22 de dez de 2010

EFT | LIBERANDO EMOÇÕES NEGATIVAS


Incrível não é? Abaixo você encontra esse manual (livro) em português e aprende a se libertar dessas emoções negativas.

MANUAL DE EFT http://tumblr.com/xql13yii6i

Comunidade Orkut
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=25394479&tid=5491159174480588839


Vale a pena tentar! Não custa NADA e é fácil de fazer.


Espero que possamos nos cuidar melhor!


Paz, Luz e Amor a TODOS!

21 de dez de 2010

HISTÓRIA DE ANDRESSA BARRAGANA

A linda história de Andressa, missionária do Cristo, mostrando que é possível fazermos mais pelos outros, amarmos mais, nos doarmos e sermos servos verdadeiros.

Jesus nos pede o FAZER e não o FALAR.



Que possa nos servir de exemplo.

Fiquem com Deus, muita paz, muita luz!

O HOMEM É UM DEUS ENFAIXADO

"O homem é um Deus enfaixado. O Tempo é uma faixa. O espaço é uma faixa. A carne é uma faixa e do mesmo modo são faixas todos os sentidos e as coisas por eles percebidas. A mãe sabe que as faixas não são a criança. A criança, porém, não sabe.
O homem ainda é muito consciente de suas faixas que mudam de dia para dia e de idade para idade. Em vista disso, sua consciência está constantemente fluindo; e a palavra pela qual sua consciência se expressa nunca é clara e com significado definido; e a sua compreensão é nebulosa; e a sua vida está em desequilíbrio. É a confusão três vezes confusa.
E eis que o Homem brada por socorro. Seus gritos de angústia reverberam pelos eões. O ar está pejado de seus gemidos. O mar está salgado com suas lágrimas. A terra está sulcada pelas suas sepulturas. Os céus estão ensurdecidos pelas suas preces. E tudo porque ele ainda não sabe o significado de seu EU que é, para ele, a faixa e a criança que nela está enfaixada.
Ao dizer eu, o Homem racha a Palavra em duas partes: suas faixas - uma delas; a divina centelha imortal - a outra. Dividirá realmente o Homem aquilo que é Indivisível? Deus o proíbe. Nenhum poder, nem mesmo o de Deus, poderá dividir o indivisível. É a imaturidade do Homem que o faz imaginar a divisão. E o Homem, o recém-nascido, cinges-se para a batalha e se põe em guerra contra o Ser-Total, julgando-o inimigo do seu ser.

Nesta guerra dispar o Homem rasga suas carnes em tiras e derrama o seu sangue em torrentes, enquanto Deus, o Pai-Mãe, amorosamente observa, pois Ele sabe que o Homem está somente rasgando os seus pesados véus e derramando o amargo fel que o faz cego e não deixa ver sua unidade com o Uno.
É esse o destino do Homem - lutar, sangrar, desfalecer e afinal, despertar e estabelecer a divisão no eu, com sua própria carne, selando-a com o seu próprio sangue.
Eis, ó monges, que fostes avisados- e mui sabiamente avisados - para serdes prudentes no uso do eu, pois, enquanto com isso vos referirdes às faixas e não exclusivamente à criança; enquanto for para vós mais peneira do que um cadinho, até então estareis peneirando vossa vaidade, para colherdes a Morte com toda a sua ninhada de dores e agonias."

Fonte: Cap. 5 de "O Livro de Mirdad" de MIKHAIL NAIMY - Baixá-lo aqui

17 de dez de 2010

AS 10 DIMENSÕES DA CABALA

A Cabalá Contemplativa não é uma tradição meramente intelectual. Toda a literatura disponível sobre os mistérios da Cabalá não terá qualquer valor se este conhecimento não for aplicado em nossas vidas. O correto entendimento dos códigos presentes na Torá oferece todas as ferramentas espirituais que necessitamos para que nos tornemos melhores através do despertar de nossa consciência adâmica.

E o que pretendemos com isso? Num primeiro momento, todos têm em mente a possibilidade de mudar a realidade ao seu redor, não sendo uma coincidência que muitos busquem a espiritualidade exatamente quando a vida lhes parece menos generosa. Porém, tudo o que percebemos fora nada mais é do que um reflexo do que se passa dentro de cada um de nós, e todos nós optamos, de forma consciente ou não, por viver em uma das 10 dimensões identificadas pela Cabalá.

Em qual dimensão você está vivendo?

A primeira delas (a mais baixa), é chamada de Estado de Gueinon ("inferno"): vive-se aqui totalmente no escuro e escravo da contra inteligência (a força de oposição à Luz). A angústia e o medo são constantes e não há perspectiva alguma de melhora.

A segunda dimensão também é usada pela contra inteligência, o Estado de Fome: sua principal característica é o puro desejo de receber para si mesmo e a sensação constante de insaciabilidade. A pessoa é escrava de suas próprias necessidades e a angústia de não ter (ou não ter o suficiente) é avassaladora.

O Estado da Reatividade é a terceira dimensão: aqui a pessoa resolve que as coisas vão mudar. É perigosa na medida em que existe uma medida certa, mas existe sempre o risco de se empolgar com os resultados e a pessoa julgar que a reatividade é a solução para todos os seus problemas.

A quarta dimensão é o Estado da Ira: esta é a dimensão da pessoa que se identifica como o "Homem de D-us". Ele está tão reativo que se torna insensível e duro, mas forte, o que é um problema. O "Homem de D-us" não precisa de ninguém que lhe diga o que fazer; ele desconhece a humildade. Pode-se, aparentemente, até prosperar e se tornar espiritualmente poderoso, mas, ainda assim, estará apenas fazendo o jogo da contra inteligência.

A partir da quinta dimensão, a pessoa começa a entrar no caminho da Luz. O Estado da Tranqüilidade corresponde ao momento em que se consegue aquietar a mente e o coração, o que resulta na controle da ansiedade. O indivíduo encontra aqui o seu caminho, a sua missão. O risco de se sentir "confortável" é a comodidade e a estagnação, cuidado.

Na sexta dimensão é a que faz a Luz descer sobre o indivíduo, o Estado da Alegria: a Shechiná (Presença Divina) só se manifesta através da alegria. Tudo que é muito sério tende a pesar, a petrificar. Não devemos confundir, contudo, alegria com euforia. Podemos viver permanentemente num estado de alegria, mas a euforia é sempre passageira.

O Estado de Erudição é a sétima dimensão: a conciliação de sabedoria e entendimento sem perder a tranquilidade e a alegria, pois é comum o erudito se fechar em seu próprio mundo.

O Estado da Absorção, a oitava dimensão, vai além da mente e do coração. Você absorve. É um estado de receptividade. Aqui se almeja o Estado de Tsadik.

O Estado de Tsadik é a nona dimensão: o iluminado vê justiça em tudo. Aqui a vida é totalmente clara e é possível se compreender a lógica do universo.

A última dimensão é o Estado de Mashiach: neste estágio a pessoa se sente responsável pela sustentação do universo. De fato, ela não mais vê diferença entre ela e o universo, e o menor de seus gestos afeta todo o resto. O Estado de Mashiach corresponde a estar fundido ao Eterno. Qualquer pessoa deve almejar o Estado de Mashiach. Não se trata de algo reservado para "escolhidos".

O despertar da consciência adâmica é o resgate da unidade original - a missão de todos os seres humanos. Não podemos esquecer nunca que todos nós e o Eterno somos Um e que esse é o grande sonho do Criador para a Sua Criação.

Academia de Cabala
Rav Mario Meir
www.academiadecabala.com.br

Fonte: Blog Prof. Hermes (Issarrar Ben Kanaan)

16 de dez de 2010

CORAL IGREJA METODISTA CENTRAL


O Coral da Igreja Metodista Central do Tucuruvi canta "Sê forte e corajoso" no templo da Catedral Metodista Central de São Paulo no bairro da Liberdade em Outubro/2008.

Muito emocionante, por diversos motivos!

Paz do Senhor!


TE AMAREI, SENHOR!


Linda melodia Cristã, um verdadeiro clássico dentro da Igreja Católica.

Jesus, te amamos, ontem, hoje e sempre!




QUEM FOI JOHN HUSS?

John Huss (1373-1415)

Nascido em Hussinec, na Boêmia, hoje Tchecoslováquia, em 1373, de uma família pobre que vivia da agricultura. Ele recebeu boa educação elementar e cursou na Universidade de Praga (capital atual da República Tcheca), onde terminou seu mestrado em Filosofia no ano de 1396.

Dois anos depois, Huss começou ensinar na Universidade, e em 1401, veio a ser o seu reitor. Em 1400, Huss foi separado como padre e foi-lhe entregue a responsabilidade da prestigiada Capela de Belém.

Após o casamento do rei inglês, Ricardo II da Inglaterra com Ana, filha do imperador Carlos IV da Boêmia em 1382, os ensinamentos de Wycliff foram logo introduzidos no país. Estudando-os bem de perto, Huss começou não só a pregar, como também traduzir as obras de Wycliff na língua Tcheca.

Pregador e Precursor da Reforma na Boêmia Em 1403, John Huss se propôs a reformar a Igreja Romana na Boêmia, ensinando que o papado não tinha nenhuma autoridade de oferecer a remissão dos pecados através da venda de indulgências, como também questionou a legitimidade dos dois papas rivais Gregorio XII e AlexandreV. Por esta razão, em 1408, os incontentos padres e colegas da Universidade de Praga condenaram a Huss, e como resultado, foi proibido de exercer suas funções eclesiásticas em Praga.

Um ano depois, ele recebe novas acusações de estar ensinando heresias; mas não para de pregar na Capela de Belém. Em 1411, Huss é excomungado de sua congregação, e todos os cultos, cerimônias de batizado e funeral foram anulados. Tal ato trouxe grande revolta nos cidadãos de Praga, os quais defenderam a Huss.
O cúmulo da corrupção papal sucedeu em 1412, quando João XXIII lançou uma cruzada contra o Rei Ladislau de Nápoles, e ofereceu a remissão completa de pecados a todos os que participassem na guerra, ou a venda da indulgência para os que a suportassem. Ao ouvir tal notícia contrária a todos os preceitos bíblicos, Huss se levanta e ataca o papado de usar sanções espirituais e indulgências para fins pessoais e políticos. Em contra-ataque, Jan Huss foi excomungado de Roma e obrigado a deixar Praga.

A Intimidação Se Inicia Durante o seu exílio, Huss teve a oportunidade de concluir uma de suas obras mais importantes, “De Ecclesia”. No ano de 1414, os líderes da Igreja Romana se reuniram para um Concílio em Constança (atualmente na Alemanha), e John Huss foi convocado a comparecer a fim de esclarecer seus ensinos controversiais com o da Igreja. O imperador Boêmio, Sigismund, prometeu salvo-conduto, mas, após um mês em Constança, os seguidores do Papa João XXIII o prenderam, e ele foi impelido pelo Concílio de se retratar. Huss permanceceu preso durante os sete meses de seu julgamento, e pouca oportunidade foi-lhe dada de se defender. Por não voltar atrás, Jan Huss foi condenado como herege, despido e queimado na estaca fora da cidade no dia 6 de julho de 1415.

Huss morreu cantando o hino em grego “Kyrie eleeson” (Senhor, tem misericórdia). O local de sua morte é marcado até hoje com uma pedra memorial. Como Wycliff, Huss lutou pela reforma da Igreja pagando o preço com sua vida. Os perseguidores destruíram o corpo, mas não os ensinos de Huss, que foi espalhado por toda a Europa por seus discípulos mais radicais, conhecidos como Taboritas. Destes discípulos surgiu a Igreja Moraviana, a qual tornou-se mais tarde numa das igrejas de mais visão missionária da História da Igreja. O resultado do trabalho de Huss e de tantos outros foi vista um século depois, na pessoa de Lutero.

Fonte: Blog Corra Para Jesus

15 de dez de 2010

PRINCÍPIO DO SER

É possível para nós alcançar o nirvana? O fato é que vocês são o nirvana. O nirvana está à disposição de vocês vinte e quatro horas por dia. É como a onda e a água. Vocês não precisam procurar o nirvana em outro lugar ou no futuro. Porque já são ele. O nirvana é o princípio do seu ser.

Uma das maneiras de alcançar o mundo do não-nascimento e da não-morte é alcançar o mundo do nascimento e da morte. Seus próprios corpos contém nirvana. Seus olhos, nariz, língua, corpo e espírito contém nirvana. Se se aprofundarem bastante nele, alcançarão o princípio dos seus seres.

Se pensam que só conseguirão alcançar Deus abandonando tudo no mundo, duvido que conseguirão alcançá-lo. Se estiverem buscando o nirvana rejeitando tudo que existe em vocês e à sua volta, ou seja, forma, sentimentos, percepção, concepções mentais e consciência, não conseguirão atingir o nirvana de maneira alguma. Se eliminarem todas as ondas, não haverá água para tocar.

Thich Nhat Hanh (Vietnã, 1926 ~)
“Jesus e Buda, irmãos”, cap. 1

Fonte: Blog Samsara

HUMILDADE E SABEDORIA

Olá! Leia e reflita! Que Deus o (a) abençoe!

"Ela [a sabedoria] porá um belo diadema sobre a sua cabeça e lhe dará de presente uma coroa de esplendor" (NVI).

Este versículo encerra a orientação que Davi deu a seu filho Salomão (vv. 4b-9) quando este era pequeno.

E ele conclui, colocando mais dos benefícios providos pela sabedoria para os que a abraçam: "Ela porá um belo diadema sobre a sua cabeça".
A idéia é que, de alguma maneira, a sabedoria colocará algo em você que o deixará mais bonito.

Vamos explicar isso. A idéia é um ornamento. Os ornamentos são colocados para embelezar ambientes.

Por falar nisso, amo este versículo do Salmo 93.5, que diz: "A santidade, Senhor, é o ORNAMENTO perpétuo da Tua casa".

Assim como a santidade embeleza a casa do Senhor, a sabedoria embeleza aquele que a abraça (v. 8).

"E lhe dará de presente uma coroa de esplendor". Algumas observações: 1) "de presente" - o resultado prático de se escolher a sabedoria é ser presenteado com glória. Não no sentido de receber algo que deve ser dado a Deus somente; mas no sentido de ser reconhecido pelas escolhas sábias que faz; e 2) "coroa de esplendor" - sem dúvida, a coroa era o símbolo de maior autoridade, poder e glória que o ser humano conhecia naquela época.
Em outras palavras, nada pode trazer melhores resultados do que a aquisição e a prática da sabedoria. Era válido naquela época; continua perfeitamente válido hoje.

É interessante observarmos que Salomão comprou essa idéia de Davi. Vemos isso quando Deus lhe pergunta o que ele deseja quando assume o trono. Sua resposta foi: "Sabedoria" (1 Rs 3).
Repare nas primeiras palavras de Salomão antes de pedir por sabedoria. Ele confessa a Deus: "Não passo de uma criança, não sei como conduzir-me" (1 Rs 3.7).

A aquisição da sabedoria começa com a humildade. Fico maravilhado com a reação de Deus ao pedido dele: "Estas palavras agradaram ao Senhor" (v. 10a). Deus ama a pessoa de coração humilde.
E DAÍ??? Com que frequência me humilho diante do Senhor pedindo a Ele pra obter o discernimento que não tenho?
Ou será que procuro esgotar todas as minhas (finitas) forças (numa demonstração evidente de orgulho) antes de dizer: "Deus, eu preciso de Ti"?
Quem mais sofre com essa escolha tola, de não pedir o discernimento divino antes de agir (Tg 1.5), é quem assim escolhe.

Sugestão de Leitura: 1 Reis 3: 3-15

Contribuição: Levi Carvalho - Fonte: Devocional por Ricardo Alves

13 de dez de 2010

RITUAL DE SANTO DAIME

11 de dez de 2010

13 DE DEZEMBRO - DIA DE SANTA LUZIA


Obrigado Santa Luzia!

Proteja nossos olhos físicos e nossos olhos espirituais para vermos sempre a LUZ de DEUS!




9 de dez de 2010

ESPÍRITOS ELEMENTARES

P: - Existem os chamados Espíritos elementais ou Espíritos da Natureza?
R: - Sim, existem os espíritos que contribuem em favor do desenvolvimento dos recursos da Natureza. Em todas as épocas eles foram conhecidos, identificando-se através de nomenclatura variada, fazendo parte mitológica dos povos e tornando-se alguns deles ‘deuses’, que se faziam temer ou amar.

P: - Qual é o estágio evolutivo desses espíritos?
R: - Alguns são de elevada categoria e comandam os menos evoluídos, que se lhes submetem docilmente, elaborando em favor do progresso pessoal e geral, na condição de auxiliares daqueles que presidem aos fenômenos da Natureza.

P: - Então eles são submetidos hierarquicamente a outra ordem mais elevada de Espíritos?
R: - De acordo com o papel que desempenham, de maior ou menor inteligência, tornam-se responsáveis por inúmeros fenômenos ou contribuem para que os mesmos aconteçam. Os que se fixam nas ocorrências inferiores, mais materiais, são, portanto, pela própria atividade que desempenham, mais atrasados submetidos aos de grande elevação, que os comandam e orientam.

P: - Estes Espíritos se apresentam com formas definidas, como por exemplo fadas, duendes, gnomos, silfos, elfos, sátiros, etc?
R: - Alguns deles, senão a grande maioria dos menos evoluídos, que ainda não tiveram reencarnações na Terra, apresentam-se, não raro, com formas especiais, pequena dimensão, o que deu origem aos diversos nomes nas sociedades mitológicas do passado. Acreditamos pessoalmente, por experiências mediúnicas, que alguns vivem o Período Intermediários entre as formas primitivas e hominais, preparando-se para futuras reencarnações humanas.

P: - Quer dizer que já passaram ou passam, como nós, Espíritos humanos, por ciclos evolutivos, reencarnações?
R: - A reencarnação é lei da Vida através de cujo processo o psiquismo adquire sabedoria e ‘desvela o seu Deus interno’. Na questão 538 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec interroga: “Formam categoria especial no mundo espírita os Espíritos que presidem os fenômenos da Natureza? Serão seres à parte ou Espíritos que foram encarnados como nós?” E os Benfeitores da Humanidade responderam: “Que foram ou que serão“.

P: - Algum dia serão ou já foram homens terrestres?
R: - Os mais elevados já viveram na Terra, onde desenvolveram grandes aptidões. Os outros, menos evoluídos, reencarnar-se-ão na Terra ou outros mundos, após se desincumbirem de deveres que os credenciem moral e intelectualmente, avançando sempre, porque a perfeição é meta que a todos os seres está destinada.

P: - O elementais são autóctones ou vieram de outros planetas?
R: - Pessoalmente acreditamos que um número imenso teve sua origem na Terra e outros vieram de diferentes mundos, a fim de contribuírem com o progresso do nosso planeta.

P: - Que tarefas executam?
R: - Inumeráveis. Protegem os vegetais, os animais, os homens. Contribuem para acontecimentos diversos: tempestades, chuvas, maremotos, terremotos… interferindo nos fenômenos “normais” da Natureza sob o comando dos Engenheiros Espirituais que operam em nome de Deus, que “não exerce ação direta sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos“, como responderam os Venerandos Guias a Kardec, na questão 536b de “O Livro dos Espíritos”.

P: - Todos eles sabem manipular conscientemente os fluidos da Natureza?
R: - Nem todos. Somente os condutores sabem o que fazem e para o que fazem, quando atuam nos elementos da Natureza. Os mais atrasados “oferecem utilidade ao conjunto” não suspeitando sequer que são “Instrumentos de Deus“.

P: - Nós não os vemos normalmente. Isto significa que não se revestem de matéria densa?
R: - O conceito de matéria na atualidade, é muito amplo. A sua “invisibilidade” aos olhos humanos, a algum indivíduo, demonstra que sejam constituídos de maneira equivalente aos demais espíritos da Criação. Encontram-se em determinada fase de desenvolvimento, que são perceptíveis somente aos médiuns, as pessoas de percepção especial, qual ocorre também com os Espíritos Nobres, que não são detectados por qualquer pessoa destituída de faculdade mediúnica.

P: - Qual é o habitat natural desses Espíritos?
R: - A erraticidade, o mundo dos Espíritos, pertencendo a uma classe própria e, portanto, vivendo em regiões compatíveis ao seu grau de evolução. “Misturam-se” aos homens e vivem, na grande maioria, na própria Natureza, que lhes serve de espaço especial.

P: - Uma das grandes preocupações da humanidade, atualmente, é a preservação do equilíbrio ecológico. Qual a atitude ou providência que tomam quando a Natureza é desrespeitada pelos homens?
R: - Quando na infância do desenvolvimento, susceptíveis às reações mais primitivas, tornam-se agressivos e revoltados. À medida que evoluem, fazem se benignos e se apiedam dos adversários da vida em qualquer forma pela qual esta se expressa. Assim, inspiram a proteção à Natureza, o desenvolvimento de recursos que a preservem, a sua utilização nobre em favor da vida em geral, em suma, “fazem pela Natureza o que gostariam que cada qual fizesse por si mesmo“

Entrevista com Divaldo Franco
Fonte: site o Mensageiro

8 de dez de 2010

JESUS E A IMORTALIDADE

Jesus e a Imortalidade - Nazareno Feitosa por Fernanda Santos no Vimeo.


Paz do Cristo!

2 de dez de 2010

VIDA APÓS A VIDA

Excelente entrevista com Wagner Borges.

Perfeita a colocação do Wagner Borges quando diz "...o amor deve ser voltado para a Consciência que partiu e não para os despojos físicos..."



Viva Judith Barbosa de Carvalho, ETERNA, VIVA, TRABALHADORA DO CRISTO!!!

30 de nov de 2010

COMO DEVEMOS OFERENDAR NOSSOS ORIXÁS SEM AGREDIR A NATUREZA?

Texto de Géro Maita

Chegamos a mais um final de ano e no rito Umbandista as praias do litoral Paulista são tomadas por diversas tendas, centros ou terreiros de Umbanda num espetáculo de fé e amor a Mãe das águas salgadas YEMANJÁ.
Infelizmente nos dias de hoje com tanta informação sobre meio ambiente e pela necessidade de preservarmos o mesmo, encontramos logo após os festejos a Mãe Yemanjá as praias tomadas por um acumulo de lixo com sacos plásticos, garrafas, espinhos e demais elementos utilizados como ofertatório a um dos Orixas mais festejados a céu aberto no ritual umbandista.
Mas nos questionamos:
Se hoje lutamos dentro da Umbanda por um estudo teológico e doutrinário.
Por respeito de lideranças religiosas aos cultos sagrados praticamos na fé Umbandista
Pela separação do que é religião Umbandista e ditos "Pais e Mães de postes" e pelo atendimento raciocinado nos terreiro, por ainda não damos tanto valor preservação dos pontos de forças dos Sagrados Orixas?
É comum vermos não só em praias, mas em cachoeiras, estradas, pedreiras e demais pontos de forças dos Orixas uma verdadeira sujeira logo após os ritos ofertatórios aos mesmos.
Consciência religiosa vem também de dentro para fora do terreiro me se cada um fazer sua parte conseguiremos mais esta vitória.
Algumas dicas de preservação e oferendas inteligentes:
Não deixe vidros cortantes, ou louças nas oferendas: Além de serem dificeis de se decomporem na natureza, oferecem um grande risco aos que ali vão pisar depois, tanto para animais como para seres humanos, dê preferencia para elementos que se diluam rapidamente na natureza sem feri-la.
Use somente as pétalas as flores: Pois além de serem rapidamente consumidas pela natureza virando humos, não corremos o risco de com os espinhos contidos em seus galhos ferirem os pés de crianças e adultos que transitem pelas praias
Cuidado aonde acende sua vela: Tenha a cautela de recolhe-la após o rito e terminar de queima-la em seu altar, é triste presenciarmos a sujeira que isso deixa em alguns lugares e o risco de incêndio que pode causar
YEMANJÁ é uma energia, uma qualidade divina, ELA NÃO COME, NÃO BEBE, NÃO USA PERFUME nem tão pouco PENTEA OS CABELOS. Sou umbandista, respeito as oferendas, mas não podemos crer ainda que uma força da natureza PENTEIE OS CABELOS, BEBA CHAMPANHE OU COMA ALGUMA COISA, estes elementos "despachados" no mar somente poluem o mesmo, isso é mais uma atitude de consciência que devemos ter.
Sei que minhas palavras não serão compreendidas por todos, mas um culto a um Orixa dever ser repleto de amor, carinho, respeito doutrinário e fé, o elemento é mais fixador de energia vibratória do que religiosa.
E se ouvimos tanto falar que o "mundo de cá" é uma cópia do "mundo de lá", mentalize suas flores, doe seu amor incondicional a Yemanjá ou quaquer outro Orixa que isso chegará até ele de forma singela e sem agredir ao meio ambiente.
É preciso e chegado o momento de renovarmos nossos conceitos!

Rogando bênçãos a Mãe Yemanjá

Géro Maita - Sacerdote Umbandista
http://www.umbandadobem.com/

Postado por Centro Espiritualista de Umbanda Esperança
http://ceuesperanca.blogspot.com/


JESUS NÃO ERA EVANGÉLICO

Fico a conjecturar, se houvesse um retrocesso na história e Jesus voltasse novamente, não entre nuvens do céu na parousia em poder e glória, mas, novamente como o singelo profeta da Galiléia, e visitasse as zilhões de igrejas espalhadas pelo planeta que se intitulam cristãs, se Ele seria simpatizante de algumas das denominações instituídas do nosso tempo. Com certeza os “conheço as tuas obras” e os “tenho, porém, contra ti” sobre esses agrupamentos ditos evangélicos, atingiriam dimensões colossais.

Ora, Jesus, uma vez entre nós outra vez, certamente usaria da mesma sabedoria que usou quando andava pela Terra, nas ruas da Palestina, não aderindo a nenhum dos postulados dessas denominações, das propostas das grandes corporações da fé e dos super conglomerados da religião, das igrejas-empresa que superestimam números, estatísticas e resultados de crescimento numérico, não se encaixando em nenhuma bitola teológica sistemática ou dogmática, não se deixando caber em nenhuma fôrma doutrinária.

Essa recusa de ser domesticado pelos chicotes dos domadores do circo da religião atual é a mesma reação com que Ele se negou intermitentemente em tomar partido por qualquer das facções religiosas, políticas e humanitárias de Sua época: Os fariseus, com sua sobrecarga de regras e manias de assepsia exagerada, se vendo como santos de pau oco; os saduceus, sacerdotes profissionais do templo, incrédulos mundanizados que não criam na vida sobrenatural e futura; os essênios, escapistas, fugindo do mundo e se refugiando em mosteiros no deserto, achando que eram os exclusivos filhos da luz, que todas as pessoas do mundo estavam nas trevas, e iam torrar no fogo do inferno; os pragmáticos zelotes, xiitas radicais que esperavam derrubar o Império Romano se utilizando da violência das armas; os herodianos, entreguistas, colaboracionistas, puxa-sacos da família de Herodes, rei fantoche marionetado pelo governo romano.

Com certeza Jesus, se voltasse ao nosso tempo e adentrasse pelas naves das igrejas evangélicas da atualidade, não se deixaria seduzir pela pompa de seus cultos, pelo aparato ofuscante da maioria de suas liturgias, com Cristo exposto no nome, nos hinos e nas pregações, mas sem Cristo na devoção do coração, e não se alumbraria com suas proposições arrogantes, suas insolências fundamentalistas, seus testemunhos mirabolantes, suas pseudo-curas dissimuladas, por seus eternos cabos de guerra doutrinários puxados pelos defensores ferrenhos do calvinismo e do arminianismo, suas ênfases maniqueístas dicotômicas e esquizofrênicas, sua doutrina triunfalista com promessas de céu na terra, seus argumentos furados de prosperidade a qualquer preço, cujo slongan ortoprático é: “Os fins não justificam os meios. Tudo por mim mesmo e pela causa da minha conta bancária”.

E mais, Jesus detectaria de cara, traços inconfundíveis dos partidos religiosos de seu tempo camuflados na igreja da atualidade como os novos fariseus, com suas igrejas repletas de líderes de mente reduzida e exclusivista, com suas reações preconceituosas contra quem é e pensa diferente; os novos saduceus hedonistas que querem sentir prazer sensual em seus cultos preparados para entreter e acariciar seus egos mimados; os novos zelotes, que condenam e violentamente matam sumariamente os que não pensam como eles; os novos herodianos que vivenciam um cristianismo camaleônico, mimético e diluído entre o amor obsessivo ao dinheiro e o compromisso com as causas reais do Reino de Deus.

Jesus se voltasse hoje, teria que chamar novamente novos seguidores retirados das ruas, homens simples, alijados pela igreja e pela sociedade, e agregaria gente sincera e inconformada de dentro das igrejas instituídas e fundaria uma nova igreja, à semelhança do que aconteceu a dois mil e poucos anos atrás.

Essa igreja, a nova comunidade que encarna Cristo, a nova sociedade alternativa composta de discípulos que desacreditam no cristianismo falido dos nossos tempos com toda a sua sobrecarga de patologia e esquizofrenia aguda, mas que, apesar dos pesares, ainda amam e insistem em seguir a Jesus.


Por: MANOEL SILVA FILHO, DO BLOG GENIZAH

26 de nov de 2010

EVANGELIZAÇÃO INFANTIL NA UMBANDA (APEU)

"Jesus ensinou que as crianças são mensageiras de Deus na Terra. Ter crianças presentes no Terreiro, nos mostra que a Casa é abençoada pelo Pai."
Caboclo Ubatuba - Mentor Espiritual da APEU.

MONJA COEN E A TOLERÂNCIA RELIGIOSA



PERGUNTE AO RABINO - O QUE É MEZUZÁ?




PORQUE SOU ESPIRITUALISTA

Amigos, confiram abaixo um precioso estudo realizado pelo irmão de UniLuz, da Sociedade Antroposófica, Valdemar Setzer sobre suas convicções espiritualistas.


1. Introdução

Quando escrevi um artigo sobre a pena de morte, motivado pela discussão aberta com a tragédia ocorrida no Rio de Janeiro com o menino João Hélio, abordei um aspecto que não é encontrado nas discussões sobre o assunto. Em geral, pensa-se exclusivamente na proteção da sociedade e, eventualmente, diminuir seus gastos com o confinamento de assassinos. O aspecto mais importante que se considera do ponto de vista do indivíduo que cometeu o crime é que ele deve pagar pelo que fez. Naquele artigo, abordei um outro aspecto individual. Considerando cada ser humano como um ser que possui uma essência não física, e que sua vida tem como finalidade o aperfeiçoamento dessa essência, argumentei que não tínhamos o direito de matar ninguém, e portanto impedir seu desenvolvimento; talvez, para seu desenvolvimento, ele precise passar pela experiência de conviver com a lembrança de seus atos e sentir a consequência dos mesmos. Além disso, não se pode prever se um criminoso não vai se regenerar e produzir algo positivo e essencial para a humanidade. Infelizmente, às vezes é necessário confinar uma pessoa perigosa para a sociedade, mas isso não significa executá-la.

Esse argumento só faz sentido quando se supõe, como hipótese de trabalho, a existência daquela essência não física no ser humano. Quando escrevi aquele artigo, pus-me a justificar por que adotava essa hipótese. Percebi, então, que me alongava demais; assim, resolvi escrever o presente artigo, para poder referenciá-lo no anterior e entrar aqui em muito mais detalhes sobre o tema do presente título. Como o assunto é delicado, pois vai contra a mentalidade materialista imperante hoje no mundo (como veremos, inclusive em muitos meios que se dizem religiosos), foi necessário estender-me bastante.

Como se verá, as ideias aqui expostas não são as comuns que se encontram em escritos que abordam o espírito e o espiritualismo. Para evitar de pronto mal-entendidos, devo deixar claro que não sou espírita, pois não considero o mediunismo um caminho de conhecimento adequado para o ser humano moderno. Devo também dizer que sou um espiritualista que procura preservar o que há de mais importante na contribuição científica moderna: a clareza de pensamento, a observação sem preconceitos, a descrição de fenômenos e a formulação de ideias por meio de conceitos e não de sentimentos. Meu enfoque científico é um superconjunto próprio do enfoque científico materialista corrente, isto é, como veremos no item 3, admito todos os fatos científicos, e vários julgamentos científicos, mas também admito outros que escapam à ciência materialista atual.

No item 2 caracterizo o que entendo por materialismo e espiritualismo, traçando brevemente a evolução da história do pensamento sob esse prisma. No item 3 argumento que a ciência atual é materialista, e nos 4 e 5 apresento evidências que corroboram a hipótese espiritualista, tanto do ponto de vista do universo como pessoal de cada ser humano, isto é, observável por qualquer pessoa em si mesmo. No item 6 exponho minha teoria para uma questão milenar: como se pode compreender que algo não físico pode atuar sobre algo físico? No item 7, mostro como se poderia expandir o paradigma científico de hoje para investigar o mundo não físico. No item 8, discorro sobre o fato de que cada pessoa deve escolher a hipótese materialista ou a espiritualista e orientar sua vida segundo a mesma, e no 9 abordo as consequências de se escolher uma ou outra, fazendo uma incursão no pensamento religioso tradicional. No item 10, mostro que existe uma cosmovisão espiritualista que considero satisfatória, e dou suas características gerais, e no 11 faço um resumo de minhas hipóteses de trabalho e tiro breves conclusões. No item 12 dou algumas poucas referências bibliográficas adicionais às citações, feitas no texto, de alguns de meus artigos que estão em meu site.

Este é um assunto delicado; como abordo enfoques não tradicionais, convido os leitores a enviarem suas reações, comentários e sugestões (ver meu endereço de e-mail no topo de minha home page).

Depois de escrito este artigo, escrevi o "Ciência, religião e espiritualidade", que complementa o presente em vários aspectos. Por exemplo, nele eu caracterizo o que chamei de "espiritualismo científico", que é o a minha concepção de mundo.

25 de nov de 2010

RAMATIS, UMA PROPOSTA DE LUZ | GLAUCO TAVARES

Os benefícios da Yoga e Meditação. Glauco fala dos diferentes tipos de yoga, pranayama, escrituras sagradas e muito mais.





Fiquem com Deus!

24 de nov de 2010

MENSAGEM SEMANAL DO MESTRE HILARION (PAULO DE TARSO)

Meus Queridos,

Então, à medida que a limpeza e o processo de cura continuam para cada um de vocês e à medida que esses processos acontecem no seu coração, sentimentos começam a aflorar, sentimentos de esperança, de paz, de abundância e alegria.

Saboreiam esses momentos, Queridos Corações, pois através desses momentos, vocês elevaram o campo vibratório em volta de seu Querido Planeta Terra.

Cada momento vivido na abundância é um momento para a magia acontecer, cada momento gasto rindo é um momento para os milagres acontecerem. Cada momento, é Tudo o Que é no aqui e agora. Veja-se saboreando o momento, se você estiver andando, saiba que isso é o que você é nesse momento-você está andando. Se você estiver lavando as janelas, sinta-se completamente nesse momento. Comecem a focar a sua atenção sempre no aqui e agora.

À medida que fazem isso irão achar que estão em um estado de consciência maior na sua experiência do seu EU experimentando o Eu em você.

À medida que você pratica essa disciplina a cada dia, irá descobrir o seu poder interior e isso irá capacitá-lo para executar os milagres na sua vida. Estar no seu corpo é um milagre por si só. É um privilegio, uma honra e uma grande aventura. Fique consciente ao milagre que você é, observe as suas ações e se você não gosta de algo em sua vida, mude-a.

Existem sempre novos caminhos para serem vistos e analisados para cada situação, que trazem soluções novas e animadoras que conseguem superar e lavar os antigos padrões e temas apenas dando a essas novas idéias uma chance para entrarem na sua consciência e enraizar, limpando de uma vez essas antigas questões.

Esse é o caminho da Maestria de seu Ser, para chegar ao seu poder total de um Ser Divino de Luz iluminado, espalhando os seus bons pensamentos e sentimentos em qualquer lugar que você se mover, vivendo a cada momento como o amor que você personifica e verdadeiramente é. Permita que a sua luminosidade de seu interior brilhe para adiante!

Alguma vez vocês já imaginaram do por que de vocês estarem experimentando sentimentos da escuridão? É por que vocês precisam reconhecer os seus sentimentos de iluminação, para conhecerem além das sombras da dúvida se vocês estão na Luz, pois não importa quais dificuldades que vocês estiverem experimentando, vocês são da Luz e vocês nunca estão sozinhos sempre permitindo o amor entrar em seus corações irão transformar o momento. Façam do amor a sua linha base, Amados. Se existe alguma coisa ou alguém que você não confia plenamente e que lhe traz sentimentos de insegurança, assuma o risco e apenas ame e permita-se isso,em vez de resistir ao que aparentemente é.

No momento que você fizer isso, uma transformação acontece no seu interior então a sua situação e seu Mundo em sua volta estará mudada. O seu Mundo pessoal e os eventos neles não acontecem por acaso, por acidente, eles são trazidos através de seus processos de pensamentos e é claro iluminado pela sua Grande Divina Presença Eu Sou para um propósito maior de expansão de sua alma e de consciência, pois são nas suas maiores mudanças e atritos que a maestria de seu Eu acontece.

Cada um de vocês está aprendendo uma vez mais, a Maestria do seu Eu estando no seu corpo físico. Cada um de vocês é um alquemista tornando chumbo em ouro. Vocês são o ouro, Meus Amados, e têm mérito pois cada esforço que vocês sempre fizeram foi para fazer isso acontecer. Vocês são as crianças douradas do Criador. A Luz Dourada do Consciência Crística fluindo através de cada célula e átomo de seu Ser, através de cada chacra e centros de poder, cada poro de sua pele. Tomem esse pensamento e construam sobre ele todos os dias, a cada dia, pois vocês são ISSO!

Amem-se incondicionalmente e pratiquem a manifestação através de seu Ser, vivenciando diariamente,os nove frutos do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, bondade, generosidade, ser verdadeiro e autocontrole. Essa é de verdade a estrada da Maestria.

Até a semana que vem...

Eu Sou Hilarion

19 de nov de 2010

A HISTÓRIA DE SATANÁS

EXCELENTE DOCUMENTÁRIO! Todos devem assistir para refletirem sobre este tema que vem se perpetuando há milênios e atrasando nossa evolução!













ORIGEM DA CRENÇA NOS DEMÔNIOS
1. Em todos os tempos os demônios representaram papel saliente nas diversas teogonias, e, posto que consideravelmente decaídos no conceito geral, a importância que se lhes atribui, ainda hoje, dá à questão uma tal ou qual gravidade, por tocar o fundo mesmo das crenças religiosas. Eis por que útil se torna examiná-la, com os desenvolvimentos que comporta.
A crença num poder superior é instintiva no homem.
Encontramo-la, sob diferentes formas, em todas as idades do mundo. Mas, se hoje, dado o grau de cultura atingido, ainda se discute sobre a natureza e atributos desse poder, calcule-se que noções teria o homem a respeito, na infância da Humanidade.

7. Satanás, o chefe ou o rei dos demônios, não é, segundo a Igreja, uma personificação alegórica do mal, mas uma entidade real, praticando exclusivamente o mal, enquanto que Deus pratica exclusivamente o bem.
Tomemo-lo, pois, tal qual no-lo representam. Satanás existe de toda a eternidade, como Deus, ou ser-lhe-á posterior?
Existindo de toda a eternidade é incriado, e, por conseqüência, igual a Deus. Este Deus, por sua vez, deixará de ser único, pois haverá um deus do mal. Mas se lhe for posterior?
Neste caso passa a ser uma criatura de Deus. Como al, só praticando o mal por incapaz de fazer o bem e tampouco de arrepender-se, Deus teria criado um ser votado exclusiva e eternamente ao mal. Não sendo o mal obra de Deus, seria contudo de uma das suas criaturas, e nem por isso deixava Deus de ser o autor, deixando igualmente
de ser profundamente bom. O mesmo se dá, exatamente, em relação aos seres maus chamados demônios.

Trecho retirado do livro O Céu e o Inferno por Allan Kardec.

Fonte: Site da Revista Cristã de Espiritismo

GOVERNANDO NOSSA BOCA

Por Rick Warren

Se você é um profissional típico do mundo dos negócios, mantém em média 30 conversações por dia, vai gastar 20% de sua vida falando e vai pronunciar palavras suficientes para encher 66 livros de 800 páginas!

O homem fala em média 20.000 palavras por dia. Uma mulher 30.000 (talvez isso explique porque alguns maridos não têm nada a dizer quando chegam em casa à noite, ocasião em que as esposas estão ansiosas para conversar!). Enquanto o homem já esgotou a sua cota de 20.000 palavras diárias no trabalho, sua esposa pode ter feito o mesmo e ainda ter um estoque de 10.000 palavras para usar!

Somos um mundo de tagarelas. A conversa está em toda a parte: pelo rádio, programas televisivos de entrevistas, telefones celulares...

O problema é que quanto mais a gente fala, maiores são as chances de nossa boca nos colocar em apuros!

Eis aqui algumas sugestões extraídas da Bíblia sobre como governar a boca:

Pense antes de falar! Faça uma pausa e acione a engrenagem da sua mente antes de abrir a boca.
“Pessoas inteligentes pensam antes de falar. O que dizem, então, é muito mais convincente” (Provérbios 16:23).
"Você terá que viver com as conseqüências de tudo quanto disser" (Provérbios 18:20).

Fale sempre a verdade! Com freqüência deixamos de dizer a verdade para evitar conflitos. Não queremos “entornar o caldo”, mas, ao final, isso só torna as coisas ainda piores. A desonestidade destrói relacionamentos.
“Aquele que retém a verdade causa problemas” (Provérbios 10:20).

O verdadeiro amigo usa de honestidade.
“A resposta honesta é sinal de uma amizade verdadeira” (Provérbios 24.26).
“Afinal de contas, as pessoas apreciam mais a franqueza do que a bajulação” (Provérbios 28.23).

Fale a verdade com amor! Este é o filtro para o segundo item citado acima. Jamais empunhe a verdade como bastão para nocautear outra pessoa.

“Palavras descuidadas podem ferir tão profundamente quanto uma espada, mas palavras ditas com sabedoria podem promover cura” (Provérbios 12.18).
“Uma palavra de encorajamento opera maravilhas" (Provérbios12.25).

Fale para curar, não para ferir. Usando palavras descuidadas geralmente podemos causar danos mais duradouros do que a injúria física.
Por isso, devemos ter cuidado com o uso que fazemos das palavras, a fim de que elas produzam resultados positivos, benéficos.
“Não permitam que nenhuma palavra prejudicial escape de sua boca, mas somente aquelas que sirvam para ajudar no progresso do outro, de acordo com suas necessidades, e possam beneficiar aos que as ouvem" (Efésios 4.29).

Finalmente, peça que Deus o ajude a governar sua boca. Amo a tradução da Bíblia Viva do Salmo 141:3:
“Ó, Senhor, ajuda-me a tomar cuidado com o que falo!”

Em outras palavras: “Ajuda-me a manter a minha boca fechada!”


Questões Para Reflexão ou Discussão


1. Você é tagarela ou uma pessoa calada? Que você achou das estatísticas mencionadas acerca do número de palavras proferidas?

2. Você já feriu outra pessoa com algo que disse? Alguém já disse algo que causasse dano a você?

3. Das sugestões apresentadas qual lhe parece mais importante?

4. Você acha que tem algo que você poderia fazer visando ser mais cuidadoso com as coisas que diz para outras pessoas e a forma como o faz?

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos:

Provérbios 10:19 a 32; 15:1 e 2 e 4 e 23; 18:7 e 8 e 21; 25:15; Tiago 3:3 a 12.

Contribuição: Levi Carvalho


Muita paz, muita luz!

18 de nov de 2010

GAYATRI MANTRA EXPLICADO

O Gayatri mantra é, junto com o OM, o mantra mais conhecido e cantado na Índia.
Ele representa a essência do conhecimento védico e foi percebido e depois ensinado pelo sábio Vishwamitra.

HISTÓRIA
Certo dia, o rei Viswamitra estava caçando nas florestas do Himalaia e chegou nas proximidades do eremitério do sábio Vasishtha. As tropas do rei estavam cansadas e famintas.
Vasishtha saldou o rei e pediu a Kamadhenu, sua vaca que podia conceder todos os desejos, que provesse alimento para o rei e suas tropas.
Vishwamitra ficou impressionado com a vaca mágica e pensou que essa vaca poderia das conta de todas as necessidades dele, de suas tropas e de seu reino.
Se aproximando de Vasishtha ele pediu a vaca como presente mas o sábio respondeu negativamente, dizendo que somente aqueles que eram realizados na verdade de Brahman poderiam ter a vaca.

Vishwamitra ficou muito ofendido e se enfureceu, ordenando que suas tropas tomassem a vaca a força. Vasishtha então ordenou à vaca que produzisse milhares de guerreiros celestiais, que deram uma lição nas tropas de Vishwamitra, as espantando do eremitério.
Percebendo o que ocorreu, Vishwamitra realizou que toda a sua opulência, armas e exércitos não valia de nada perto da realização yogue de um Brahmarishi (título concedido aos mais altos sábios realizados em Brahman, como Vasishtha). Vishwamitra resolveu ele próprio se tornar um Brahmarishi, abandonando seu reino e adentrando as florestas do Himalaia para praticar meditação profunda em Brahman.

Por muitos anos ele praticou exercícios espirituais e meditação, conseguindo grande poderes yogues. Vendo o avanço de Vishwamitra, Indra, o deus celestial, se assustou etemeu que Vishwamitra pudesse o suceder no comando dos céus. Assim, enviou uma bela ninfa para distrair a meditação de Vishwamitra.

O rei se viu vítima da paixão e se enamorou da ninfa, que engravidou e deu a luz a uma linda menina. Quando se deu conta de que a luxúria havia consumido todos os anos de esforço e meditação, Vishwamitra renunciou sua esposa e filha e mais uma vez entrou em meditação profunda.

Desta feita, Vishwamitra conseguiu poderes ainda maiores e Indra, mais uma vez mandou uma ninfa, que tentou atrapalhar a meditação de Vishwamitra. Tendo sucesso em sua empreitada a ninfa se aproximou do rei, que por sua vez se lembrou da experiência passada e ficou cheio de raiva contra a ninfa por ela ter quebrado sua meditação profunda.Vishwamitra, então, transformou a ninfa numa pedra.

Foi só então que Vishwamitra percebeu que a raiva e ira haviam consumido todos os anos de sua intensa prática espiritual.Mas com perseverança inquebrantável, Vishwamitra subiu mais alto no Himalaia e entrou mais uma vez em meditação profunda.

Durante esse período, um outro rei se aproximou do sábio Vasishtha e pediu a ele para realizar um grande sacrifício do fogo para que o ajudasse a atingir o paraíso com seu corpo carnal e com sua consciência atual, o que Vasishtha recusou prontamente.
Ofendido e revoltado o rei, chamado Trishunku, se aproximou de Vishwamitra.

Vishwamitra viu nesse encontro uma oportunidade de ser vingar de Vasishtha, mostrando seus poderes yogues. Feito o sacrifício do fogo, Vishwamitra mandou o rei ao plano de Indra, com corpo e consciência terrena. Sabendo ser impossível manter o rei no plano de Indra com o corpo e consciência terrena, Vishwamitra o trouxe de volta, mas enquanto descia das alturas celestiais o rei Trishnku chorou e orou para que Vishwamitra o salvasse. Vishwamitra concedeu a salvação ao rei, criando um sistema estelar apenas para o rei. Ou seja, o seu poder era tão grande que ele criou umcéu/paraíso apenas para o rei.Mas ao fazer isso, Vishwamitra percebeu que todo o esforço de sua meditação e exercícios espirituais intensos foram em vão.

Mais uma vez ele se viu decepcionado e vez o voto de não sair mais de sua meditação profunda. Quando Vishwamitra se deu por satisfeito com sua prática, Brahma em pessoa apareceu ante ele e disse que estava muito satisfeito com a intensidade da prática de Vishwamitra, concedendo-lhe o título de Maharishi (Grande Sábio). Entretanto, Brahma lhe avisou que para se tornar um Brahmarishi ele deveria ser abençoado pelo Sábio Vasishtha. Ao dizer isso, Brahma desapareceu.Mesmo atingido o estado de Maharishi, Vishwamitra se frustrou ao pensar que depois de tudo ainda teria que recorrer ao sábio Vasishtha para ser abençoado.

Com ciúme da posição de Vasishtha ele pensou que se o matasse ele não precisaria das bênçãos para se tornar um brahmarishi.Espreitando a casa de Vasishtha ele pegou uma grande pedra para atirar na cabeça de Vasishtha. Mas quando estava próximo ele escutou a esposa de Vasishtha, Arundhati, dizendo que já que Vishwamitra havia se tornado um grande homem, ele deveria abençoá-lo e assim elevá-lo ao estado de Brahmarishi. Vasishtha concordou e disse que assim que Vishwamitra o procurasse ele concederia sua benção.

Ao ouvir isso, Vishwamitra se sentiu profundamente envergonhado, lançou a pedra longe e correu para se curvar diante do grande sábio. Assim, Vasishtha disse a Vishwamitra: "Você mostrou ao mundo que o espírito humano é invencível e não aceita derrota. Você conquistou a luxúria, os desejos, o apego e arrogância, um por um, através de suas intensas práticas espirituais e meditação. A última barreira era o ciúme. Agora você o conquistou também. Salve Brahmarishi Vishwamitra! "

Assim que Vasishtha tocou o ponto entre as sobrancelhas de Vishwamitra, seu chakra frontal se expandiu e ele viu os sete ritmos pelos quais o Cosmo foi criado.

Nesse exato momento, o Gayatri Mantra junto com os sete Vyahritis (lit. ritmos, mas são os sete planos de manifestação consciencial) foi revelado a ele. Vishwamitra tem como tradução possível "amigo (mitra) do Universo
(vishwa)".

O MANTRA
Gayatri é um dos aspectos da deusa Saraswati, esposa de Brahma e que representa o seu poder criativo ou shakti. Saraswati é mitologicamente representada como a protetora e inspiradora das artes, música, literatura e ciência. No entanto, esotericamente ela representa o potencial de expressão da mente humana.

A palavra Gayatri é composta de duas palavras:
Gaya= Florescer, abundar, energizar (vitalizar), energia vital.
Trâyate =o que protege; o que concede a liberação.

Vamos estudar esse mantra, que junto com o OM é o mais importante das tradições hinduístas.

A estrutura do mantra é de 3 linhas com 8 sílabas em cada uma, fazendo um total de 24 sílabas.Cada sílaba estimula os impulsos de criação dentro do Ser.
Assim, por mais que numa análise superficial o entendimento do mantra fique de certa forma bem claro, é importante dizer que a tradução pura e simples do mantra abrange apenas a superfície de sua real significância.

Que fique bem claro que o mantra não se trata apenas de uma oração ou um pedido solene.

Essa métrica de 3 linhas com 8 sílabas em cada uma, fazendo um total de 24 sílabas, é específica do Gayatri e por isso outros mantras que contém essa estrutura são chamados de gayatri também. Temos o gayatri do Ganesha, ou da Lakshmi, por exemplo.

O mantra aparece no Rig Veda da seguinte maneira:

TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHEEMAH
DHIYO YO NAHA PRACHODAYAT

Notem que não há a adição dos Vyahritis (Bhuh, Bhuvah, Swaha[svah]),  pois a métrica do Gayatri deve respeitar as 24 sílabas no total. Mais adiante falaremos sobre os Vyahritis.

Voltemos à métrica do Gayatri:
Como já foi dito, cada sílaba gera impulsos de criação em todo o Ser.
Vamos as 24 sílabas e seu significado esotérico:

1)Tat: Sabedoria Profunda (Brahma Jñana)
2)Sa: Bom uso da energia
3)Vi: Bom uso da riqueza
4)Tu: Coragem durante períodos ruins / acidentes
5)Va:A grandiosidade do convívio amigável com as mulheres
6)Re:A grandiosidade da esposa, que concede toda a fortuna à família
7)Nyam: Adoração e respeito à Natureza
8)Bhar: Controle Mental constante e firme
9)Go: Cooperação e Paciência
10)De: Todos os sentidos sob controle
11)Va: Vida Pura
12)Sya: Unidade do homem com Deus
13)Dhee: Sucesso em todas as esferas
14)Ma: Justiça Divina e Disciplina
15)Hi: Conhecimento
16)Dhi: Vida e morte
17)Yo: Seguir o caminho da retidão
18)Yo: Manutenção da Vida
19)Nah: Cautela e Segurança
20)Pra: Conhecimento das coisas que estão por vir e Doação para o bem
21)Cho: Leitura das escrituras sagradas e Associação com os sábios
22)Da: Auto Realização e Bem Aventurança
23)Ya: Boa Progênie
24)At: Disciplinas da vida e cooperação

Assim, volto a afirmar que o mantra não é uma simples oração ou ode a uma deidade específica, mas sim todo um conjunto de conhecimentos profundos e sutis. Não é a toa que o gayatri mantra é considerado a essência dos vedas. Mas para não ser muito analítico e para dar uma utilidade mais
prática ao mantra, vou me ater a explicar o mantra em suas três linhas com oito sílabas cada. Mas nem por isso o estudo será superficial, como poderão comprovar.

De maneira geral, o Gayatri Mantra é cantado ou pensado da seguinte
maneira:

OM
BHUR BHUVAH SVAH
TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHEEMAH
DHIYO YO NAHA PRACHODAYAT



Vamos a uma tradução aproximada:

OM: de forma simplista podemos dizer que ele é o som primordial, a fonte de toda a criação. Um dos outros nomes pelo qual é conhecido é PRANAVA ou "substrato da vida, princípio vital".
O OM é a base de onde toda a criação tem existência. Ele é o substrato de todo o Conhecimento, é o "pano de fundo" onde o potencial criativo se manifesta.
Não podemos aprofundar o assunto aqui, mas o OM é produto da Shakti, ou Poder Criativo da Consciência [Brahman].
Somente a explicação desse mantra daria um livro, mas para o nosso estudo a definição acima basta.

BHUR BHUVAH SVAH: são 3 das 7 Vyahritis (lit. "palavras, dizeres") percebidas pelo sábio Vishwamitra. Representam 3 dos 7 planos de manifestação da Consciência.

As vyahritis mais o OM são usadas como uma introdução ao mantra.

BHUR é tradicionalmente associada ao plano físico. Esotericamente é a "espiritosfera" (neologia usada para descrever a amplitude da "atmosfera espiritual" pertinente ao planeta, corpo celeste ou parte/ambiente sideral) do planeta Terra.

BHUVAH é lit. "atmosfera". Esotericamente é a espiritosfera imediatamente superior à nossa. Segundo a tradição seria o espaço entre o Sol e a Terra e entre a Terra e os outros planetas. Para o pensamento hindu, todos os planetas são habitados e ao mesmo tempo são consciências distintas, sendo Júpiter o mais avançado (espiritualmente) de todos (em nosso sistema solar).
Lê-se "buvarrá". Em alguns casos, onde o `h' final não é pronunciado, é "buvá".

SVAH: é o Paraíso, o plano mais alto em nosso sistema. Esotericamente é associado ao Sol, que segundo os sábios é o "limite da onisciência" (Ishwara) de nosso sistema. É ele o portador de todos os referenciais de conhecimento que possuímos. Para um aprofundamento recomendo ler com atenção o Yoga Sutras de Patanjali. Infelizmente não poderemos aprofundar esse tema aqui, pois ele é extenso e tem correlação com a manifestação consciencial desde Brahman até o mundo físico. Lê-se "suvarrá". Em alguns casos pode ser lido como "isvárra".

As vyahrits são interpretadas de várias maneiras, dependendo do ponto de vista filosófico.

Elas também podem ser interpretadas da seguinte maneira:
Bhur: Rig Veda
Bhuva: Sama Veda
Svah: Yajur Veda

Ou ainda como sendo relacionados aos cinco pranas que fluem no corpo humano:
Bhur: Prana (região peitoral)
Bhuva: Apana (região sacra)
Svah: Vyana (permeando o corpo todo)

Essa abordagem é bem fundamentada nas disciplinas Tântricas do Hatha-Yoga e do Kriya Yoga. É outra abordagem que requer uma explicação mais detalhada, mas infelizmente não é possível nesse momento, visto que todo o conhecimento de bioenergia fundamentada no Kundalini Yoga, Laya Yoga, enfim, no Tantra teria que ser explicado.

As outras 4 Vyahrits são: Mahaha, Janah, Tapah, Satyam.

TAT: Lit. Aquele, aquela (aqui refere-se à Savitri). Lê-se "Tat" (com t mudo).

SAVITUR: De Savitri, o esplendor do Sol, o brilho solar, os raios solares, a força solar. Em muitos casos Savitri é associado ao deus do Sol (Surya). Ela seria a shakti (poder) de Surya. De forma esotérica representa o Criador, Sustentador, o todo penetrante.

VARENYAM: Desejável, excelente, o melhor entre

BHARGO: efulgência, esplendor, luminosidade (que destrói os pecados), brilho, glória.

DEVASYA: Divino, relativo à divindade. Lê-se "devássia".

DHEEMAH: Meditar sobre; relativo à meditação. Lê-se "dimarri".

DHIYO: pensamentos elevados ou nobres, intuição profunda, iluminar (revelar a Realidade Última). Lê-se com o i duplo, "diio".

YO: o que, o qual.

NAH: nosso, de nós, unir, junto, nó. Lê-se "narrá", com o "á" curto, como em água.

PRACHODAYAT: de prach (pedir, demandar) + codate[chodayate] (animar, inspirar, colocar em movimento), portanto a tradução seria algo como possa inspirar, possa animar. Lê-se "prachodaiáte" .

Uma tradução aproximada do mantra seria "Eu Saúdo aquele Ser, possuidor da efulgência divina e que é a causa e sustentação de todos os planos da existência.Que minha mente esteja sempre fixa e absorvida Nele e que Ele possa iluminar, purificar e inspirar meu intelecto."

O Mantra está todo relacionado ao aspecto iluminador e todo abrangente de Brahman. Em verdade, o mantra nos mostra a natureza essencial de toda a existência.

Gayatri é uma das formas da Shakti de Brahma, de Vishnu e Shiva.Ela representa a base, o substrato de toda a existência. Ela é a "expansão" do OM ou a energia que o movimenta.

Num estudo mais aprofundado o mantra se revela como sendo a representação do Sol Espiritual ou a Luz da Consciência.Sem essa Luz, o próprio Brahma (criador na trindade hindu) perderia seu sentido de ser. Sem essa Luz não haveria o que ser sustentado ou preservado.
Ela seria a ponte ou a ligação inquebrantável de Brahman com tudo. Seria a Presença invisível e subjacente a tudo.

O Mantra foi ensinado ao avatar Rama por Vishwamitra durante a batalha contra o demônio Ravana, onde todas as possibilidades de vitória de Rama diminuíram consideravelmente. Com o uso do mantra Rama teve o controle de todas as armas divinas e assim conseguiu derrotar o demônio.

Assim, o mantra tem sua aplicação no sentido de manifestação, de realizar o potencial de "vir a ser".É energia pura.

Segundo os Vedas, "O Gayatri protege quem o recita". Ele deve ser cantado todos os dias, de preferência de Manhã, de Tarde e de Noite.

Ele pode ser dividido em três partes para maior entendimento.
A primeira parte é de louvor, a segunda de meditação e a terceira de prece.Primeiro saudamos a Realidade Suprema, depois fixamos a mente e coração Nela e por último apelamos para a purificação e iluminação.

O mantra é também atribuído às deusas Gayatri, Savitri e Saraswati, onde Saraswati representa a perfeita expressão, a harmonia e unidade;
Gayatri governa os sentidos e Savitri governa as energias vitais.

Há muito mais para se falar sobre esse mantra. Daria um livro se
fossemos comentar todos os ensinamentos contidos nele. Afinal, ele é
a essência dos Vedas.

Muita Paz e Muita Luz a todos,
Enki.(Luiz Fernando Mingrone)

Fonte:
http://www.yogashala.org.br

FINALIDADE DAS DISFUNÇÕES ARQUETÍPICAS

Que a consciência e a sensibilidade espiritual estejam presentes e vibrando na freqüência mais elevada da harmonia, da cooperação e do amor universal.

Como podeis observar, o título do comunicado está relacionado com aquelas facetas de vossa existência e evolução espiritual que são núcleos de crise, convulsão e transformação. Muitas vezes questionais porquê determinados conflitos e experiências discordantes ocorrem, e que as vezes se repetem em vossa vida e não podeis compreender. Evidentemente, as disfunções arquetípicas são processos terapêuticos que o universo e a Divindade usam como suporte evolutivo que contribui na ativação de vossa sensibilidade, perspectiva e paradigmas espirituais. A visão e a abordagem que tendes dos estados sombrios ou facetas disfuncionais evolutivas de vossa vida não são adequadas, e sempre estão impregnadas por uma carga de vitimismo, negatividade e ressentimento, o qual evidencia uma carência em assumir responsabilidade e maturidade por vossa parte. Tudo no universo e na dinâmica da evolução obedece a um propósito, que é a matriz do crescimento e conexão espiritual com o plano divino e com vosso Ser Luminoso. Cada um de vós se baseia em algum tipo de ideologia, valores, paradigmas e conceitos espirituais, que às vezes são equivocados e outras vezes parcialmente funcionais e reais.

O conceito básico para compreender a finalidade da evolução cósmica e de vossa trajetória espiritual é compreender e aceitar que, como seres de luz imortal, assim deveis agir, e isto implica uma visão, conduta, conceitos, valores e hábitos espirituais que muitos desconheceis ou não considerais relevante. Se vossa identidade espiritual é vossa natureza co-substancial por serdes emanações do poder Criativo de Deus, porquê motivo não se torna clara esta compreensão e visão espiritual? A resposta é que dispondes da prerrogativa e ética divinas do livre-arbítrio que vos permite escolher agir livremente e experimentar uma infinidade de dinâmicas evolutivas. Infelizmente, quando o livre-arbítrio não se baseia na sabedoria e no discernimento espiritual, se corre o risco de criar dinâmicas existenciais patológicas e disfuncionais que geram uma ampla gama de disfunções psico-emocionais, fisiológicas e energéticas. Vossos corpos inferiores são catalisadores de vossos processos evolutivos, e sua harmonia ou disfuncionalidade dependem do conhecimento e da sabedoria espiritual que tendes e dos paradigmas evolutivos que utilizais.

Mediante a introspecção objetiva e imparcial podeis descobrir e compreender porquê determinadas atitudes, comportamentos, conceitos e hábitos disfuncionais dirigem vossa vida e geram cenários evolutivos conflitantes. Vossa interação convosco mesmos, com o meio ambiente e com os demais é um reflexo de vossa sensibilidade e consciência espiritual, que habitualmente está obscurecida pela percepção distorcida da realidade. Nos assombra ver a capacidade que tendes de vos auto-enganar e fomentar valores e condutas disfuncionais e destrutivas ao pensar que sereis mais felizes ao ter mais acesso aos prazeres sensuais, que habitualmente vos aprisionam e aniquilam vossa consciência e sensibilidade espiritual. Obviamente, todos desejamos a felicidade, prosperidade, harmonia e formar parte de uma corrente de colaboração fraternal e amorosa que nos aporta um sentimento de coesão universal. Infelizmente, o sistema social no qual viveis se baseia em parâmetros evolutivos e existenciais errôneos, e cuja repercussão é nefasta e destrutiva para o planeta e para a humanidade. Vossa civilização está gangrenada por diversos conceitos e valores que contribuem para a destruição da sensibilidade espiritual e dos valores éticos e morais que um ser humano equilibrado deve ter. O lema no qual se baseia vossa estrutura social é a exploração dos congêneres, do meio ambiente e seus recursos para conseguir maior nível de prazer e felicidade imediata, inconscientes das graves repercussões que esta atitude gera no planeta e na consciência evolutiva do ser humano. Esta visao e paradigma sempre têm estado presentes em vosso planeta, mas na atualidade se sofisticou através do desenvolvimento tecnológico-científico que permite destruir-vos mais rápido e sofisticadamente, ao ecossistema e a vida em si mesma. Todavia não sois plenamente conscientes da gravidade da situação e do risco de destruição e extinção do ecossistema e de vossa civilização. Por conseguinte, cada vez mais, ireis experimentar maior caos, conflito e sofrimento, como os mecanismos de captação de vossa atenção e ativação da sensibilidade e entendimento espiritual, dos quais carece vossa civilização.

Inclusive dentro do âmbito dos espiritualistas nos resulta assombroso e paradoxal observar como sois capazes de distorcer a realidade e criar uma infinidade de metodologias, terapias, conceitos que são placebos e muitos deles obstruem vossa sensibilidade e a conexão com Deus. As correntes espirituais são de uma ampla gama e estão em moda no mercado da espiritualidade, chamando a atenção dos incautos e desonestos que pensam que a evolução e a transformação espiritual pode ser comprada, alugada ou integrada mediante terapias e cursos que, ainda atrativos, são um placebo espiritual. Estais submersos num aluvião de correntes espirituais, ideologias e metodologias que, em lugar de conectar-vos com Deus e vosso Ser Luminoso, os está desviando da realidade espiritual que é compreender e agir como unidades de serviço divino criadas para ajudar e colaborar incondicionalmente com o universo e a Divindade. Esta é a trágica situação e análise atual de vosso planeta e civilização. O objetivo disto não é desanimar-vos, mas sim para que vos questioneis o que é que realmente desejais e quais são vossos objetivos. Muitas vezes disfarcais vossos egocentrismos e atitudes disfuncionais com conceitos e objetivos espirituais, quando na realidade estais fomentando a inconsciência e lesando vossa sensibilidade e conexão espiritual.

Chegou o momento, porque assim exige o ciclo e a dinâmica evolutiva, para que sejais sinceros, e isto implica abordar com integridade e coragem as dinâmicas arquetípicas disfuncionais que haveis criado no decurso de vossa evolução. A influência do meio ambiente, o impacto energético-vibratório cósmico, a interação com o sistema e com os congêneres são fatores a considerar, e de vós depende utilizar o discernimento e o poder de escolha para não experimentar a confusão, frustração e sofrimento por não serdes íntegros e por cooperardes com um sistema e seus valores decadentes e retrógrados. Estamos na fase da revolução espiritual, e isto implica alinhar-se com os novos paradigmas espirituais com a plena consciência e convicção que vos permitirá permanecer imunes e conectar com a nova corrente evolutiva do terceiro milênio.

Qual é a finalidade das disfunções arquetípicas? Que sejais sinceros e decidais se seguireis com a representação e encenação do egocentrismo em suas múltiplas manifestações e máscaras ou, ao contrário, ireis ativar a conexão com vosso Ser Luminoso e com o Criador Cósmico. A seqüência da indulgência, condescendência e paternalismo evolutivo terminou, e deveis exibir vossa maturidade quando enfrentais com integridade e intrepidez as disfunções arquetípicas que vos aprisionam aos estados existenciais e às condutas arcaicas e retrógradas. Dispondes das ferramentas, orientação e paradigmas evolutivos aquarianos para que emirja o Ser Cósmico que todos sois, como parte de vossa genética cósmico-evolutiva e que podeis ativar quando estejais dispostos a submergi-vos por completo e incondicionalmente na dinâmica da metamorfose evolutiva, que implica abordar e integrar as disfunções arquetípicas que dirigem e governam vossa vida. Estas disfunções arquetípicas são os catalisadores que vos permitirão ativar vossa conexão com vosso Ser Luminoso e com a corrente de expressão evolutiva aquariana. Os requisitos para alinhar-se com a nova seqüência energético-vibratória são a integridade, o compromisso, assumir responsabilidade e o serviço incondicional.

Como podeis observar, vos estamos facilitando informação, metodologia e orientação para que possais desintegrar a carapaça retrógrada que vos impede de sentir, saber e ser a luz, a harmonia e o amor que há em vosso interior e que a Divindade vos outorgou para que reconheçais vossa linhagem divina e imortal. A finalidade das disfunções arquetípicas é ajudar-vos a substituir o primitivismo conceitual pela metamorfose espiritual; o egocentrismo existencial pela generosidade e interação fraternal; a inconsciência retrógrada pela sensibilidade espiritual; a agressividade e cobiça emocional pela bondade e compaixão; a exploração e manipulação do meio ambiente e congêneres pelo respeito e alinhamento com a vida e a evolução. Sois seres de luz, mas vossa conduta atávica, perspectiva e tendências disfuncionais intervêm até o ponto de gerar dinâmicas auto-destrutivas, coletivas e planetárias, conseqüência da carência de sensibilidade e conexão espiritual com vosso Ser Luminoso e com a Divindade.

O crescimento espiritual não deve ser objeto de lucro, nem tampouco contribuir para a inflação do ego fictício que se nutre dos delírios de grandeza, poder e controle, que são vírus perniciosos e que acabam destruindo vossa sensibilidade e perspectiva espiritual. A finalidade da evolução cósmica não somente se fundamenta no bem estar pessoal, interpessoal e meio ambiental, mas também na conexão com Deus mediante a colaboração e o serviço incondicional, porque essa é nossa natureza intrínseca. Quando negamos isto e escolhemos separar-nos desta compreensão existencial, dos paradigmas espirituais e da corrente de evolução cósmica, nos expomos a experimentar as conseqüências letais da dualidade e a visão distorcida da realidade, que geram pânico, frustração e sofrimento.

Os arquétipos disfuncionais são o suporte e tecnologia evolutiva que o universo e a Divindade vos tem facilitado para que, se o desejais, descubrais a realidade espiritual que subjace nesses estados sombrios e para que utilizeis o discernimento e a sensibilidade espiritual para alinhar-vos com a corrente de evolução energética-vibratória aquariana que está se intensificando e captando vossa atenção.

Comunicado de Hermes Trimegisto
Canalizado por Ramaathis-Mam

Tradução: Caren D. Frizzo - contact@atlantisangelis.org

16 de nov de 2010

102 ANOS DE UMBANDA


ORIGEM E DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO DA UMBANDA
Em fins do século passado, existiam, no Rio de Janeiro, várias modalidades de culto que denotavam, nitidamente, a origem africana, embora já bem distanciadas da crença trazida pelos escravos. A magia dos velhos africanos, transmitida oralmente, através de gerações, desvirtuara-se mesclada com as feitiçarias provindas de Portugal onde, existiram sempre os feitiços, as rezas e as superstições.
As "macumbas" mistura de catolicismo, feiticismo negro e crenças nativas - multiplicavam-se;
tomou vulto a atividade remunerada do feiticeiro;
o "trabalho feito" passou a ordem do dia, dando motivo a outro, para lhe destruir os efeitos maléficos; generalizaram-se os "despachos", visando obter favores para uns e prejudicar terceiros; aves e animais eram sacrificados, com as mais diversas finalidades;
exigiam-se objetos raros para homenagear entidades ou satisfazer elementos da baixo astral.
Sempre porém, obedecendo aos objetivos primordiais: aumentar a renda do feiticeiro ou "derrubar" os que não se curvassem ante os seus poderes ou pretendessem fazer-lhe concorrência.
Os Mentores do Astral Superior, porém, estavam atentos ao que se passava. Organizava-se um movimento destinado a combater a magia negativa que se propagava assustadoramente; cumpria atingir, de início, as classes humildes, mais sujeitas às influências do clima de superstições que imperava na época.

( "Enquanto isto, no plano terreno surge, no ano de 1904, o livro Religiões do Rio, elaborado por "João do Rio", pseudônimo de Paulo Barreto, membro emérito da Academia Brasileira de Letras.
No livro, o autor faz um estudo sério e inequívoco das religiões e seitas existentes no Rio de Janeiro, àquela época, capital federal e centro sócio-político-cultural do Brasil. O escritor, no intuito de levar ao conhecimento da sociedade os vários segmentos de religiosidade que se desenvolviam no então Distrito Federal, percorreu igrejas, templos, terreiros de bruxaria, macumbas cariocas, sinagogas, entrevistando pessoas e testemunhando fatos.

Não obstante tal obra ter sido pautada em profunda pesquisa, em nenhuma página desta respeitosa edição cita-se o vocábulo Umbanda, pois tal terminologia era desconhecida.")

Formaram-se então, as falanges de trabalhadores espirituais, que se apresentariam na forma de Caboclos e Pretos Velhos, para mais facilmente serem compreendidos pelo povo. Nas sessões espíritas, porém, não foram aceitos: identificados sob essas formas, eram considerados espíritos atrasados e suas mensagens não mereciam nem mesmo uma análise. Acercaram-se também dos Candomblés e dos cultos então denominados "baixo espiritismo", as macumbas. É provável que, nestes, como nos Batuques do Rio Grande do Sul, tenham encontrado acolhida, com a finalidade de serem aproveitados nos trabalhos de magia, como elementos novos no velho sistema de feitiçaria.

A situação permanecia inalterada, ao iniciar-se o ano de 1900.
As determinações do Plano Astral, porém, deveriam cumprir-se.

Escrever sobre Umbanda sem citarmos Zélio Fernandino de Moraes é praticamente impossível. Ele, assim como Allan Kardec, foram os intermediários escolhidos pelos espíritos para divulgar a religião aos homens.

Zélio Fernandino de Moraes nasceu no dia 10 de abril de 1891, no distrito de Neves, município de São Gonçalo - Rio de Janeiro.

Sua mãe, D. Leonor de Moraes figura conhecida na região onde morava e que incorporava o espírito de um preto velho chamado Tio Antônio. O Pai de Zélio de Moraes Sr. Joaquim Fernandino Costa, apesar de não freqüentar nenhum centro espírita, já era um adepto do espiritismo, praticante do hábito da leitura de literatura espírita.

Após 55 anos de atividade, entregou a direção dos trabalhos da Tenda Nossa Senhora da Piedade a suas filhas Zélia (desencarnou em 26.04.2000) e Zilméia.
Mais tarde junto com sua esposa Maria Isabel de Moraes, médium ativa da Tenda e aparelho do Caboclo Roxo fundaram a Cabana de Pai Antonio no distrito de Boca do Mato, município de Cachoeira do Macacú – RJ. Eles dirigiram os trabalhos enquanto a saúde de Zélio permitiu. Faleceu aos 84 anos no dia 03 de outubro de 1975.

Em 15 de novembro de 1908, compareceu a uma sessão da Federação Espírita, em Niterói, então dirigida por José de Souza, um jovem de 17 anos de tradicional família fluminense. Chamava-se ZÉLIO FERNANDINO DE MORAES. Restabelecera-se, no dia anterior, de moléstia cuja origem os médicos haviam tentado, em vão, identificar. Sua recuperação inesperada por um espírito causara enorme supressa. Nem os doutores que o assistiam nem os tios, sacerdotes católicos, haviam encontrado explicação plausível. A família atendeu, então, à sugestão de um amigo, que se ofereceu para acompanhar o jovem Zélio à Federação.

Zélio foi convidado a participar da Mesa. Zélio sentiu-se deslocado, constrangido, em meio àqueles senhores. E causou logo um pequeno tumulto. Sem saber por que, em dado momento, ele disse: "Falta uma flor nesta casa: vou buscá-la". E, apesar da advertência de que não poderia afastar-se, levantou-se, foi ao jardim e voltou com uma flor que colocou no centro da mesa. Serenado o ambiente e iniciados os trabalhos, manifestaram-se espíritos que se diziam de índios e escravos. O dirigente advertiu-os para que se retirassem. Nesse momento, Zélio sentiu-se dominado por uma força estranha e ouviu sua própria voz indagar por que não eram aceitas as mensagens dos negros e dos índios e se eram eles considerados atrasados apenas pela cor e pela classe social que declinavam. Essa observação suscitou quase um tumulto. Seguiu-se um diálogo acalorado, no qual os dirigentes dos trabalhos procuravam doutrinar o espírito desconhecido que se manifestava e mantinha argumentação segura. Afinal um dos videntes pediu que a entidade se identificasse, já que lhe aparecia envolta numa aura de luz.
Se querem um nome - respondeu Zélio inteiramente mediunizado - que seja este: eu sou o CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS, porque para mim não haverá caminhos fechados.
E, prosseguindo, anunciou a missão que trazia: estabelecer as bases de um culto, no qual os espíritos de índios e escravos viriam cumprir as determinações do Astral. No dia seguinte, declarou ele, estaria na residência do médium, para fundar um templo, que simbolizasse a verdadeira igualdade que deve existir entre encarnados e desencarnados.
Levarei daqui uma semente e vou plantá-la no bairro de Neves, onde ela se transformará em árvore frondosa.

No dia seguinte, 16 de novembro de 1908, na residência da família do jovem médium, na Rua Floriano Peixoto, 30 em Neves, bairro de Niterói, a entidade manifestou-se pontualmente no horário previsto - 20 horas.

Ali se encontravam quase todos os dirigentes da Federação Espírita, amigos da família, surpresos e incrédulos, e grande número de desconhecidos que ninguém poderia dizer como haviam tomado conhecimento do ocorrido. Alguns aleijados aproximaram-se da entidade, receberam passes e, ao final da reunião, estavam curados. Foi essa uma das primeira provas da presença de uma força superior.
Nessa reunião, o CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS estabeleceu as normas do culto, cuja prática seria denominada "sessão" e se realizaria à noite, das 20 às 22 horas, para atendimento público, totalmente gratuito, passes e recuperação de obsedados. O uniforme a ser usado pelos médiuns seria todo branco, de tecido simples. Não se permitiria retribuições financeiras pelo atendimento ou pelos trabalhos realizados. Os cânticos não seriam acompanhados de atabaques nem de palmas ritmadas.
A esse novo culto, que se alicerçava nessa noite, a entidade deu o nome de UMBANDA, e declarou fundado o primeiro templo para sua prática, com a denominação de tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, porque: "assim como Maria acolhe em seus braços o Filho, a Tenda acolheria os que a ela recorressem, nas horas de aflição".

Através de Zélio manifestou-se, nessa mesma noite, um Preto Velho, Pai Antônio, para completar as curas de enfermos iniciadas pelo Caboclo. E foi ele quem ditou este ponto, hoje cantado no Brasil inteiro: "Chegou, chegou, chegou com Deus, Chegou, chegou, o Caboclo das sete Encruzilhadas".
A partir desta data, a casa da família de Zélio tornou-se a meta de enfermos, crentes, descrentes e curiosos.

Os enfermos eram curados;
os descrentes assistiam as provas irrefutáveis;
os curiosos constatavam a presença de uma força superior.
Cinco anos mais tarde, manifestou-se o Orixá Malé, exclusivamente para a cura de obsedados e o combate aos trabalhos de magia negra.
Passados dez anos, o CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS anunciou a Segunda etapa de sua missão: a fundação de sete templos, que deveriam constituir o núcleo central para a difusão da UMBANDA.

A Tenda da Piedade trabalha ativamente, produzindo curas, principalmente a recuperação de obsedados, considerados loucos, na época. Já então se contavam às centenas as curas realizadas pela entidade, comentadas em todo o Estado e confirmadas pelos próprios médicos, que recorriam a Tenda, em busca da cura dos seus doentes. E o Caboclo indicava, nas relações que lhe apresentavam com nome dos enfermos, os que poderia curar:
eram os obsedados, portadores de moléstias de origem psíquica;
os outros, dizia ele, competia à medicina curá-los.
Zélio de Moraes, já então casado, por determinação da entidade, recolhia os enfermos mais necessitados em sua residência, até o término do tratamento astral. E muitas vezes, as filhas, Zélia e Zilmeia, crianças ainda, cediam o seu aposento e dormiam em esteiras, para que os doentes fixassem bem acomodados.
Nas reuniões de estudo que se realizavam às quintas-feiras , a entidade preparava os médiuns que seriam indicados, posteriormente, para dirigir os novos templos. Fundaram-se, as Tendas:
Nossa Senhora da Guia - Pres. Leal de Souza, cerca de 1918,
Nossa Senhora da Conceição,
Santa Bárbara - Pres. João Salgado,
São Pedro - Pres. José Mendes,
Oxalá - Pres. Paulo Lavois,
São Jorge - Guia Espiritual Ogum de Tibiri, Médium João Severino Ramos, fundada em 1935
e São Jerônimo - Pres. José Álvares Pessoa, após 1935.

Após a criação das sete primeiras tendas iniciou-se ao longo de todo território nacional a criação de tendas, tendo sido implantadas nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo (fundaram-se, na Capital, 23 tendas e 19 em Santos), Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, e Pará (Belém). Neste último estado foi criada a Tenda Mirim Santo Expedito, por Joaquim Bentes Monteiro e sua esposa, que se transferiram para aquele estado com esta finalidade. Em Minas Gerais já conseguimos identificar como originários do Caboclo das Sete Encruzilhadas a Tenda do Silêncio, fundada pelo Dr. Valadão, e a Tenda Umbanda Buscando Luz, fundada pelo General Berzelius e sua esposa, D. Celeste, preparada pela entidade Pai João, e que recebia a guia chefe da casa Vó Quitéria. Posteriormente, Dr. Valadão se aproximou da linha de Umbanda proposta por W. W. da Matta e Silva Confirmava-se a frase pronunciada na Federação Espírita: "Levarei daqui uma semente e vou plantá-la no bairro de Neves, onde ela se transformará em árvore frondosa".

Em 1937, os templos fundados pelo CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS reuniram-se, criando a Federação Espírita de Umbanda do Brasil, posteriormente denominada União Espiritualista de Umbanda do Brasil. E em 1947, surgiu o JORNAL DE UMBANDA que, durante mais de vinte anos, foi um órgão doutrinário de grande valor. Zélio de Moraes instalou federações umbandistas em São Paulo e Minas Gerais.

O Período de Afirmação Doutrinária: Como se sabe a história nunca se faz com rupturas drásticas entre um período e outro. Todas as mudanças são anunciadas ao longo do próprio período a ser substituído. Assim também aconteceu com a Umbanda. Ao longo das décadas de 40, 50 60 e 70, vários autores começaram a buscar dar maior consistência doutrinária à Umbanda. Porém, como todas as coisas ocorrem em seu devido tempo, todas as tentativas pecaram por buscar explicações para as origens e os princípios de Umbanda em eras passadas, continentes desaparecidos ou em línguas mortas; outro fato que levou a um fracionamento da Umbanda e às misturas, foi a pretensão de cada autor, sacerdote, ou pai de terreiro, de criar sua própria religião, dando um cunho profundamente personalista aos seus terreiros. Cumpriram, no entanto, seu papel ao colocar cada vez mais clara a importância da Umbanda no Brasil.

Fonte: Blog do CEU Esperança
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