24 de jan de 2011

COMEMORAÇÃO DO DIA DE COMBATE A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA


A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania no Estado de São Paulo promoveu na quinta-feira, 20 de janeiro, um grande encontro entre autoridades religiosas de diversas crenças para celebrar a data. O evento ocorreu às 17h no Espaço da Cidadania, na sede do órgão, com a participação do Fórum Inter-religioso para uma Cultura de Paz e Liberdade de Crença.
A Secretária da Justiça Eloisa de Sousa Arruda lembrou que em alguns locais do mundo ainda não é possível ao indivíduo professar a sua religião sem colocar em risco a sua segurança e, até mesmo, a própria vida. “Toda pessoa deve ter o direito de manifestar a sua fé, seja publicamente ou de forma privada”. A Secretária também ressaltou as inúmeras contribuições que as religiões prestam à sociedade, tanto no aspecto da formação do pensamento e da ética, como na prática de caridade. “A religião tem um enorme poder de coesão social”, afirmou Eloisa Arruda. Os representantes do Fórum exemplificaram que a maioria das doações em prol das vítimas das enchentes foi coordenada por comunidades religiosas.
Entre os pontos sugeridos pelos membros do Fórum, o Reverendo Christian Lepelletier, representante da Federação pela Paz Universal, apresentou a proposta da criação de um conselho inter-religioso para garantir que os Projetos de Lei propostos nas esferas governamentais zelem pela justiça e paz das comunidades; a intensificação de um trabalho conjunto das religiões para superar os atos de intolerância religiosa praticados principalmente contra as religiões de matriz africana – as mais perseguidas atualmente e em maior situação de vulnerabilidade; e a participação das diferentes religiões brasileiras em eventos internacionais, como a Copa e as Olimpíadas, para divulgar o perfil de respeito às religiões praticadas em território brasileiro.
O Fórum foi o primeiro evento oficial da história da Secretaria da Justiça pela liberdade de crença e cultura de paz. Em breve, será assinado um Termo de Convênio entre o órgão e a OAB para o acolhimento de denúncias e efetivo combate à intolerância religiosa.

Estiveram presentes os membros representantes dos 21 segmentos religiosos que compõe o referido Fórum e demais autoridades hierárquicas de diferentes denominações.
Fizeram uso da palavra:
Prof. Samuel Lima da ABLIRC, Sheik Hussan – representando de Islamismo Sunita,
Pai Milton Aguirre do Culto de Umbanda,
Pérsio Bider da Juventude Judaíca e Lia Bergman da B’Nai E B’rith do Brasil,
Padre Bizon da Arquidiocese de São Paulo,
Don Marcelo Rezende da Igreja Católica Liberal,
Padre Ney, Igreja Vetero-catolica,
Tata Eduardo Brasil, representando o Conselho Estadual de Educação Religiosa e o FOESP,
Babalorixá Rozevaldo de Oxumaré do Candomblé Nação Efan,
Tata Ti Nkisi Joselito Evaristo da Conceição – Candomblé da Nação Angola,
Iyá Ekedi Ogunladê, representando as Sacerdotisas de Matriz Africana,
Mahesvara Cidas representante do Hinduísmo,
Fábio Ferreira Nascimento da Igreja Jesus dos Santos dos Últimos Dias,
Fábio Rezek da Comunidade Bahaí,
Reverendo Christian Lepelletier da Igreja da Unificação,
Sr. Paullo Santos – representante Espiritualista,
Reverendo Elias Andrade Pinto, representante da Igreja Presbiteriana Independente e do Conselho Global da URI.
Entre as autoridades políticas, compareceram ao evento Benedito Fernandes, Secretário Adjunto do Esporte, Lazer e Juventude; Marco Antônio Zito Alvarenga, Procurador Federal; Antônio Carlos Malheiros, Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Walter Forster Júnior, coordenador da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, representando o Prefeito de São Paulo Gilberto Kassab; e Daniela Cembranelli, Defensora Pública Geral do Estado de São Paulo.
Também estiveram presentes pessoas e instituições de todo o Estado, além de Conselheiros dos Conselhos de Cidadania, que atuam em prol dos direitos humanos, da liberdade de crença e da cultura de paz.
Adaptado do relatório de Carina Rabelo
Coord. de Imprensa da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania

Texto enviado pelo amigo Rev. Christian Lepelletier

CAVALEIRO DE ARUANDA | RONNIE VON




19 de jan de 2011

ANIVERSÁRIO DE SRI BHAGAVAN MITRA DEVA - O AMIGO DIVINO

por: Margareth Gonçalves (Devi Dasika)

Segundo as tradições do Suddha Dharma, desde 1450 estava prevista a vinda de Sri Bhagavan Mitra Deva, que tem como um de seus propósitos conduzir a humanidade à unificação. Esse nascimento ocorreu em 1919, e ele não está entre nós em nome de alguma religião ou de algum mestre.

Em tempo algum por nós conhecido a humanidade precisou tanto da ajuda e orientação divina como agora. Trarei a vocês, em continuação ao assunto Avataras [Sexto Sentido 30], o nascimento, vida, missão e doutrina do avatar Sri Bhagavan Mitra Deva, encarnado em nossa era atual.
O nascimento de Sri Bhagavan Mitra Deva foi anunciado pelo Suddha Dharma Mandalam há muito tempo. Este nível de divindade escolhe interferir nos problemas do Homem nas fases em que a inteligência humana está desorientada, sob a preponderância das forças assúricas (contrárias à lei), donde resulta que vidas inocentes e seres desprotegidos esperam uma impiedosa extinção.
Os lamentos sinceros trazem a divindade em forma humana. De seu estado passivo de observador silencioso e propulsor invisível de todas as ações, o divino vem em forma humana, para proteger os devotos e desamparados e remover as forças assúricas que retardam a marcha da evolução da humanidade.
Advertindo agora sobre esta doutrina do avatar, vamos investigar o ato do avatar; pois avatar é um ato, e o seu sentido estrito é ‘descida’. Como o termo é geralmente usado em associações com personalidades de uma sublime ordem de eminência espiritual, surge a questão: se um ser humano, nascido com todas as fraquezas e debilidades, poderia, a qualquer hora, ascender a este nível divino através de práticas, qualquer que seja a grandeza de linha espiritual que achemos que ele tenha alcançado.
O Srimad Bhagavad Gita (a “bíblia universal”), de Bhagavan Sri Krishna, assegura que o ato do avatar é um monopólio divino, peculiar somente ao ishwara (diretor planetário), mas os Homens geralmente não entendem isto. Portanto, nenhum ser humano pode transformar-se a si mesmo em avatar. Porém, essa tendência para homenagear meras personalidades tornou-se um tipo de doença entre nós. A idéia de que um homem pode se transformar em um avatar parece estar se difundindo para saciar os desejos da mentalidade da massa. Divulgar tal idéia é apenas a exploração do alicerce da fé. Por isso é necessário, da parte dos que desejam conhecer este mistério, usar a inteligência crítica para realmente entender as verdadeiras implicações dessa grande doutrina.

Amigo Divino
Retomando agora a intenção primeira, explanaremos sobre Sri Bhagavan Mitra Deva, ou, em nosso idioma, Amigo Divino. Desde 1450 estava prevista, segundo tradições do Suddha Dharma, a vinda de Sri Bhagavan Mitra Deva no início do século XX, e que ele seria considerado como Mestre do Mundo. Um de seus principais propósitos seria o de conduzir a humanidade à unificação, em todos os seus níveis de evolução, independente de credo, nacionalidade, casta e reino.
Nesse mesmo período (por volta de 1450), nasceram 43 grandes instrutores no seio de várias religiões, espalhadas nos quatro cantos da Terra, para divulgar em suas áreas princípios da Lei Eterna (Suddha Dharma). Em 1905, em um mosteiro oculto da Fraternidade Branca, os mestres chegaram à conclusão de que era chegado o momento da exteriorização, divulgação do Suddha Dharma, e concretização da manifestação de Sri Bhagavan Mitra Deva.
Seu nascimento ocorreu na lua cheia, em 19 de janeiro de 1919, em Maharastra, Índia. Seu pai faleceu alguns dias após seu nascimento, e ele e sua mãe ficaram sob os cuidados dos mestres, na região sagrada de Badari Vana, no bosque de Bilva, um dos cinco bosques existentes nas proximidades do Maha Guha. Nesse mesmo dia, ele foi submetido às suas duas primeiras iniciações, e depois foi ninado em uma rede entre duas enormes árvores. Foi nutrido e amamentado pelos espíritos da natureza; e, mais tarde, alimentado pelas aves de Nara – representante da humanidade.
Para a celebração de seu nascimento, estavam presentes todos os siddhas, os Senhores dos sete raios e os mahatmas. Logo após o nascimento do avatara, os mestres da Fraternidade Branca deram início a um yagna (uma série de sacrifícios e meditações) que durou 40 dias, invocando sobre Ele a Shakti (energia divina) para o pleno êxito de sua missão.


Início do Trabalho
A preparação e o advento de Sri Bhagavan Mitra Deva ficaram sob a tutela de um anjo conhecido como Rinkhana; esse ser foi responsável pela organização dos elementos atômicos que deveriam constituir a forma física do Mestre, esotericamente conhecida como Devi Prakriti (matéria incorruptível, corpo de glória; não sujeita a enfermidades, envelhecimento ou morte), condições fundamentais para que ele possa realizar sua missão com absoluta perfeição e a distância, atuando simultaneamente em todo o mundo, por meio dos seus poderes mentais e espirituais.
Após o seu nascimento, a hierarquia divina providenciou para que todos os iniciados da Fraternidade fossem notificados para realizarem os preparativos para o início do trabalho do Mestre. Temos que deixar bem claro que Sri Bhagavan Mitra Deva não está entre nós em nome de alguma religião ou de algum mestre que esteve entre nós, mas sim tem o objetivo único de restaurar a essência divina da Lei, que certamente é a base de cada religião, mas totalmente adulterada pelo egoísmo e ignorância do ser humano.
Conclui-se que Ele é um avatar, ou seja, um missionário para toda a humanidade, sem exceção; e, para essa mesma humanidade, deverá operar mudanças fundamentais e saudáveis na vida sociocultural, conscencional, etc., como nós já estamos vendo e vivenciando. Ele vem trazer, também, a dissolução dos obstáculos, da ignorância e da separatividade que predominam no seio da raça humana.
Sri Bhagavan Mitra Deva pode ser considerado também um avatara oculto, o qual exerce sua elevada função de ajuda ao mundo sem que todos os Homens o saibam. Ele é conhecido por um número restrito de iniciados nos chamados Mistérios Maiores (Ele atua em nosso campo mental e espiritual independentemente de sua vinculação ao cristianismo, budismo, judaísmo, islamismo, ateísmo, etc.). Seu trabalho também consiste em três etapas, a partir da atuação na consciência humana:
1 – transformar o homem besta em humano;
2 – transformar o homem humano em santo;
3 – transformar o homem santo em divino.

Chaves dos Mistérios
Sem sombra de dúvida, Ele é o primeiro de uma escala de nove avataras, os quais virão para organizar e estabelecer a vinda do Maha Avatar Kalki – no final deste kali yuga, daqui a doze mil anos –, conhecido no Ocidente como Buddha Maitreya, ou o próprio Messias. Sendo assim, o próprio avatar Sri Bhagavan Mitra Deva instituiu uma ordem sob sua direção, chamada Mitra Brinda, a qual é composta por seres humanos que têm uma ligação direta com Ele.
Como mensageiro da divina hierarquia, Sri Bhagavan Mitra Deva nasceu em nossa época para trazer as chaves dos Mistérios Maiores, ensinando o caminho direto não só para uma elite espiritual, mas para toda a humanidade, através do sistema unitivo que consiste na vivência da síntese das leis redentoras do amor, da sabedoria e da ação, método que hoje é tradicionalmente conhecido como “autoconhecimento”.
O nível de compreensão e consciência se desenvolveu a tal ponto no seio da humanidade que a maioria das pessoas de nossos tempos não mais aceita as mensagens de alguns instrutores do passado, cujas doutrinas procuram se impor aos adeptos através de medos, ameaças e condenações irreversíveis – ou pregando sistemas raciais que avivam a noção de separação entre os povos. Inaceitável, inócua e inútil para os nossos dias é ainda a palavra do “Senhor dos Exércitos”, de um Deus irado e vingativo, e das infantilidades de raças eleitas e coisas do estilo, próprios de sistemas ocos e inoperantes.
O conhecimento adequado ao kali yuga é denominado Suddha Dharma, e é efetuado através de iniciações; para conferi-las às pessoas, o Senhor escolheu o siddhavatara na forma adequada para a necessidade. Ele deve ser o diretor da Nova Ordem e felicidade humana, e é através do caminho do mesmo Suddha Dharma que Ele costuma levar os Homens para o grande objetivo.
No curso preparatório, que é dado àqueles que tomam o caminho do S.D.M., pode-se descobrir aquela sublime arte da autoconfiança para procurar a ajuda do divino, não fortuitamente mas sabendo onde está esta divindade. Está perto e em seu coração; é o caminho mais fácil para aqueles que são almas devotas. Este caminho fica difícil de andar se sua atenção é fixada externamente como se D’Eus fosse um governador externo, mas Ele fica muito simples quando você o coloca no trono do seu coração. Isso não é possível, em absoluto, para aqueles que têm adorado D’Eus somente como algo externo, e não como governador interno.
Aqueles que nunca acreditaram em D’Eus, de qualquer forma que seja, nunca poderão imaginar e permitir a Ele um lugar neles mesmos, pois isso seria muito inconveniente; eles são os Homens egoístas de ações cruéis que se destinam à destruição – o mundo está repleto de tais seres em forma humana. A altura alcançada no externo precisa ser contrabalançada pelo interno, e isso é o ishwara – yoga – Suddha Dharma. Esta é a nossa absoluta certeza na obra de Sri Bhagavan Mitra Deva em nossos dias, cujos efeitos já sentimos em todos os níveis de evolução material e espiritual nas últimas décadas, e também nossa grande esperança do início de uma fase de ascensão para todos os povos de nosso planeta.
OM TAT SAT.

Margareth Gonçalves (Devi Dásika) é Acharya e Gnana Dhatha do Ashram Sarva Mangalam do Suddha Dharma Mandalam.


Para saber mais:


Fone: (11) 3862.7321
atendimento@naradeva.com.br
http://www.naradeva.com.br/website/

Fonte: Site Revista Sexto Sentido

17 de jan de 2011

SOBRE O SHABAT

Shabat (do hebraico שבת, shabāt; shabos ou shabes na pronúncia asquenazita, "descanso/inatividade"), também grafado como sabá (português brasileiro) ou sabat (português europeu), é o nome dado ao dia de descanso semanal no judaísmo, simbolizando o sétimo dia em Gênesis, após os seis dias de Criação. Apesar de ser comumente dito ser o sábado de cada semana, é observado a partir do pôr-do-sol da sexta-feira até o pôr-do-sol do sábado. O exato momento de início e final do shabat varia de semana para semana e de lugar para lugar, de acordo com o horário do pôr-do-sol.

O shabat é observado tanto por mandamentos positivos, como as três refeições festivas (jantar de sexta-feira, almoço de sábado e refeição de final de tarde no sábado), e restrições. As atividades proibidas no Shabat derivam de trinta e nove ações básicas (melachot, livremente traduzido como "trabalhos") que são descritas pelo Talmud a partir de fontes bíblicas.

Etimologia

A palavra hebraica שבת, shabāt, tem relação com o o verbo שבת, shavāt, que significa "cessar", "parar". Apesar de ser vista quase universalmente como "descanso" ou um "período de descanso", uma tradução mais literal seria "cessação", com a implicação de "parar o trabalho". Portanto, Shabat é o dia de cessação do trabalho; enquanto que descanso é implícito, mas não é uma denotação da palavra em si. Por exemplo, a palavra em hebraico para "greve" é shevita, que vem da mesma raiz hebraica que Shabat, e tem a mesma implicação, nominalmente que trabalhadores em greve se abstêm ativamente do trabalho, ao invés de passivamente.

Algumas pessoas perguntam por que Deus precisou "descansar" no sétimo dia da Criação de acordo com Gênesis. Se o sentido da palavra é entendido como "cessação do trabalho" ao invés de "descanso", isso é mais consistente com a visão bíblica de um Deus onipotente.

Shabat é a fonte para o termo em português Sábado, e para a palavra que denomina esse dia da semana em muitas outras línguas. A palavra "sabático" - se referindo ao ano sabático na Bíblia, ou o ano que uma pessoa tira sem trabalhar, especialmente no mundo acadêmico, também vem desta raiz.

Fonte bíblica

O status especial do Shabat como dia sagrado aparece no Tanach:
E Deus abençoou o sétimo dia e o santificou porque nele se absteve de todo
o Seu trabalho que Deus havia criado para completar seus feitos. Cquote2.svg
— Gênesis 2:3

O Shabat é introduzido com a declaração que o trabalho dos céus e da terra foram completos, e que eles permanecem perante nós em seu estado final pretendido de perfeição harmoniosa. Então Deus proclamou Seu Shabat. Essa passagem, que também é utilizada como o primeiro parágrafo do kidush de Shabat, proclama que Deus é o Criador que trouxe o universo à existência em seis dias e descansou no sétimo. A observância de Israel (o povo judeu) das leis de Shabat constituem um testemunho devoto a isso.[2]

Apesar do status sagrado do dia ser indicado em Gênesis 2:3, nenhuma obrigação surge diretamente desse status. O verdadeiro mandamento para observar o Shabat é mencionado diversas vezes no Tanach, todos eles surgem após o Êxodo do Egito. O primeiro mandamento relacionado ao Shabat é o quarto dos Dez Mandamentos (Êxodo 20:8-10 e Deuteronômio 5:12-14).

Status como dia sagrado

O Tanach e o sidur (livro judaico de rezas) descrevem o shabat como tendo três propósitos:

1. Uma comemoração da redenção da escravidão dos israelitas do antigo Egito;
2. Uma comemoração das criações do universo de Deus;
3. Uma pequena experiência do mundo na Era Messiânica.

Definição

No Tanakh, a ordem de um dia de descanso é dada diretamente por Deus, após os seis dias de criação:

"Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo D-us acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou D-us o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que D-us criara e fizera". [3]

Sua observância é considerada de extrema importância, aparecendo como o quarto dos Dez Mandamentos.

"Lembra-te do dia de Shabat, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o Shabat do S-NHOR teu D-us; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o S-NHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do Shabat, e o santificou".[4][5]

A tradição judaica acredita que um dia inicie com o pôr-do-sol e termine com o pôr-do-sol seguinte, pelo que o shabat se inicia com o pôr-do-sol da sexta-feira comum e termina com o pôr-do-sol do sábado comum.

Em algumas ocasiões a palavra Shabat refere-se a lei de Shemitá, a feriados judaicos ou a uma semana de dias, dependendo do contexto mas sempre associado a um período de cessação de trabalho.

Atividades proibidas no Shabat

Ver artigo principal: atividades proibidas no Shabat

Segundo o Talmude (Mishná Shabat 7,2), são 39 as atividades que são proibidas de se fazer durante todo o Shabat. Excepcionalmente, contudo, em caso de risco de morte, quaisquer das proibições podem ser deixadas de lado, eis que o valor mais caro ao judaísmo é a vida. Dizem os sábios que tais tarefas foram aquelas realizadas durante a construção do Tabernáculo.

Shabatot especiais

Os Shabatot especiais são associados com festas judaicas importantes que eles precedem. Por exemplo, Shabat HaGadol, que é o Shabat antes de Pessach, Shabat Zachor que é o Shabat antes de Purim, e Shabat Teshuvá que é o Shabat antes de Yom Kipur.

Restrições aos Gentios

O Eterno ordenou exclusivamente aos judeus que observassem o shabat :"E os filhos de Israel guardarão o shabat" ou ˜O Shabat será um sinal entre Mim (O Criador) e Vós (povo judeu)". Assim sendo, os gentios (goys) estão proibidos de guardá-lo, pois se o fazem estão transgredindo a Lei, atribuindo para si o título de "filho(a) de Israel" sem de fato o ser e cometendo Avodah Zarah (idolatria), pois estão adorando ao Criador de um modo que ele não determinou. Um não-judeu que “descansar” no Shabat é passível de pena capital, a não ser que seja peregrino entre os filhos de Israel.

Fonte: Wikipedia

14 de jan de 2011

MAR DE SANGUE - MASSACRE DE GOLFINHOS NO JAPÃO


IMAGENS FORTES, MAS INFELIZMENTE AINDA SÃO REAIS!
EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE, DOS ANIMAIS, DOS GOLFINHOS!





13 de jan de 2011

O MUNDO VAI ACABAR EM 2012?

Para muitos que contem a duvida sobre o grandioso fenômeno de 2012, ai vai mais um pouco sobre a grande profecia alguns videos com explicações de Divaldo Franco.









Fonte: Blog Grupo Allan Kardec

11 de jan de 2011

FIM DO QUE?

Texto de Wagner Borges

As grandes almas que ajudam invisivelmente na evolução da humanidade não fazem previsões funestas. Em nenhum momento, suas orientações são direcionadas à questões de fim do mundo. Seus ensinamentos são direcionados à manutenção da esperança e da Luz Divina que já habita todos os seres. Suas inspirações são para ampliarmos o sorriso, para abrirmos flores em nossos chacras e para fluirmos pela existência com generosidade e bom senso. Seus ensinamentos são claros: AMOR, AMOR, AMOR... Sua bondade é inigualável e, por isso, eles dizem: "Avancem no caminho... Estamos abraçando seus espíritos, estamos presentes em seus corações. Nossa alegria é vê-los evoluindo em direção ao afloramento de seus potenciais divinos. Cresçam, meus irmãos! Os medos, profecias e querelas humanas não governam os destinos do mundo. A luz da humanidade está no coração e em seus próprios passos. O destino dos homens já está traçado desde a aurora dos tempos. Ninguém tem alternativa a não ser evoluir..."
Para alguns, esse processo pode parecer demasiadamente lento. Outros podem argumentar que há pessoas tão maléficas que o único caminho para elas é a destruição. Todavia, é necessário olhar tudo isso com visão ampla, além de meras referências sensoriais e emocionais. É preciso olhar com visão imortal, preciosa e livre de amarras psicológicas. Ninguém morre! Onde, então, está esse fim de que tanto falam e profetizam?
O Universo pode desaparecer, quem sabe? Mas as consciências permanecerão vivas e conscientes. Não temos alternativa: somos imortais!
Se por ventura, eu souber de alguma catástrofe mundial, não me abalarei, pois sei que isso já aconteceu antes e estou vivo até hoje!
A Atlântida afundou, mas há tantas pessoas que desencarnaram lá e estão vivas hoje tanto quanto antes. Não me preocupa o fim do mundo, pois sou imortal. O que me preocupa é o fanatismo e o medo das pessoas.
Como gostaria de ver o fim disso!
Vejo muitas pessoas profetizando o fim dos tempos, mas não as vejo falar de imortalidade. Vejo-as ameaçando o mundo, como se fossem "juízes da Nova Era".
Não sei se acontecerá alguma coisa amanhã ou depois, mas sei que meus olhos estão brilhando de compaixão. Não sei o que virá nos dias vindouros, mas sei que no presente momento devo crescer, sorrir, amar e lutar por idéias criativas entre os homens.
Não sou profeta, sou apenas um espírito vivendo por um tempo na Terra. Entro e saio de corpos há muitos milênios e vou seguindo... Se não existir mais este planeta, vou para outro. Já faço isso há um tempão. Terremotos, maremotos, furacões e morte não me perturbam. Se acontecerem mesmo em escala planetária, tenho absoluta certeza de que sobreviverei a eles, seja dentro ou fora do corpo. Aliás, não tenho alternativa mesmo: Deus me fez imortal!
Como disse antes, não sei profetizar e também não me considero um eleito espiritual diferente dos outros. Pelo contrário, preciso aprender muito com meus irmãos de caminhada.
Tenho mais simpatia pelo meu amigo Gilmar, balconista da padaria do sr. Manuel, onde almoço, brinco e falo de futebol, do que pelos profetas de fim dos tempos. Muitos deles se acham escolhidos espirituais diferentes dos outros seres humanos.
E além de ser amigo do pessoal da padaria, também sou amigo de vários seres espirituais. São eles que me inspiram a sempre veicular idéias positivas ao mundo.
Bom, está na hora de concluir este texto. Acho que vou ali na esquina, na pastelaria do meu amigo japonês que adora conversar comigo sobre aura e vida após a morte. Deu-me uma baita vontade de comer um pastel. E que dupla maravilha: o pastel não é iniciado ou extraterrestre, e eu não sou um escolhido da Nova Era! Contudo, vou até a pastelaria cheio de alegria, e meus olhos estão brilhando, pois está neles a certeza de que sou imortal e o único "finn" que conheço é a marca do adoçante aspartame que uso no cafezinho.

Wagner Borges

7 de jan de 2011

HIERARQUIA ESPIRITUAL DA TERRA

O Supremo Regente planetário é um Espírito, conhecido através das várias religiões, com nomes diferentes. Na cultura Védica, por exemplo, (e mais antiga), como SRI BHAGAVAN NARÁYANA, Governador da Terra, possuidor de todos os Poderes Materiais e Espirituais. Esse Excelso Ser é a Entidade maior de Deus em nosso mundo (planeta Terra). JESUS, o Cristo, referia se a esta Divindade como "o Pai". Naráyana, dentro do sistema cósmico, juntamente com todos os outros Naráyanas, (um para cada planeta, mesmo naqueles em que não existe vida tal como a concebemos), estão submetidos à regência de BRAHMAN (o Criador), que é o Supremo Regente deste Universo, O qual, por sua vez, juntamente com outros Brahmans (um para cada Universo), estão vinculados ao Poder Supremo do Para-brahman, o Absoluto, o DEUS ÚNICO, raiz de tudo o que existe, material e espiritual, Fonte de Vida de todos os seres e todas coisas, sem estar limitado nem mesmo pela totalidade de Suas criações.

Vamos, agora, abordar a manifestação divina em nosso planeta.Todas as tradições religiosas fazem menção, em suas sagradas escrituras, referências sobre este misterioso Ser, que não possui genealogia, nem história, em razão de nunca ter tido nascimento físico, mas é reconhecido como o protetor do Dharma ( Lei ), o Supremo Regente da Hierarquia Divina, o Qual promove a descida dos Grandes Sacerdotes (Salvadores ou Avataras) da Humanidade. Vide, por exemplo:na Bíblia, o nome atribuído a este Espírito é Melquisidec (velho e novo testamento); Logos, nas tradições gregas; Naráyana, na epopéia do Mahabhárata; Alah, no Islamismo; Amithaba, no Budismo; Jeovah, em algumas correntes hebraicas e cristãs e etc.

Na realidade, são nomes diferentes dados ao MESMO ESPÍRITO. O segundo Ser na Hierarquia é SRI YOGA DEVI, detentora das energias criadoras, que atua nos planos materiais e espirituais. Também aqui, inúmeros nomes possui esta Divindade, tais como: Rainha dos Anjos, Maha Devi, Durga,Ísis, Mãe Divina ou Espírito Santo, dependendo, sempre, das tradições místicas ou religiosas. Essa Divindade é a executora da Vontade do Supremo Regente, da qual é inseparável, em toda sua atuação, cuja natureza é criar, gerar, nutrir, dar vida e bênçãos. O terceiro grau da Hierarquia é constituído de Excelsos Seres, os quais cuidam da evolução moral e espiritual da Humanidade e é formado pelos AVATARAS, também conhecidos como Encarnações Divinas. São Missionários que descem ao plano terrestre, muito inferior ao grau em que se encontram, para ensinar, guiar e purificar os seres que aqui vivem, tornando possível a evolução, preservação e reintegração da Humanidade no Plano Divino.

As mais conhecidas Encarnações Divinas, no grau de Avataras são: KRISHNA, RAMA, GINA, LAO TSE, MOISÉS, HERMES, BUDA, JESUS CRISTO e MAOMÉ; e, vivendo já entre nós (de forma oculta), encontra se BHAGAVAN MITRA DEVA (o amigo divino), cuja missão é unificar todo o planeta, eliminando as barreiras do fanatismo, preconceitos religiosos, raciais, de sexo e de toda classe de separatividade entre os seres humanos. É um Avatara oculto, que atua na mente e no coração da Humanidade, em todos aqueles que possuem boa vontade, amor ao próximo e sentimentos de fraternidade, valores espirituais que devem prevalecer sobre os aspectos extremistas religiosos e sociais que, infelizmente, ainda infestam nossa humanidade. Ele é "Aquele" esperado de todas as nações e de todas as religiões, o "Consolador" das escrituras cristãs, o "Messias", do Judaísmo, o "Mahdi" da religião muçulmana, ou o "retorno ou vinda do Cristo" , nas citações evangélicas.

Nascido em 16 de Janeiro de 1919, na região de Maharastra, na Índia, sua sagrada Missão começou com apenas quatro anos de idade, de forma transcendental; não veio em nome de nenhum Avatara do passado, mas prega a essência pura das doutrinas de todos Eles. Vive na região de Badari, na parte setentrional dos Himalaias, em uma comunidade de Sábios e Grandes Mestres, localidade inacessível ao homem comum. O seu Advento, previsto em todas as escrituras religiosas dos povos, também foi profetizado pelos Maiores da Fraternidade desde l450 dC e que Sua manifestação ocorreria nos primórdios do século XX. Sua Missão, diferente dos Avataras públicos (Krishna, Buda, Jesus e outros) que mantiveram contato direto com os homens, para exporem suas doutrinas redentoras, Mitra Deva tem uma função universal junto à Humanidade, como Unificador da Lei Eterna.

Embora desconhecido pela imensa maioria dos homens (com exceção dos Iniciados de algumas religiões), Sua atuação em nosso mundo, todavia, é incontestável, senão vejamos: nos últimos oitenta anos, a humanidade atingiu níveis elevadíssimos de progresso, nas áreas sociais, nas Ciências, Artes, Filosofia de vida, Educação, Religião etc, que não havia atingido nem na soma dos últimos vinte séculos.

Proporcionou a descida de grandes almas (Mestres de áreas espirituais e materiais) em quase todos os países para servirem de canal de Seu trabalho no mundo; após a Segunda Guerra Mundial, propiciou a constituição da ONU e assim tivemos o primeiro mecanismo de direitos e deveres das nações, possibilitou os passos iniciais no intercâmbio entre as religiões (Ecumenismo); a eliminação das barreiras e preconceitos contra as mulheres; ativou o progresso na tecnologia das comunicações e dos transportes, o estudo para a formação de núcleos continentais na política; a necessidade de se facilitar o acesso das pessoas entre localidades diferentes e está criando condições para estabelecer moeda única entre os países do mesmo bloco continental. O trabalho de Mitra Deva, o Anjo Encarnado, prosseguirá ainda por muito tempo, até a completa consumação de Seus propósitos divinos: a fraternidade universal e a formação da Nova Humanidade, neste novo milênio. Para melhor compreensão das mensagens dos Grandes Missionários, dentro do nosso esquema evolutivo, damos abaixo um quadro dos principais Avataras da Suddha Dharma Mandalam (Grande Fraternidade Branca) neste ciclo do Kali Yuga (Idade do Ferro):

KRISHNA - Avatara da Síntese
RAMA - Avatara da Síntese
MOISÉS - Avatara do Dever
BUDA - Avatara da Sabedoria
LAO TSE - Avatara da Sabedoria
JESUS - Avatara do Amor
MAOMÉ - Avatara do Dever
MITRA DEVA - Avatara da Síntese

Fonte: Site Raja Yoga

5 de jan de 2011

O QUE SÃO YAMAS E NIYAMAS

Por: Henrique Saad

É comum lutarmos contra o “mundo”, ir contra a maré, nos irritarmos com aquilo que não está conforme nossas vontades e expectativas, pois frequentemente carregamos uma boa porção de ego em nossas atividades, um ego que nos traz uma falsa sensação de individualidade e desconexão com o restante do mundo. Esse sentimento de desconexão, que muitas vezes nem percebemos, é uma das causas primordiais do sofrimento humano (kleshas).

Milhares de anos atrás, na Índia, buscadores espirituais buscaram meios para eliminar as causas primordiais de sofrimento e, culminaram num método integral para harmonizar o corpo, mente e espírito. Esse método ficou conhecido como Yoga e, esses milenares buscadores espirituais conhecidos como Yogis, verdadeiros cientistas da época que, através da observação direta e reflexão, sistematizaram um caminho para viver em paz e plenitude.

Nos dias atuais, no Ocidente, esse método foi restringido muitas vezes à prática de posturas físicas (asanas), esquecendo-se de todo o resto do caminho, que é tão importante no processo de integração do indivíduo com o Universo em que ele está inserido.

Yamas e Niyamas fazem parte desse método e são poderosas ferramentas que, se aplicadas sinceramente na vida prática, nos guiam no sentido da ação correta, da ação virtuosa, que nos faz percorrer a jornada da vida com paz e sabedoria.

Patanjali, um sábio indiano, compilou as principais técnicas de yoga praticadas em sua época (provavelmente 150 d.C.) no texto Yoga Sutras, aonde sistematizou oito passos essenciais neste caminho para o estado de equilíbrio:

1 – Yamas (restrições externas)
2 – Niyamas (observâncias internas)
3 – Asana (posturas físicas)
4 – Pranayama (controle da energia vital por meio da respiração)
5 – Pratyahara (introversão dos sentidos)
6 – Dharana (concentração)
7 – Dhyana (meditação)
8 – Samadhi (estado de superconsciência)

Então, vemos que os Yamas e Niyamas são os primeiros passos mencionados por Patanjali na busca deste estado de equilíbrio interior. Constituem a verdadeira base para trilhar com harmonia esta jornada de autoconhecimento, que permitirá ao Yogi gradualmente se reconectar com a essência que está dentro de si e dentro de todas as coisas.

Yamas e Niyamas são condutas éticas que, se colocadas na vida prática, nos permite superar os obstáculos criados pelo ego, livrando-nos de pesos desnecessários criados pela mente e assim finalmente viver em paz.

Yamas são comumente traduzidos como "restrições externas". São ideais que orientam as nossas relações com o mundo externo, almejando um estado de paz e equilíbrio. Os Yamas mais conhecidos são:

Ahimsa: não violência em pensamento, palavras e atos. Fumar, por exemplo, pode ser visto como um ato de agressão contra si mesmo e aos demais que estão ao redor. Respeitar os seus limites durante a prática de Yoga também é visto como um ato de ahimsa.

Satya: verdade em pensamento, palavras e atos. O seu eu exterior e seu eu interior passam a agir em harmonia, em vez de idéias contraditórias. Por exemplo, quando sabe que errou em alguma situação, seja sincero com todos e peça desculpas. Manter uma aparência externa que não condiz com a sua consciência interna só lhe trará conflitos psicológicos desnecessários.

Asteya: não roubar em pensamento, palavras e atos. Por exemplo, um professor que chega constantemente atrasado para dar aula está roubando o precioso tempo de seus alunos, que tiveram consideração de chegar com antecedência. E vice-versa.

Aparigraha: ausência de ganância em pensamento, palavras e atos. Significa não possuir coisas desnecessariamente. Será que o seu último tapetinho decorado de yoga é tão necessário assim? Ou é apenas para fazer um estilo que lhe traz um peso desnecessário?

Brahmacharya: a conduta que leva a Brahman, a essência que permeia tudo e de todos. Significa não desperdiçar o uso de nossos sentidos excessivamente em atividades mundanas, mas sim utilizá-los para perceber a própria essência que as constitui. Fechar os olhos e manter uma atenção serena sobre o exato momento talvez torne mais fácil a compreensão da essência das coisas. Olhar-se no espelho e comparar sua asana com a de seu colega parece não ser tão importante assim, entende?

Niyamas são comumente traduzidos como "observâncias internas". São ideais que orientam as nossas relações com o mundo interno, almejando um estado de paz e equilíbrio.Os Niyamas mais conhecidos são:

Saucha: pureza do corpo e mente. Por exemplo, não basta apenas um banho para remover nossas impurezas físicas. Ainda mais importante é o banho mental para remover as impurezas e sentimentos negativos acumulados. Limpar o externo sem limpar o interno de nada vale para uma vida em paz. A prática integral de yoga pode ser vista como um excelente exemplo de purificação do corpo e mente.

Santosha: contentamento. Apreciamos o presente do jeito que ele é e não como “deveria ser”. Apreciamos cada momento que nos é dado nessa vida independente das circunstâncias, sejam elas aparentemente positivas ou negativas. Praticando Yoga, por exemplo, podemos nos contentar com o grau de flexibilidade de que temos hoje em vez de ultrapassar nossos limites a ponto de se machucar. O contentamento lhe permite finalmente relaxar e apreciar o presente da forma que ele é, aproximando-o cada vez mais de sua essência.

Tapas: austeridade. Esforço pelo qual criamos um fogo purificador que aumenta nossa confiança e força de vontade. Por exemplo, acordar diariamente antes de o sol nascer para meditar pode ser considerado uma forma de tapas.

Svadhyaya: estudo dos textos espirituais e de si mesmo. Todo conhecimento envolve reflexão que influencia nossos próprios comportamentos e maneira de pensar. Estudo sem reflexão é apenas uma coleta desnecessária de informações mal-digeridas.

Ishvara pranidhana: devoção, ou constante atenção sobre a presença Divina. É reconhecer que toda a criação é uma manifestação da consciência Divina. Ao comermos, ao escutar uma música, ao respirar, ao meditar podemos nos lembrar da existência dessa energia suprema que sustenta tudo e todos.

Enfim, yamas e niyamas constituem a verdadeira base para trilhar a vida em harmonia, com os outros e consigo mesmo. Eles não são mandamentos cuja quebra seria considerada um “pecado”. São apenas meios para percebermos que toda ação tem sua conseqüência e que podemos naturalmente aprender com essas conseqüências se levarmos a vida com sabedoria e simplicidade.

Que tal refletirmos sobre como vivenciá-los em sua plenitude? A chegada do novo ano é um momento propício para refletirmos e, com o coração aberto, tentarmos nos tornar, apenas, pessoas simples e de bem com a vida.

Feliz 2011!

Hari Om


Fonte: Portal Yoga Brasil

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