos lembrar que as roupas são uma benção e uma oferta de Deus, com as quais Ele contemplou, somente, os humanos. Elas foram negadas a todas as outras criaturas, por isso, devemos expressar a nossa gratidão a Deus, por este favor especial. Contemplados que somos com esta distinta dádiva, não devemos, nunca, atuar de modo contrário aos decretos de Deus sobre o vestuário, ou demonstrar ingratidão.

Uma mulher muçulmana nunca deve usar vestuário transparente, que torne o seu corpo visível, nem tão-pouco usar um vestido muito justo que faça a sua figura ficar proeminente e sedutora, pois que, dessa forma, ela estaria nua, apesar de aparentar estar vestida. O Islam não fixou padrões tais como estilo, cor, etc., que as muçulmanas devem vestir. No entanto, há alguns requisitos que devem ser atendidos. A roupa deve ser folgada, o tecido deve ser de uma espessura que impeça que a forma do corpo seja percebida. A roupa deve ser simples, nem excessivamente extravagante, para angariar a admiração das pessoas, nem andrajosa, desleixada ou suja.

Vale lembrar que o dever de se cobrir não significa que a mulher “é um pecado que deve ser coberto”, muito pelo contrário, a modéstia dignifica a mulher e eleva sua posição. É um direito que ela seja reconhecida na sociedade pelo seu caráter e personalidade e não pelo seu corpo e atrativos físicos. No Brasil vemos que a mulher se tornou um mero objeto sexual. A moda que difundem na sociedade tende a expor cada vez mais o corpo da mulher, e a convenceram de que isto é liberdade, está sendo usada e assediada e acredita que isto lhe trará respeito e dignidade, não percebe que assim ela está sendo submissa ao homem e está a atender aos seus desejos carnais e caindo na velha ilusão satânica de expor a intimidade e vergonha do ser humano, para prejudicá-lo e fazê-lo ser condenado como o foi.

Atualmente, as reivindicações e movimentos pela garantia dos direitos da mulher são assuntos prioritários nas sociedades que injustiça à mulher. Os direitos da mulher e a libertação da mulher são assunto prioritário, prioridade que se deve ao fato de a mulher estar aprisionada e injustiçada. Não é dado ą mulher o valor que ela tem mesmo sendo o alicerce da família, da sociedade e do mundo e sendo a metade da sociedade humana. Antigamente, a posição social da mulher era praticamente nula; em alguns códigos, a mulher contava-se propriedade do homem; em outras civilizações não tinha o direito ą herança ou a propriedade; na Índia, ela não tinha direitos independentes do pai, marido ou filho, e se o marido morresse era condenada a morrer no dia da morte do marido dela; alguns consideram a mulher uma maldição; até pouco tempo atrás pesquisavam se a mulher é obra de Deus ou do diabo, se a mulher tem alma ou não tem.

Esqueceram de todos estes crimes que eram e são cometidos contra a mulher e só se lembraram de acusar os muçulmanos de oprimirem a mulher e não darem a ela os direitos que ela merece. E por incrível que pareça, o Islam cresce mais entre as mulheres, e as novas muçulmanas alegam ter encontrado no Islam o respeito que procuravam e os seus direitos garantidos sem segundas intenções. Dentre 10 convertidos no Brasil, 7 são mulheres.

Os direitos conquistados pela mulher têm custado para a mulher ocidental o que não custou para a mulher muçulmana. A mulher no ocidente está a cair numa verdadeira armadilha. Dizem a ela: "Nós vamos te libertar, você vai ser livre e ter os seus direitos". Porém, estes direitos não garantem o principal direito: o respeito ą mulher como ser humano, como mãe, como esposa , como irmã, como filha, como educadora.

Em nome da liberdade, a mulher é usada e manipulada na sociedade. Seu corpo é vendido em bancas de jornal e na TV; é usado como uma estátua para enfeitar os programas de auditório; a mulher é comparada a objetos, por acaso não lembram dos comerciais de TV que veiculam perguntas como: O que o brasileiro mais gosta, mulher, cerveja, praia ou futebol? Em outra propaganda aparece um senhor ao lado de duas moças com o seguinte slogan: "troquei" uma de 51 por duas de 21. Comparar a mulher a futebol e cerveja e trocá-la faz parte dos seus direitos?! Se a mulher tem um corpo formoso e belo é valorizada e considerada, se não, é mais uma! Atualmente, se é mais reconhecida pelo corpo do que pela inteligência, e àquelas que não podem seguir os padrões da ditadura da moda e da beleza, são rechaçadas. No Ocidente, além da obrigação de possuir pos-graduação (isto é, algo mais do que simplemesnte a gradução no ensino superior) ela também deve casar, estudar, cuidar do filhos, do marido, cuidar da casa, trabalhar arduamente para tentar se igualar aos homens quanto ao salário, não bastasse isso, a mulher ainda deve estar com o corpo devidamente trabalhado e formoso. Caso contrário, corre o risco de perder o marido para uma jovem mais bela.
Ao se cubrir a muçulmana segue o exemplo de Mariam Umm ‘Issa (Maria mãe de Jesus - Que Deus esteja comprazido com ela), cuja modéstia e virtude foram reconhecidas pelo Islam. No Alcorão há um capítulo chamado “Maria” (Que Deus esteja comprazido com ela), que como o nome sugere, é dedicado totalmente a esta grande mulher que foi considerada por Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele) como a melhor mulher da humanidade:

"As melhores mulheres da humanidade são: Mariam (mãe de Jesus) Assiyah (esposa do faraó), Khadija (esposa de Muhammad) e Fatimah (filha de Muhammad)."

O Alcorão exalta Maria:

"E lembra-lhes, Muhammad, de quando os anjos disseram, ‘Ó Maria! Por certo Deus te escolheu e te purificou, e te escolheu sobre todas as outras mulheres dos mundos. Ó Maria! Sê devota a teu Senhor e prostra-te e curva-te com os que se curvam (em oração)." (Alcorão Sagrado 3:42-43) "E (Deus propõe o exemplo para aqueles que crêem) de Maria, a filha de Heli, que guardou sua castidade; então sopramos nela Nosso Espírito (ou seja, Gabriel), e ela acreditou nas palavras de seu Senhor e Seus Livros e foi devotadamente obediente." (Alcorão Sagrado 66:12) "Por certo Deus escolheu Adão, Noé e a família de Abraão e a família de Heli sobre todas as outras da criação. São descendentes, uns dos outros, e Deus é Oniouvinte, Onisciente. Lembra quando a esposa de Heli (Hannah; também Ana) disse: ‘Ó meu Senhor! Eu consagro a Ti o que há em meu ventre para ser dedicado aos Teus serviços (servir Teu Lugar de adoração); então aceita-o de mim. Verdadeiramente, Tu és O Ouniouvinte, O Onisciente." (Alcorão Sagrado 3:35)
"Quando os anjos disseram, ‘Ó Maria! Certamente Deus te dá as boas novas de um Verbo (Sua palavra, ‘Sê’) Dele, cujo nome é o Messias, Jesus, filho de Maria, honorável nesse mundo e no Outro, e entre os próximos a Deus. Ele falará aos homens ainda no berço, e na maturidade, e será dos virtuosos.’ Ela disse, ‘Meu Senhor, como poderei ter um filho se nenhum homem me tocou?’ Ele disse, ‘Assim é, Deus cria o que Ele quer. Quando Ele decreta algo, apenas diz-lhe ‘Sê’, e é. E Ele lhe ensinará o Livro e a Sabedoria, e o Torá e o Evangelho." (Alcorão Sagrado 3:45-48)

Maria (Que Deus esteja comprazido com ela) foi uma serva de Deus, e ela foi a mais pura de todas as mulheres, especialmente escolhida para o nascimento milagroso de Jesus (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), um dos maiores de todos os profetas. Ela foi conhecida por sua piedade e castidade, e continuará a ser mantida nessa alta consideração através dos tempos que estão por vir. Sua estória tem sido relatada no Glorioso Alcorão desde o advento do profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), e continuará assim, inalterada em sua forma pura, até o Dia do Juízo. Maria (Que Deus esteja comprazido com ela) é o maior espelho das muçulmanas, ao começar pela modéstia e pudor nas vestimentas.


Objeções sem Fundamento Contra o Hijab

A) Aprisiona a Mulher

Aquele que sente que o hijab aprisiona a mulher, não deveria viver dentro duma casa, pois esta se assemelha muito mais a uma prisão do que o hijab; com o hijab, a pessoa pode sair à vontade de casa.

B) Subordina a Mulher

De fato, a cultura que promove a nudez leva as pessoas próximo à cultura animal. Pelo contrário, o hijab liberta a mulher da armadilha da moda ocidental e suas respectivas doenças; ao invés de menor, dá à mulher uma maior liberdade e mobilidade.

C) Porque apenas para a Mulher?

A ciência confirma que a estimulação visual tem papel predominante no psicológico dos homens, comparado às mulheres.

O fato da indústria sexual ocidental alvejar principalmente o mercado masculino e, os próprios homens assim como as mulheres, todos provam essa realidade.

D) Vítimas de Radicalização

Algumas muçulmanas vêm com desculpas que os não-muçulmanos troçam delas quando observam o hijab e que se sentem degradadas por isso.

Eles podem rir por um curto período, mas após algum tempo, não terão outra escolha senão respeitar as mulheres muçulmanas que observam o hijab com disciplina e que não se abalam com brincadeiras irracionais.

E) A Beleza deve ser Apreciada

Correto, mas apenas pelo marido. Portanto, a mulher que realmente ama o seu marido, jamais desejará expor o seu corpo aos demais, o que faz com que o marido venha a compartilhar com os outros aquilo que deveria ser exclusivamente para si; certamente que isto não pode ser chamado amor.

Vantagens e Desvantagens

Ao observar o hijab, a mulher usufrui das seguintes vantagens:

a) Confiança na participação social como ser humano e não como objeto sexual;

b) Defende-se contra os olhares luxuriosos dos homens;

c) Não desvia a atenção das pessoas, quer em trabalhos sociais ou outros lugares;

d) Aumenta o caráter moral da sociedade.

f) Ela é reconhecida na sociedade como uma mulher muçulmana. Quantas mulheres vemos na rua e podemos dizer com segurança que fulana é cristã, fulana é judia etc.? O hijab é o maior símbolo da fé Islâmica que a mulher pode carregar.

Quando ela se afasta do hijab, depara-se com as seguintes desvantagens:

a) Torna-se alvo fácil de elementos anti-sociais;

b) Causa insegurança e suspeita na mente do marido, acabando por perturbar a harmonia familiar;

c) Instiga os jovens a se desviarem para o caminho da luxúria e da imoralidade;

d) Culmina com o surgimento de divórcios, adultério, estupro e crianças ilegítimas.

Portanto, vê-se claramente que a mulher pode atingir a dignidade pura e experimentar a verdadeira emancipação somente com a observação do hijab.

Contribuição: Mariam Tieppo

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