14 de jul de 2009

QUAL A DIFERENÇA ENTRE A PRÁTICA DE UMBANDA E DA QUIMBANDA?

RAMATIS - A Doutrina de Umbanda, apesar do seu ritualismo e processo de ação direta na fenomenologia do mundo material, define-se por um trabalho a serviço do BEM. Mas a negociata inescrupulosa de despachos nas encruzilhadas, cobrança mercenária para melhorar negócios, os trabalhos para juntar ou separar casais, afastar patrões desagradáveis, obter promoções prematuras, derrotar competidores ou eleger candidatos políticos, tudo isso é considerado quimbandismo, porque opera em detrimento do próximo.

Conforme já explicamos, Kimbanda ou Quimbanda era o nome do grande sacerdote dos negros bantos, espécie de médico, oráculo, conselheiro, juiz e experimentado feiticeiro, cujo poder sobrepujava o do próprio rei da tribo. Mas, à medida que as crendices e rituais bárbaros africanos foram-se mesclando de outros ritos e práticas estranhas, no Brasil, sob a influência católica e ameríndia, também adquiriram um sentido deliberadamente benfeitor.
Então os seus cultores acharam necessário diferenciar o novo sincretismo religioso, libertando-o da matriz onde se gerou; e então surgiu a UMBANDA, como denominador da magia branca, a serviço do Bem. À medida que os trabalhos de Umbanda se definiam num curso benéfico, o cognome Kimbanda, do velho sacerdote banto, passou a ter um sentido pejorativo indicando a prática da magia negra. Daí, a tradição que se firma, dia a dia, de que todo labor benfeitor é umbandismo e todo o trabalho de magia maléfica é quimbandismo. Em ambos os casos, tenta-se definir os extremos do bem e do mal no serviço e contato com o mundo oculto através de processos mágicos.
O umbandista é o médium, o cavalo, o mago, o filho de terreiro, que só deve praticar o bem; e o quimbandeiro é o médium, o cavalo, o mago ou o filho do terreiro que só pratica o mal. O primeiro é intérprete da linhagem angélica; o segundo é o marginal, o feiticeiro ou discípulo da linhagem diabólica. Obviamente, o verdadeiro umbandista só aceita serviços em benefício do próximo, enquanto o quimbandeiro mobiliza poderes mediúnicos e energias ocultas para auferir vantagens pessoais, embora prejudique o próximo. É o marginal de Umbanda, tal qual o médium inescrupuloso e exilado da seara espírita. Ambos não merecem crédito, confiança ou assistência de boa qualidade, pois invertem o sentido benfeitor das iniciativas do mundo espiritual. E após desencarnarem pagarão bem caro essa traição no mundo carnal.

Fonte: A missão do Espiritismo. Médium: Hercílio Maes por RAMATÍS (nosso querido mentor espiritual do blog e trabalhador do Cristo em prol do Universalismo.)

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