24 de dez de 2011

FELIZ NATAL COM JESUS CRISTO


Que neste Natal e em todos os demais dias, o Mestre Jesus continue amparando-nos, ensinando-nos sobre o verdadeiro amor e o caminho para a felicidade perfeita.

JESUS TE AMAMOS HOJE E PARA TODO O SEMPRE!

FELIZ NATAL A TODOS!

16 de dez de 2011

NÓS NÃO TEMOS RELIGIÃO





Este é um pequeno conto sobre minha conversa com um espírito “caboclo” [1] incorporado na médium que ministra o curso de correntes magnéticas [2] do qual eu participei, e estava então na sua penúltima aula, quando temos a oportunidade de fazer perguntas diretamente a um espírito de luz [3], ou pelo menos ao mentor de uma médium já experiente.


Não sei bem porque, mas mesmo entre os estudantes mais experientes, quase ninguém pergunta sobre questões mais abrangentes, a grande maioria aproveita para perguntar sobre questões pessoais, sobre o futuro, sobre os “mortos”, sobre pedidos de ajuda a Deus, etc., ou seja – exatamente o tipo de pergunta que um espírito de luz não irá responder, pois sabe que cabe somente ao ser em si julgar o que deve fazer de sua existência, assim como cabe aos “mortos” se dirigirem aos “vivos”, e não o contrário. Mas isso não é uma crítica, apenas uma constatação.


Sem grandes expectativas acerca da resposta, que imaginei ser mesmo breve, quando me aproximei da médium incorporada e ela me dirigiu a atenção, perguntei:


“Olá minha irmã. Gostaria de fazer uma pergunta sobre vocês, e não sobre mim. Gostaria de saber qual a religião de vocês. E gostaria de saber se vocês têm uma resposta para o motivo de tantos de nós guerrearem e se matarem por causa de religião. Você teria um conselho sobre como eu poderia, através do que escrevo, ajudar a aproximar as pessoas de religiões contrárias?”


O espírito, do qual sequer sei o nome, e que até então falava com um sotaque quase incompreensível, me respondeu com um longo e inesquecível ensinamento, do qual entendi cada palavra de forma cristalina:


“Meu filho, nós não temos religião. Nós seguimos a Deus. Quem segue a Deus não se preocupa em ter religião, apenas realiza a Deus dentro de si [4].


Quando Siddharta Gautama [5] viu as pessoas sofrendo fora de seu palácio, ele não se tornou um peregrino para fundar o Budismo. Ele tão somente seguiu a Deus. O Deus que via refletido nos outros, e que acabou por realizar dentro de si.


Todo o sábio, todo o ascencionado, apenas realizou a Deus dentro de si mesmo, para então realizá-lo também no mundo, através de suas ações de amor.


Quando os hindus investigaram seus deuses, acabaram por encontrar a Brahma, o criador do universo, e alguns também conseguiram realizar a Brahma dentro de si. Outros criaram as castas, e dividiram os irmãos segundo a lei do homem, mas contra a lei de Deus. Para Deus não existem castas, meu filho.


Esses que brigam uns com os outros por causa de religião, brigam em nome de Deus, mas não brigam com Deus. Deus não está presente em brigas, Deus não poderá nunca se realizar em quem maltrata um irmão.


Mas, para chegar à realização de Deus dentro de si, é preciso do outro. É preciso essa troca (nesse momento ela colocou a mão um pouco acima de meu coração, e trouxe minha mão para a mesma região do corpo da médium – nesse momento a sensação peculiar de “fluxo de energia” se intensificou bastante).


Por isso, meu filho, somos todos irmãos, estamos todos ligados. O Deus de um só pode ser o Deus de todos, e a realização de um é também a realização de todos, é uma festa no céu.


Para acabar com essas brigas de religião, basta ensinar aos seres sobre Deus. Não o “deus” que eles pensam ter encontrado, mas esse Deus cósmico que preenche a cada um de nós. Quando todos realizarem a Deus dentro de si, não será mais preciso ter religião.


Vai em paz meu filho. (nesse momento, ao me despedir, eu beijei as mãos da médium, e o espírito, comandando seu corpo, retribuiu – beijando também as minhas mãos)”



Sim, foi inesquecível...


Eu bem sei que cada espírito, assim como cada ser encarnado, fala apenas do que sabe, e nada mais. Exatamente por isso, analiso a comunicação com os espíritos não pelos nomes que evocam (Deus, Jesus, Ave Maria, etc.) ou pelas “frases prontas” que repetem (na maioria, repetições dos evangelhos), mas pela real profundidade espiritual do que dizem.


Apesar de um espírito classificado como “caboclo” ter demonstrado conhecimento de budismo e hinduísmo, e ter falado de forma tão bela sobre Deus, ele não disse exatamente nada de novo. O que me importou, entretanto, foi à forma como ele disse o que disse. Infelizmente não sou hábil o bastante com as palavras, essas cascas de sentimento, para lhes passar exatamente a forma com que isso foi dito... Por isso também se diz que o caminho espiritual deve ser trilhado por cada um, individualmente, pois é impossível transmitir aos outros experiências deste tipo.


No entanto, este conto é tão somente minha tentativa de transmitir a você uma parte do que senti [6] naquele momento.


***


[1] Diz-se que um espírito é “caboclo” quando em suas últimas encarnações pertenceu a tribos indígenas. Eles se distinguem, independente da evolução espiritual, pela alta familiaridade com a natureza, e a dificuldade de compreender e se comunicar sobre assuntos modernos, urbanos.

Também vale lembrar que a prática de incorporação vem da Umbanda Sagrada, e não do Espiritismo. Ou seja, o centro espírita onde isso ocorreu é um centro ecumênico, e não ortodoxo.


[2] Eurípedes Barsanufo foi um grande educador, jornalista e espírita da virada do século 19 para o 20. O curso de Correntes Magnéticas é publicado pela editora Auta de Souza, e segue as técnicas iniciadas por Eurípedes décadas atrás.


[3] Essa classificação da literatura espírita é na maior parte das vezes julgada erroneamente por não-espíritas. Quando se diz que um espírito “é de luz”, se quer dizer que ele demonstra ter grande sabedoria e espiritualidade, e não que ele é alguma espécie de arcanjo, ou alguém em posição superior aos demais espíritos. E muito menos que a “luz” tem qualquer referência a sua cor de pele, até mesmo porque espíritos não têm pele.


[4] A palavra religião vem do latim re-ligare e significa “religação a Deus ou ao Cosmos”. Já a palavra igreja vem do grego ekklesia (ou do latim ecclesia) e significa “comunidade dos escolhidos por Deus”. Acredito que, no contexto do que o espírito disse, o significado ficaria melhor traduzido como “nós não temos igreja” – entretanto, achei melhor manter a resposta conforme foi ditada originalmente, inclusive para o título deste conto, até mesmo porque eu mesmo esqueci de usar “igreja” (ao invés de “religião”) em minha pergunta. Em todo caso, mais importante do que se ater as palavras, é se ater aos significados.


[5] Trata-se do Buda. Devo confessar que originalmente pensei em perguntar sobre o conhecimento dos espíritos das religiões orientais, como o Budismo e o Hinduísmo. Não sei se o espírito “leu minha mente”, mas terminou por incluir esse conhecimento em sua resposta, tornando-a ainda mais inesquecível para mim.


[6] A compreensão espiritual não se dá apenas pelo que vemos e ouvimos, mas pelo que realmente sentimos através de nosso espírito, de forma abrangente. Entenda quem tiver ouvidos para entender.


***


Crédito da foto: Laura Monteiro



 


Fonte: O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Autoria do escritor Rafael Arrais (raph.com.br)


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9 de dez de 2011

UNILUX | PASTOR ADVENTISTA PREGANDO RESPEITO RELIGIOSO

Participação do Pastor Adventista Samuel Gomes de Lima no 17o. Seminário UNILUX (Diálogos fraternos entre as religiões).

Excelente demonstração de respeito e carinho deste Pastor Adventista.

Parabéns, e que sua semente de amor, respeito com a religião do próximo, e diálogo (não o debate inútil) se multiplique para outros protestantes.

Paz em Cristo Jesus!



PARTE 2

1 de dez de 2011

GÉRO MAITA | PARA QUE SERVEM AS VELAS NA UMBANDA?


Nosso amigo Géro Maita, Médium Umbandista traz grandes esclarecimentos sobre a utilização e o fundamento das velas dentro da Religião de Umbanda.

Caro amigo Géro, o Blog dos Universalistas sempre o apoiará e divulgará os trabalhos sérios que o CEU ESPERANÇA realiza e realizará por muito tempo.

Conto conosco!
Abraços fraternos!

Visitem o site do CEU ESPERANÇA:

www.ceuesperanca.com.br
www.ceuesperanca.blogspot.com



16 de nov de 2011

MEIAS-VERDADES





Quando alguém sofre por amor não correspondido, costuma-se dizer que teve uma desilusão amorosa. Ora, e seria melhor viver iludido por um falso amor – ao menos da outra parte –, ou se conformar com a verdade?


Profetas nos disseram que a verdade nos libertará, mas há que se perguntar quantos de nós desejam realmente ser libertos... Há quem postule a possibilidade da vida – toda a realidade –, ser uma ilusão, um sonho sonhado por outro alguém, um farfalhar de partículas em meio ao vácuo, que por alguma estranha razão gera esta “doce ilusão do existir”.


Ainda outros, os seguidores dos manuais de verdades absolutas, preferem deixar toda a inquietação, todo desassossego, com os místicos de eras que não mais existem. É mais simples crer num mundo criado em alguns dias, em animais sem alma a espera de serem subjugados, em pertencer à raça suprema no centro de toda a criação... Sim, é mais simples, contanto que não se pense nas conseqüências, contanto que se tape os olhos do coração e do raciocínio. Contanto que se ache confortavelmente estagnado em pensamentos que nunca foram realmente seus.


Dogmas e determinismos, religiosos ou científicos, que realmente são eles, senão a “doce ilusão amorosa”? – para a qual muitos de nós se encaminham, abominados com a possibilidade da desilusão, com a necessidade de termos de pensar por nós mesmos... Na vida, nos seres, no amor, na morte, na imensidão...


Pois há aqueles que se conformam em estacionar a visão abaixo dos “mistérios de deus”, ignorando o horizonte a frente. Estes dizem ter fé, e talvez tenham, mas não em si próprios. E ainda há aqueles outros que depositaram tamanha fé na matéria, que crêem piamente que ela é capaz de lhes explicar toda a realidade. Tal qual Tomé dizia: “Acredito no que posso ver e tocar”.


Mas mantiveram sua crença, mesmo após sua “divina academia” ter lhes demonstrado que tudo o que vêem são fótons, tudo o que tocam é a força eletrostática. Que toda energia e toda matéria surgiram de algum ponto “em meio a lugar algum”; Que somos formados por 4% da matéria que por acaso reflete a luz; Que por alguma razão as partículas só definem sua posição quando algum de nós as observa. A matéria é então tão mística quanto tudo o mais, cheia de mistérios ainda insondáveis, cheia de nuances que nos escapam à lógica... Ainda assim, estão perfeitamente felizes e satisfeitos em afirmar que ela explica tudo.


É mais fácil deixar que outros pensem por você, porém cedo ou tarde a existência cobrará o seu preço. O abismo entre o ser e o não-ser, entre a vida e a morte, o tudo e o nada, ainda há de lhe chacoalhar todo corpo e toda a alma, ainda há de lhe obrigar a abrir os olhos e perceber que tudo o que há é você... Você a navegar pelo mar infinito do Cosmos, sozinho ou acompanhado – pouco importa –, somente você poderá desvendar o mistério do existir.


Um antigo sábio disse que “todas as verdades são como meias-verdades, todos os paradoxos podem ser reconciliados”. Longe de relativizar a existência e reduzir todo conhecimento há algo tão inútil quanto à discussão se existe o quente ou o frio, a luz ou a escuridão, Hermes Trimegisto estava nos indicando um caminho...


De fato, o caminho da busca da verdade nos liberta, mas não porque encontramos a Verdade Absoluta, e sim porque encontramos a Divina Dúvida. Eis que a verdade se revela sempre em meias-verdades, e todo conhecimento gera mais conhecimento, toda busca gera mais busca, toda dúvida resolvida gera mais dúvidas. Nada está parado no universo, nem as galáxias, nem o Sol, nem a Terra, nem nós mesmos, ou uma pedra, um galho, uma partícula... Tudo vibra, tudo se renova, tudo vive e tudo morre, tudo chega e novamente parte, tudo finda e se reinicia – não há como saber onde uma partícula está exatamente quando não lhe damos atenção, não há como saber até onde esse caminho infinito nos levará.


Porém, ao trilhar tal caminho, ao nos desiludirmos de todos os dogmas – religiosos ou científicos –, ao aceitarmos que navegamos num mar revolto e que nem sempre se pode dizer quando vem uma nova tempestade, podemos finalmente encarar tal horizonte sagrado com os olhos e a mente de quem vive eternamente em liberdade!


Into that heaven of freedom, my Father, let my country awake


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Crédito da foto: J.P. Greenwood/Corbis



 


Fonte: O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Autoria do escritor Rafael Arrais (raph.com.br)


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4 de nov de 2011

TRIGUEIRINHO FALA SOBRE A VIDA ESPIRITUAL, TRANSIÇÃO E MUITO MAIS







2 de nov de 2011

A MORTE NÃO EXISTE - E A VIDA CONTINUA...


A MORTE NÃO EXISTE. E A VIDA CONTINUA...(CHICO XAVIER)

“Ante os que partiram, precedendo-te na Grande Mudança ,não permitas que o desespero te ensombre o coração.
Eles não morreram. Estão vivos.
Compartilham-te as aflições, quando te lastimas sem consolo.
Inquietam-se com a tua rendição aos desafios da angústia quando te afastas da confiança em Deus.
Eles sabem igualmente quanto dói a separação. Conhecem o pranto da despedida e te recordam as mãos trementes do adeus, conservando na acústica do espírito as palavras que pronunciaste, quando não mais conseguiram responder as interpelações que articulaste no auge da amargura.
Não admitas estejam eles indiferentes ao teu caminho ou à tua dor.
Eles percebem o quanto te custa a readaptação ao mundo e à existência terrestre sem eles e quase sempre se transformam em cireneus de ternura incessante, amparando-te o trabalho de renovação ou enxugando-te as lágrimas quando tateias a lousa ou lhes enfeitas a memória perguntando porque ...
Pensa neles com a saudade convertida em oração.
As tuas preces de amor representam acordes de esperança e devotamento, despertando-os para visões mais altas na vida.
Quando puderes, realiza por eles as tarefas em que estimariam prosseguir e tê-lo-ás contigo por infatigáveis zeladores de teus dias.
Se muito deles são teu refúgio e inspiração nas atividades a que te prendes no mundo, para muitos outros deles és o apoio e o incentivo para a elevação que se lhes faz necessária.
Quando te disponhas a buscar os entes queridos domiciliados no Mais Além, não te detenhas na terra que lhes resguarda as últimas relíquias da experiência no plano material ...
Contempla os céus em que mundos inumeráveis nos falam da união sem adeus e ouvirás a voz deles no próprio coração, a dizer-te que não caminharam na direção da noite, mas sim ao encontro de Novo despertar."

{Emmanuel}
Psicografia de {Francisco Cândido Xavier

13 de out de 2011

O ÔNUS DA PROVA





Em se falando de crenças ou terorias conceituais, as pessoas parecem se dividir entre as que tem certezas e as que tem convicções.


As pessoas que tem certezas, ou acreditam ter, acham que a verdade sobre a realidade da Natureza, ou ao menos boa parte dela, já foi esquadrinhada e perfeitamente compreendida e explicada por um livro, um profeta, um alienígena ou mesmo uma "entidade espiritual". Essas pessoas geralmente se acham no direito de "divulgar" essas certezas para os outros, e acreditam que estão com isso fazendo um "grande bem", visto que, na sua opinião, de nada adianta continuar buscando a verdade: ela já foi encontrada e agora precisa ser divulgada a toda humanidade, de preferência o mais breve e insistentemente possível. Em suma, acreditam que sua verdade está provada e não pode ser questionada.


As pessoas que tem convicções, de certo admitem que nem toda verdade sobre a realidade da Natureza foi encontrada; Em realidade, muitas acreditam que compreendemos apenas uma ínfima parte dela. Essas pessoas sabem que, exatamente pela verdade não ter sido totalmente compreendida, não seria sábio nem razoável pretender que suas crenças sejam abraçadas pelo restante da humanidade: melhor esperar que as pessoas se interessem pela crença por si mesmas, antes de ir atrás das pessoas com a promessa de que encontraram para elas a verdade, exatamente porque qualquer promessa desse tipo seria falsa. Ainda que concordem que sua crença possa vir a explicar muito do que ainda não foi compreendido ou comprovado, sabem perfeitamente que absolutamente tudo o que acreditam não está livre de questionamento, e tampouco está provado.


Pois bem, enquanto as primeiras são dogmáticas, essas últimas são antes de tudo, racionais: afinal, sabe-se que o ônus da prova cabe e caberá sempre a quem procura afirmar alguma coisa, e não a quem apenas se recusa e acreditar enquanto nada estiver comprovado.


Ora, e recorrendo a experimentação científica, os cientistas comprovaram que a Terra não é plana, que não está no centro do Universo (que aliás não tem centro definido espacialmente), que orbita o Sol e que essa órbita é constante (não poderia, portanto, parar de um minuto para o outro), que absolutamente toda matéria na Terra é feita da combinação de algumas dúzias de elementos químicos, que as espécies animais evoluem ao longo dos milhões de anos pelo mecanismo da seleção natural, etc. - Entretanto, apesar dos religiosos terem parte da teoria de um Universo criado aparentemente do "nada" comprovada pelo Big Bang, não tem-se comprovado cientificamente a existência de Deus, se ele seria um ser consciente, se existem espíritos, se existem alienígenas visitando a Terra, se existem realmente os chamados "fenômenos paranormais", etc.


Apesar de tudo isso ser definitivamente importante de ser levado em consideração, também vale considerar, da mesma forma, que em lugar algum está escrito que um cientista não possa ser religioso, ou que um religioso não possa ser cientista... Afinal, o próprio estudo do Genoma Humano comprovou que na Terra só existe uma espécie de seres humanos, o homo sapiens, e não vem escrito em seus genes que eles precisam, ao nascer, escolher entre um caminho e outro, excluindo e ignorando totalmente um deles.


A princípio, nada pode comprovar hoje que quem afirme que existem pequenos dragões de Matéria Escura voando pela noite em uma dada cidade esteja equivocado: não se pode detectar a Matéria Escura, e mesmo que se pudesse, talvez ao fazer as medições na cidade em questão os dragões tenham se mudado para uma outra, e será difícil comprovar se existem, mas da mesma forma será imposível comprovar que não existem.


Portanto, há que se baixar a guarda, desfazer os nós, e admitir: "em princípio, toda crença tem sua chance de estar absolutamente correta, por mais improvável que possa parecer a primeira vista"... Até porque, foi exatamente com essa abordagem que os gênios da ciência observaram o que ninguém havia se arriscado a observar na Natureza, e dessa forma, nos ombros de gigantes, um seguido do outro, mudaram a nossa forma de ver o mundo, por mais religioso que cada um de nós possa ser.


Há que se tentar analisar a crença de cada um, e se for o caso de fazer julgamentos, julgar antes de tudo as consequências morais de cada crença: se um religioso pratica a caridade, a abnegação, o auto-conhecimento, a crença em um futuro melhor para a humanidade, construído de preferência pela própria humanidade em conjunto, e não por um Deus Ex-Machina no Fim dos Tempos, não importa se os motivos de suas boas ações se baseiam num Manual da Verdade Absoluta, na Mensagem Divina de um Profeta ou mesmo na Instrução de Espíritos de Luz, o que importa são suas obras e não suas crenças.


Da mesma forma, se um religioso encontra em sua crença razão para crer que existem castas de seres humanos, uns evoluídos e outros nem tanto, uns programados por Deus para serem portadores de toda a verdade, e outros portadores de todo mal; Ou ainda que use de sua crença para afirmar que este ou aquele será condenado, este ou aquele será salvo, que este ou aquele tem alma, e este ou aquele é apenas um "construto de Deus" para nos servir, e finalmente, se através de sua crença nega veementemente o que a ciência já comprovou em experimentações, e se acha no direito de tentar afastar as pessoas do "mal do conhecimento", da mesma forma, julguemo-os pelas suas obras, e não pelas suas crenças.


Ninguém de certo conhece toda a verdade do mundo, mas em nossa consciência trouxemos, ou nos foi dado, o bom senso. Apesar de tudo, acredito que ele ainda é, e sempre será, o nosso melhor guia em meio ao aparente caos de crenças que nos parecem inóspitas, julgamentos que nos parecem precipitados, e seres humanos que nada vêem e nada sentem.



 


Fonte: O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Autoria do escritor Rafael Arrais (raph.com.br)


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9 de out de 2011

HOMENAGEM AO POVO DA BAHIA


SALVE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! SALVE NOSSO SENHOR DO BONFIM!

SALVEM OS BAIANOS QUE MILITAM NA CARIDADE!

SALVE O POVO DE ARUANDA!


27 de set de 2011

AS COMPARAÇÕES E AS COBRANÇAS QUE DESTROEM OS RELACIONAMENTOS

Um dos maiores desafios da vida é aprendermos a nos relacionar de forma equilibrada, resgatando nossos carmas do passado com as almas que estão conosco na vida presente.
As relações familiares, amorosas, profissionais, de amizade, da escola, do esporte, do clube e até do salão de beleza que frequentamos, enfim, todos os contatos que estabelecemos com quem permeia nossa vida são extremamente importantes em nosso contexto evolucionário.
É por meio das relações que começamos a despertar os sentimentos mais lindos e também os mais destrutivos. É nos relacionamentos que aprendemos o amor, o respeito, a admiração, o cuidado, o carinho, a alegria, a felicidade. Infelizmente, é nos relacionando que também aprendemos a lidar com a dor de uma perda quando alguém morre, com a dor da traição e da mágoa. Muitas vezes, nos relacionamentos, sentimos raiva, competimos, experimentamos a inveja, a discórdia, os diferentes pontos de vista e as convicções que causam o afastamento temporário. Temporário porque duas pessoas podem ser dar as costas nesta vida, mas no futuro, em algum lugar, elas voltam a se encontrar para resolver o que ficou para trás. Por isso, quem compreende o contexto de eternidade gosta de resolver tudo da melhor forma possível no momento presente, conversando, dialogando e chegando a um consenso bom para todas as partes envolvidas, pois deixar para resolver problemas de relacionamentos em uma próxima vida é ter a certeza de pagar uma conta mais cara, com “juros” e “correção monetária”.
Nas experiências terapêuticas, percebendo que um dos maiores problemas do ser humano eram “os outros” e nunca ele mesmo, que a culpa era sempre de alguém, identifiquei dois sentimentos densos que, na minha opinião, acabam com qualquer relação: as comparações e as cobranças. E não percebi isso somente no consultório, mas dentro da minha própria família.
O ser humano, com seu mar de carências existenciais, em vez de mirar em si mesmo, de projetar o seu futuro, de criar algo novo, tem o vício de se comparar aos demais. Muitas vezes, alguém que poderia ser brilhante e realizado fica somente se comparando com os outros, gerando um desgaste em sua vida e na vida de outras pessoas, tentando imitar, fazer igual e copiar um padrão, ao passo que, se houvesse um esforço da sua parte para ser mais criativo, poderia encontrar soluções autênticas, originais.
A genialidade de um ser reside em sua capacidade de criar coisas novas, de mover o mundo por meio de novas propostas de crescimento, o que se torna a mola propulsora dos tempos atuais. Portanto, comparar-se com os outros não é saudável. Cada um de nós foi “projetado” sob medida para o cumprimento de nossa missão, de nossa evolução, por isso seria muita pretensão de nossa parte pensar que somos o outro. Essas comparações afetam os relacionamentos porque, principalmente em nossa família, nos sentimos no direito de dar palpites na vida de nossos familiares. Obviamente, se vemos um irmão ou nossos pais sofrendo, é nosso dever alertar, mas viver a vida do outro causa um grande sofrimento, em primeiro lugar porque nos desvia de nossa missão e em segundo lugar porque sufoca a outra pessoa sem que ela consiga decidir por si mesma, fazendo com que fique dependente dos demais. Em muitos casos, só se aprende errando e precisamos permitir que o outro erre para que ele perceba os aprendizados de forma experimental. Muitas vezes só sentindo a dor na pele para termos o julgo de certo e errado. E quem somos nós para interferirmos nos aprendizados alheios? Mesmo que seja um filho pequeno, muitas vezes só quando ele se queima entende o que é o fogo, só quando cai compreende a dor que a lei da gravidade pode causar, só quando toma um banho de chuva compreende a gripe que a água pode trazer e a vida é assim... Eu fui entender o sentido dos avisos de minha mãe como “pegue um guarda-chuva”, “coloque um casaco” quando eu já era adulta e ela não estava por perto para me alertar. Depois de algumas gripes feias e tremendos banhos em uma fria chuva, hoje já não esqueço o agasalho e o guarda-chuva. Esse é um exemplo bem simples, mas, se ela tivesse permitido que isso acontecesse lá na minha infância, eu não levaria tanto tempo para aprender. Certamente, uma mãe ou um pai que possuem amor pelo seu filho vão protegê-lo dos “males” do mundo, vão tentar evitar um machucado ou um mal maior. Entretanto, muitas vezes, se possuíssemos um toque da firmeza oriental em nossa educação, poderíamos nos tornar adultos menos infantis.
Algo muito comum atualmente é o prolongamento da adolescência no caso de filhos que moram com os pais até os quarenta anos ou mais. Será que esse fato proporciona mais ou menos evolução? Esse questionamento é intencional de minha parte, para produzir reflexão. Será que uma pessoa que já está há quatro décadas morando com os pais consegue abandonar o ninho, evoluir, superar desafios? Será? Pense nisso!
Muitas pessoas reclamam de não terem criatividade, mas em compensação não fazem nada para desenvolvê-la e colocam a culpa em seus pais, que deveriam ter-lhes estimulado mais quando pequenas. E aí começam as cobranças, que vêm das comparações. Ouvem-se muitas frases como:
– Veja seu irmão: é um excelente atleta; e você aí, sedentário!
– Olha só! Sua irmã com outro dez em matemática e você...
Muitas vezes o pai e a mãe, quando já não sabem mais o que fazer para um filho se comportar do jeito que eles acham correto, estimulam a competição dentro da própria casa, comparando-o com os irmãos e, no caso de filho único, com primos e colegas.
Isso gera uma competição desenfreada ou um estado de baixa autoestima naquele ser que não deseja ser um esportista. E, muitas vezes, ele nem sabe ainda o que quer. Muitas vezes, o que ele quer é não querer nada, até que um dia se conheça o suficiente para saber o que deseja fazer.
Por isso, nascemos todos diferentes, para evoluirmos na diversidade, e não para sermos comparados a produtos em uma linha de produção. Muitos pais ainda hoje possuem a ilusão de que, se resolverem ter cinco filhos, eles serão todos iguais. Ledo engano! Nossa consciência é eterna e caminha conosco há muito tempo, já habitou muitos corpos e hoje é o resultado de todas as nossas experiências. É isso que nos traz a dádiva de sermos únicos e somente nós mesmos. Com toda a experiência que possuímos, podemos tomar as nossas próprias decisões. Nesse contexto, comparar-se aos outros é negar toda a inteligência universal, pois como nos podemos comparar a alguém? Se não conhecemos nem a nossa história completa desde as primeiras encarnações, como poderemos conhecer a história do outro e ficar nos comparando? Parece incoerente, não é mesmo?
Gosto muito de uma frase do mestre Confúcio, que diz o seguinte: “Cobra mais de ti e espera menos dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos.” Nesta frase, o sábio da antiguidade mostra que, quando colocamos muitas expectativas nas ações de outras pessoas e elas não conseguem supri-las, nos aborrecemos. Entretanto, quem esperava do outro, quem colocou as expectativas fomos nós mesmos, portanto deveríamos nos aborrecer conosco, e não com o outro. Muitas vezes o outro não nos prometeu nada, nós é que esperávamos... Então vem a decepção... Decepção com quem? Com o outro, pois projetamos tudo de ruim nas outras pessoas. Sempre foi alguém e nunca nós mesmos... Quando vamos aprender a assumir as nossas responsabilidades?
Na grande maioria das vezes, as prioridades das outras pessoas não são as nossas, e por isso nos decepcionamos, porque não conseguimos comunicar aquilo que queremos nem conseguimos estabelecer os devidos limites. Essa falta de equilíbrio em expressar as nossas questões com muita clareza, combinando e acertando todos os detalhes, pode ser a nossa ruína. Se não formos firmes acerca de nossos propósitos, nunca alguém vai dar prioridade para as nossas questões, porque nem nós mesmos priorizamos! Atualmente, é assim que as coisas funcionam, com cobrança e sob pressão, e eu desejo profundamente que um dia o mundo mude, que cada um saiba das suas responsabilidades e cumpra seus prazos e tarefas sem que se necessite de tantas cobranças. No entanto, o que ocorre é que muitas vezes pegamos toda a pressão que sofremos principalmente no trabalho e a levamos para dentro de nossas casas, exigindo dos membros de nossa família, de forma dura, o comportamento que achamos adequado. Como somos muito diferentes e nos comportamos de maneiras diversas, surgem as brigas, as discussões, a famosa expressão “não dá mais”, a intolerância e muitas vezes as doenças que geram o desequilíbrio, o fim de uma família e o início de um carma muito maior. Reflita sobre isso. Como está a harmonia familiar e nos demais relacionamentos em sua vida?
Você cobra demais das pessoas? É exigente, autoritário? Ou é daquelas pessoas que “não têm boca para nada”, que não conseguem reagir diante de uma adversidade?
Lembre-se sempre de que a primeira relação que precisa ser equilibrada é a sua relação consigo mesmo, construída sobre as bases sólidas do amor, da admiração, de gostar-se e poder contar consigo nas horas difíceis. Uma das melhores coisas que existem é saber que, em um momento crucial, você estará ali para dar apoio a si mesmo de forma integral. É muito bom poder contar consigo mesmo, com o Eu Superior ou com os Corpos Superiores, pois nos sentimos fortes, brilhantes, poderosos. A autoestima não se baseia em beleza física, mas em prestarmos um “autossocorro” quando necessitamos de nós mesmos.
E, somente depois de estabelecermos uma relação equilibrada conosco, poderemos estabelecer bons relacionamentos com tudo aquilo que nos rodeia.
Lembre-se de que obedecemos às mesmas leis que criaram o universo. Uma pequena partícula inicial gerou galáxias, planetas e tudo o que existe, portanto a cura começa sempre dentro, na parte mais íntima do nosso ser, e vai atravessando camada por camada até que envolva tudo e todos os que estão à nossa volta.

Encontre esse e outros temas relacionados no novo Livro de Patrícia Cândido - Ecologia da Alma
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Fonte: Blog Luz da Serra


DHYANA YOGA

(Bhagavad Gita - Cap VI - versos 1 a 9)

1. A Suprema Personalidade de Deus disse: Aquele que não está apegado aos frutos de seu trabalho e que trabalha conforme sua obrigação está na ordem de vida renunciada e é um místico de verdade, e não aquele que não acende nenhum fogo nem cumpre dever algum.

2. Fica sabendo que aquilo que se chama renúncia é o mesmo que yoga, ou união com o Supremo, ó filho de Pandu, pois só pode tornar-se um yogi quem renuncia ao desejo de gozo dos sentidos.

3. Afirma-se que quem é neófito no sistema ióguico óctuplo recorre ao trabalho; mas quem já está elevado em yoga atua através da cessação de todas as atividades materiais.

4. Diz-se que alguém está elevado em yoga quando, tendo renunciado a todos os desejos materiais, não age em troca de gozo dos sentidos nem se ocupa em atividades fruitivas.

5. Com a ajuda de sua mente, a pessoa deve libertar-se, e não degradar-se. A mente é amiga da alma condicionada, e sua inimiga também.

6. Para aquele que conquistou a mente, a mente é o melhor dos amigos; mas para quem fracassou nesse empreendimento, sua mente continuará sendo seu maior inimigo.

7. Quem conquistou a mente já alcançou a Superalma, pois vive com tranquilidade. Para ele, felicidade e tristeza, calor e frio, honra e desonra é tudo o mesmo.

8. Diz-se que alguém está estabelecido em auto-realização e se chama um yogi (ou místico) quando está plenamente satisfeito em virtude do conhecimento e percepção adquiridos. Ele está situado em transcendência e é autocontrolado. Ele vê tudo – seixos, pedras ou ouro – como a mesma coisa.

9. Considera-se que tem maior avanço quem vê benquerentes honestos, benfeitores afetuosos, os neutros, os mediadores, os invejosos, amigos e inimigos, os piedosos e os pecadores – todos com mente igual.


O Capítulo 6 ensina que a meditação é o meio para buscar a consciência de Deus, o propósito de todos os Yogas. Quando a mente é direcionada a Deus, com um entendimento compreensivo, nossa percepção, atitude e desejos pelo mundo mudam automaticamente. “Os objetos dos sentidos afastam-se dele que está sóbrio, mas o gosto dos objetos persiste. Mantendo-se no Supremo, mesmo esse gosto cessa”. Assim, pela experiência da consciência de Deus através da meditação contínua, percebe-se a unidade na diversidade e todos os desejos se findam.

Yoga da meditação

O Bhagavad-gita enfatiza com frequência que a melhor maneira de livrar uma pessoa dos seus desejos mundanos é ocupar sua mente em consciência de Deus. 

Uma pessoa completamente consciente de Deus mantém sua mente em pensamentos relacionados com o Senhor e alcança Sua graça divina, tornando-se plenamente satisfeita e autocontrolada. Mas quem não é autocontrolado e não tem a mente tranquila não encontra condições favoráveis para praticar meditação. 

A menos que a mente esteja sob controle, a prática da yoga não passa de uma mera exibição, pois a pessoa continuará vivendo com sua pior inimiga dentro de si e, enquanto isto, terá de continuar a servir os ditames da luxúria, cobiça e ira. 

Praticar a renúncia do gozo pessoal dos sentidos com o propósito de se ocupar no serviço devocional para o prazer do Senhor é a perfeição da renúncia. Um yogi perfeito age sempre baseado na sua relação amorosa com o Senhor e, por isso, está sempre preocupado em dar prazer ao Senhor. Pela negação de todos os pensamentos mundanos, pela constante lembrança de Deus, através do estudo das escrituras, japa, kirtan e meditação, torna-se um sannyasi (renunciado). 

Quando alguém controla o mais baixo eu pelo mais alto Eu, a mente, os sentidos e o corpo são controlados. 

O Eu torna-se um amigo; de outra maneira, esse mesmo Eu se tornará seu inimigo. Ele, que controla seu corpo, mente e sentidos,  pode permanecer calmo no prazer e na dor, no quente e no frio, na honra e na desonra. O perfeiro yogi ou santo vê Deus em tudo.

Controlando os pensamentos e sentidos, ele precisa praticar a meditação para a purificação da alma. Assim ele alcança a paz suprema ou libertação. A mente precisa descansar em Deus, como uma lamparina que se encontra em um lugar sem vento. Quando a mente está controlada pela prática da meditação, realiza o Eu interior. Quando a mente experimenta tal bem-aventurança (ananda), o yogi sentirá que não há nada a mais nesses três mundos que valha possuir e não será perturbado, por mais amargo que seja o pesar do mundo.

Sadhana é um processo que dura uma vida. A todo momento, deve-se pensar em Deus. Sempre que a mente, devido ao seu hábito, desgarra-se do objeto da meditação, deve se esforçar e fixar-se de novo naquele objeto. Pela prática constante, o mediador e o objeto da meditação tornam-se Um, e, então, o praticante desfrutará da bem-aventurança suprema. O yogi com a mente harmonizada verá o Eu em todos os seres e todos os seres no Eu. O yogi ou o santo perfeito agirá como um instrumento nas mãos de Deus.


Fonte: Bhagavad Gita Online e Blog Yoga Hanuman.

15 de set de 2011

CIÊNCIA E ESPIRITUALIDADE




No programa espírita Transição, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira (psiquiatra com mestrado na USP) fala novamente sobre suas pesquisas da glândula pineal (ele associa os cristais de apatita a receptores de ondas eletromagnéticas, que "recebem" as informações através da mediunidade) e outros assuntos referentes a junção da ciência com a espiritualidade.


É sempre um alento, para espíritas e espiritualistas, perceber que ainda existem cientistas que levam a sério suas pesquisas nessa área - sem apelar para explicações pseudo-científicas nem para uma mistura exagerada entre ciência e religião. Creiam no que ele estuda ou não, ninguém pode dizer que o Dr. Sérgio não está utilizando uma abordagem puramente científica:





(Caso não consiga visualizar o vídeo acima, acesse-o no YouTube)



Lá por 17:40 ele cita sua participação no programa "Comando da Madrugada" do apresentador Goulart de Andrade. Ele cita o caso de um médium que é examinado enquanto incorporado, e os aparelhos medem seus padrões cerebrais (eletroencefalograma). Então o apresentador pede para que o suposto espírito incorporado cause uma reação não-natural nos padrões cerebrais do médium - algo que não pode ser feito nem de forma conciente nem inconsciente, segundo os neurologistas -, e para a surpresa dele na análise dos padrões cerebrais realmente se nota essa reação, atualmente algo absolutamente inexplicável pela ciência. Apesar da péssima qualidade do vídeo (céticos dirão que é proposital, mas quando passou na TV certamente a qualidade era melhor), encontrei o trecho exato deste programa no YouTube:



Entretanto isso ainda não é uma prova da existência dos espíritos. Porque? Simplesmente porque não é replicável, ou seja, não é possível que algum outro médium noutro laboratório de pesquisa possa garantir que algum espírito virá, e que tal espírito poderá causar também esse tipo de reação. Poranto, não é prova, mas é algo muito estranho mesmo assim... Algo que a ciência "oficial" não explica.


Ver também:


» Uniespírito (projeto idealizado pelo Dr. Sérgio)


***



 


Fonte: O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Autoria do escritor Rafael Arrais (raph.com.br)


***


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10 de set de 2011

DICA MUSICAL UNIVERSALISTA | OM NAMO BHAGAVATE (DEVA PREMAL)

Um pouco de louvor! Excelente final de semana, vivendo o Amor, a todos!

31 de ago de 2011

CADINHO E PENEIRAS

A palavra de Deus e a do homem.

A palavra de Deus é um cadinho.


O que ela cria, derrete e funde em um todo, nada aceitando como valioso, nada rejeitando como
sem valor. Possuindo o Espírito de Compreensão, sabe muito bem que ela e a sua criação constituem um todo; que rejeitar uma é rejeitar tudo; que rejeitar o todo é rejeitar-se a si mesmo. Consequentemente, ela tem para sempre o mesmo objetivo e o mesmo sentido.

Entrementes, é como uma peneira a palavra do Homem. O que ela cria, prende e expulsa. Está
sempre tornando isto como amigo e expulsando aquilo como inimigo. Mas freqüentemente o amigo de
ontem torna-se o inimigo de hoje; o inimigo de hoje, o amigo de amanhã.

E assim se desencadeia a cruel e inútil guerra do Homem contra si mesmo. Tudo porque falta ao
Homem o Espírito Santo, o único que pode fazê-lo compreender que ele e a sua criatura são uma e
mesma coisa; que expulsar o adversário é expulsar o amigo, pois ambas as palavras - "adversário" e amigo" - são criações de sua palavra - de seu eu.

Aquilo de que não gostais e atirais fora como sendo mau, é certamente apanhado por alguém ou
algo como sendo bom. Pode acaso ser, ao mesmo tempo, duas coisas que se excluam? Ela não é nem
uma coisa nem outra, foi o vosso eu que a fez má; outro eu a fez boa.
Não vos disse que aquele que pode criar pode também destruir? Tal como criastes um inimigo,
podeis destruí-lo e tornar a criá-lo como amigo. Para isso o vosso eu precisa ser um cadinho. Para isso necessitais ter o Espírito de Compreensão.

Por isso vos digo que se orais por algo, orai em primeiro e último lugar pedindo Compreensão.
Nunca sejais peneiradores, meus companheiros, pois a Palavra de Deus é Vida e a Vida é uma cadinho no qual tudo se faz uno e indivisível; tudo fica em perfeito equilíbrio e tudo é digno de seu autor - A Triunidade Santa. Quanto mais digno deve ser de ti! Nunca sejais peneiradores, meus companheiros, e tereis uma tão imensa estatura, tão onipenetrante e tão oniabrangedora que não haverá peneiras que vos possam conter. Nunca sejais peneiradores, meus companheiros; procurai em primeiro lugar o conhecimento d'A Palavra para que possais conhecer a vossa própria palavra. E quando souberdes a vossa palavra lançareis ao fogo todas as vossas peneiras, pois a vossa palavra e a de Deus são a mesma, somente que a vossa ainda está sob os véus. Mirdad vos pede que jogueis fora os véus.

A Palavra de Deus é o Tempo e o Espaço não medidos. houve acaso algum tempo em que não estivésseis com Deus? E há algum lugar em que não estejais em Deus? Por que acorrentais, então, a eternidade com horas e com estações? E por que encerrais o Espaço em polegadas e milhas?
A Palavra de Deus é Vida não nascida e portanto imortal.

Porque é a vossa, então, obstruída com o nascimento e a morte? Não estais vós vivendo unicamente a vida de Deus? E pode o Imortal ser a causa da Morte?
A Palavra de Deus inclui o Todo. Nela não há cercas nem barreiras. Porque está a vossa obstruída
com cercas e barreiras?

Digo-vos que vossa própria carne e vossos próprios ossos não são somente vossos. Inumeráveis
são as mãos que com as vossas mergulham nos eternos depósitos da terra e do céu, de onde vêm a para onde voltam os vossos ossos e a vossa carne. Nem é a luz de vossos olhos somente vossa. Ela é bem a luz de todos os que convosco compartilham o sol. Que poderiam os vossos olhos contemplar nos meus se não fosse a luz dos meus? É a minha luz que me vê em nossos olhos. É a vossa luz que vos vê em meus olhos. Fosse eu uma perfeita treva e os vossos olhos, contemplando-me, só veriam uma perfeita treva. Nem é o vosso alento em vosso peito somente vosso. Todos aqueles que respiram ou já respiraram o ar estão respirando o vosso alento. Não é o alento de Adão que ainda pulsa em vossos corações? Nem são os vossos pensamentos somente vossos. O mar dos pensamentos os reclama como a ele pertencentes, e assim também o fazem os seres pensantes que compartilham convosco esse mar. Nem são os vossos sonhos somente vossos. Todo o universo está sonhando os vossos sonhos. Nem são as vossas casas somente vossas. Elas são também a habitação do vosso hóspede, da mosca, do rato, do gato, bem como de todas as criaturas que compartilham a casa convosco. Cuidado, pois com a cercas. Quando cercais, pondes a Decepção para dentro delas e a Verdade para fora. E quando vos voltais para vos verdes para dentro da cerca encontrais-vos face a face com a Morte, que é a Decepção com outro nome. Inseparável de Deus, ó monges, é o Homem. Inseparável, pois dos semelhantes e das criaturas provenientes da Palavra.

A Palavra é o oceano, vós sois as nuvens. E a nuvem não é nuvem pelo que do oceano contém? E
na verdade seria tola a nuvem que desperdiçasse a sua vida para se firmar no espaço tentando manter eternamente a sua forma e a sua identidade. Que resultado colheria dessa tolice senão esperanças desfeitas e uma vaidade amarga? A não ser que se perca, não se poderá achar. A não ser que morra e desapareça como nuvem, não poderá encontrar o oceano que tem em si e que é o seu único ser. O Homem é uma nuvem que contém Deus em si. A não ser que se esvazie a si mesmo, não
poderá encontrar-se. E que alegria a de esvaziar-se!

A não ser que vos percais para sempre na Palavra, não podereis compreender a palavra que está
em vós - o vosso eu. Ah! a alegria de perder-se!
Mais uma vez vos digo, orai pedindo Compreensão. Quando a Sagrada Compreensão penetrar em
vossos corações nada haverá na imensidade de Deus que não vibre para vós uma alegre resposta todas as vezes que pronunciardes EU.

E então a própria Morte porá em vossas mãos a arma com a qual vencereis a Morte. E então a Vida colocará nos vossos corações a chave do seu coração sem limites, a chave dourada do Amor.

Shamadam: Nunca sonhei que tanta sabedoria pudesse ser espremida de um pano de pratos e de uma vassoura (aludindo à posição de Mirdad como servo).

Mirdad: Tudo é fonte de sabedoria para o sábio. Para aquele que não é sábio a própria sabedoria é loucura.

Shamadam: Tens uma língua hábil, sem dúvida. É de se admirar que a tenhas freado por tanto tempo; se bem que as tuas palavras são muito duras de se ouvir.

Mirdad: Minhas palavras são macias, Shamadam. É o teu ouvido que é duro. Infelizes daqueles que, ouvindo, não ouvem e, vendo, não vêem. ida colocará nos vossos corações a chave do seu coração sem limites, a chave dourada do Amor.

Shamadam: Nunca sonhei que tanta sabedoria pudesse ser espremida de um pano de pratos e de uma vassoura (aludindo à posição de Mirdad como servo).

Mirdad: Tudo é fonte de sabedoria para o sábio. Para aquele que não é sábio a própria sabedoria é loucura.

Shamadam: Tens uma língua hábil, sem dúvida. É de se admirar que a tenhas freado por tanto tempo; se bem que as tuas palavras são muito duras de se ouvir.

Mirdad: Minhas palavras são macias, Shamadam. É o teu ouvido que é duro. Infelizes daqueles que, ouvindo, não ouvem e, vendo, não vêem.

Shamadam: Eu ouço e vejo muito bem. Não ouvirei, no entanto, essa loucura de que Shamadam é o mesmo que Mirdad; de que o mestre e o servo são iguais.


Fonte: Cap. 5 de "O Livro de Mirdad" de MIKHAIL NAIMY - Baixá-lo aqui


25 de ago de 2011

CONHECENDO O SINCRONÁRIO DA PAZ E ATIVANDO A FREQUÊNCIA NATURAL (13:20)


Rede de Arte Planetária/Movimento Mundial de Paz e de Mudança para o Sincronário de 13 Luas de 28 dias (PAN/RAP)



A Rede de Arte Planetária é uma aliança global de pessoas voluntárias, autônomas, que trabalham pela Paz, pela Cultura e pela Natureza (Biosfera), sem nenhuma filiação a uma determinada religião ou tendência política, mas apresentando como estrutura básica a "Lei do Tempo", já divulgada às estruturas de poder do planeta, especialmente a ONU e o Vaticano. 



A Rede de Arte Planetária está estruturada como Movimento Mundial pela Paz em uma rede mundial com grupos bioregionais que integram toda variedade de profissionais de artes, ciências (físicos, matemáticos, médicos, antropólogos...), espiritualistas, terapeutas e de muitas outras especialidades, unindo forças com o espírito do novo tempo, realizando encontros, conferências, experiências artísticas e projetos baseados na proteção do meio ambiente e na volta aos ciclos naturais.



A Rede de Arte Planetária está fundamentada em princípios naturais que orientam para uma cooperação maior com o objetivo comum dos participantes de fazer "Paz através da Cultura" e a "Paz da Cultura da Biosfera". 

Ativamos eventos que promovem a expansão da consciência humana e da conexão que todos temos com a biosfera. Ensinamos a Ciência do Tempo, através do Calendário de 13 Luas - o Calendário da Paz - como uma forma de entender a confusão e disparidades do nosso estilo de vida moderno. 




Nossos objetivos 


• Reeducar para uma conduta de paz entre as pessoas e para com o meio ambiente;

• Divulgar o Sincronário natural e ecológico de 13 Luas e o conhecimento da Lei do Tempo: T(E)= Arte;

• Promover o resgate da arte de viver no planeta Terra;
• Promover o dia Mundial da Cultura e da Paz (25 de julho de todos os anos); 

• Estabelecer e fortalecer grupos bioregionais de regeneração da Biosfera.




Sincronário de 13 Luas?

SIM! Uma verdadeira revolução do tempo!

Também conhecido como o Sincronário Natural ou o Sincronário da Paz, trata-se de uma ferramenta cuja freqüência em relação aos ciclos universais da natureza e cuja matemática são perfeitas! 


Após anos de investigação e trabalho de campo por todo o planeta, José Argüelles e sua mulher Lloydne, que decifraram os códigos maias e a "Lei do Tempo", descobriram que há um grave erro no calendário gregoriano usado em todo mundo.

Com a finalidade de corrigir este erro, os Argüelles desenvolveram o plano de paz que tem por finalidade substituir o calendário gregoriano pelo Sincronário de 13 Luas de 28 dias. Em tal calendário, cada lua corresponde ao que chamamos de mês... José Argüelles é Doutor em História da Arte pela Universidade de Chicago e além disso historiador e artista; é autor de vários livros , entre eles, O Fator Maia, "best seller"mundial, Os Surfistas do Zuvuya, o Encantamento do Sonho, A Terra em Ascensão, O Chamado de Pacal Votan - O Tempo é a Quarta Dimensão e muitos outros.



Descubra mais! Aventure-se!

Se você é um daqueles que estavam querendo fazer algo por você, por seu planeta, pelo mundo..., enfim, fazer parte de um movimento sério, e ainda há pouco não sabia como, chegou o momento e hoje é o melhor dia! As circunstâncias são e estão a seu favor. SEJA VOCÊ TAMBÉM UM KIN PLANETÁRIO! TORNE-SE UM MAGO AO RESGATAR A ARTE DE VIVER NO PLANETA TERRA!



A fim de que você possa conhecer melhor este assunto, caso deseje, estamos à sua disposição para fornecer-lhe toda a documentação de base, inclusive um exemplar do novo Sincronário , do ano em curso, denominado Lua Harmonica Vermelha, que se iniciou no dia 26/7/2010 e que vai até 25/7/2011. Esse material lhe dará uma idéia completa do "status" do Movimento Mundial de Paz e de Mudança para o Sincronario de Treze Luas. 



A participação de pessoas como você neste processo trará uma forte contribuição no que se refere à viabilidade deste trabalho e à garantia do seu sucesso, na tentativa de salvar a biosfera do planeta, seriamente ameaçada pelo crescente nível de diferentes tipos de poluição. A biosfera planetária necessita de nossa imediata atenção e de solução para o grave estado de contaminação em que se encontra. 



Pedimos a você que dê atenção especial a este assunto e desenvolva qualquer tipo de ação que possa servir de apoio e para ajudar-nos na efetivação deste importante objetivo. Caso deseje mais informações ou mesmo uma consulta pessoal, estaremos disponíveis para fazer qualquer apresentação ou palestra que você ou sua organização queiram receber.
http://sincronariodapaz.org/

Esclarecimento

O Movimento Mundial de Paz e de Mudança para o Calendário de 13 Luas de 28 Dias é um movimento que trabalha pela paz mundial e para isso tem uma estratégia clara, que não deve ser confundida. Essa estratégia consiste em substituir o calendário gregoriano, pelo calendário de 13 luas, porque este calendário, de 13 luas, é um instrumento de sincronização galáctica e oferece aos que o utilizam a possibilidade de saírem da freqüência artificial 12:60 e entrarem na freqüência natural 13:20, que é a freqüência correta do ser humano. Esta é a estratégia do movimento para a sincronização galáctica do Planeta Terra em 2012/2013.



O movimento alimenta profundo respeito pelo livre-arbítrio de cada ser humano, e por isto respeita a opinião, a crença e a estratégia de qualquer outro movimento ou de qualquer outro grupo de pessoas que atuem das mais variadas formas.



O Movimento não está envolvido, não participa, não apóia e não incentiva nenhuma atividade que objetive promover desordens ou desrespeitar as leis vigentes nos países em que atua como, por exemplo, incentivar o consumo de qualquer tipo de droga ou de atos deste gênero, uma vez que atua dentro da legalidade, de modo pacífico, sendo apartidário.



No entanto, tem sido comum que pessoas, sem nenhum comprometimento com nossa estratégia de ação e com o nosso verdadeiro trabalho, usem disfarçadamente o nome do movimento, ou parte dele, para ações que contrariam totalmente os nossos objetivos. 



Queremos, então, alertar a todos para que estejam atentos e tenham sabedoria para discernir as ações que verdadeiramente façam parte do nosso movimento daquelas ações meramente oportunistas, promovidas por pessoas inescrupulosas, que procuram confundir os menos avisados e que se valem, para tanto, da força do nome "Movimento Mundial de Paz e de Mudança para o Calendário de 13 Luas de 28 Dias" ou, disfarçadamente, de partes dele. 



Nossas informações oficiais estão neste site, nos sites www.lawoftime.org, www.tortuga.com e nos materiais editados pelo movimento, especialmente o Calendário de 13 Luas, o Manual dos Magos da Terra, o Encantamento do Sonho e outros.



A Profecia Telektonon, de Pacal Votan, adverte que "Já não é mais possível conter o fogo que consome toda falsidade..." e, portanto, não tenham dúvida de que toda falsidade será desmascarada no devido tempo. Portanto, não se deixem enganar pelos "falsos profetas" do final dos tempos.

SOBRE A FREQUÊNCIA 13:20
O Sincronário da Paz é uma ferramenta de contagem do tempo, e foi desenhada pelos sábios Maias com o objetivo de sincronizar o ser humano em sua verdadeira freqüência das 13 luas de 28 dias. Conhecida como freqüência 13:20 ( 13 tons galácticos e 20 tribos solares), esta vibração permite que o ser humano perceba a noosfera, a rede do pensamento que une todas as consciências em um nível planetário de manifestação.

  Os conhecimentos dos ciclos da criação permitem que analisemos as energias do dia de acordo com o movimento do Sol e da Lua, criando o Tzolkin, o tear sagrado dos maias, compostos de 260 unidades conhecidas como kins planetários. Cada kin é uma combinação da energia de uma das vinte tribos solares sincronizado com um dos treze tons galácticos da criação. Este tear 13:20 é a rede da vida, a conexão que existe entre todos os seres que habitam nosso amado planeta.



As ondas encantadas são unidades do tempo que permitem que possamos identificar e potencializar, nossos propósitos de vida, descobrir nossos desafios, ativar nosso serviço e definir a melhor forma de agirmos. Conhecer maneiras de utilizar este conhecimento é uma importante chave do autoconhecimento, com traços especiais que facilitam a rememoração da programação existencial.
Este calendário é uma ferramenta cósmica para que possamos transcender a matriz tridimensional do ego que nos aprisiona a este plano físico. Através da dissolução desta energia tridimensional, entramos no formato do cubo consciencial, que transcende a matriz quadridimensional do tempo, quebrando as limitações do universo físico. Esta vivência do cubo da vida faz com que experimentemos o passado, presente e futuro simultaneamente, uma forma não linear de tempo e espaço. Neste estágio de expansão, o não-tempo, nos tornamos totalmente despertos para a realidade da quinta dimensão.



Esta ferramenta evolutiva, engenhosamente desenhada pela Hierarquia da estação intermediária de Archturus, provê o conhecimento das modificações geofísicas, astrofísicas e espirituais que afetam o planeta durante as modificações evolutivas quânticas. Este ensinamento foi trazido diretamente aos seres humanos através das pirâmides das Américas e são formados de calendários cronológicos sincrônicos. Estes conhecimentos promovem uma expansão da consciência humana que pode interagir com inteligências desde a quinta até a nona dimensão consciencial, e posteriormente estendidas à outras dimensões conscienciais. É através deste calendário que surgiram diversas teorias sobre o dia 21 de dezembro de 2012, quando irá ocorrer um alinhamento cósmico entre nosso sistema solar e o centro da galáxia. Neste calendário de longa contagem, nos sincronizamos com a contagem do tempo das Plêiades, que funcionam como uma chave para acessarmos as dimensões mais expandidas da percepção consciencial.
Com muito amor, devemos aprender a utilizar estes conhecimentos ancestrais e assim estarmos sincronizados com a harmonia e plenitude da Mãe natureza, expressa nas criações e revoluções de nosso universo físico. Salve a harmonia da mente e da natureza. A cultura galáctica vem em paz.





Equivalências
Baktun, Katun, Tun e Kin.

Grande Ciclo: 1.872.000 dias; 13 Baktuns; 260 Katuns; 5200 Tuns, ou ainda 5125
anos solares.

Baktun: Ciclo de 144.000 dias ou 20 Katuns, ou ainda 394,5205 anos solares.
Katun: Ciclo de 7.200 dias ou 20 Tuns, ou ainda 19,7260 anos solares.
Tun: Ciclo de 360 dias ou 0,9863 do ano solar.
Kin: Um dia ou 24 horas do ano solar.

AH YUM HUNAB KU! EVAN MAYA E MA HO
Saudação ao grande sol central! Salve a harmonia da mente e da natureza!

Fonte:
Para Mais textos e Vídeos explicativos nos links:
http://www.sincronariodapaz.org/
Vídeos para Sincronizar!
Código 13:20 é o Código de Jesus e dos Avataras
Blog Aldea de Paz - Em espanhol.

Para tirar dúvidas, entrar em contato com o email do grupo:
sincronario@sincronariodapaz.org


Namaste!



12 de ago de 2011

CARNE: COMER OU NÃO COMER? O BOM SENSO DA DOUTRINA ESPÍRITA






                                                    Alexandre Fontes da Fonseca
                                   Centro Espírita Irmão Agostinho – Brotas – SP

A questão sobre a alimentação tem sido bastante discutida no movimento espírita. Mensagens como a de Emmanuel (questão 129 da Ref. (1)) e de André Luiz (Cap. 4 da Ref. (2)) desaconselham o uso da alimentação carnívora. Entretanto, isso parece se contrapor com a orientação básica dos Espíritos superiores presentes nas questões 722, 723, 724 e 734 do Livro dos Espíritos (3). Reproduziremos aqui a questão 723:


723. A alimentação animal é, com relação ao homem, contrária à lei da Natureza?

“Dada a vossa constituição física, a carne alimenta a carne, do contrário o homem perece. A lei de conservação lhe prescreve, como um dever, que mantenha suas forças e sua saúde, para cumprir a lei do trabalho. Ele, pois, tem que se alimentar conforme o reclame a sua organização”.

Pretendemos demonstrar aqui que a recomendação de Emmanuel e André Luiz de se evitar a alimentação carnívora possui bases doutrinárias não estando, portanto, em desacordo com o Espiritismo. Para isso, recorremos à Revista Espírita de dezembro de 1863 onde Kardec reproduziu uma mensagem do Espírito Lamennais (4) que esclarece de modo claro todos os ângulos dessa questão:

"Sobre a alimentação do Homem

(Sociedade de Paris, 4 de Julho de 1863. Médium: Sr. A. Didier)

O sacrifício da carne foi severamente condenado pelos grandes filósofos da antiguidade. O Espírito elevado revolta-se à idéia de sangue e, sobretudo, à idéia de que o sangue é agradável à Divindade. E notai bem, que aqui não se trata de sacrifícios humanos, mas unicamente de animais oferecidos em holocausto. Quando o Cristo veio anunciar a Boa-Nova, não ordenou sacrifícios de sangue: ocupou-se unicamente do Espírito. Os grandes sábios da antiguidade igualmente tinham horror a estas espécies de sacrifícios e eles próprios só se alimentavam de frutos e raízes. Na terra os incarnados têm uma missão a cumprir: têm o Espírito que deve ser nutrido pelo Espírito, o corpo com a matéria; mas a natureza da matéria influi - compreende-se facilmente - sobre a espessura do corpo e, em consequência, sobre as manifestações do Espírito. Os temperamentos naturalmente muito fortes para viver como os anacoretas (5) fazem bem, porque o esquecimento da carne leva mais facilmente à meditação e à prece. Mas para viver assim, geralmente seria necessária de uma natureza mais espiritualizada que a vossa, o que é impossível com as condições terrestres. E como, antes de tudo, a natureza jamais age contra o bom senso, é impossível ao homem submeter-se impunemente a essas privações. Pode ser-se bom cristão e bom espírita e comer a seu gosto, desde que seja razoável. É uma questão algo leviana para os nossos estudos, mas não menos útil e proveitosa". (os grifos são nossos).

Essa mensagem explica que a dieta sem o uso da carne é melhor, pois isso “leva mais facilmente à meditação e à prece”.Isso aconteceria, pois, segundo Lamennais, a natureza da matéria influi nas manifestações do Espírito. Podemos comparar a situação com os vícios. Aquele faz uso de uma droga, por exemplo, impregna seu perispírito de vibrações que limitarão suas manifestações no mundo espiritual. Da mesma forma, o uso de uma dieta menos carnívora torna o perispírito menos “espesso” (usando aqui uma palavra que Lamennais usou no texto) o que permite que ele tenha mais facilidade em elevar seu pensamento em prece.

Porém, Lamennais, de modo responsável, deixou claro que a dieta vegetariana dependeria do aprimoramento espiritual da nossa Humanidade terrestre, o que ainda não ocorre. Daí adverte que “a natureza jamais age contra o bom senso, é impossível ao homem submeter-se impunemente a essas privações”. Por isso a questão 723 acima não condena o uso da carne. Sobre privações, a questão 724 do Livro dos Espíritos (3) recomenda:

724. Será meritório abster-se o homem da alimentação animal, ou de outra qualquer, por expiação?
“Sim, se praticar essa privação em benefício dos outros. Aos olhos de Deus, porém, só há mortificação, havendo privação séria e útil. Por isso é que qualificamos de hipócritas os que apenas aparentemente se privam de alguma coisa”.

Dessa forma, a privação da carne só teria mérito se ocorrer em benefício do próximo. As atividades espíritas de passes e as reuniões mediúnicas constituem exemplos em que a abstenção do uso da carne, pelo menos no dia dessas atividades, pode levar a benefícios aos assistidos encarnados ou desencarnados. Mas se o tarefeiro tiver dificuldade com isso, Raul Teixeira (6) assevera que, “É mais compreensível, e me parece mais lógico, que a pessoa coma no almoço o seu bife, se for o caso, ou tome seu cafezinho pela manhã, do que passar todo o dia atormentada pela vontade desses alimentos, sem conseguir retirar da cabeça o seu uso, deixando-se de concentrar-se na tarefa, em razão da ansiedade para chegar em casa, após a reunião, e comer ou beber aquilo de que tem vontade”.

Lamennais ainda disse que "Pode ser-se bom cristão e bom espírita e comer a seu gosto" sem esquecer que isso deve ser feito “desde que seja razoável”, isto é, sem exageros.

Portanto, a recomendação de Emmanuel e André Luiz é válida e está de acordo com o Espiritismo, mas não deve ser considerada uma exigência para a realização de um bom trabalho espírita ou uma boa reunião mediúnica. Lembremos, afinal, que Jesus em Mateus, Cap. 15 e vers. 11 disse que: "Não é o que entra pela boca que contamina o homem; mas o que sai da boca, isso é o que o contamina”. E, para aprimorar o que sai de “nossa boca” e de nossos atos, devemos nos esforçar pela reforma íntima e no estudo doutrinário.

Referências

[1] Emmanuel, psicografia de F. C. Xavier, O Consolador, FEB, 20ª Edição (1999).

[2] André Luiz, psicografia de F. C Xavier, Missionários da Luz, FEB, 26ª Edição (1995).

[3] A. Kardec, O Livro dos Espíritos, Editora FEB, 76a Edição, (1995).

[4] Lamennais, Revista Espírita, Dezembro, pp. 387—388 (1863).

[5] Anacoreta é uma pessoa que se retira a um local isolado para dedicar-se a meditação e oração.

[6] D. P. Franco e J. R. Teixeira, Diretrizes de Segurança, Editora FRATER, 8ª Edição (2000).

Artigo publicado no jornal O Idealista, da USE – Regional Jaú, Setembro p.9 (2006).

Fonte: http://www.grupos.com.br/blog/grupodeestudosak/permalink/24576.html

28 de jul de 2011

TUDO QUE SEI É QUE NADA SEI





O célebre sábio antigo, Sócrates, nem sempre havia sido conhecido por sábio. De fato, chegou a servir como soldado e constituir família, como tantos outros atenienses. Foi somente quando leu no oráculo em Delfos o "conhece-te a ti mesmo" que teve um insight, uma iluminação interior, e resolveu dedicar o final de sua vida ao autoconhecimento.


Porém, me parece interessante que não tenha se isolado para se autoconhecer, tanto oposto disso: preferiu dialogar com jovens atenienses, e através desses diálogos pôde não somente conhecer-se melhor, mas também aprender a complexa arte de julgar "quem é sábio, e quem apenas se julga sábio".


Frequentemente, os ditos "sábios" se entrincheiram no cume de sua suposta sabedoria, e passam a atacar todos aqueles que, ao aproximar-se, demonstram certa ignorânica. Dizem eles: "Você não é digno de estar entre nós, é muito ignorante." - "Vá estudar o básico de filosofia, ciências e política, depois retorne." - "Para mim é um suplício ter de dialogar com alguém tão ignorante." - ou ainda "você está além de qualquer salvação, nunca poderá ser um sábio como nós."


Ora, e o que Sócrates descobriu? Que os ditos "sábios", nada mais eram que seres cheios de idéias pré-concebidas, ou tanto pior, conceitos monolíticos que não admitiam diálogo, verdadeiros dogmas das idéias... Descobriu que para ser realmente sábio, era preciso aprender a compreender as diversas formas nas quais a sabedoria se apresenta: no olhar atento de um jovem ainda livre de preconceitos, nas sutis e harmônicas leis da Natureza, no conceito de se estar sempre ao mesmo nível de todos - não por ser igualmente ignorante, mas antes por ser o mais interessado em aprender com tudo a sua volta...


O tão criticado "tudo que sei é que nada sei", portanto, é apenas uma fórmula para que possamos nos harmonizar com o brilho dos outros, se for o caso. Caso nossa sabedoria brilhe muito a primeira vista, pode assustar, afinal todos os ditos "sábios" costumam tratar aos "ignorantes" de forma um tanto grosseira. A sabedoria verdadeira está em, sendo sábio, reconhecer que não é sábio o suficiente para que possa ignorar o aprendizado possível, o aprendizado que se encontra nos diálogos, nas amizades, no convívio e no amor, para com todos os outros que nos cercam, sejam sábios, sejam ignorantes, sejam apenas ignorantes que se julgam "muito sábios" - não importa, todos são possibilidades infinitas de aprendizado.


O cérebro humano tem tantos neurônios quanto estrelas há no céu. Não importa para onde olhemos: para o alto, ou para dentro, tudo é sagrado. Amar o saber, antes de mais nada, é reconhecer que nunca saberemos o suficiente, que não possamos aprender algo a mais. Sócrates sabia. Sócrates não se "julgava sábio", ele o era, realmente, e não se preocupava em alardear isso aos quatro ventos.


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Crédito da foto: Sebastià Giralt



 


Fonte: O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Autoria do escritor Rafael Arrais (raph.com.br)


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21 de jul de 2011

SEJAM BEM VINDOS À CATEDRAL ANGLICANA DE SP


O Rev. Aldo Quintão apresenta-nos a Catedral Anglicana de São Paulo.

Sejam bem vindos!

16 de jul de 2011

DICA MUSICAL UNIVERSALISTA | HAVENU SHALOM




8 de jul de 2011

ACERCA DO SILÊNCIO CRIADOR

O falar é, na melhor das hipóteses, uma mentira honesta.

Naronda: Passados os três dias, nós Sete, como que impelidos por uma força irresistível, tornamos a reunir-nos e encaminhamo-nos ao Ninho da Águia. O Mestre nos saudou como quem estava certo de que viríamos.

Mirdad: Mais uma vez vos dou as boas vindas, filhotes implumes de volta ao ninho. Dizei a Mirdad os vossos pensamentos e vossos desejos.

Micayon: Nosso único pensamento e desejo é estar perto de vós Mirdad, a fim de que possamos sentir e ouvir a verdade - para que, talvez, possamos tornar-nos sem sombra, tal como vós o sois. O vosso silêncio, no entanto, nos constrange a todos nós. Por acaso vos ofendemos de algum modo?

Mirdad: Não foi para vos afastar de mim que me conservei em silêncio durante três dias, mas para vos trazer para mais perto de mim. Quanto a me haverdes ofendido, aquele que conhece a paz invencível do Silêncio, jamais pode ser ofendido ou ofender.

Micayon: É melhor calar do que falar?

Mirdad: O falar é, na melhor das hipóteses, uma mentira honesta. Ao passo que o silêncio é, no pior dos casos, uma verdade nua.

Abimar: Devemos disto concluir que até mesmo as vossas palavras, Mirdad, conquanto honestas, são simplesmente mentiras?

Mirdad: Infelizmente nada mais são do que mentiras para aqueles cujo eu não é o mesmo que o EU de Mirdad. Enquanto todos os vossos pensamentos não forem como pedras extraídas da mesma pedreira e todos os vossos desejos como água extraída do mesmo poço, vossas palavras serão, conquanto honestas, simplesmente mentiras.
Quando o vosso eu, o meu eu e o de Deus forem um só, dispensaremos as palavras e
comungaremos perfeitamente no Silêncio da verdade.
Como, porém, o vosso eu e o meu não são o mesmo, sou constrangido a desferir contra vós uma guerra de palavras, para que vos possa vencer com vossas próprias armas e vos levar à minha pedreira e ao meu poço.

E somente assim podereis ir para o mundo, vencê-lo e subjugá-lo como eu vos haja vencido e subjugado. E somente assim sereis preparados para guiar o mundo ao silêncio da Consciência Suprema, para a pedreira da Palavra, para o poço da Sagrada Compreensão.

Enquanto não fordes assim vencidos por Mirdad não vos tornareis inexpugnáveis na verdade e poderosos conquistadores. Nem a palavra poderá lavar-vos da ignomínia de sua contínua derrota, a não ser quando houver sido derrotada por vós.
Cingi-vos, pois, para a batalha. Bruni vossos escudos e vossas armaduras e afiai vossas espadas e vossas lanças. Deixai, também, que o Silêncio bata o bombo e carregue o estandarte.

Bennoon: Que espécie de Silêncio é este que irá bater o bombo e a carregar o estandarte?

Mirdad: O silêncio no qual eu vos farei entrar é aquela expansão infinita na qual o não-ser passa a Ser e o Ser passa a não-ser. É aquele vácuo pavoroso onde todo o som nasce e é abafado; onde toda forma é moldada e esmagada; onde toda personalidade é criada e esmagada; onde todo Ser é elevado e abatido;
em que nada é mais do que ISTO. A não ser que atravesseis esse vácuo e essa expansão em contemplação silenciosa, não sabereis quão real é o vosso Ser, nem quão irreal o não-ser. Nem sabereis quão ligada está a vossa realidade com toda a Realidade.
É nesse Silêncio que espero que vagueis, para que possais abandonar a vossa pele velha e apertada e possais a andar sem grilhões, irrestritos.
Para ele almejo que leveis os vossos cuidados, receios, paixões e desejos, vossas invejas e vossas luxurias, para que as possais ver desaparecer uma a uma, libertando, assim, os vossos ouvidos dos seus gritos incessantes e livrando os vossos flancos da dor de suas afiadas esporas.
É ali que desejo jogueis os vossos arcos e flechas deste mundo, com os quais esperais caçar alegria e satisfação e na realidade só caçais o desassossego e a tristeza.
É ali que espero vós rastejeis para fora da tenebrosa e sufocante concha do eu, para a luz e o ar livre do EU.
É esse Silêncio que vos recomendo, e não um mero descanso de vossas línguas cansadas de tagarelar.
É o silêncio fecundo da Terra que vos recomendo, e não o apavorante silêncio do criminoso e do velhaco.
O Silêncio paciente da galinha que choca é que vos recomendo, é não o impaciente cacarejar de sua irmã que bota. Aquela se mantém quieta durante vinte e um dias e espera numa silenciosa confiança que a Mão Mística realize o milagre debaixo de seu fofo peito e de suas macias asas. A outra salta do ninho e cacareja loucamente, anunciando que pôs um ovo.

Cuidado com a glória cacarejante, companheiros. Assim como silenciais as vossas vergonhas, silenciai também as vossas glórias, pois a glória cacarejante é pior que a vergonha em silêncio e a virtude apregoada é pior do que a iniqüidade muda.

Evitai o demasiado falar. Em cada mil palavras pronunciadas, às vezes só há uma única que verdadeiramente é necessário pronunciar. As restantes só servem para nublar a mente, entupir o ouvido, cansar a língua e cegar o coração.
Como é difícil dizer a palavra que realmente deve ser dita! Em cada mil palavras que se escrevem, às vezes só há uma, que verdadeiramente é necessário escrever! As restantes são somente tinta e papel desperdiçados e minutos aos quais se deu pés de
chumbo em vez de asas de luz.

Como é difícil, oh! como é difícil escrever a palavra que realmente deve ser escrita!

Fonte: O livro de Mirdad, Cap.12.
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